Se um dia Tiver que Escolher

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Escolher suas lutas te torna
menos reativa
e mais consciente.
Te tira do impulso
e te coloca no comando.
Nem toda batalha merece teu sangue,
nem toda provocação merece tua voz.
Escolher é maturidade.
É saber que vencer, às vezes,
é simplesmente não entrar.

A Colheita Emocional e a Vantagem de Escolher o Bem


Viver é fazer escolhas, e cada escolha carrega consigo o peso inevitável de suas consequências. Quando decidimos trilhar o caminho da honestidade, do amor e da justiça, muitas vezes enfrentamos dores, renúncias e o cansaço emocional de ir contra a correnteza do mundo. Nessas horas, a nossa mente pode questionar: qual é a real vantagem de se esforçar tanto? A resposta não está em recompensas materiais ou em uma jornada livre de desafios, mas na edificação da nossa paz interior. A grande vantagem de escolher o bem é a conquista de uma consciência limpa e de um coração que não se envergonha de si mesmo. As dores do crescimento são temporárias e servem para amadurecer a nossa alma, enquanto as alegrias que colhemos são profundas e eternas. Quando assumimos a responsabilidade pelos nossos atos e escolhemos a luz, passamos a deitar a cabeça no travesseiro com a certeza de que estamos construindo uma fortaleza íntima que nenhuma tempestade do mundo pode

“Talvez o livre-arbítrio não esteja em escolher sem limites, mas em reconhecer o que nos condiciona; o conhecimento amplia o horizonte das escolhas, a consciência dos próprios limites as torna mais lúcidas, e o propósito lhes oferece direção.” — Leonardo Azevedo.

Para hoje:

Que Deus abençoe e proteja você, guiando os seus passos e auxiliando-o a escolher sempre o que é bom, justo e verdadeiro.


Que a sua vida seja uma fonte de amor e alegria, e que você encontre forças para superar todos os obstáculos que surgirem em sua caminhada.


Que você tenha como referência aquilo que é belo, bom e feito com amor e carinho. Que saiba cuidar de si, sem se esquecer de que viver também é oferecer aos outros aquilo que gostaríamos de receber.


A grande batalha desta vida é, e sempre será, entre nós e o nosso próprio ser. Afinal, somos todos anjos de Deus em construção, e o caminho que chamamos de vida é a forja que molda e aperfeiçoa aquilo que somos.


Cada coisa acontecerá no momento certo, conforme o plano perfeito de Deus. Assim como a fruta precisa do tempo adequado para amadurecer, também nós precisamos do nosso tempo. Assim como os pássaros aguardam o instante certo para alçar voo, também nós somos preparados pela vida antes de alcançar novos horizontes.


Por isso, é importante termos paciência, sem deixarmos de caminhar em direção ao nosso maior objetivo: a verdadeira perfeição. Não a perfeição física, material ou financeira, mas a perfeição do amor.


Devemos buscar ser expressão do bem em forma de pessoas, fazer o melhor que nos for possível e elevar nossos pensamentos a um padrão que nos permita escolher sempre o bem. Que esses pensamentos se reflitam em nossas ações, inclusive nas mais simples e espontâneas.


Quando alcançarmos esse estágio, estaremos naturalmente motivados a ir além, pois a bondade e o amor não têm limites.

A vida não espera por ninguém. Viva cada segundo ao máximo! Escolher a própria companhia não é solidão, é maturidade; é entender, de verdade, o sentido de estar vivo. Seja o seu próprio porto seguro neste mundo. Erga-se e não deixe, absolutamente ninguém, diminuir o seu valor."

Tem hora que apesar de amar muito a pessoa, tem que escolher ela ou você.

Ontem é o hoje

Se um dia eu tivesse que escolher entre o hoje e o ontem, talvez eu não soubesse responder.
Não porque eu tenha medo de escolher, mas porque existem escolhas que o coração simplesmente não consegue fazer.

O ontem guarda coisas demais de mim.

Guarda lugares por onde passei, pessoas que abracei, palavras que disse e outras tantas que ficaram presas na garganta. Guarda risadas que ainda consigo ouvir quando fecho os olhos. Guarda lágrimas que ninguém viu. Guarda amores que chegaram devagar e outros que partiram sem sequer avisar.
O ontem guarda uma versão de mim que já não existe, mas que ainda mora em algum lugar dentro do homem que sou hoje.

E talvez seja por isso que sentimos tanta saudade.

Não sentimos saudade apenas das pessoas ou dos lugares. Às vezes, sentimos saudade de quem éramos quando aquelas pessoas estavam conosco. Sentimos falta daquele coração que acreditava de outra maneira, daquele sorriso que nascia mais facilmente, daquela inocência de imaginar que algumas coisas seriam para sempre.
Mas então existe o hoje.
E o hoje também me chama.

