Segundo Minuto Hora dia Semana ano Eternidade
Aqueles que temem a morte não deveriam estar vivos, afinal: todo mundo vai morrer um dia, você não é uma exceção.
A vida inspira-me a cada novo dia, não importa o que aconteça só deixarei de acreditar quando eu deixar de respirar.
Depois de anos lutando a cada dia para sobreviver para estar estável pelo menos, o desgaste, o cansaço, os olhos que amanhecem sempre inchados e vermelhos, o que machuca é só o a própria dor, se ferir com os outros fica bem difícil, acredite que o que não te mata te fortalece! A cada dia a luta nos fere mas a cada ferida cicatrizada, uma couraça nos envolve, cada dia é uma vitória e a cada vitória mais resistência! Tenha fé isso que te derruba agora, logo não irá nem te balançar, Eu creio!
Me encanta o sol que ilumina o céu todo o dia e mesmo quando se põe ainda brilha.
Ele resplandece tanto que reflete na lua o seu brilho. E assim se ilumina a noite!
Seu brilho continua até quando o dia termina.
Porque tanta violência e covardia; Se tudo que você faz com outros farão com você um dia? Não duvide!
Porque ser grosseiro, arrogante e soberbo; Se você não é melhor que ninguém? Não esqueça, o final de todos é virar pó ou cinza e nada do que você É ou tem vai impedir que esse seja o seu final também. Não se esqueça!
Deserto vasto, fé me guia, Deus no coração, a luz do dia. Passo após passo, na areia a trilhar, Com Deus ao meu lado, posso caminhar.
Lembre-se que, assim como livros, a vida também pode ser reinterpretada, e o que um dia enxergamos como dor pode dar espaços à aprendizagem.
De repente, bateu uma sensação de que hoje é um dia especial. Não por hoje ser hoje, nem por hoje ser mais um dia. Hoje é O Dia. O momento presente, aquele que não te oferece nada, mas que espera que você o oferte algo bom. Inúmeros sentimentos, todos espalhados sobre a mesa. Difícil decisão sobre qual desses presentes escolher e oferecer. Fiz um embrulho bonito, com laço verde mata, de cetim. Embalagem azul brilhante, feito céu. Dentro coloquei a fé, que ocupou quase todo o espaço. Ao redor, coube algumas sementes: sorrisos, amores, esperanças, verdades, gentilezas. E rezei baixinho, só pra Deus ouvir. Tudo feito, entreguei o presente ao meu Presente. E por incrível que pareça, tive a sensação de que uma criança no mundo sorriu.
Era manhã ainda, e havia uma certeza bonita de que o dia seria melhor. As coisas seriam feitas sem aquela porcentagem de exigência que até ontem pairava em tudo e em todos. Como pode sorrir tranquilizar? E então, esqueceu todos os sapatos apertados e passou a caminhar descalço, sem medo de se cortar ou se machucar em algum espinho. A vida estava mais natural. A luz do dia acariciava a pele. Aquelas gotas de tinta acidentalmente derramadas sobre uma ou duas cartas serviram apenas como um sinal para um obsessivo que é escravo da perfeição: melhor não enviá-las, não ainda, não agora. Porque ela poderia fugir ou se assustar. Talvez chamaria isso de liberdade, se não existisse uma vontade de se amarrar, de ficar, de persistir. Mas foi chamado de amor, um lindo amor, e com entrega.
Passei o dia inteiro sem lamentar sua ausência, e confesso que não vivia um dia tão longo desde os meus oito, dez anos. Olhava as horas fingindo que era apenas um ato rotineiro de alguém que tem tantos compromissos, tantos pensamentos, tantos sentimentos, que esqueci de me alimentar, sabe. Não, não foi culpa sua. Não, não quero pena. Foi só um dia um pouco sombrio, mas mantenha a tranquilidade, eu sei que o sol volta amanhã. Me acostumei tanto com a sua presença até criar uma convicção absurda de que você sempre andava comigo, mesmo distante, que eu havia me esquecido de como era saborear meus momentos sem um ponto exato de tentativa de um alcance, meio patético, admito, e que denominei amor. Está sendo bom essa distância, entende? Porque com ela aprendo a me virar, nem que seja pros lados, tentando encontrar vestígios seus. Você sabe, abandonar um livro, ou abrir mão de uma história, nunca foi meu forte. Mas a gente tem que reaprender a viver no mundo real, não era isso que você me dizia? Temos que aprender a 'fincar os pés no chão', mas acho que levei tão a sério que quis ser árvore, criar raiz, ter um lugar fixo ao seu lado. Nossa, como eu quis e sonhei com tudo o que vivemos, foi tudo tão intenso! Aí me desfaço, e me transformo numa árvore frágil e breve, tipo aquelas recém plantadas na porta da escola, e que os moleques não deixam criar vida, crescer, dar frutos. Mas estou bem, acredite. Você pode ter me ensinado a amar, mas também me ensinou a morrer, e eu só sei agradecer por isso. Porque morrer em vida, por dias, meses ou anos, requer sabedoria. Requer silêncio. Requer vontade. Requer elegância, charme, carisma, delicadezas. Escolhi uma morte discreta, confesso, mas de tão discreta que foi, escolhi a vida. Escolhi seguir em frente, voltar, viver outras histórias e deixar pra morrer outro dia. Você nunca mereceu meu fim, mas o meu melhor. Vivemos o melhor. Vai passar, talvez seremos amigos um dia e riremos de muita, muita coisa mesmo. Vou seguir meu caminho agora antes que o dia termine, meio torto, meio bobo, meio perneta. Ah, e aquele 'se cuida' tá de pé, viu? Tão de pé que agora faço algo que ninguém soube fazer: cuidar de mim... Assim como cuidei de você.
