Se Nao for para Voar Nao Tire meus Pes do Chao
Quando a sua voz murmura o "eu te amo",
O chão some, a terra se desfaz.
Deixo de ser quem sou, sem receio ou engano,
Para ser a altura que o seu beijo traz.
Não há distância, nem espaço, nem tempo,
Só a leveza da alma a pairar.
Meu coração é nuvem, em pleno firmamento,
E o seu amor é o vento a me levar.
Eu sou a estrela que encontrou a guarida,
No abraço eterno que me faz voar.
Você não diz que ama, você me dá a vida,
E me faz o universo, para eu te amar.
“” Águas que foram
Águas que março
Vento na folha tremula no chão
Ao gosto do tempo
Brotando o verão...””
Ao pé do ouvido
Promessas em vão, dias sem chão,
Tão perto e tão irreconhecível, tão longe e tão bom foi o alívio,
Entre a areia e o mar, eu e alguns relâmpagos,
Uma voz me manda fechar os olhos por um tempo e falando ao pé do ouvido me deixa antenado com o antes e o agora, essa voz me diz para eu seguir em frente sem temer,
O desfecho da história só vai terminar com rendição ou renascimento,
Resolvi contrariar a minha sombra e vou seguir a minha voz interior construindo o meu próprio destino.
Caí tantas vezes que aprendi a medir a altura do chão. Levantei com precisão, passo a passo. Hoje caminho sem medo do vão.
As quedas me ensinaram a cair de joelhos e orar. Cair de joelhos é aprender que o chão pode ser oração, é onde a humildade encontra força.
Chão rachado guarda sementes, o que parecia fim, tornou-se promessa de fecundidade. Hoje eu sou esse chão.
Um dia fui queda, hoje sou voo atento. Aprendi o chão antes de conhecer o céu. O cuidado me deu outro modo de subir, voo lento, mas sigo certo do meu destino.
Mesmo que eu me arraste pelo chão, o avanço é inevitável, pois sigo amparado pela fé d'Aquele que jamais desistiu de mim.
