Se Nao for para Voar Nao Tire meus Pes do Chao
E deixar que seus olhos,
Não sejam apenas mais dois no meio da multidão,
Mas sejam meus,
Para guiar minha vida...
E deixar que suas mãos,
Não andem por ai, em busca de afagos,
Mas encontrem nas minhas,
Todo seu ideal...
Que seu corpo, não vague por ai,
Tomando um espaço, ocupando apenas um lugar...
Pois quando em seu coração brotar a flor da paixão,
Que ele seja o jardim de um grande amor...
Pra que eu não deixe que você não passe de um detalhe,
Que estou sempre a olhar, a querer sentir....
Oscar
Por não dizer o que já sabes
bendigo das virtudes de meus olhos
ao contemplar-te soberana
dona de infinitas belezas
posso prever sorrisos, espasmos, juras
porém não acredito no sobrenatural
é pele, arrepio, corpo suado
é tudo num contesto perfeito
onde o prazer é vital
onde a saudade não existe
onde a gente pode inteiramente amar..
Não sei o que você viu em mim,as palavras dela ainda ecoavam em meus ouvidos,então pensei,pois é tem tanta gente interessante por aí,mas logo meu coração disparou:
Você viu nela tudo que te faltava,a alegria nos dias tristes,a risada gostosa que se espalha pelo ar,sua leveza de menina moleca,mas que esconde uma mulher. encantadora,a doçura de sua voz que me faz sonhar .
Ela é caos disfarçada de calmaria,chegou sem pedir licença e invadiu todos os lugares vazios que encontrou.
Foi assim que vi muito além do que os outros viam,pude ver a beleza de sua alma,que apesar das cicatrizes,reflete a luz da sua essência,e ouso dizer que virei poeta por sua causa.
Eu vi AMOR,e vai ser sempre amor,pois meu coração te escolheu pra ser meu par por toda a eternidade.
Meus joelhos carregam marcas, não das quedas da vida, mas das muitas vezes em que me ajoelhei para agradecer e conversar com Deus.
Meus dois pais me tratam muito bem
(O que é que você tem que não fala com ninguém?)
Meus dois pais me dão muito carinho
(Então porque você se sente sempre tão sozinho?)
Meus dois pais me compreendem totalmente
(Como é que cê se sente, desabafa aqui com a gente!)
Meus dois pais me dão apoio moral
(Não dá pra ser legal, só pode ficar mal!)
Meus professores não tinham nomes gentis, foram a tristeza, o sofrimento e a incerteza. Nunca fui um bom aluno, por isso ainda tento decifrar suas lições.
Eu escrevo para não transbordar, o papel se torna meu confidente, onde meus pensamentos escorrem em rabiscos que carregam todas as minhas cicatrizes invisíveis, que além de mim, ninguém consegue as ver.
O respeito próprio nasceu do enfrentamento, não é soberba, é limite sadio, mantenho nele meus passos.
Falo com a minha sombra como se fosse confissão. Ela não responde com palavras, mas conhece meus segredos. Permanece quando todos os outros vão, como testemunha muda. Às vezes a abraço e sinto que as coisas podem voltar a ser. Outras, a empurro e desejo que se torne apenas um traço.
Reinventar-se não é apagar o que foi, é reutilizar com arte. Tomo meus escombros e deles faço abrigo novo. Nem todo passado vira cinza, alguns viram tijolo. Com esses tijolos construo portas que antes não havia. E ao atravessá-las, descubro paisagens que desconhecia.
Meus medos não me paralisam mais, aprendi a carregá-los comigo, são sombras que me acompanham, mas não me definem, sou muito maior que eles.
Há um lugar onde guardo meus silêncios mais puros. É como um armário de madeira que não range. Quando tenho medo, entro ali e fecho a porta. O barulho do mundo fica distante como um inverno. E eu, reclinado, ouço uma paz que não pede provas.
Meus silêncios não são ausência de som, são gritos que aprenderam a se comportar para não assustar os que ainda acreditam na leveza da vida. Por dentro, sou um estrondo de vidros quebrados, por fora, apenas a poeira que se assenta após a queda.
Não me peça para ser inteiro todos os dias, pois aprendi a amar os meus fragmentos como quem cuida de cacos de vidro que ainda brilham sob o sol, a perfeição é uma mentira bonita, mas a minha imperfeição é a única verdade que me mantém humano e minimamente vivo.
Minha maior epifania foi perceber que eu não corria de volta ao passado para corrigir meus erros; eu corria para abraçar o menino que ficou perdido lá, acreditando que nunca seria suficiente para ninguém.
