Se Nao for para Voar Nao Tire meus Pes do Chao

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⁠"Teu nome, amor, solfeja nos meus lábios como morfemas apaixonados, enquanto teus olhos voejam pelos céus da minha esperança." ©JoaoCarreiraPoeta.


Campinas, 13/12/2025.

Respeitando os meus processos,
respeitando a minha história,
respeitando os meu limites,
respeitando o meu tempo,
respeitanto o meu espaço,
Em 2026 me deverei ao respeito de me respeitar mais.

Eu materializo e alcanço todos os meus mais profundos anseios, guiado por firmeza de propósito, determinação e confiança inabalável, atraindo para minha existência tudo o que é justo, imprescindível e perfeitamente consonante com a plenitude do meu êxito.

⁠Pode ser uma visão egoísta minha, mas é a forma que eu lido com os meus sentimentos e dilemas durante a minha vida. O sofrimento não é algo tão ruim assim, vivemos apenas uma vez, somente uma chance, não é comum que tenhamos uma vida 100% de felicidade e alegrias, mas tudo bem também, quero viver todas as minhas experiências quanto vivo, o gosto doce e amargo, o dia ensolarado e a noite chuvosa... Eu só tenho uma chance, e enquanto vivo quero continuar saboreando de tudo isso!

Se tem uma coisa que eu, com meus gloriosos 19 anos, tenho de sobra são problemas pessoais e medos completamente desnecessários. Alguns até fazem sentido, outros claramente nasceram às três da manhã, quando a mente decide trabalhar contra você.


Eu tenho medo do futuro, por exemplo. Não do futuro distante, tipo velhinho alimentando pombos. Tenho medo do futuro próximo mesmo, daquele “e agora?”. Medo de não dar certo, de escolher errado, de olhar pra trás e pensar “era pra eu ter feito diferente”. Ao mesmo tempo, morro de medo de ficar parado. Ou seja, tenho medo de ir e medo de não ir. Coerência passou longe.


Também tenho o incrível talento de transformar pequenos problemas em grandes dramas internos. Uma mensagem sem resposta vira um filme de suspense. Um “a gente conversa depois” vira uma série de 12 temporadas na minha cabeça. E o pior é que, na maioria das vezes, não acontece absolutamente nada. Mas tenta explicar isso pro meu cérebro.


Tenho medo de não ser suficiente. Suficiente pra mim, pros outros, pra quem eu gosto. Medo de decepcionar, de falhar, de parecer perdido demais. O detalhe engraçado é que eu já estou perdido, então talvez esse medo seja só medo de confirmar o óbvio.


Financeiramente, finjo que sou tranquilo, mas qualquer conversa sobre dinheiro me dá vontade de rir de nervoso. Faço piada, brinco, digo “uma hora dá certo”, enquanto mentalmente calculo quantos anos vou levar pra ser minimamente estável. Spoiler: muitos.


Também tenho problemas com o famoso “pensar demais”. Penso tanto que canso. Penso no que falei, no que não falei, no que poderia ter falado melhor. Às vezes penso tanto que esqueço de viver. Outras vezes penso tanto que acabo rindo da situação, porque se não rir, dá vontade de deitar no chão e fingir que virei um tapete.


Mas nem tudo é drama. Eu rio dos meus próprios medos. Faço piada com minhas inseguranças. Brinco com o caos interno como se fosse um amigo inconveniente que aparece sem avisar. Afinal, se eu não rir de mim, quem vai?


No fim, meus problemas e medos andam comigo, mas não mandam em mim o tempo todo. Sou um jovem de 19 anos tentando entender a vida, errando bastante, acertando às vezes, e rindo sempre que dá. Porque se tem algo que eu aprendi cedo é que crescer é assustador, confuso… e absurdamente engraçado, se você olhar do jeito certo.


— Cyrox

Lembra-te…
Que eu te amei, mesmo quando eras apenas sombra nos meus pensamentos.
Amei-te na ausência, no silêncio que gritava teu nome,
na distância que não apagava tua essência.
Ainda assim, eu te amei.
Amei-te como quem guarda fogo no peito,
como quem se perde e se encontra na mesma lembrança.
E mesmo quando o tempo tentou roubar tua imagem,
eu te mantive vivo em cada suspiro,
em cada palavra não dita,
em cada madrugada que se vestia de saudade.
Lembra, porque eu não esqueço:
o amor que te dei não foi pequeno,
foi tempestade e calmaria,
foi ferida e cura,
foi eternidade em instantes.
Ainda assim… eu te amei.

Tudo aos meus olhos parece tão perfeito quando paro para pensar na sincronia de todas as coisas.