Enquanto o dia nascer, virá com ele a certeza de que tudo o que fiz, tudo em que acreditei e tudo o que se foi sempre tiveram o melhor de mim. Nascerá, ao longe, escondida entre as nuvens, uma esperança que ascenderá luzes onde o olhar já se escureceu. E serei capaz de fazer de novo, acreditar de novo e suportar de novo. Quem vai, que leve consigo tudo aquilo que sufoca, que aperta, que trava, que não surpreende. Mas se quiser deixar alguma coisa, que seja apenas as boas recordações, nada de vestígios de sentimentos doídos atrelados às bordas da alegria recriada. E quem vem, que traga consigo somente a capacidade de se colocar no lugar dos outros. Isso sim é dádiva a ser valorizada. Porque o resto, tudo o que sobra, não passa daquela beleza que sai com sabão e água.
Dia primeiro de novembro de 2021
Jamais esquecerei o impacto do primeiro dia de novembro, quando experimentei uma das mais intensas dualidades no âmbito do amor. Fui envolvida por uma mistura de sentimentos, que oscilaram entre o êxtase e a agonia, entre um vício que causa danos e, paradoxalmente, uma dependência sem fim. É intrigante tentar compreender por que fui escolhida para vivenciar esse complexo labirinto emocional, onde o amor pulsante martela incessantemente em meu peito.
A ironia dessa experiência reside no fato de que meu destino parece estar entrelaçado a leoninas, dotadas de uma inteligência cativante e uma beleza irresistível. O clichê de que aquarianos são destituídos de coração mostra-se simplista diante da complexidade dos meus sentimentos, revelando-se tão equivocado quanto a ideia de que meus sentimentos são tão superficiais quanto um iceberg.
A meu ver toda mulher é rainha e porta-bandeira; homem que preza trata ela todo dia como seu mestre-sala, acima de alas e blocos.
Creio que, pela direção que as escritas ocidental e oriental tomam, um dia encontrar-se-ão. Junto com ambas as Civilizações. Para nós nos olharmos por alguns segundos com um ar de curiosidade e reconhecimento tardio. Apertarmos as mãos. E vivermos todos numa Paz Duradoura. Ad infinitum. Oxalá.
Qualquer dia gostaria de enviar qualquer livro meu a qualquer leitor e alertá-lo acerca do seguinte: "Caríssimo(a) Leitor(a)", este livro NÃO te servirá para nada que não seja lê-lo e doá-lo a alguém. Se tirar algum proveito dessa leitura, sabei-o: é mérito inteiramente teu." Assim o faria – e teria me sentido um pouco mais aliviado.
Filha da mãe Terra, não se esqueças de onde veio, que um dia terás que voltar e olhar de novo no olho dela.
Um dia me perguntaram sobre a transcendência, se eu acredito em alguma parte de sua suposta sagrada essência. Minha resposta, uma questão em contraparte, com simplicidade respondi, lançando outra pergunta no ar; Descobriste aquilo pelo qual morrerias? Se a resposta for não, ó alma inquirida, ainda não encontraste a luz que te conduzida.
Se por nada morrerias, meu amigo, significa que és teu próprio abrigo. Em ti reside o valor mais precioso, tu és o âmago, sublime e grandioso.
Porém, se há algo pelo qual ousarias tudo, então encontraste o bem que te conduz, pois aquilo que em ti suscita tal paixão, é a maior noção de sublime elevação.
Pode ser algo ou alguém; como a verdade, a justiça ou o amor. A causa pela qual te entregas com fervor. Qual causa te faz voar além do aqui? Transcender é lançar-se além do comum.
Para Sócrates, a justiça; para Giordano Bruno e Hipátia, a verdade; para Jesus, o amor.
A verdadeira transcendência reside na imanência, naquilo que em ti ousar e te guiar.
Isto é, se tua resposta é negativa, uma inquietude ainda habita em teu ser, pois a transcendência ainda tens que conhecer, porque somente quando encontras o propósito que te arrebata o coração, desvelas a verdadeira face da transcendência, a sublime conexão.
Se nada encontrar que te mova a sacrificar-te sem hesitar. Então és, em ti mesmo, o valor supremo a contemplar; aquele que não morreria por nada é o seu próprio cume, em seu ser reside a grandiosidade que transcende o costume.
A contrário sensu, aquele algo pelo qual ousarias enfrentar qualquer desafio, é vislumbrar a maior noção de transcendência que a alma traga. Na busca do que te eleva além, encontra-se a tua chama, a única conexão com um sagrado, a essência que te chama.
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