Seja Direto
Eu de forma nenhuma, asseguro que o individuo autista seja sempre superdotado, digo sim que mesmo sendo propriedades mentais distintas em certos casos podem conviver juntas ao mesmo tempo. Existe muitas diferenças entre o hiperfoco do autista com a super dotação do individuo com AH/SD. Os super dotados com AH Altas Habilidades ou SD Superdotação tendem ao ousar cada vez mais fundo em certas áreas do conhecimento que ele dominam com bastante fluidez, profundidade e conhecimentos. Mais do que QI alto, bem elevado, é uma neurodivergência com um funcionamento psíquico intenso, criatividade, alta sensibilidade que ao mesmo tempo as vezes, pela velocidade não administrada causa frustrações.
Não é porque eu quero muito,
que eu vou aceitar que seja de qualquer jeito.
Então que venha só se for de ti Jesus.
Deus não é apenas a luz que vence as trevas; talvez seja também o silêncio que existe antes dela, além do tempo, além do espaço. Ele permanece além das eras, onde impérios são apenas poeira e os nomes dos homens se perdem como ecos em catedrais abandonadas. Há quem o procure no esplendor dos céus, mas talvez ele se revele com mais profundidade nas feridas ocultas da alma, no instante em que o homem encara sua própria ruína e ainda encontra força para amar. Deus é o enigma que observa o nascimento das estrelas e o último suspiro das galáxias; a mão invisível que escreve destinos em páginas que jamais conseguiremos ler por completo. Entre o sagrado e o abismo, entre a esperança e o desespero, Ele permanece como a pergunta que atravessa a eternidade — e talvez a única resposta que a alma humana sempre procurou, mesmo antes de aprender a pronunciar Seu nome - "Adonai".
Devemos educcar a mente de tal forma que o coração também seja educado para valorizar os sentimentos.
José Rafael de Brito
Seja na Capoeira, no Candomblé,
ou até mesmo na Umbanda,
o meu coração atende
ao toque do Barra Vento,
como fiel e protegida.
Este é o meu sentimento:
bater forte, como cada tambor
dos terreiro desta amada Pátria.
Na primeira linha de Xangô,
assumo-me herdeira
do poetinha do Brasil,
semeando esperança
para ser, sempre, vencedora
em qualquer demanda.
Depois de toda tempestade,
a bonança se anuncia,
e o meu Oxalá sempre será o maior;
só Ele é digno da confiança,
de toda glória e do mais alto louvor.
Sempre que quiserem retirar
o heroísmo da minha história,
ou de quem quer que seja,
Deixo-me iluminar pela chama
do panteão dos heróis,
Para que a glória e a esperança
nada nem ninguém jamais apaguem.
Peço a iluminação e coragem
do espírito de Guglielmo Oberdan,
um valente garibaldino convicto,
o protomártir do Irredentismo;
Para recordar de onde viemos,
pois continua vibrante e mais vivo
do que antes e não será esquecido:
[Que a forca nunca deteve o objetivo].
Com igual espírito do herói ainda jovem,
que com Garibaldi esteve reunido,
Os nossos ancestrais chegaram,
se estabeleceram para [permanecer];
e unidos com amor e entrega
esta Pátria para viver e construir,
Saiba que está para nascer
[quem ousará a História destruir].
Distante de ser perto
de um qualquer,
Você não é, e não quero
que seja comparado
com nada neste mundo;
Não existem poesias
no Oriente ou no Oriente
que definam completamente
ou se alinham com a gente.
O trapézio do imprevisível
não provoca intimidação,
Porque com o fogo cruzado
nós temos intimidade.
Do nosso Deus tu és o sabre
contra o Mal e a injustiça,
e nos meus sonhos
o trigal mais vasto de amor
que eu já tive notícia;
Por isso espero e faço votos
de render-me sem medida,
e entre nós não haverá
a última dança nem despedida.
Mangue-Preto
Deixar que o Mangue-Preto
seja o pulmão do oceano
com as suas sul-americanas
absolutas glândulas de sal,
e se permitir um dia normal.
Ser um pouco Guará no ninho,
e confiar plenamente que a vida
cumpra o seu próprio destino,
mesmo que cause algum calafrio:
Para dizer para si: -- Estou vivo.
