Se Nao for para Voar Nao Tire meus Pes do Chao

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Queria ter tempo para ler todos os meus livros, queria ter tempo para te ver envelhecer após suas conquistas e antes de outras muitas que virão.
Queria ter tempo de te ver brilhar nos palcos de mundo , de ver sua arte ser reverenciada e sua performance elogiada em cada obra que atuar.
Queria ter tempo de ver o mundo mudar para melhor.
Queria ter tempo de ver racismo ser um fato passado, homofobia e qualquer tipo de preconceito e violência serem apenas crimes que nunca mais se repetirão.
Queria que o amanhã fosse o agora...

Com diferentes fractais, misturados pela minha essência, transformo meus sonhos em realidade. Talvez, um dia, consigam enxergar o que há de mais humano em mim, antes que a eternidade guarde meu coração em algum lugar do tempo.

Meus pneus são produto de beber cerveja, outros oram para pneus, bebendo produto de limpeza!

Experiência.

É o nome que dou aos meus erros.

ZÉ VOLANTE E MERCEDINHA (BOLEIA DA 1313)


Depois de haver nascido na boleia da 1313 e ter meus primeiros dias dentro dela vívido, fiquei uns tempos distante, pois meu pai, Zé Volante, uma viagem longa havia conseguido.
Quando ele retornou, eu já estava um pouco crescido. Lembro-me bem do ronco do motor e da buzina, que era aquele estampido. Meu pai chegou, saí correndo aos gritos, abracei meu velho e fiquei admirando sorridente a Mercedinha, meu caminhão magnífico.
Saltos de felicidade de longe eram vistos, atraindo as atenções de familiares e amigos. Logo todos entenderam que Zé Volante chegou, e a 1313 tá consigo. Minha mãe chegou e juntou seu abraço comigo. Pegamos o velho pelos braços e levamos para casa, seu segundo abrigo.
As histórias de viagem ainda hoje trago comigo, pois me lembro até das caronas que ele dava aos amigos. Passando por Ilhéus, quem pegou carona foi Jorge Amado, porque estava apressado para o lançamento do livro “Gabriela, Cravo e Canela”.
Um dia, logo no amanhecer, para mim foi inesquecível. Meu pai me chamou para viajar dentro da boleia daquele caminhão incrível. Eram tantos detalhes: luzes, painéis, botões, chaves, alavancas, volante e a visão do motorista, nada passou despercebido.
Fiquei abestalhado de tanta alegria, querendo tudo conhecer, e muita euforia envolvia o meu ser. Eram tantas perguntas que mal completava uma, e a outra já queria saber. Fui viajando num imaginário de tantas viagens.
As paisagens, cidades e amigos compõem a felicidade que um dia iria conhecer. Essa minha primeira viagem me deu a certeza de que um bom motorista eu queria ser. E, em breve, junto com a 1313 tudo isso eu irei viver.

"Em todos os meus Eus, você está."

MINHA VIAGEM AO SOL


Quando fechei meus olhos,
O impossível deu sinal;
A razão ficou na Terra,
Parti rumo ao Astro-Rei celestial.
No lombo da imaginação
Cruzei o vazio sideral.


Foi num instante de luz
que viajei até lá.


Disseram: "És um lunático,
Não sabes o que faz."
Respondi com um sorriso:
"Quem sonha sempre vai mais."
Pois o sonho abre caminhos
Que a dúvida nunca traz.


Foi num instante de luz
que viajei até lá.


Passei por luas e cometas,
Vi planetas a girar;
Cada estrela me saudava
Como quem sabe esperar.
No silêncio do Universo,
Aprendi a escutar.


Foi num instante de luz
que viajei até lá.


Quando alcancei o grande Sol,
Não encontrei destruição;
Vi um oceano de luz
Banhando toda a criação.
Seu calor não era fogo,
Era divina compaixão.


Foi num instante de luz
que viajei até lá.


No centro daquela chama
Vi um brilho sem igual;
Não tinha forma definida,
Nem princípio, nem final.
Era a Divindade de Luz,
Eterna, pura e celestial.


Foi num instante de luz
que viajei até lá.


Bastou um único olhar
Para entender o infinito;
Todo medo se desfez,
Todo mistério foi bendito.
Num segundo compreendi
O que jamais fora escrito.


Foi num instante de luz
que viajei até lá.


Voltei trazendo a certeza
Que o possível nasce em nós;
Quem alimenta a esperança
Faz mais forte a própria voz.
O impossível se rende
Quando Deus caminha após.


Foi num instante de luz
que viajei até lá.


Hoje contam minha história
Como um sonho sem igual;
Uns dirão que foi delírio,
Outros, viagem celestial.
Pouco importa o julgamento,
Se encontrei o essencial.


Foi num instante de luz
que viajei até lá.


Assina este viajante
Que fez do verso um altar;
Quem semeia a fantasia
Sempre aprende a alcançar.
Pois quem segue a luz divina
Nunca deixa de sonhar.


Foi num instante de luz
que viajei até lá.

