Se um dia Tiver que Escolher
Escolher você não foi uma renúncia às outras opções, mas a descoberta de que nenhuma outra opção jamais faria sentido.
_Enzo Ruchell_
*"Último Cigarro"*
Valeu a pena eu deixar.
Valeu a pena eu escolher a vida.
Aquela fumaça que me prendia
hoje virou *passado*.
Eu tenho força pra nunca mais voltar.
Que o vício fique *pra trás*,
e no lugar dele nasça em mim
ar puro, pulmão cheio e orgulho.
*Eu venci. E isso é pra sempre.*
"Quando a pessoa é livre para escolher e ainda assim escolhe permanecer, aí você conhece a lealdade."
O Casamento Além das algemas
O casamento verdadeiro é escolher alguém para caminhar junto e subir a montanha da vida. É ter a certeza de que existe uma mão para nos amparar nos tropeços, e não uma algema que nos prende ou nos segura.
Unir-se a alguém não significa anular a própria identidade; não existe "nós" o tempo todo, colados de mãos dadas sem respirar. Amar é também respeitar as ausências necessárias. Ver um espaço vazio na cama e não levar isso como ofensa ou motivo de briga, mas entender que o outro precisa de um tempo para pensar, meditar e ficar sozinho. É ter a liberdade de o homem jogar o seu futebol, tomar uma cerveja com os amigos, e de a mulher sair com as amigas e visitar a família, aproveitando cada momento individual sem cobranças ou possessividade.
O amor real floresce no respeito ao espaço do outro e na certeza de que, mesmo na ausência física, eu sei que ele está ali por mim, e ele sabe que estou ali por ele.
Porque, apesar de toda essa liberdade e de estarmos distantes por um momento, na hora da dificuldade e do desespero, a primeira pessoa que nos vem à cabeça é aquela que escolhemos para estar do nosso lado. É saber que, não importa onde o corpo esteja, a alma sabe exatamente em quem confiar e com quem contar.
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A honra acompanha quem não esquece suas origens e escolhe a humildade mesmo quando poderia escolher o orgulho.
Entre Linhas
Se eu pudesse escolher
um lugar pra morar,
não seria casa, rua ou cidade…
eu moraria no intervalo do teu riso,
onde o mundo esquece de doer.
Teu olhar tem algo de horizonte,
quanto mais eu olho,
mais longe quero ir.
E no silêncio entre um segundo e outro é teu nome que meu coração aprende a repetir.
Há em você uma calma rara,
tipo mar quando o vento decide descansar.
E quando tua mão encontra a minha,
até o destino parece parar pra olhar.
Se amor fosse tinta,
eu pintaria o tempo inteiro com você.
Porque desde que teu sorriso me encontrou, minha vida virou poesia
que só faz sentido…
quando rima com você.
Livre-Arbítrio
Eu perguntei a Deus por que me
deu o livre-arbítrio de escolher,
se, entre bilhões de caminhos,
meu coração reconheceu apenas o seu.
Então o silêncio do céu respondeu
que o amor só floresce
quando nasce da liberdade de permanecer.
Desde esse dia, compreendi
que você nunca foi um acaso,
mas uma oração que minha alma já conhecia antes mesmo do tempo.
Cada encontro, cada saudade
e cada esperança
foram versos escritos por Deus, esperando o momento certo de
serem lidos.
Se um dia nossos destinos enfim
se encontrarem, saberei que o amor venceu o tempo.
E, se a vida nos levar por estradas diferentes, ainda agradecerei por
ter escolhido você,
porque há escolhas que
não prendem o coração
— apenas o ensinam a amar com a eternidade.
Não podemos escolher a direção do vento, mas sempre é possível ajustar as velas. maturidade não é sobre controlar o que acontece e sim sobre aprender a navegar quando não se tem controle do caminho. você tem sido maduro?
Autor desconhecido
Os medíocres sempre vão escolher e encaminhar outros medíocres para as posições mais proeminentes, pois, eles não querem que haja nenhuma ameaça e como resultado; a quebra de sua continuidade no poder!
O fato do homem escolher mediante o livre-arbítrio restaurado, não anula a vontade primária de Deus. O livre-arbítrio não anula a soberania do Eterno, antes a confirma, pois cremos em um Deus Soberano que domina sobre tudo e todos!
Permanecer na superfície é escolher o conforto; mergulhar na profundidade é aceitar a possibilidade de se tornar outro.
Fomos feitos para ser moldados por Deus; recusar o toque do Oleiro é escolher reter a imagem corrompida, em vez de ser restaurado à Sua semelhança.
Gostar de alguém não nos dá o direito de escolher por essa pessoa. O amor saudável não controla, não cobra e não exige reciprocidade. Ele respeita a liberdade do outro — mesmo quando essa liberdade nos leva para longe.
“A Sabedoria de Ajustar as Velas”
“Não podemos escolher a direção do vento, mas sempre é possível ajustar as velas.”
Durante muito tempo, talvez eu tenha confundido maturidade com controle.
Imaginava que amadurecer significava aprender a organizar a vida de tal maneira que quase nada pudesse sair do lugar.
Como se a experiência nos concedesse, pouco a pouco, algum poder secreto sobre o amanhã.
