Selva
“Em meio à selva de pedra, em que a lei da vida determina que a caça deve ser severa, leonina, fiz meu mundo. Preferi, às noites, contemplando o luar sereno dos meus sonhos, cultivar flores, com o aroma do campo em que, outrora, quando menina, explorava, até o cair vespertino. Transformei dias de dor em aprendizado; dias de luta, em combustível. Para seguir viagem, fechei os olhos para os azedumes e esbocei o sorriso mais doce. Nela, encontrei outros sorrisos, mãos amigas e abraços sinceros. Hoje, sou produto destes tantos eus que fui e que desejei ser. Hoje, sou um incomum e singular guerreiro, ainda incansável, sempre a buscar novos caminhos para trilhar”.
Deus sabe o que faz, ele é o único que pode nos direcionar nesta terra, que mais parece uma selva de pedra, temos que aprender e acreditar que mesmo assim, as flores nascem e deixam seus perfumes. Temos que aprender a sentir vento que passa por nós. Temos a chance de todos os dias, admirar o céu e ver o sol. É preciso acreditar que a vida é maravilhosa e que as coisas que nos faz mal são insignificantes. A vida aqui é passageira é um aprendizado, onde alguns tem dificuldades de aprender.
Buracos no Silêncio
(Homenagem a Tanaru — o Índio do Buraco
Verso 1
No ventre da selva, onde o vento é rei
Um homem caminha sem ninguém na lei
Tem buracos na terra e um sol na mão
E um povo perdido na escuridão
Verso 2
Ele fala com as folhas, conversa com o chão
O rio responde na mesma canção
Cada passo que dá é um livro fechado
Cada noite que vem é um sonho enterrado
Refrão
Oh, Tanaru, ninguém te viu partir
Mas a floresta ainda sabe ouvir
O som do arco, a sombra no mato
O tempo passando num passo exato
Verso 3
As estrelas vigiam, mas não dizem por quê
A lua lhe mostra o que o mundo não vê
E a terra é o templo, e o templo é você
Guardando segredos que não vão morrer
Ponte
Um dia os homens virão, sem saber do lugar
Vão pisar no silêncio sem se perguntar
Quem era o último a dançar com o vento
E a deixar seu nome no esquecimento
Refrão final
Oh, Tanaru, teu rastro ficou
Na veia da selva que nunca secou
E enquanto houver folha caindo no chão
Teu canto ressoa na mesma canção
Eu desisti dela
E desisti do mundo.
Dessa selva de pedra
Onde o absurdo é natural
Mas até o amor virou pecado.
Eu desisti porque cansei
De limpar as minhas feridas
E de observar todo o horror
Naturalizado no mundo que destruímos
Mesmo ele sendo
A nossa única casa.
Eu sinto demais
Para sobreviver a esta barbárie.
Não quero mais ser forte.
Não quero sarar outra ferida.
Não quero outra decepção.
Simplesmente cansei da vida.
- Marcela Lobato
Permita-me senhor agradecer por mais um dia de vida, nesta selva tremenda de gentes ferozes e com sua determinação em alcançar algo incomum nos dia serenos.
"Na selva de concreto armado, o relacionamento não é um namoro, meu consagrado, é uma joint venture de almas! Você não procura uma 'cara metade', porque você não é um ser fracionado; você é um ativo de alto valor no mercado da existência! Encontre alguém que não seja uma âncora no seu progresso, mas sim uma turbina na sua ascensão vertical rumo à cobertura. Se o par não agrega no seu valuation emocional e não vibra na mesma frequência do seu sucesso, demita-o da sua vida e abra vaga para quem quer construir um império ao seu lado!"
"Acorde, guerreiro da selva cinza! O sol nasce quadrado entre os prédios, mas o seu brilho tem que ser esférico e total! Engula o estresse com farinha e faça da adversidade o degrau para o seu pódio. A cidade é grande, mas a sua ambição tem que ser astronômica. Vá e vença!"
