Segredo Nao Dito

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O homem é a criatura que não pode sair de si, que só conhece os outros em si, e, dizendo o contrário, mente.

A moda, afinal, não passa de uma epidemia induzida.

A maior eloquência não é a palavra pronunciada, mas a verdade em ação.

Um saber múltiplo não ensina a sabedoria.

Creio que o homem sonha unicamente para não deixar de ver; pode acontecer que um dia jorre a luz interior em nós e nenhuma outra nos será mais necessária.

Quem tem imaginação, mas não tem cultura, possui asas, mas não tem pés.

A glória é a sombra da virtude, e acompanhá-la-á sempre, mesmo se esta não quiser. Mas, assim como a sombra ora precede, ora segue os corpos, a glória às vezes mostra-se visível à nossa frente, outras vezes, vem atrás de nós.

A fé é uma visão das coisas que não se veem.

Em geral é o caráter pessoal do escritor, e não a arte do seu talento que lhe marca a importância aos olhos do público.

Não me agrada aconselhar, porque, em todos os casos, trata-se de uma responsabilidade desnecessária.

Não há prazeres verdadeiros senão com necessidades verdadeiras.

A única dignidade realmente autêntica é a que não diminui ante a indiferença dos outros.

Ninguém deve ser elogiado pela sua bondade quando não tem força para ser mau.

As boas ideias não têm idade, apenas têm futuro.

Mais vale o erro em que se crê do que a realidade em que não se crê; pois não é o erro, e sim a mentira, o que mata a alma.

Deus criou o homem e, não o achando bastante solitário, deu-lhe uma companheira para o fazer sentir melhor a sua solidão.

Tudo é caro de mais quando não é necessário.

James Joyce
JOYCE, J., Ulisses, 1922

Não há bom raciocínio que pareça tal quando é muito longo.

É monstruoso dizer-se que o artista não serve a humanidade. Ele foi os olhos, os ouvidos, a voz da humanidade. Sempre foi o transcendentalista que passava a raios X os nossos verdadeiros estados de alma.

Nunca cometi um erro na minha vida, pelo menos um que eu próprio, mais tarde, não pudesse explicar.

Rudyard Kipling
KIPLING, R., Under the Deodars, 1888