Mas a vida não funciona assim.
Podemos escolher a embarcação. Podemos estudar os mapas. Podemos calcular distâncias,
observar o horizonte e até decidir o porto para onde desejamos seguir.
Mas não escolhemos o vento.
E talvez uma das maiores dores humanas nasça justamente dessa dificuldade: queremos controlar aquilo que apenas podemos atravessar.
Há ventos que chegam fortes..
Uma perda.
Uma despedida.
Uma decepção.
Uma porta que se fecha quando tínhamos certeza de que se abriria.
Um amor que muda.
Um sonho que demora.
Uma notícia inesperada.
De repente, todo o mapa cuidadosamente desenhado já não parece servir para muita coisa.
É nesse momento que descobrimos a diferença entre controlar a vida e aprender a vivê-la.
O imaturo olha para a tempestade e pergunta:
“Por que o vento não sopra para onde eu quero?”
O homem amadurecido começa a fazer outra pergunta:
“Já que não posso mudar o vento, o que posso fazer com as minhas velas?”
Essa pequena mudança de pergunta pode transformar uma existência inteira.
Porque maturidade não significa ausência de medo. Não significa nunca sofrer, nunca hesitar ou possuir respostas para tudo.
Maturidade é compreender onde termina o nosso poder e onde começa a nossa capacidade de adaptação.
Existem coisas que dependem de nós.
Outras, simplesmente, não.
Não controlamos o comportamento das pessoas.
Não controlamos todas as despedidas.
Não controlamos o tempo.
Não controlamos completamente o corpo.
Não controlamos o passado.
E, por mais que façamos planos, jamais teremos domínio absoluto sobre o futuro.
Entretanto, existe uma pequena região sobre a qual ainda podemos exercer alguma autoridade:
a maneira como respondemos ao que nos acontece.
É ali que ficam as velas.
A vida pode mudar o vento, mas ainda podemos mudar nossa posição diante dele.
Podemos recolher uma vela durante a tempestade.
Podemos diminuir a velocidade.
Podemos mudar temporariamente a rota.
Podemos esperar.
Podemos recomeçar.
E, algumas vezes, podemos até descobrir um destino que jamais teríamos conhecido se o vento tivesse obedecido aos nossos planos.
Talvez por isso algumas das maiores transformações da nossa vida tenham começado justamente quando alguma coisa deu errado.
O caminho interrompido nos obrigou a procurar outra estrada.
A perda nos ensinou o valor da presença.
O fracasso nos apresentou à humildade.
A solidão nos colocou diante de nós mesmos.
A queda revelou forças que desconhecíamos possuir.
E aquilo que chamávamos de desvio talvez estivesse apenas nos ensinando outra maneira de navegar.
Há uma arrogância silenciosa na necessidade de controlar tudo.
Queremos que pessoas, acontecimentos, tempo e destino se comportem de acordo com os mapas que desenhamos.
Quando isso não acontece, sentimos que a vida nos traiu.
Mas talvez a vida nunca tenha prometido obedecer aos nossos mapas.
Ela apenas nos entregou um barco.
Algumas velas.
Um horizonte.
E a liberdade de aprender.
Maturidade, portanto, não é tornar-se senhor dos ventos.
É tornar-se marinheiro.
É olhar para o céu escurecendo e, mesmo sentindo medo, saber que ainda existem decisões possíveis.
É reconhecer que mudar a rota não significa necessariamente abandonar o destino.
Às vezes, para chegar ao mesmo porto, precisamos navegar por águas que jamais imaginávamos conhecer.
Outras vezes, precisamos ter coragem suficiente para admitir que aquele porto já não é mais o nosso.
Talvez seja essa uma das lições mais difíceis da existência:
nem toda mudança de direção é uma derrota.
Existem desvios que nos salvam.
Existem atrasos que nos protegem.
Existem tempestades que nos despertam.
Existem ventos contrários que fortalecem braços que haviam se acostumado demais à tranquilidade.
E existem caminhos que somente aparecem quando perdemos aquele que acreditávamos ser o único.
Hoje compreendo que viver não é possuir um mapa perfeito.
É aprender a ler o céu.
É perceber quando avançar, quando esperar, quando insistir e quando mudar.
É saber que algumas tempestades precisam ser enfrentadas e outras simplesmente atravessadas.
No fim, talvez ninguém chegue exatamente ao porto que imaginou quando começou a viagem.
Carregamos cicatrizes das tempestades, lembranças das águas tranquilas, saudades de quem navegou conosco e histórias de lugares onde jamais planejávamos estar.
Mas existe uma espécie de paz quando finalmente compreendemos que não precisamos controlar o oceano para continuar navegando.
O vento continuará mudando.
A vida continuará surpreendendo.
Algumas manhãs serão tranquilas. Outras chegarão carregadas de tempestades.
E nós continuaremos ali, pequenos diante da imensidão.
Mas enquanto ainda houver uma vela que possa ser ajustada, haverá também uma escolha possível.
Talvez amadurecer seja exatamente isso:
parar de exigir que o vento mude de direção e começar a aprender o que fazer com o vento que chegou.
Porque não é o mar tranquilo que revela o marinheiro.
É a maneira como ele ajusta as velas quando percebe que já não controla o caminho.
