Se o Amor é Brega
Demonstrar amor e respeito com o próximo gera mais resultados do que ficar citando textos bíblicos que você não vive.
Toda religião está concentrada em um ponto, nestas palavras: "andai em amor, como também Cristo vos amou, e se entregou a si mesmo por nós". Tudo está contido no amor humilde, gentil e paciente.
Que eu possa ter uma compreensão cristã do que é realmente o Teu amor e traduzi-lo para o meu próximo.
Não importa o quão profundo você tenha caído. O amor e o perdão de Deus vão mais profundo.
Teologia Arminiana
Minha luz das estrelas, imenso e desmedido amor, que invade e fim.
Se eu pudesse eleger um amor puro, atravessaria os oceanos sob o infinito céu azul para encontrar-te, meu bem-querer.
E, se necessário fosse, mil vezes transporia a Linha do Equador, desafiando distâncias, ventos e destinos, somente para repousar meu olhar no teu.
Pelas horas silenciosas da noite, caminharia solitário, com a coragem serena de um samurai, percorrendo ruas e esquinas, na esperança de encontrar-te escondida em um simples e precioso "boa-noite".
A doidice invade-me a mente; então, faço-me milagreiro, recorro à alquimia dos sentimentos, na vã tentativa de curar o mal de mim, essa ausência que me consome e me faz sentir como quem vive faltando um pedaço da própria alma.
Abro a janela e contemplo a vastidão do Cerrado: o capim dourado, que no outono se reveste de tonalidades ainda mais nobres e formosas, capazes de seduzir até mesmo o mais errante dos corações ciganos.
Eu te devoro com a avidez de quem, após longa peregrinação, encontra enfim o alimento que lhe restaura a vida, como quem sacia a fome numa tigela de açaí oferecida pelos deuses da abundância.
É fato consumado, já não existe rota de fuga, nem refúgio possível.
O tempo acelerou seus passos, e eu não posso permanecer sem ti.
Tu és minha Flor-de-Lis, passado que me habita, presente que me ilumina, e futuro que me chama.
És a síntese de tudo o que fui, de tudo o que sou e de tudo o que ainda sonho ser.
Ela não queria um amor de vitrine.
Queria um amor de dentro –
daqueles que não se prova, se habita.
“Como foi seu dia? O que doeu? O que te fez sorrir?”
E esperar a resposta como quem espera a chuva no sertão. Sabendo que ela não enche o rio sozinha, mas molha a terra.
Palavras são como abraços: se soltas no ar, viram vento; se encostadas na pele, viram casa.
Ela queria um amor que lesse o silêncio dela não como ausência, mas como calma. Um amor que não apertasse a campainha só para ouvir o próprio dedo.
Um amor que entrasse, sentasse, perguntasse: E esse cansaço? E esse poema que você guardou no peito? Mostra?
Mas ele, coitado, aprendeu a encantar antes de aprender a ficar. Ela não o julga. Ela só se lembra de que tempo é a única coisa que não se recompra.
Então ela disse, com a delicadeza de quem já cansou de berrar na tempestade:
“Se for pra ser raso, que seja limpo, sem espuma de sabão.
Se for pra ser fundo, que seja devagar, com perguntas de verdade.
Eu topo os dois. Mas não topo mais dançar sozinha no meio da sala escura enquanto você aplaude da porta.”
E guardou o vestido.
Porque, como bem sabia...
“Há flores que desabrocham mesmo sem aplauso.
E há mulheres que viram jardim sozinhas – não por falta de jardineiro, mas por excesso de vida.”
Ela virou.
Toda vez que ele não perguntava, ela plantava mais uma rosa nela mesma.
... coisas sobre Ela e Ele
"O amor não é um problema a ser resolvido. É um mistério a ser vivido. E mistério, a gente não decifra. A gente contempla."
Ele acreditava que o amor era o corpo. E eu acreditava que o corpo era o começo.
Mas o meu amor, meu amor era a fresta. Aquela coisa que não se vê, que não se toca, que só se sente quando o silêncio se senta entre a gente e olha para nós. E ele, coitado, não entendia o silêncio. Ele o preenchia com a mão, com a boca, com o peso da presença.
Mas a presença dele, quando não tem a alma dentro, é um buraco. E eu caía. Toda vez. Ele me segurava, mas eu continuava caindo. Porque ele segurava a minha mão, e a mão segura o corpo, mas a queda... a queda ela segura a alma.
E ele não sabia segurar almas.
Eu queria lhe dizer: "Você está aqui, mas o seu isso não está aqui." E quando eu falava, ele me olhava como quem olha para o mar: achando bonito, mas sem entrar. E eu queria que ele entrasse, que afogasse um pouco, que sentisse o gosto do sal nos lábios.
Em vez disso, ele me tirava da água. E dizia: "Você está segura."
Mas eu não queria segurança. Eu queria o risco. Queria que ele se perdesse em mim para que eu pudesse, enfim, me achar.
Ele faz café, ele faz amor, ele faz planos. Mas fazer não é ser. E eu sou a coisa que não se faz. Eu sou a coisa que simplesmente é. E o que é, não cabe em xícara, nem em abraço, nem em projeto. O que é, só cabe no olho nu e na palavra atravessada.
E ele não atravessa palavras. Ele as resolve.
Como se o amor fosse uma conta a pagar.
... coisas sobre Ela e Ele
Não era amor. Era o desejo de ser amor.
Eram duas solidões que se abraçavam na esperança de que o abraço se transformasse em luz. Mas a luz é dura. A luz mostra as rugas, os dentes amarelados, a poeira debaixo do tapete.
Eles não queriam a luz. Eles queriam o aconchego da mentira. Mas a vida é uma coisa que não pergunta. A vida pressiona.
E pressionada, a relação gritou.
Ela gritou com palavras bonitas e profundas. Ele gritou com ações práticas e silêncios. E o grito um do outro não era ouvido. Só a minha alma ouvia – a alma da escrita, que é a alma dos que veem o que os corpos escondem.
E o que eu vi foi isto: ele a ama com a força de quem constrói. Ela o ama com a força de quem desaba. Um constrói muros para protegê-la. Ela quer que os muros caiam para que o vento entre.
Ele não sabe que ela precisa do vento. Ela não sabe que ele precisa dos muros.
E assim, eles se amam como o dia e a noite se amam: nunca ao mesmo tempo, sempre na fronteira, sempre no instante em que um morre para que o outro nasça.
O amor deles é um parto eterno. E parto dói. Mas dói porque a vida está nascendo. E a vida? a vida é isso: a dor de vir ao mundo.
Eles ainda estão no começo da dor.
E o começo da dor, para os que não desistem, ainda pode ser o começo do mundo.
... coisas sobre Ela e Ele
Não tente entender o amor. Sinta-o. Como se sente o vento. Como se sente o medo. Como se sente a morte. Porque o amor, quando é verdadeiro, não se explica. Só é.
Ele não sabe que o amor é a única coisa que não se perde quando a gente se entrega. O que se perde, quando a gente se fecha, é a chance de ser inteiro. E ele, ele merece ser inteiro.
É o que Ela acredita.
"Que esse amor só cresça. Que teu sorriso sempre apareça. Que a felicidade sempre esteja presente. Que esse amor nunca saia da gente."
O amor é aquele sentimento que faz agente cometer loucuras?
Porque todos os dias vejos pessoas cometendo loucuras dizendo que é por amor, e amanhã fazendo outras loucuras com outras pessoas.
Meu coração pede seu amor, minha boca pede seu beijo, meu nariz pede o teu cheiro, minha cabeça sente a emoção junto com o coração
