Se Vi longe e Pq me Apoiei em Ombros de Gigantes
Um dia vi, Mario Balotelli, da seleção italiana dizer algo verdadeiro, porém polêmico.
O fato de não comemorar um gol que fez durante a copa gerou questionamentos por parte da imprensa e da crítica. Ao ser questionado sobre o assunto, Balotelli respondeu perguntando: "Você já viu um entregador de pizza comemorando?"
Gostei dessa ideia, já que todo bem que fazemos é ostentado; já que todo ato honesto deve ser fotografado e publicado; já que achar uma carteira e devolver é motivo de publicação nas redes sociais; já que ceder o lugar no ônibus para um idoso é motivo de aplausos...Já que ficamos chateados se não formos elogiados pelo bem que foi feito, quando não fizemos nada mais, nada menos do que a nossa obrigação.
O buquê
Aqui, paro a te olhar;
Esperei-te por um tempo;
Não te vi desafiar;
Entreti-me com o vento.
Envolvi-me em estações;
Abracei-me ao meu frio;
Procurei por emoções;
Evitei ir ver o rio.
Parecias ter sumido;
Teu silêncio evidente;
Temos teres morrido;
Sufocado a semente.
Para as cores me perdi;
Percebi-me um daltônico;
Entre tantas escolhi;
A que é do amor platônico.
Para alguns tu és banal;
Para outros, apenas flor;
Para mim, tu és a tal;
A que inspira o amor.
Esperar-te se molhar;
Para dizeres o porquê;
Aí, resolveu desabrochar;
Para migrares ao buquê.
Quem é essa que eu vi?
Que entrou na minha memória;
O teu rosto está aqui;
Desenhado em minha história.
Mediante as queimadas
em 2024.
É intitular de ser humano mesmo,
pois qualquer outra criatura vivente,
não tem essa
capacidade de destruição.
O que eu carrego comigo?
Tudo.
As coisas que vi, que ouvi, que senti.
As pessoas que conheci, convivi e as que perdi.
As dores que sofri e os momentos em que caí.
Tudo o que consegui e até do que eu desisti.
Sou esse grande amontoado de coisas. Eu sou isso aí.
Na inexistência da ilusão, é como viver em um caleidoscópio de cores, um efeito placebo; enquanto viver na realidade é encarar a sobriedade da escuridão.
Depois de certa idade a gente muda tanto os nossos valores, o que era importante deixa de ser, a vida fica mais simples, mais fácil, sem muitas exigências.
"Tem gente que prefere passar a vida reclamando da sensação do domingo à noite, a começar a viver de verdade."
(Do livro Dente-de-leão: a sustentável leveza de ser")
A vidas tem mais valor, quando é comprometida e movida pela emoção, pois só pela emoção... vale a vida,
Droga;esse monstro que consome,
Nunca vi tamanha fome,
devorando um simples ser.
Uma ave carniceira,
também louca rapineira,
que não espera morrer.
Alguém um dia me disse: És um asno, um burro, um imbecil... Mas então vi que poderia ter alguém mais burro do que eu, e este alguém é Deus, porque mesmo sabendo o que o ser humano faria com ele, ainda assim o fez.
Das coisas belas que vi,
Nunca esqueço uma só:
U'a roça de milho verde,
E o bonito pôr do sol.
No terreiro uma galinha
Fazendo cocoricó.
vi do horizonte brotar uma rosa
feito arrebol na mansidão da aurora
nas tempestades de onde brotou o sol.
Silêncio, silenciosamente
a vida se cala profundamente
no entreter das horas
no último canto das aves candoras
na desilusão do anoitecer
a vida, simplesmente a vida
um dia irá amanhecer.
vi quem tanto amo morder delicadamente o pescoço de quem o amava, que o amor nunca me alcance para não me enganar, duvido ainda se posso, se posso amar..
peço não me enganes mais, peço....
Vi no horizonte brotar uma rosa
Na mansidão da aurora
Onde brotou o sol.
Silenciosamente
o acaso se cala rapidamente
Ao entreter das horas
Nas vozes ritmicas das aves candoras
Há desilusão no anoitecer
a vida, simplesmente a vida,
sempre irá reamanhecer
Reamanhecer no beijo esquecido
No abraço evitado e no “eu te amo” temido
Nas palavras engolidas, no olhar desviado
No amor sufocado e nas lágrimas contidas
A vida renascerá no caminhado desviado
Quando o café amargo for por você adocicado
E, então, ao sabor do beijo dado e do abraço apertado
Do “ eu te amo confessado” e das lágrimas sentidas
A felícia irá brotar, e o sol enamorar uma rosa frágil chamada de VIDA!
Vi relógios apontando o horizonte, mil relógios desapontando, os meus passos atrasados e distantes.
E vai-se indo no entardecer, as noites indormidas, nas esquinas da vida , a lua insinua beijar-me a fronte, e, mesmo assim distante, vi além mar, o horizonte
E eu canto a poesia das invenções,
que encenou as suas melhores versões,
de um amor que meu amor viveu.
Ao desencanto de encantos perfilham,
As vagabundas desalmadas,
alardeando pelas ruas abandonadas:
- as estrelas brilham, ainda brilham,
ainda brilham essas ruas desoladas.
Aos céus elevo o meu canto
ao encanto dos anjos, oferenda a Zeus,
Um amor que meu amor viveu.
Vi um casal andando de mãos dadas na calçada. Eles ficaram juntos até que um poste se interpôs entre eles e tiveram que se desgarrar. Me lembrei das palavras do padre na hora: "Até que a morte os separe." No caso deles, foi um poste...