Seja
o romance
que você
deseja,
porque só
ficará
do seu
lado quem
desejar
o mesmo
romance
que você.
A arte da política é a arte do diálogo. Quando o diálogo é esvaziado seja por ofensas ou ameaças é sinal da ausência de repertório político. Em qualquer instância da vida, quando não há diálogo, não insisto e me afasto.
Seja enfeitando a visão
ou dando sabor ao prato,
as pupunheiras ocupam
a memória do coração;
Dizer que não importam
para mim é um pecado,
porque é uma preciosa
recordação que faz com
que não nos percamos
do amoroso pertencimento
de quem somos e seremos,
para não permitir que não
nos percamos de nós mesmos.
Se permitir que o seu país seja
chamado de qualquer coisa,
Não poderá se queixar quando
for tratado de qualquer jeito,
Serás lembrado como nada,
Porque o quê é tarde demais
sempre tem hora marcada.
Grande é a chama acesa,
e não vai dar namoro,
Sem nenhum decoro
vai dar mesmo é poema;
Seja público ou secreto,
não pede disfarce
porque nasceu eterno.
(Encontro de estrelas
fazem o seu Universo).
Tem gente que não quer que o brasileiro não tenha memórias alegres ou tristes, ou seja, que simplesmente o brasileiro apenas só se lembre daquilo que aconteceu há cinco minutos atrás.
Nem antes, durante ou depois,
nunca haverá outro Deus
que não seja o nosso Criador,
Em mim para Ele há um
autêntico roseiral de amor,
Quem disser o contrário
é apenas um mero inventor.
O nosso Deus majestoso
é o que origina e dá
forma à todo o tipo de vida,
A Lua Crescente que inspira
e ao amor além dos trinta dias
escrito como autêntica poesia.
Ele é o nosso perdoador,
e o único dominador
dos exércitos que existem
que subjugam os povos
aos piores tipo de dor,
Crer n'Ele garante a proteção
e a vitória ante a qualquer destruidor.
Talvez uma das principais comprovações de que a realidade humana seja muito dura seja a aceitação da nossa própria robotização.
Porque, no fundo, ninguém se transforma em máquina por acaso.
Não é apenas a tecnologia que nos molda — é o cansaço de sentir demais, pensar demais, carregar demais.
A automatização da vida não nasce do fascínio pelo artificial, mas da exaustão diante do real.
Ser previsível, repetir padrões, reagir como se tudo já estivesse programado… tudo isso oferece um tipo de alívio bastante silencioso.
Não é felicidade — é anestesia.
É mais fácil seguir um roteiro invisível do que encarar o peso de escolher, errar e se responsabilizar.
Tudo que honestamente quase ninguém quer, é Liberdade.
A liberdade, quando levada a sério, assusta muito mais do que qualquer algoritmo.
E assim, pouco a pouco, vamos terceirizando até a própria consciência.
Deixamos que tendências decidam gostos, que opiniões prontas substituam pensamentos, que notificações ditem o ritmo do dia.
A vida deixa de ser vivida e passa a ser apenas respondida.
Não há pausa, só reação.
O mais inquietante não é o avanço das máquinas — é o quanto nos tornamos compatíveis com elas.
Já não estranhamos agir sem refletir, consumir sem questionar, concordar sem compreender...
A robotização deixa de ser ameaça e passa a ser conforto.
Mas há um preço.
Sempre há.
Ao abrir mão da complexidade humana, também abrimos mão da profundidade.
Perdemos a capacidade de nos surpreender, de nos contradizer, de crescer a partir do desconforto.
Tornamo-nos eficientes, mas rasos.
Conectados, mas distantes.
Informados, mas pouco conscientes e muito vazios.
Talvez a realidade seja muito dura mesmo.
Talvez seja difícil demais sustentar a lucidez cobrada lá fora o tempo todo.
Mas aceitar a própria robotização não é solução — é desistência disfarçada de adaptação.
E, no meio de tanta fuga, a pergunta que insiste em permanecer é tão simples quanto incômoda:
em que momento sobreviver deixou de significar, também, sentir?
Talvez o que torne as Gestantes o melhor dos Colírios seja a personificação do Berço do Milagre.
Há algo nelas que reorganiza maravilhosa e silenciosamente o olhar humano.
