Segredo Nao Dito

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Carta aberta: Ao meu Marido

Te amar foi, sem dúvida, a escolha mais bonita que eu já fiz.
Não foi algo que simplesmente aconteceu… foi uma decisão que nasceu no silêncio do meu coração e que eu escolho renovar todos os dias, ao seu lado.
Com você, eu aprendi que o amor vai além dos momentos leves — ele se constrói na paciência, se fortalece no perdão e se prova na decisão de permanecer.
Eu escolho você nos dias fáceis… mas, principalmente, nos dias difíceis.
Escolho ficar quando tudo pede para ir,
escolho cuidar quando é mais simples desistir.
Porque o que temos não é passageiro.
É profundo, é verdadeiro, é raro.
Amar você é isso:
é decidir ficar,
é querer construir,
é nunca desistir de nós.
E, entre todas as escolhas da minha vida,
você sempre será a minha escolha mais certa.

Se vocês têm apelidos engraçados e carinhosos;
Se vocês conversam sobre tudo;
Se vocês não tem brigas e se tem se resolvem;
Se vocês comem juntos;
Se vocês choram juntos;
Se vocês vivem juntos mesmo distantes;
Vocês se amam a todo instante.

Sabia que quando partisse eu sofreria.
Não sabia que seria tanto.
Que seria todos os dias.
Não sabia que seria repentino.
Que seria momentâneo.
Não sabia que seria assim.
Eu te perdi e me perdi de mim!

Ilusão do tempo


O tempo não é senhor de tudo —
não traz respostas, nem resolve caminhos.
Não constrói certezas,
nem garante destinos.


O tempo não pesa a dor,
não a aumenta, nem a faz cessar.
Não nos torna mais conscientes,
nem nos ensina, por si só, a mudar.


Seguimos acreditando em suas promessas,
como se nele houvesse redenção.
Mas, no fundo, nos enganamos —
é nossa a escolha, não sua, a direção.


E às vezes, silencioso e sutil,
o tempo apenas nos distrai...
um intervalo disfarçado de cura,
onde nada realmente se transforma — só passa.

Às vezes, não saber era o que me mantinha inteiro.

O amor nunca faltou esforço — só não era por mim.

Descobri que não era amor… quando o esforço tinha outros motivos.

Não foi falta de amor — foi a ausência de prioridade que falou mais alto.

Enxergar demais, às vezes dá vontade de fechar os olhos para não sentir.

Como não amar a poesia?
Se é ela que faz a realidade doer menos… e ainda assim, ser sentida.

Com a sua ausência, aprendi: não dá pra escolher não sentir…
e, no fim, sentir é tudo que nos resta.

Pra quem sempre evitou sentir,
a sua partida foi um vendaval por dentro.
Sentimentos que não cabem, não obedecem, não se escondem…

E no fim, o maior aprendizado:
sentir nunca foi fraqueza —
nem algo pra disfarçar.

Eu sabia que um dia você iria partir…
mas não imaginei o tamanho do vazio.

Que a dor faria morada,
silenciosa e constante.

E que a saudade viria assim —
avassaladora, sem pausa, sem aviso…
tomando tudo que ficou de você em mim.

Não é porque sou fácil de agradar, que mereço menos!

Engraçado como me ensinas, mesmo depois de partir.
Logo eu que desde menina aprendi a não demonstrar o sentir.
Mais, hoje tudo o que não consigo é esconder o sentir.
Vivo entre ruínas e reconstruções.
Sou a mistura de emoções!

Não ter mais um pai é como voltar a ser criança.
Onde a fragilidade toma conta.

Nada me dói mais que saber que o fim não poderia ser diferente.
Mas o meio poderia ter sido melhor!

Vivo, mas não mais por inteiro.
Sinto, mas não mais com compreensão.
Vejo, mas não mais com a razão.
Sem exato discernimento, sigo com o turbilhão de emoção.

Me vê, mas não me enxerga.
Me ouve, mas não me escuta.
Me ama, mas não me quer de verdade.
Promete, mas não cumpre com propriedade.
A desculpa pra tudo, mas não há ação de verdade.
Amor sem prioridade, não é amor: é conveniência, é comodidade e é apenas existência sem verdadeira cumplicidade.

Não conseguiria sustentar uma verdade pois sempre estou à deriva de uma.