Pode acreditar em mim, eu te amei — mesmo quando só havia teu rastro
no silêncio dos meus pensamentos,
mesmo quando a tua voz era um eco distante
e a tua presença, um mapa que eu desenhava à noite.
Amei-te como quem guarda um fogo em segredo,
sem pedir abrigo, sem cobrar retorno;
amei-te com a fome de quem conhece a própria sede,
com a coragem de quem planta flores no inverno.
Havia em mim um mar que te chamava pelo nome,
ondas que batiam nas pedras da saudade,
e cada lembrança tua era uma estrela acesa
no céu que eu tecia para não me perder.
Sei que te amei com a força dos rios que não se explicam,
com a paciência das raízes que sustentam árvores inteiras;
amei-te sem medida, sem trégua, sem testemunhas —
um amor que foi inteiro, mesmo quando só existia em mim.
Guardo esse amor como quem guarda um segredo sagrado:
não para esconder, mas para lembrar que fui capaz
de amar com toda a pele, com toda a voz, com todo o tempo.
Lembra — eu te amei, e esse amor ainda me habita.

A sombra do meu pecado me trai — um vulto que conhece meus passos antes de eu os dar.
Atrai-me para o submundo onde a escuridão tem voz e os nomes se desfazem,
um convite sem luz, uma promessa que cheira a ferro e a lama.
Somos dois náufragos: eu e essa sombra que me habita,
invisíveis aos olhos que ainda acreditam em salvação.
Envolvidos como raízes emaranhadas, presos no pântano do desejo,
onde o tempo apodrece e as horas se tornam moscas.
Caímos sem alarde, amordaçados pela própria culpa,
a boca cheia de terra, o grito reduzido a um eco de ossos.
A decomposição não é só do corpo — é do nome que eu dava às coisas,
do mapa que traçava para me encontrar, agora rasgado e úmido.
Há um frio que não passa, uma sede que não se sacia;
cada passo afunda mais, cada lembrança vira lodo.
E, no entanto, há uma clareira de silêncio dentro desse breu,
um lugar onde a traição aprende a dizer o seu próprio nome.
Não peço perdão — não ainda — porque o perdão exige luz que não trago.
Quero apenas ver, por um instante, a sombra desvelada:
que se revele inteira, sem disfarces, para que eu saiba com quem divido o corpo.
Se a escuridão é casa, que seja ao menos honesta;
se o pântano é prisão, que me mostre a porta que não consigo ver.
E se a decomposição é destino, que me ensine a colher do próprio fim
a semente que, talvez, um dia, resista e floresça na lama.

⁠Que o dia seja leve e o sorriso como um sol, ilumine meus passos.

Tirando os meus 3000 defeitos
Eu sou perfeito.

"A doce madrugada.
As vezes fria e gelada.
A madrugada.
Amiga incansável, ouve meus pesares, atenta e calada.
É doce a madrugada.
Por quantas vezes o teu perfume não me lembrou o da mulher amada?
Ah madrugada.
Quantas vezes deixou gelada e secou-me do rosto cada lágrima?
Solitária é a madrugada.
Mas ainda sim acolhe a quem nela busca um refúgio pra alma.
Madrugada, traz calma à minha mente perturbada.
Madrugada, faço de ti minha companheira amarga.
Peço-lhe madrugada, me leve o frio e traga-me a o calor da alvorada..."

Vem, tece o silêncio em meus ouvidos
Vem, tece o descanso em meus olhos
Vem, acalma a turbulência do meu coração
E até deste dia o término, vem

"Como eu queria, o descampado e o pôr do sol ao fundo.
Um beijo, um abraço e, em meus braços, o meu mundo.
Como eu queria, o fim de tarde, enfrentar a noite sem preocupações, as velas, o jantar e, sobre mim, sua pele, o veludo.
Eu queria tanto, mas meu querer é tão pouco e, para tê-la, eu daria tudo.
O negro dos seus olhos, o castanho do cabelo, o rosa da boca, o olhar taciturno.
A madrugada me invade, lembro de ti, meu peito acelera, eu sei que deveria, mas não te repugno.
Imagino nós dois, tolice minha, velejo nas lembranças e, uma vez e outra mais, me afundo.
Você é a única mulher que amei, a única mulher que amo e, mais uma vez, me puno.
Me puno, por não esquecer o que deveria ter sido esquecido, não matar o que jamais deveria ter nascido, ter temido, o do nosso amor, o luto.
Me pego reflexivo: não é amor, nunca foi, não pode ser, é algo absurdo.
Talvez seja uma doença, uma insanidade, uma psicose, um surto.
Ao vê-la, eu deveria ter sido cego; ao ouvi-la, sido surdo.
Olho para a árvore do nosso sentimento, não a reconheço, seca, esquálida, morta, com galhos tortuosos e, nem mesmo, quando fora vívida, dera algum fruto.
Talvez, o nosso fim, tenha sido culpa minha, confesso, que, por vezes, sou deveras obtuso.
Nunca almejei riquezas, sou um homem simples, o pouco pra mim é luxo.
Tudo que eu queria, era somente aquele descampado, você em meus braços e o pôr do sol ao fundo..."

