Frases de esforço e recompensa que falam do valor do sacrifício

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Nenhum ser humano fica aquém. Quanto de você não há nas palavras de um outro alguém?

O vazio é o buraco que a saudade cava enterrando o amor com flores de solidão. Não há razão para se viver num mundo ausente de amor.

Há um momento delicado em que esquecer o que se sente é a única forma de não esquecer o que se merece.


— Jess.

Nos estranhamos com o tempo, o tempo muda tudo a todo instante. Mas, crescemos com ele, não há nada melhor que vivenciar todas as experiências.

Insuficiente

Dizes-te presente —
mas permaneces?

Há um vazio que não se cala.
E ele pergunta
com a voz que não tens.

Se te ofereces,
por que não te revelas?
Se te dizes suficiente,
por que te ausentas
no gesto?

Não peço excesso.
Peço constância.
Um corpo que fique.
Uma presença que não oscile.

Alguém capaz de preencher
o espaço vasto
que se abriu em mim
e aprendeu a chamar-se morada.

Se és esse alguém,
não tardes.
O tempo aqui é lâmina.
Age.
Socorre-me.

Estou à beira
de um abismo que não promete retorno.

E se não vens,
se não és,
se não ficas —

Adeus.

R. Cunha

⁠Onde ninguém obedece não há quem consiga mandar

Já não há mais educação entre os mais jovens, nem respeito entre os mais velhos, tampouco pudor entre os idosos.

Pessoas presunçosas não têm amigos, têm bajuladores, e onde há bajulação, há fingimento.

No Olhar do Sábio


No olhar profundo de um sábio, calmo e raro,
Não há respostas, nem um simples amparo.
Há um silêncio que é prece e é perguntas,
Onde o Eterno e o humano levantam suas pontas.


De um lado, o Homem, feito de terra e temor,
Com o peso na alma e um quieto fervor.
Do outro, o Infinito, a voz sem qualquer som,
Que desenha mundos no mais fundo dom.


É neste abismo, nesta fronteira estreita,
Que a alma se perde e, perdida, se aceita.
O sábio não fala, apenas contempla a trilha
Onde a alma e a razão, enfim, se encontram.


Não é um debate, nem um duro questionário,
É o suspiro da terra buscando o seu sólio.
É a mão que se abre, vazia e serena,
Aguardando a resposta que acalma ou que envenena.


No olhar do sábio, a dualidade cessa:
D'us e o Homem na mesma quietude acesa.
E quem o encara, por um instante breve,
Vê a ponte impossível que o silêncio tece.
Cristina Santana

Eu não sei exatamente o que sinto.
E talvez esse seja o sentimento.

Há algo em mim que observa a vida
como quem encosta a testa no vidro
e não entra.

Penso demais.
Sinto antes de entender.
E quase nunca entendo.

Carrego uma estranheza mansa,
uma lucidez que cansa,
como se existir exigisse
atenção o tempo todo.

Às vezes sou profunda demais
para momentos rasos.
Às vezes sou simples demais
para explicações longas.

Não é tristeza.
É consciência.
Essa percepção silenciosa
de que a vida acontece
enquanto eu me pergunto
o que exatamente está acontecendo dentro de mim.

E sigo.
Não porque sei para onde,
mas porque parar
seria sentir ainda mais.

Há vozes que não pedem entrada.
Elas chegam
com a firmeza do que é real.

O que se vê não parece imaginação.
Tem forma, intenção, sentido.
Negar seria ilógico
quando tudo se apresenta
com tanta convicção.

O delírio organiza o mundo.
Costura sinais,
dá motivo aos gestos,
explica o que ninguém explicou.

A alucinação não confunde
ela afirma.
E quem vive isso
não está sonhando,
está experienciando.

O mais difícil
não é perder a realidade,
mas viver em uma
que não é compartilhada.

Não há estrada que volte, nem pegada que se refaça. O tempo não devolve nada,
ele apenas arranca.

Onde há horizonte, há limite e nossas ambições nasceram para não caber em nenhum.

Há quedas que não ferem o corpo, mas abrem a alma para o que é eterno.

Há feridas que o tempo não fecha, mas a paz cicatriza.

Não é fraqueza sentir, é prova de que ainda há vida em você.

Há orações que não tem palavras, apenas lágrimas, que Deus traduz.

Há dores que não sangram, mas deixam marcas no silêncio.

Mesmo o silêncio das orações ecoa no céu, há preces que não precisam de voz para serem compreendidas por Deus.

Já carreguei culpas que não eram minhas só pra manter a paz. Há um preço pela paz que não nos pertence pagar, libertar-se dessas culpas é reencontrar leveza.