Sei que Vou me Arrepender
Às vezes o desejo de tê-lo vai alem do que sei que posso esperar de você, desse amor.
Eu sei que só posso ser sua escondida, em segredo entre quatro paredes.
Tenho pressa, tenho pressa de quem tem fome, fome por algo que ainda não sei, mas que me dá um vazio oco desses que ecoam na alma.
Só sei que nada sei. Só sei de hoje. De amanhã, quando ele se tornar hoje e o hoje ontem, então saberei como poderá ser. Até lá sem previsões nem expectativas.
De tantas escolhas q temos q tomar nesta vida, que até de pensar em tomar tantas decisoes ja nem sei mas onde estou vivendo.
"...As lágrimas à toa é que evito, porque sei que nada é à toa, me custaria muito justificar a mim mesmo o surgimento dela..."
(trecho de divã)
Eu sei amar de verdade, acredite!
Só que esse "amor" as vezes é descartavel.
Hoje posso escrever poesias pensando em nossos momentos; ou passar a noite despertando de vez em quando, só para lembrar de você e ficar sorrindo e suspirando meio que patéticamente.
Posso até ficar ouvindo músicas de amor e me sentindo completamente como se eu e você juntos fosse a coisa mais especial que já me aconteceu.
Mas então chega o amanhã e tudo pode realmente ser diferente. Eu posso me sentir preso aos melhores momentos que por mais que sejam novos e melhores, tem algo dos que já experimentamos. Posso e tenho todo o direito de enjoar ficar nesse mundo do "mesmo".
E ai que chega o momento de te dizer que o problema não é com você, e sim comigo..
Tudo bem, eu sei que você vai me odiar, ou não.. Mas realmente o problema é comigo, de querer novas experiências, novas noites despertando do nada, novas poesias, novas bocas, novos dias, novos momentos.. Um novo alguém.
Poema de Despedida
É muito difícil uma amiga assim
Ainda mais a despedida
Mas impossível sei que é esquecer-te
Esclareço dúvidas, percebo mudanças, choro com músicas, sinto-me feliz com a dança, sei enxergar o seu sorriso, vejo o lápis de olho novo, digo sem medo que estou perdidamente apaixonado por você, quando sua maquiagem está um pouco forte digo, a cada esmalte novo um elogio diferente, cada perfume novo, uma atitude diferente, se quiser canto, massageio, e ai você se pergunta, será que eu te mereço?
Eu respondo-te,
Não adiante me procurar, Eu não Existo
CONFESSANDO-ME A DEUS
Senhor,
Eu sei que Você sabe dos fatos, das coisas,
Muito, muito além do que possa ser imaginado,
Mas, como a população aumenta
E sua área de ronda é tão extensa,
Talvez, nem todas as minhas transgressões doidas
Estejam inclusas no volumoso Diário dos Pecados.
Por isso, eu me abro, me desembaralho.
Dedico-Lhe, ao menos, essa migalha,
Esperando que a recompensa quebre o galho
De rabiscar parte dos meus excessos e das falhas.
Aqui, eu transformei a crença em comédia.
Da comédia, fiz o humor virar antipatia
E consenti que ela me atasse as rédeas,
Para que eu também puxasse a carga da desvalia.
Aqui, eu recusei fumar o cachimbo da paz.
Arremessei o amor e a compreensão num labirinto
E enquanto seus adeptos julgavam-No tão capaz
Eu fazia de Você, algo falido e extinto.
Senhor...
Eu paro, penso, repenso.
Aprofundo-me no confessionário das revelações
E pergunto a mim mesmo:
Como pude desligá-Lo do pensamento,
Se esse é um descrédito que me põe a esmo
E gera a pior das conclusões?!
Aqui, eu mantive distância dos pobres,
Considerando-os o retrato vivo da imundície,
Só porque eu tinha alguns níqueis, alguns cobres,
Obtidos através de minha costumeira vigarice.
Aqui, eu fui racista até no luto da viúva negra.
Trafiquei tóxicos ao invés de distribuir pães
E senti nojo ao me sentar à mesa,
Para comer no prato,
Anteriormente usado pela minha mãe.
Aqui, eu achei que prece
Era assunto preá moleque.
Que procissão era o desfile da ilusão.
Que a Santa Missa
Era só para tirar o padre da preguiça,
Entretanto, hoje,
Ele, espiritualmente, é um gigante
E eu menor, bem menor, que um anão.
E agora, Senhor?
E agora?
Para onde eu iria,
Se daqui a pouco eu fosse embora?
O que eu faria,
Se o Expresso do Diabo passasse e me levasse,
Tal como faz a carrocinha
Ao recolher os cães vadios
Ou se Você chegasse e me mostrasse
O asfalto do SEU CAMINHO
E as valetas do meu desvio?
Mas, quem sabe ainda haja tempo.
Tempo para desistir dessas besteiras.
Tempo para adentrar no rumo certo.
Tempo para varre toda a sujeira,
Depois de se ouvir o aviso,
O recado formulado pela consciência arrependida:
?-Adiante, vou tê-Lo junto, por perto,
Nem que essa seja a última coisa,
Que eu tenha a fazer na vida!?
Sei Que Estou Te Amando, Quando Mesmo Sem Pronunciar Uma Única Palavra Eu Já Entendo Só Olhando Para Ti.
"Aqui estou, falando de coisas que nem mesmo eu sei a origem. Apenas sei que devem ser destino".
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Não sei o porque, mas tenho uma impressão da vida:
Dois sujeitos se atraem e geram uma vida.
Essa vida cresce, apresentando defeitos e qualidades.
Até que um dia atende a necessidade de alguém.
Que no fim:
Dois sujeitos se atraem e geram uma nova vida.
Vida
Eu era bem melhor,
Mas a vida virou pó
E se perdeu no ar...
Agora não sei mais por onde andar,
O que procurar.
