Sede
Um rasgo no uniforme Um rasgo de esperança Um rasgo de sede e fome um rasgo inciso na garganta Um rasgo acobardado Um rasgo de temporal ...l
Como papagaio de papel que rasgo no ar e, cai ao mar
Sempre se faz necessário dissipar incongruências, realinhando teu ego, com frutos que possam alimentar incomensuravelmente essa sede de amar
Esta sede de conhecimento me deu preparo para ser uma pessoa consciente… Preparada para a vida.
“Percebe-se que no interior do seres humanos,
existe uma sede desenfreada por algo que
parece imaginário, e que se fosse encontrado
preencheria o enorme vazio que existe dentro
de cada um deles.”
Deus, mais que nós, sabe quem somos.
Ele, infinito, colocou uma sede infinita em nós que só pode ser saciada plenamente por Ele.
Não há, portanto, nada que seja suficiente à nossa existência que Lhe possa possa substituir.
A esperança do sertão
As vezes me lembro da última chuva
A maninha ainda tava na barriga da mamãe
Conseguia ver o sorriso de painho em seu rosto
Agradecíamos a Deus por cada gota de água que nos abençoava
Ainda tínhamos esperança
Gostava dessa época
Acordávamos bem antes do galo cantar
Miguel sempre resmungava das longas caminhadas até o poço
Ajudávamos papai até nossas mãos se enxerem de calos
Eu nem ligava, o importante era que nós estávamos juntos
Ainda tínhamos esperança
Depois que partimos de lá
Não se falava mais com vovô
Tentava chamá-lo, mas ele não respondia
Mamãe rezava mais uma Ave Maria, com os olhos cheios de saudade
Ainda tínhamos esperança?
Muito tempo se passou e a chuva no sertão não volta atrás
Olhando para baixo, vejo os registros das pessoas que já passaram por aqui
Olhando para frente, vejo a seca assombrar cada pedaço de vida desse nosso interior
Olhando para o lado, vejo a face de todos se apagando lentamente
Não temos mais esperança
Sede de Justiça
As sombras frias cobrem o dia,
O vento uiva na escuridão,
A fé dispersa, vaga e tardia,
Sofre oprimida na solidão.
O mundo chora, já se degrada,
A honra some sem compaixão,
Os justos partem, deixam pegadas,
Brilham seus nomes na imensidão.
Mas clama o povo, clama em lamento,
Grita em angústia, sede e terror,
Segue o destino sujo e sangrento,
Perde-se o brilho, morre o esplendor.
Por entre os esgotos da vil maldade,
Túmulo frio do amor que se esvai,
Surge um futuro em ondas de agrura,
Grita a justiça: “Vem! Não se vai!”
Iluminações Floreadas.
A flor em sua sede de luz se doura; no sol que se enfeita, resplandece agora.
Três tipos de sede que provém do Espírito de Deus: sede pela piedade, sede pela pureza e sede pela gloria de Deus.
"O rio não precisa estar preparado para ser bebido, é quem o bebe que precisa estar preparado para não se afogar."
Saciando a sede
Domando a fome
Alimentando a chama
Que arde e nos consome
Dois corpos enlaçados
Semi cobertos, atarefados
Entregues ao desejo
Se fundem, sem pejo
E num lampejo aquele beijo
Aquele amasso
Dão lugar ao cansaço
Ele fica prostrado
Ela se vira para o lado
Põe-no no seu abraço
E murmura: Descansa um pouco amor.
Estás morto de cansaço