Como se, diante de uma mulher que carrega uma vida, nossos olhos fossem obrigados a lembrar que a existência ainda sabe florescer, mesmo em meio ao caos.
A gestação não é apenas biologia; é anúncio.
É o corpo dizendo ao mundo que ainda vale a pena continuar.
Enquanto tantas coisas morrem todos os dias — esperanças, vínculos, inocências, versões de nós mesmos —, uma gestante caminha como quem contradiz a desesperança sem precisar dizer palavra alguma.
Talvez seja por isso que elas nos comovam tanto.
Porque nelas habita a mais antiga das linguagens: a Promessa.
Cada ventre é um horizonte arredondado de futuro.
Um lembrete de que a vida ainda insiste.
De que o amor, às vezes, começa invisível, em silêncio, antes mesmo de receber um nome.
E há uma beleza quase sagrada nisso tudo.
Não a beleza fabricada das vitrines, mas a beleza essencial das coisas que cooperam com o grande mistério: o princípio da vida.
Uma gestante carrega mais do que um filho; carrega tempo, continuidade, possibilidades.
Ela se torna ponte entre o que fomos e aquilo que ainda nem imaginamos ser.
Talvez os olhos encontrem repouso nelas porque, inconscientemente, reconhecem um abrigo.
Como se o simples ato de vê-las despertasse em nós uma memória esquecida: todos nós já fomos esperança habitando alguém.
E, no fim, talvez seja exatamente isso o milagre — perceber que a vida nunca chega ao mundo sozinha.
Ela sempre vem acompanhada de muita coragem.
A todas as mamães — biológicas ou não —, o nosso eterno carinho e gratidão!
Pensando por conta própria, não é possível conceber que a nossa Soberania seja ameaçada sob nossos aplausos.
A história demonstra que nenhuma nação perde sua autonomia de uma só vez, de uma hora para outra.
As grandes transformações costumam ocorrer gradualmente, muitas vezes embaladas por discursos sedutores, promessas de progresso ou narrativas que apresentam a dependência como inevitável.
O que deveria despertar vigilância acaba sendo celebrado, e aquilo que representa uma concessão de poder é frequentemente confundido com modernização, conveniência ou alinhamento estratégico.
A soberania não se resume às fronteiras físicas.
Ela se manifesta na capacidade de um povo decidir seu próprio destino, definir suas prioridades, proteger seus recursos e preservar sua identidade cultural.
Quando decisões fundamentais passam a ser condicionadas por interesses externos — sejam econômicos, políticos, tecnológicos ou ideológicos — surge um questionamento inevitável: estamos exercendo nossa liberdade ou apenas ratificando escolhas feitas por outros?
O aspecto mais preocupante não é a pressão exercida de fora, mas a naturalização dessa pressão dentro de casa.
Quando uma sociedade deixa de questionar os impactos de determinadas interferências, quando o senso crítico é substituído pela repetição de discursos prontos, arrisca-se transformar a renúncia em virtude e a submissão em consenso.
Pensar com a própria cabeça exige muita disposição para confrontar narrativas confortáveis.
Exige reconhecer que a verdadeira independência demanda muita responsabilidade, discernimento e, sobretudo, coragem para discordar.
Uma nação verdadeiramente patriota e madura não aplaude aquilo que reduz sua capacidade de decidir.
Ela debate, analisa e pondera as consequências de cada passo.
A defesa da soberania não nasce do isolamento nem da rejeição ao mundo, mas da consciência de que cooperação não significa subordinação.
Relações internacionais, acordos e parcerias são instrumentos legítimos quando preservam a autonomia das partes envolvidas.
O problema surge quando a dependência passa a ser apresentada como condição permanente e desejável.
Por isso, a reflexão necessária é simples e profunda: antes de celebrar qualquer mudança, qualquer interferência, é preciso perguntar quem ganha, quem perde e qual parcela da nossa capacidade de escolha está sendo colocada sobre a mesa.
Afinal, povos livres não entregam sua soberania por imposição, mas podem perdê-la quando deixam de percebê-la como um valor inegociável.
Seja diferente dos iguais, pois os iguais são como uma boiada: vão para o mesmo lado, fazem as mesmas coisas, imitam-se uns aos outros e acabam no mesmo estábulo.