Por isso, quando meus olhos veem uma coisa e meu estômago sente outra, eu parei de discutir. Eu sigo o estômago. (Livro Sangue no Tanque de Tubarões)

Onde quer que eu esteja, e para onde quer que o meu Deus decida conduzir meus passos, carregarei comigo a lembrança viva de que tudo nasceu aqui.
Neste lugar — banhado pelo luar e vigiado pelos astros silenciosos — ergui minha voz em uma oração singela, porém infinita:

“Conduze-me, Jesus… que minha vida seja o eco da Tua vontade plena.”

⁠Mudei meus pensamentos e com eles meu mundo mudou.

Perdi meus amores e minha família, agora só tenho os remédios.

Foi nesse contexto que eu nasci.


Dois dos meus irmãos passaram a rodar a cidade de Olinda, indo de casa em casa, durante toda a vida. Eu sempre soube da existência deles, mas nunca os conheci pessoalmente, porque a minha avó não permitia que eu tivesse contato. Eu era impedido de conviver com eles.


Fui criado dentro de uma casa fechada. Não tinha acesso à rua, não tinha acesso à convivência. Era assim a cultura da época. Uma espécie de prisão. Muitas vezes eu ficava trancado dentro de um quarto escuro, principalmente por eu ser um menino muito elétrico.


Os castigos eram constantes. Começavam em casa e continuavam na escola. Muitos deles envolviam ficar de joelhos sobre caroços de feijão. Foram muitas violências físicas e emocionais, que hoje eu reconheço como torturas.


Eu só vim conhecer o que era infância perto dos meus 15 anos, quando fui para o Rio de Janeiro. Nesse período, minha própria avó já não me aguentava mais. Eu havia entrado em um processo de rebeldia que fugia completamente ao controle que ela tentava exercer sobre mim, inclusive por meio da religião.


O primeiro livro que eu li na vida, e do qual jamais vou esquecer, foi “A Verdade que Conduz à Vida Eterna”. A partir dali, comecei a me questionar profundamente. Que Deus é esse que permite que crianças sejam mantidas trancadas, sofrendo, enquanto adultos observam calados? Que Deus é esse que convive com hipocrisia e com abusos, inclusive abusos sexuais contra crianças, praticados por pessoas próximas, muitas vezes ligadas ao ambiente religioso, em quem minha avó confiava cegamente?


Nada disso se apaga. Não adianta tentar suavizar. Nada muda a dor que senti naquele momento e a dor que ainda sinto hoje. É por isso que, em muitos momentos da minha vida, eu só consegui dizer: mundo, afasta de mim esse cálice.


Dando continuidade, meu irmão Joel, o mais novo, que tinha apenas 40 dias de nascido quando ficou trancado naquela casa, foi criado pela minha avó paterna, mãe do meu pai. Eu fui criado pela minha avó materna, mãe da minha mãe. Cada um de nós seguiu um caminho separado.


Eu só fui entender, de fato, o que era família por volta dos 15 anos. Foi quando saí de Olinda e fui para o Rio de Janeiro. Lá encontrei uma estrutura familiar diferente, já formada. Foi ali que ganhei mais dois irmãos, do segundo e verdadeiro casamento da minha mãe.


Esse homem, companheiro da minha mãe até os últimos dias da vida dela, tem todo o meu respeito. Ele cuidou não apenas dos filhos dele, mas também de dois filhos que não eram biologicamente dele, mas eram filhos dela. Foi ali que eu vi, pela primeira vez, um cuidado real.


Minha mãe só voltou a ter contato com os filhos que moravam em São Paulo quando eu fui para lá, depois do período no Rio de Janeiro. Fui eu quem trouxe esses irmãos para ela reencontrar. De tão distante que tudo tinha ficado, ela já nem lembrava mais como esses meninos eram.


É desse lugar que eu falo quando falo de rejeição. Não é teoria. É história vivida.


Fernando Kabral


7 de janeiro de 2026
9:58


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Tudo o que escrevo é sobre mim, minha vida e meus pensamentos. Sou minha única referência, portanto o que digo sou eu mesma em palavras.