Segredo Nao Dito
Eu sou uma subjetividade, mas não sei o que sou a não ser naquilo que faço. Porque quando faço algo, eu me "re-conheco", isto é, eu conheço a mim mesmo de novo.
"E me doeu abrir mão do que eu mais queria, porque incríveis como éramos eu não aceitaria nada que fosse menos."
Sobre a morte?
Sobre a morte nada conheço, não sei dizer.
Mas acho que a morte é esquecimento.
E quem parte continua vivendo
nas lembranças
e nos corações de quem fica.
Se não há lágrimas no escritor, não há lágrimas no leitor. Nenhuma surpresa no escritor, nenhuma surpresa no leitor.
Conhecer e sentir tudo isso e não ter palavras para o expressar, faz um ser humano ser uma sepultura de seus próprios pensamentos.
Saudades! Tenho-as até do que me não foi nada, por uma angústia de fuga do tempo e uma doença do mistério da vida. Caras que via habitualmente nas minhas ruas habituais - se deixo de vê-las entristeço; e não me foram nada, a não ser o símbolo de toda a vida.
Os opostos se atraem, mas não por muito tempo.
Os motivos que os atraem são os mesmos que os distânciam - as diferenças.
As decepções não são motivos para rejeitar o amor. Muito pelo contrário, elas são a prova de que sempre é hora de recomeçar.
Sem dor, como poderíamos reconhecer o prazer?
A existência do brócolis não afeta em nada o gosto do chocolate.
Preocupo-me somente com os meus. Cuido apenas do que amo, não do que desprezo. O que passa disso, pra mim, é resto.
O amor é ciência de sublimação
para Deus e a felicidade para
crescer deve dividir-se.
Não há ruptura de laços
entre os que se amam
no infinito do espaço e
na eternidade do tempo.
As almas afins se engrandecem
constantemente repartindo as suas alegrias
e os seus dons com a Humanidade inteira,
não existindo limitações para o amor,
embora seja ele também a luz divina
a expressar-se em graus diferentes
nas variadas esferas da vida.