O presente não tem a segurança das lembranças. Ele acontece diante dos meus olhos, sem me perguntar se estou preparado. Ele chega todas as manhãs e coloca uma página em branco diante de mim, como quem diz:

Continue.

E eu continuo.

Continuo amando, errando, aprendendo, sentindo saudade. Continuo encontrando pessoas, perdendo outras, construindo histórias que talvez amanhã também se transformem em lembranças.

É estranho pensar nisso: o hoje é apenas o ontem que ainda não terminou de acontecer.

Talvez por isso eu não pudesse escolher.

Se escolhesse o ontem, escolheria tudo aquilo que me trouxe até aqui. Os abraços, os encontros, as despedidas, os amores, as dores e até os caminhos que pensei terem sido errados.

Mas, se escolhesse somente o ontem, perderia a possibilidade do amanhã.

E se escolhesse apenas o hoje, teria que abandonar todas as pegadas que fizeram de mim quem sou.

Então talvez eu tenha descoberto uma terceira resposta.

Eu não escolheria.

Carregaria o ontem comigo e continuaria vivendo o hoje.

Porque o passado não precisa ser uma casa onde voltamos para morar. Pode ser apenas uma janela que abrimos de vez em quando para lembrar de onde viemos.
E o presente não precisa apagar aquilo que passou. Pode ser a continuação de uma história que ainda está sendo escrita.
No fundo, somos feitos justamente desse encontro: daquilo que fomos com aquilo que ainda estamos aprendendo a ser.
Há pessoas que pertencem ao nosso ontem, mas continuam vivendo dentro do nosso hoje. Há amores que o tempo levou para longe, mas não conseguiu arrancar da memória. Há beijos que terminaram há muitos anos e, mesmo assim, quando lembrados, ainda parecem tocar os lábios.

Porque o coração possui um calendário diferente.

Para ele, algumas coisas nunca envelhecem.

Por isso, se um dia alguém me perguntar:

Você escolheria o ontem ou o hoje?

Talvez eu apenas sorria.

O ontem me deu histórias para contar.

O hoje está me dando histórias para viver.

E entre aquilo que vivi e aquilo que ainda estou vivendo, existe uma coisa que eu jamais gostaria de perder:
a capacidade de amar cada capítulo da minha vida, mesmo sabendo que nenhum deles foi escrito para durar para sempre.

Quando Aprendi a Ajustar as Velas

“Não podemos escolher a direção do vento, mas sempre é possível ajustar as velas.”

Durante muito tempo, eu quis negociar com o vento.
Queria que a vida soprasse exatamente na direção dos meus desejos. Fazia planos, criava expectativas,
imaginava caminhos e, silenciosamente, esperava que Deus concordasse com todos eles.

Eu dizia que confiava.

Mas, no fundo, queria controlar.

Queria escolher o vento, a velocidade, o caminho, o momento da partida e até o porto onde deveria chegar.

Talvez uma das minhas maiores dificuldades tenha sido compreender que fé não é receber de Deus o controle sobre o oceano.
Fé é continuar navegando mesmo depois de descobrir que nunca tivemos esse controle.

Demorei para entender isso.

Quando as coisas aconteciam como eu desejava, era fácil agradecer.
Quando o vento estava favorável, eu chamava aquilo de bênção.
Quando as águas estavam tranquilas, dizia que Deus estava comigo.
Mas bastava o céu escurecer para minhas certezas começarem a desaparecer.
Se alguma coisa dava errado, eu perguntava:

“Deus, onde estás?”

Hoje percebo a contradição daquela pergunta.
Eu reconhecia Deus na calmaria, mas tinha dificuldade de reconhecê-Lo na tempestade.
Talvez porque eu ainda acreditasse que a presença de Deus deveria significar ausência de sofrimento.
A vida me ensinou outra coisa.

Existem tempestades que acontecem mesmo quando Deus está no barco.
Existem perdas que a oração não impede.
Existem portas que permanecem fechadas.
Existem pessoas que partem.
Existem sonhos que não se realizam da maneira que imaginávamos.
Existem perguntas que atravessam anos sem encontrar resposta.
E existe um momento em nossa caminhada em que precisamos decidir:
ou passaremos a vida inteira brigando com o vento, ou aprenderemos a ajustar as velas.

Foi então que comecei a compreender a maturidade de outra maneira.
Maturidade não é ter domínio sobre aquilo que acontece.
É possuir humildade suficiente para reconhecer aquilo que não podemos controlar.
E talvez a fé comece exatamente nesse lugar.