Meus pensamentos na ideia de Schopenhauer

Aqui fiz uma espécie de conversa minha com Schopenhauer, e não uma negação dele.
A ideia dele permanece como ponto de partida, mas a pergunta muda: se a vontade move o homem, por que alguns possuem muito mais poder para transformar a nossa vontade em realidade do que outros? É aí que a filosofia encontra a política.


“O Mundo com Vontade”

Schopenhauer enxergou no fundo do mundo uma vontade cega: uma força que deseja sem saber exatamente por quê, que alcança uma coisa apenas para desejar outra, condenando o homem à inquietação de nunca estar inteiramente satisfeito. Talvez estivesse certo sobre a vontade. Mas talvez tenha olhado demais para dentro do homem e pouco para o mundo que construímos ao redor dele.
Porque nem toda vontade nasce livre.
Há quem acorde desejando conhecer o mundo e precise primeiro pensar no pão. Há quem tenha vontade de estudar, mas encontre uma porta fechada pelo preço. Há quem sonhe com arte, música, filosofia, literatura, mas tenha suas horas consumidas pela necessidade de sobreviver.
E há quem possa dedicar a vida inteira à procura de si mesmo simplesmente porque outros, em algum lugar, trabalham para sustentar o conforto dessa procura.

Então pergunto: de quem é a vontade que governa o mundo?

A vontade do trabalhador de descansar ou a vontade do capital de produzir mais? A vontade daquele que deseja uma casa ou a daquele que transforma casas em números? A vontade de quem sente fome ou a vontade de quem calcula o preço do alimento?
Talvez o sofrimento humano não venha apenas dessa eterna insatisfação descrita por Schopenhauer. Parte dele nasce de algo muito menos metafísico e muito mais concreto: construímos sociedades em que algumas vontades possuem poder para se realizar enquanto milhões de outras precisam pedir permissão até para existir.
E nisso há uma crueldade silenciosa. Dizemos ao pobre que basta querer. Dizemos ao trabalhador que basta se esforçar. Dizemos ao jovem que basta sonhar. Como se todos começassem a corrida da mesma linha. Como se vontade fosse moeda. Como se esperança pagasse aluguel.

Não paga.

Mas também não acredito que devamos matar a vontade para escapar do sofrimento. Talvez seja justamente o contrário. Precisamos transformar a vontade individual em vontade coletiva.
A vontade de comer deve encontrar a vontade política de acabar com a fome. A vontade de aprender deve encontrar uma escola aberta.
A vontade de viver precisa encontrar dignidade.
A vontade de ser livre precisa significar mais do que escolher aquilo que podemos comprar.
Porque liberdade sem condições para exercê-la corre o risco de ser apenas uma palavra bonita pronunciada por quem nunca precisou escolher entre duas necessidades.
Schopenhauer desconfiava profundamente da esperança. Eu ainda prefiro desconfiar de um mundo que exige desesperança dos que estão embaixo para preservar o conforto dos que estão em cima.
Talvez a humanidade jamais deixe de desejar.
E talvez isso não seja nossa condenação.
Talvez seja nossa possibilidade.
Enquanto houver um homem com vontade de mudar aquilo que lhe disseram ser imutável, haverá política. Enquanto houver vontade de repartir aquilo que foi concentrado, haverá justiça. Enquanto alguém olhar para a miséria de outro ser humano e disser “isso também me diz respeito”, haverá alguma esperança.
O mundo é vontade, sim.
Mas eu acrescentaria uma palavra que Schopenhauer talvez não acrescentasse:

nossa.

Porque o mundo que vale a pena desejar não deveria nascer da vontade de possuir o outro, mas da vontade de não abandonar ninguém.

SOZINHO NA MULTIDÃO
Moro sozinho com meus pensamentos, moro no tempo que passa, e, mesmo com outras pessoas, sou pessoa única. Nas variantes, vago entre minhas escolhas... algumas amargas, outras felizes, mas só eu posso decidir os caminhos onde irei pisar.
Cada pessoa pode fazer o que bem entende, somos livres para colher risos ou lágrimas, paz ou guerra, ódio ou amor.
Por isso a solidão de sermos sozinhos, mesmo entre multidões, vale sentir o universo que existe dentro de nós, onde Deus o tempo todo tenta preencher nossas almas... basta você deixar que Ele faça parte e torne sua vida um turbilhão de sentimentos, que farão de você cada dia um ser melhor!

Deus, aumente minha fé, para que eu consiga alcançar a compreensão dos meus sentimentos, para acalmar os meus pensamentos e assim viver em paz. Senhor, que os erros alheios não afete minha vida, pois meu desejo é ser melhor a cada instante, com orações para corrigir minhas falhas e seguir meu caminho em direção do amor. Senhor, que eu valorize sempre a vida, pois viver de verdade é acreditar que Tu, Senhor, nos dá a chance de alcançar a vida eterna!

