Seja Direto
“A injustiça mais profunda talvez seja aquela que transforma uma existência real em uma existência juridicamente invisível.”
“O Direito não torna a existência eterna; sua grandeza está em impedir que ela seja arbitrariamente diminuída enquanto dura.”
No fim, talvez a grande pergunta não seja se existe algo depois da vida, mas o que fazemos com a vida enquanto ainda estamos aqui.
Talvez o maior perigo da inteligência artificial não seja criar máquinas semelhantes ao homem, mas criar homens cada vez mais semelhantes às máquinas.
Talvez a alma seja uma realidade metafísica; talvez seja o nome que damos àquilo que ainda não conseguimos explicar.
Talvez a morte não seja o fim da existência, mas certamente é o fim de muitas das certezas que construímos sobre ela.
“O Direito não existe para tornar o poder absoluto; existe para impedir que o poder seja a última palavra.”
Gratidão é a memória moral do Direito: impede que a conquista de ontem seja tratada como privilégio de hoje.
A lei mais nobre talvez seja aquela que transforma a gratidão pelo passado em dever para com quem ainda não nasceu.
A felicidade jurídica talvez seja viver em uma sociedade na qual ninguém precise lutar diariamente pelo reconhecimento de sua dignidade.
A justiça talvez seja uma das respostas humanas mais sofisticadas ao absurdo de nascermos diferentes e ainda assim precisarmos viver juntos.
Talvez a justiça seja a arte impossível de equilibrar liberdade, igualdade, segurança, dignidade e responsabilidade sem permitir que nenhuma delas devore as demais.
A igualdade jurídica não significa que todos sejam iguais, mas que ninguém seja inferior perante a lei.
O maior triunfo do Iluminismo jurídico talvez seja este: nenhum poder deve estar acima da razão, da liberdade e da dignidade humana.
Talvez Deus seja uma pergunta que o universo deixou dentro do homem para que ele jamais deixasse de procurar.