Na fronteira entre aquilo que posso fazer e aquilo que preciso entregar.
Posso ajustar as velas.
Mas não posso ordenar ao vento que sopre.
Posso segurar o leme.
Mas não posso acalmar todos os mares.
Posso escolher algumas direções.
Mas não posso conhecer antecipadamente todas as tempestades.
Posso fazer planos.
Mas não posso exigir que o amanhã os obedeça.
Essa descoberta poderia parecer assustadora.
Curiosamente, para mim, começou a se transformar em liberdade.

Porque percebi o quanto estava cansado.
Cansado de tentar controlar pessoas.
Cansado de querer controlar acontecimentos.
Cansado de imaginar o futuro.
Cansado de discutir mentalmente com coisas que já haviam acontecido.
Cansado até de tentar explicar Deus.

Havia transformado minha vida numa embarcação pesada demais, carregada de culpas,
expectativas, medos e perguntas.

E talvez Deus nunca tivesse pedido que eu carregasse tudo aquilo.
Talvez Ele estivesse apenas esperando que eu soltasse algumas coisas.

Foi quando comecei a entender que entregar não significa desistir.
Entregar significa reconhecer limites.
Há uma diferença enorme entre abandonar o barco e confiar enquanto continuamos navegando.
A fé não me ensinou a ficar parado esperando milagres.
Ensinou-me a fazer aquilo que está ao meu alcance e entregar a Deus aquilo que minhas mãos não conseguem alcançar.

Eu ajusto as velas.
Ele conhece os ventos.
Eu seguro o leme enquanto posso.
Ele conhece o oceano que eu ainda não atravessei.
Eu vejo alguns metros à minha frente.
Ele conhece aquilo que existe depois do horizonte.

Talvez seja por isso que algumas coisas que considerei derrotas tenham acabado se transformando em caminhos.
Algumas portas fechadas me obrigaram a procurar outras.
Algumas quedas diminuíram meu orgulho.
Algumas perdas me ensinaram a amar melhor.
Alguns silêncios me ensinaram a escutar.
Algumas tempestades arrancaram de mim certezas que talvez nunca tivessem sido fé.

E alguns ventos contrários me levaram para lugares onde eu jamais teria chegado por vontade própria.

Hoje olho para trás e percebo quantas vezes reclamei da direção do vento sem perceber que estava sendo conduzido.

Nem sempre para onde eu queria.
Mas muitas vezes para onde eu precisava ir.
Essa talvez seja uma das maiores confissões que posso fazer:

eu quis controlar a vida porque tinha medo de confiar.

Controle, muitas vezes, é apenas o nome elegante que damos ao nosso medo.
Queremos garantias porque temos dificuldade de caminhar pela incerteza.
Queremos respostas porque o silêncio nos incomoda.
Queremos mapas porque o desconhecido nos assusta.
Mas Deus raramente me entregou o mapa inteiro.
Quase sempre me mostrou apenas o próximo passo.

E talvez seja justamente isso que torna a fé tão difícil e tão bonita.
Se eu conhecesse todo o caminho, talvez não precisasse confiar.
Se soubesse antecipadamente cada resposta, talvez não precisasse esperar.
Se pudesse controlar todos os ventos, talvez nunca aprendesse a rezar durante a tempestade.
Hoje já não peço apenas:
“Senhor, muda o vento.”

Algumas vezes ainda peço, porque continuo sendo humano e existem tempestades que realmente assustam.

Mas aprendi também outra oração:

“Senhor, se o vento não mudar, ensina-me a ajustar as velas.”

Essa oração mudou muita coisa dentro de mim.
Porque existem momentos em que Deus não muda imediatamente as circunstâncias.

Muda o marinheiro.
Fortalece as mãos.
Acalma o coração.
Ensina paciência.
Diminui o orgulho.
E nos faz perceber que aquilo que imaginávamos ser o fim talvez fosse apenas uma mudança de rota.

Continuo não sabendo para onde todos os ventos da minha vida me levarão.
Ainda tenho medo.
Ainda faço planos.
Ainda me decepciono.
Ainda gostaria que algumas coisas fossem diferentes.
A fé não retirou de mim a humanidade.
Mas hoje existe uma diferença.
Já não preciso exigir que o oceano inteiro obedeça à minha vontade para acreditar que Deus continua comigo.

Se vier a calmaria, agradecerei.
Se vier o vento favorável, abrirei as velas.
Se vier a tempestade, tentarei permanecer no barco.
Se precisar mudar a rota, mudarei.
Se tiver de esperar, esperarei.
E quando minhas forças já não forem suficientes, procurarei lembrar aquilo que levei tanto tempo para aprender:

eu nunca fui o senhor dos ventos.

Sou apenas um homem navegando.
Talvez amadurecer seja finalmente aceitar isso.
Fazer o que podemos.
Entregar o que não podemos.

E continuar.

Porque a fé não consiste em acreditar que todos os ventos soprarão a nosso favor.

Fé é descobrir que, mesmo quando o vento muda, Deus ainda sabe onde estamos.

