Seca

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Sou como vinho. Posso ser seca, ácida, doce… depende do dia, da estação, de como você deseja fazer a degustação.

Como o vinho posso ser seca, tinta, suave, encorpada. Me diga teu gosto que assim serei, para ser degustada, e, aos pouquinhos, então desvendada.

⁠Além da seca ferrenha
Do chão batido e da brenha
O meu nordeste tem brio

Quer conhecer então venha
Que eu vou te mostrar a senha
Do coração do Brasil

São nove estados na raia
Todos com banho de praia
Num céu de anil e calor

São nove Estados Unidos
Crescentes fortalecidos
Onde o Brasil começou

E hoje no calcanhar da ciência
Formam uma grande potência
Irrigando o chão que secou
Verdade que a seca inda deixa sequela
Mas foi aprendendo com ela
Que o nosso nordeste ganhou
Deixou de viver de uma vez de esmola
E foi descobrindo na escola
A grandeza do nosso valor

Eu quero é cantar o nordeste
Que é grande e que cresce
E você não conhece, doutor
De um povo guerreiro, festivo e ordeiro
De um povo tão trabalhador
Por isso não pise, viaje e pesquise
Conheça de perto esse chão
Só pra ver que o nordeste
Agora é quem veste
É quem veste de orgulho a nação

Eu quero é cantar o nordeste
Que é grande e que cresce
E você não conhece, doutor
De um povo guerreiro, festivo e ordeiro
De um povo tão trabalhador
Por isso não pise, viaje e pesquise
Conheça de perto esse chão
Só pra ver que o nordeste
Agora é quem veste
É quem veste de orgulho a nação

⁠Louco, louco o mundão é tenebroso
O espírito abatido seca até os ossos
A gente mata, a gente morre, por histórias que distorcem
O inimigo não tem dó, até embarca nesse corre.

⁠O olhar do invejoso seca até plantas.

Sábio é quem cava um poço
antes que os céus decidam pela seca.

Chuva de inverno,
Chuva de verão,
Sem ti sou terra seca,
Contigo uma flor,
sem ti sou como a erva,
contigo um jardim florido,
Morro contigo,
Morro sem ti,
Partes comigo,
Partes sem mim,
Vibro contigo,
Não vibro sem ti,
Folhas ao vento,
Folhas o chão,
Deito-me contigo,
Deito-me sem ti,
Adormeço contigo,
Adormeço sem ti,
Sou feliz mas...não sem ti.!

A briga resolvida é uma rosa em um jardim
Mas se tem magoa fecha, seca apodrece sim!

É o tempo que nos pega no colo e acaricia nossos cabelos, seca as nossas lágrimas e marca, os vincos na pele, assim como os no coração.

Quando a floresta está seca qualquer faísca pode virar incêndio.

Porque não você? ... Será porque?


Porque cansei de chorar?
Uma hora a fonte seca.
Porque parei de ligar?
Até a paciência descarrega.
Porque cansei de sofrer?
Ser feliz não dói.
Porque não sinto mais saudade?
Existem milhões de pessoas no mundo.
Porque estou mais bonita?
Percebi que estou mais viva do que nunca.
Porque apaguei você da minha vida?
Borracha serve para apagar rabiscos.
Porque agora você me quer?
Porque é de praxe humana querer aquilo que não tem.

Érwelley C. de Andrade ALB/DF.

E ela com sua sede infinita, ao beber minhas chuvas, me seca sem ter toalhas nas mãos.

Virar as costas para pai e mãe é como cortar a raiz da própria árvore.
A ingratidão seca o coração, o abandono rouba a sombra, e o fruto se perde antes de amadurecer.
Quem esquece de honrar suas origens, cedo ou tarde sente o peso do vazio.


— Purificação ✍️

Não se cala o som do choro, o corpo é abrigo cansado, seca com os soluços.
Virão gritos, danos, o gosto amargo da perda.
É suportar o vazio onde antes havia um beijo.
Antes era: “Que seja infinito enquanto dure.”
A despedida não aceita poesia: ela é o fim do poema.

“A seca tornava o rio vazio como vazios ficavam os dias.”

⁠As lágrimas? O vento seca.

ESPLENDOR DOS IPÊS


Meus olhos lacrimejam pó

Minha garganta seca dá dó

Minhas pernas trêmulas dão nó

No horizonte tênue, cinza e pó

Estamos em agosto, que desgosto!

Estação seca das arvores tortas

Das flores e folhas mortas!



Do céu sem nuvens, descem vendavais

Formam redemoinhos de poeiras infernais

Estalos de galhos soltos criam asas latentes

Balanceiam como peraltas ambulantes

A mercê das correntes constantes...



Olho a imensidão dos eixos Sul e Norte,

Que unem as extremidades das asas do Plano Piloto

Onde carros apressados passam sem perceber

Do seu interior a beleza efêmera e tênue dos Ipês!

O roxo e o rosa enchem as retinas, bonito de se ver,

O amarelo é ouro e atraí abelhas e beija-flores

O branco é o símbolo da paz, que colosso!



A natureza nos brinda com esplendor

O destaque denso e um colorido revelado

Que se escondem na noite de um céu estrelado

E na manhã seguinte, o espetáculo bonito de se ver,

As explosões coloridas dos exuberantes Ipês!

A inveja seca raízes; a gratidão faz florescer.

Entre o que seca
e o que germina,
há um intervalo
onde eu respiro.


Alguns dias sou raiz cansada,
outros, vento recente
Há presenças que me pedem
com os olhos de antes,
e outras que me buscam
como se eu fosse abrigo


O tempo se dobra,
e eu, estou no vinco
tentando não rasgar
para dar conta de tudo

No fim, o rio seca,
E as pedras, antes cobertas, agora se mostram.