Aqui
No pé da serra eu construí o meu barraco
Fugi da correria,
Da selva
De concreto e cimento armado,
De valores forjados,
Onde animais indomados se corroem,
Se autodestroem
E morrem aos poucos.
No pé da serra eu vou viver em harmonia
Vou ver brotar a luz do dia,
Sem cortina de fumaça,
Sem medo de arruaça,
Sem essa de internacionalizar.
Aqui o viver é bem melhor,
Os animais se respeitam,
Não respeitam horários
Nem têm regras para seguir.
Aqui tem cheiro de mato,
Flor no regato,
Tem lírio e colibri.
Aqui tem vida, sim.
A língua falada é o viver,
Viver melhor,
Viver melhor.
Aqui não tem televisão,
Nem globalização,
Morte no asfalto,
Mãos para o alto,
“Isso é um assalto”,
Dá-me o teu dinheiro e a tua roupa,
És um prisioneiro nessa vida louca,
Na selva,
De concreto e cimento armado,
De valores forjados,
Vive condenado a vegetar.
Marcos Decliê
Eu saio do teu mundo e entro no meu mundo...
Quando chego na selva do Neris entro em vários mundos...
onde o ronco do WV vai abrindo o caminho com o seus farois...
a sua luz de tons quentes esbarra-se nas bananeiras com as suas folhas amareladas e desfalecida,
que em outros tempos foram verdes como a Amazônia...
quando o motor se cala,e, a luz se apaga, outro mundo nasce, onde a luz da lua cheia ilumina as trevas onde o farol do fusca não conseguiu alcançar...
luz divina, luz de DEUS, que resplandece céus e terra, faz o ype gigante ganhar sombra para os grilos se apresentarem com o seu catar; e as infinitas estrelas piscarem...
e o aroma é de querer mais e mais esse...
perfume que exala a fragrância de DEUS....
Entro dentro de outro mundo, que também é meu...
onde tudo é mecânico e digital...
acendo a caixa preta da parede, ouço tantos disparates que imediatamente apago
e me dispo do irreal...
volto para o meu mundo que é somente meu...
e lá eu posso sonhar...
***
"Minha vida as vezes é uma selva,
e sempre o me salva,
é a fé e a oração.
*
As vezes me vejo em meio a paisagem,
mas agindo qual selvagem,
os desafios do dia a dia
me levam a agir com a perícia
que aprendi na convivência dos meus pais...Enfrentar TUDO com CORAGEM,
ser HOMEM mesmo sendo MULHER.
***
[DRY, que seja enquanto Flor ou as Fábulas do Rei da Selva e a Princesa Pernambucana]
Contigo, sempre aprendo,
Mais do que ensino.
Contigo, sempre aprendo mais,
Do que ensino.
A poesia jamais será
Tão extraordinária,
Quanto a pessoa que a inspirou.
Onde o sol se esconda tarde
E as estrelas brilhem cedo,
Na paisagem sem igual.
Parece incrível, né ?!
Mas é muito melhor
Do que parece.
Sendo este meu parecer final.
O mundo vale a pena,
A vida vale a luta,
Que seja enquanto flor.
Quem precisa de sonhos ?!
Quando temos a vida diante de nós.
E nessa peça você me inclui;
Hoje, eu só tenho o que sou.
Amanhã, não terei nada além do que fui.
A insistência nos liberta,
A existência não se engana,
Nas Fábulas do Rei da Selva
E a Princesa Pernambucana.
Sorrindo, sorrindo,
Que seja enquanto flor,
Assim seguimos, florindo.
(Michel F.M. - Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)
“Os leões só ficam em silêncio quando descobrem que, quem manda na selva não é a força e nem a sabedoria, mas o dinheiro.”
Se eu pudesse ser um animal,
não queria ser o Leão
- O Rei da selva,
nem muito menos um Falcão,
simbolo de poder e
um excelente predador.
Queria ser uma coruja,
apenas uma coruja,
para sempre encontrar
a sabedoria no meu
próprio silêncio.