E talvez a verdadeira paz comece no dia em que deixamos de pedir o controle do oceano e aprendemos, finalmente,
a confiar n’Aquele que enxerga além do horizonte.

Só você sabe onde seu sapato aperta. Mas também é VOCÊ e somente você, quem pode escolher entre trocar de sapatos ou permanecer com os mesmos(ainda que convivendo com seu aperto).

O Ofício da Escuta

Escolher a psicanálise como profissão nunca foi apenas sobre seguir uma carreira; foi sobre atender a um chamado para habitar o humano em sua forma mais pura e singular.

Nenhum dia na clínica é igual ao outro. Entre o dito, o silêncio e o nascer das palavras, tenho o privilégio de acompanhar o desatar de nós antigos e a reconstrução de histórias que pareciam estagnadas.

Ser psicanalista é aprender a arte de escutar o que a alma sussurra nas entrelinhas, oferecendo um espaço seguro onde o sujeito possa, finalmente, se reencontrar.

Amo a psicanálise porque ela me ensina, diariamente, que a dor não precisa ser o fim, mas o ponto de partida para a transformação. É um trabalho de paciência, respeito e constante descoberta — e não há nada mais gratificante do que testemunhar alguém se tornando autor da própria vida.

Temos que escolher nossos amores, nossos valores e nossa fé, e não podemos deixá-los solitários, pois se não se comunicarem, se não discutirem, seremos sempre quase!

⁠Quando você escolher tomar decisões por outra pessoa não suponha que é o certo a fazer, pergunte antes. Argumente, exponha seu ponto de vista e convença. O seu certo pode estar errado.

Entendam mulheres, um homem maduro e inteligente jamais vão escolher mulher pelo corpo ou beleza, um homem sábio, valoriza o caráter, respeito, lealdade de uma mulher. Um homem maduro vai te escolher pela essência e beleza da sua alma.

Na vida; com as devidas consequências, podemos escolher ser a tortura,
ou ser o prazer.⁠

Quando eu esqueço de me escolher


Hoje, a melancolia chegou sem pedir licença.


Talvez porque, mais uma vez, eu tenha percebido o quanto consigo dar importância a pessoas que, tantas vezes, só me procuram quando precisam de um lugar para despejar os próprios vazios. E o que mais dói não é não saber. É saber de tudo e, ainda assim, abrir a porta.


Se fosse qualquer outra pessoa, eu já teria ido embora há muito tempo. Eu sei partir. Sei fechar ciclos. Sei me proteger.


Mas com ela, alguma coisa em mim desaprende.


Não sei explicar o que existe entre nós. Só sei que, quando ela se aproxima, minhas defesas silenciam. Eu fico vulnerável, esqueço das cicatrizes e me entrego como quem ainda acredita que, desta vez, talvez seja diferente.


E então tudo se repete.


Eu perdoo o que me feriu, abraço o que me faltou, aceito migalhas como se fossem banquetes e chamo de esperança aquilo que tantas vezes já me provou ser ausência.


Talvez minha maior frustração nem seja o que ela faz comigo.


Talvez seja perceber o quanto eu me abandono quando se trata dela.


Porque eu sei que mereço mais. Sei que deveria escolher a mim mesma. Sei exatamente onde esse caminho termina.


Ainda assim, existe uma parte de mim que continua voltando.


Como quem conhece o abismo pelo nome, sabe a profundidade da queda, lembra de todas as vezes em que se machucou...


e, mesmo assim, caminha até a beira outra vez.


Talvez o amor mais difícil de aprender seja aquele que começa quando finalmente decidimos não nos perder de nós mesmos para permanecer na vida de alguém.

Transito entre o determinismo e o minimalismo, não por acaso: escolher exige renúncias e, num exercício de futurologia, não posso congelar o vapor ou prever a fúria do amanhã.
Reno Fioraso

⁠Só cabe a nós escolher entre ser pastor, caçador ou ainda nos juntar à alcateia ou ao rebanho ou ficar fora do sistema!

Não foi um beijo, não foi uma cama… foi escolher se sentir viva longe de mim toda vez que a gente se machuca. Isso também é uma forma de traição, mesmo que o mundo finja que não.

Estar em paz comigo mesmo me deu a clareza de escolher você todos os dias, não por necessidade, mas por transbordamento.
Enzo Ruchell

Que eu possa te escolher todos os dias. Não apenas nos dias de sol, em que a vida parece fácil e o riso transborda, mas principalmente naqueles em que o céu fecha e as tempestades resolvem testar a nossa estrutura.

Quando o caos chegar , eu quero que a nossa primeira reação não seja o medo ou a fuga, mas a certeza. A certeza de que, não importa o tamanho do vendaval, nós somos um lugar seguro um para o outro.


Enzo Ruchell