DIVAGANDO!
Algumas vezes meus pensamentos viajam com vontade de voltar. Algumas vezes as lembranças nos seduzem e bate aquela nostalgia das emoções ja vividas. Ninguém pode impedir o sonhar... nosso destino circula num giro que transcorre passado nas memórias do presente e que geram desejos para realizarmos no futuro. Talvez sejam saudades de bons tempos que fizeram abafar coisas ruins e sentimentos tristes que passamos... Mas até mesmo acontecimentos que nos fizeram sofrer e chorar ecoam em nossas mentes num alerta constante para não repetirmos certos erros e assim com experiência, podermos avançar caminhos que possam eletrizar fortes emoções. Precisamos sim do passado para contarmos histórias que se farão presentes em nossas ações em direção do futuro que desejamos paz, saúde e harmonia para habitarmos no maior ciclo da vida que só alcançamos através do amor!

LABIOS DE PAPEL!
Você negou seu beijo
e os meus lábios secaram.
Mas as lágrimas nos olhos
deixaram um sabor amargo
esperando em vão e solitário
um beijo com sabor de mel.
Contemplando o horizonte
nele desenhado a sua boca
vermelha como doce morango
enchendo-me os desejos
que eu não mais provaria.
Foi então que troquei seus beijos
por uma boca beijada
e guardada numa folha de papel
que um dia você beijou
para eu nunca esquecer
os contornos lindos dos seus lábios.
Ah, doce consolo!
E quando a saudade aperta
beijo seus lábios no papel
ainda com aquele gostinho
e perfume de morango.
Parece tolice minha
mas ameniza meus desejos
beijar na boca este papel
como beija-flor buscando mel
e na fantasia torna-se real
no encontro de sua boca
traçada numa boca de papel!

Até onde meus pensamentos alcançarem , até onde a imaginação viajar entre céus e céus , habitará minha alma nesse circuito, infinito maravilhoso, permitido por Deus !

João Batista Barbosa

ENERGIA SOBRENATURAL

Meus pensamentos voam pela noite
Buscando imagens tatuadas nas estrelas
E no brilho que irradia o amanhecer
Faz o mundo girar uma nova estação
Onde na cabine existe o beijo escondido
Na alvorada que aquece o corpo
Na sensação do amor acontecendo
Com o frescor e a beleza da flor
Trazendo sempre novas emoções
Desenhando novas linhas no horizonte
Lá onde moram as esperanças
Sonhos que flutuam no céu azul
Para encontrar os pensamentos
Que fazem eternos momentos
Na imagem esculpida no corpo
Mostrando formas tão lindas
Que me faz viajar suas curvas
No clarão da sorte que ilumina
Todo esse amor que me contamina
Como natureza forte que germina
Ondas que me levam pelo mar
Misturando sal com seu doce beijo
E num ímpeto do seu abraço
Sentir uma energia especial
Algo sem explicação e sobrenatural
Gerando em mim sua presença
Entranhas que penetram meu ser
E numa mágica frase assim dizer :
Estou amando você !

JOÃO BATISTA BARBOSA
POESIA

Coração


Ah! Meu coração acelerado! tão intenso, forte e apaixonado Guarda todos os meus sonhos aí dentro Faz pulsar cada sentimento inesperado.


Ah! Meu coração bondoso e solidário! Seja sempre verdadeiro e não muito frágil, Quero te contar vários segredos Compartilhar todos os meus medos E te fazer amar a vida com entusiasmo.


Ah! Meu coração alegre e impulsivo! Brinca as vezes comigo e prega peças Mas é sempre tão lindo e grato, Viaja comigo para tantos caminhos E me faz vencer cada obstáculo.


Ah, Meu coração guerreiro! Já chorou pela dor da saudade Passou por algumas dificuldades Mas segue firme e inabalável.

⁠E na mesa reuni meus filhos, meus fãs e meu jardim.

Eu sinto que mudei.
Tô mais consciente da mulher incrível que sou, dos meus erros e acertos.
Mudei. Antes olhava uma situação e sentia questão de me impor.
Hoje olho e digo: ah, tá!
Eu mudei.
E que bom.
Evoluir é sempre bom.
É necessário.

Antes de falar que; a minha vida é fácil, calce meus sapatos.

A Poesia e a Tempestade
Cabem no mesmo olhar.
E entre meus mares revoltos
Dança um cavalo-marinho,
Brinca uma estrela-do-mar.




Alda de Miranda

Seguindo meus antigos tratados e livros sobre a joalheria da Sublime Ordem, eu como artista plástico joalheiro, divido a criação e execução das jóias na maçonaria, em dois grupos. O primeiro das jóias dos graus, dos cargos ou das ritualísticas obedecendo a simbologia, os metais e as gemas oficialmente correspondentes para uso interno. E o segundo das jóias ornamentais e simbólicas, primando pelo bom gosto e de forma discreta, na alusão de pertencimento a filosofia maçônica, para confirmar o compromisso de fidelidade com a ordem, para o uso em todos ambientes, sagrados e profanos.Estas são jóias para uso diário e pessoal.