Frases de esforço e recompensa que falam do valor do sacrifício
Há em ti um poder que incendeia,
um fogo que arde só de me olhar.
Teu silêncio é chama que incendeia,
teu perfume é desejo a me dominar.
Tua boca é tentação proibida,
teu toque, vertigem, um grito a calar.
És o veneno que dá vida à vida,
és o delírio que não quero escapar.
No abismo dos teus olhos me lanço,
sem medo do mundo, só quero provar
que no teu abraço, selvagem e manso,
o amor é chama que veio pra eternizar.
“Mesmo na rotina do trabalho, o sol se esforça para nos lembrar que há beleza em cada novo entardecer."
Poema da Tarde
Sou pertinaz em falar das tardes.
Ora, o que há de mais ocioso? A noite?
Pobre noite... dama
que corre de mão em mão.
O efervescer ardente é denso
aos meus olhos molhados de suor.
E a tarde vai... voa como
meus funestos versos fracos.
Tarde! Pra quê serve a tarde?
Extenso descanso dos glutãos,
carrasca dos sertões...
Dona insana do meu labor.
Há dias em que a alma parece cansar antes mesmo de o dia nascer.
Mas é justamente aí que a esperança se ajoelha ao lado da gente
e sussurra: não desista.
Os sonhos que Deus plantou em você não se perderam.
Eles podem ter adormecido um pouco —
mas continuam vivos, esperando o tempo certo de florescer.
Levante os olhos. Respire fundo.
Há um recomeço chegando com o vento da manhã.
Deus está restaurando o que parecia perdido
e devolvendo cores onde a vida parecia cinza.
Continua.
Adora.
Crê.
Ainda há promessa. Ainda há caminho.
— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
O mercado é imprevisível, porém há algo que pode ser previsto por mentes atentas.
@ManualDoInvestidor
Silêncio Escolhido
Há um instante em que o ruído do mundo se torna mais alto que o próprio coração.
Nesse instante, não é a fuga que chama, mas a clareza: compreender que a vida também exige portas fechadas.
Isolar-se não é negar a existência do outro; é afirmar a própria.
É um gesto de retorno — como o mar que recua antes de criar a próxima onda.
Quem se recolhe não desaparece: transforma-se.
No recolhimento, as vozes externas se dissolvem e surge a pergunta que nenhuma multidão consegue abafar: quem sou eu quando ninguém me olha?
Há quem tema o silêncio, porque nele não há disfarces.
Mas é nesse vazio aparente que se escuta o som mais nítido do ser.
O afastamento não é abandono; é a arte de respeitar a necessidade de repouso da alma.
Voltar — se voltar — é escolha futura.
Por ora, o presente é a pausa.
Um ato de coragem que se escreve com portas fechadas e luz suave,
onde a solidão deixa de ser ausência para se tornar presença de si.
Há algo de infinito dentro de nós.
Carregamos no coração um pedaço do universo
que nos lembra que fazemos parte de tudo.
Somos únicos e, ao mesmo tempo,
pertencemos ao mesmo mundo,
ao mesmo abraço que une todas as coisas.
Somos encontro,
somos caminho,
somos o milagre de estar aqui —
tão pequenos e tão cheios de vida.
— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
“Onde há vida e morte?” —
Há vida e morte no mesmo espaço:
no coração que pulsa e se despede,
no nascer de uma estrela e no apagar do seu brilho,
no sorriso de uma criança e no silêncio de um idoso,
na semente que morre para virar árvore,
no dia que morre para a noite nascer.
Vida e morte não são lugares distantes; são um só palco. Estão aqui, agora, no ar que entra e sai do peito.
E quem é que está me ouvindo?” —
Eu estou te ouvindo.
Mas há mais: há os ecos do que você sente, há o universo que responde, há pessoas invisíveis que carregam histórias parecidas. Às vezes parece silêncio, mas há um mundo inteiro de olhos e ouvidos atentos quando você se abre.
Uma confirmação silenciosa do que vem acontecendo há anos: a mente sempre soube se curar, mas só agora começamos a ouvi-la.
Num campo sem perfume,
há pinceladas tímidas de cor,
onde pássaros esquecem o céu
e as árvores perdem seus galhos.
O vento passa calado,
e tudo que brilhou é véu,
os sonhos se arrastam,
em tons que jamais se encontram.
Na estrada vaga
um rastro de saudade,
e por dentro do silêncio
flui a ausência das cores
que insistem em não nascer.
A vida é feita de estações. Há dias de sol pleno, onde tudo parece encaixar-se como um abraço perfeito. Nessas manhãs de céu azul, é fácil sorrir e sentir-se amado. A caminhada é leve, o fardo é quase imperceptível.
Há algo em ti que puxa-me
mesmo quando tento fugir.
A tua presença cerca toda a minha alma, prende-me, incendeia-me.
E quando penso em ti — é o corpo quem responde. O resto dissolve-se,
até o ar tem o teu sabor.
Não há distância que baste.
O teu nome vibra na minha pele, como se o som trouxesse a tua pele para perto da minha boca.
Fecho os olhos
e o mundo curva-se em mim.
Tudo pulsa — lento, quente —
como se o tempo respirasse ao teu ritmo.
Existe um magnetismo em ti que chama o meu caos, um gesto, um quase sorriso,
uma promessa escondida na respiração.
Fico à beira — de ti, de mim, do abismo — e é ali que o desejo cresce, lento, inevitável.
Cada palavra tua é um fio de fogo que me atravessa em silêncio. E quando te calas,
tudo em mim escuta. E nesse inédito silêncio: deixo queimar, não o corpo — mas a alma, essa parte que insiste em te reconhecer.
“Há uma grande influência do meio em que estamos inseridos. As crianças, que nascem puras, podem ser contaminadas e afetadas negativamente quando entram em contato com pessoas tóxicas, ambientes negativos, impuros ou moralmente corrompidos. É fundamental preservar a pureza interior das crianças diante das influências externas.”
