Se Nao for para Voar Nao Tire meus Pes do Chao

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Fiz esse chorinho na beira do meu violão refletindo as flores do campo tiradas do chão.
Ipê rosa, branco e amarelo enfeitam essa canção
A tríade sagrada da Natureza, bebendo o néctar da boca do beija-flor cereja
Contou pra ela quem você ama quando ela está ausente?
Eu creio que ainda não !

Educar é dar chão para quem sonha com o alto.

Antes de criticar
Pise no mesmo chão,
Sinta os seus espinhos
Percorra os caminhos
Retire as pedras
E viva os desatinos.

"O chão tem ouro; recolha os aprendizados."

Somente quando me tiraram o chão eu descobri que além de ousadia e coragem eu também tinha um par de asas.




...

As asas do sucesso se abrem quando você deixa o peso das desculpas no chão.

“Escorre a vida pelo chão, invade ruas, casas, corações.”

Meu pequeno pássaro.




Veio no outono juntamente com as folhas ao chão.
Com suas asas abertas demonstrando o quão majestoso era.
Escondia marcas, dores, mas até na sua dor existia tanta pureza e beleza.
Cantava uma melodia hipnotizante, cantava sentimentos reais.
Tão pequeno e grande ao mesmo tempo.
Eu queria aquela criatura fascinante para mim. O coloquei em um pedestal, aprisionei em meu coração, cortei suas asas e mais uma vez causei outra dor.
Logo aquele pássaro antes livre, de melodia hipnotizante deu lugar a um passarinho triste com suas lindas asas que no passado não tão distante se mostrava majestosa em liberdade agora fechada dava espaço pra algo triste.
Eu compreendi que para meu pequeno pássaro sua beleza vinha da sua liberdade.
Deixei ir . Ele bateu asas e voou . Ao longe, voltei a ouvir sua linda melodia, encheu meu coração de amor.
E na primavera ele se foi, ganhou o mundo.
Meu pequeno pássaro , foi sem olhar o que deixou pra trás.
Hoje não choro mais, as lágrimas deu espaço as lembranças e quando eu menos esperava o outono a lhe estava e com as folhas ao chão o meu pequeno pássaro voltou com uma outra linda canção.

Às vezes, o que parece voo é apenas a distância do chão. Antes de subir, finque bem o pé.

ÚLTIMO TURNO. 2

Cheguei cedo, saí tarde.
Fui sombra no chão da fábrica.
Fui número, fui carga, fui alarde
De um sistema que nunca abriga.

O último turno não tem luz,
Só o som da máquina que não dorme.
O suor que escorre e me conduz
A um fim que nunca se conforma.

Não há aplauso no meu adeus,
Nem lembrança no meu lugar.
Só o vazio que me fez
E outro corpo pra ocupar.

Mas sigo, porque parar é cair.
E cair é deixar de existir.




Jerónimo Cesarina

Para aqueles que queriam me ver no chão é melhor aprender a olhar pra cima.

eu

gotas de água ao chão - elas se misturam com as do chuveiro, o sentimento de falha, de cometer um deslize ao ponto que me afoga.

entro em desespero por estar à beira de um abismo e refém do que realmente importa pra mim e meu objetivo de vida.

dividir problemas, dores, inseguranças, alegrias, sonhos, a preocupação e o amor no peito que pega fogo é estar vivo - é um presente de deus por sei lá qual motivo eu mereça.

desistir nunca será uma opção, pois se eu desisti de você eu desisto de mim e do meu propósito de vida.

deus é injusto comigo e com você, ele sabe mais do que ninguém sobre tudo, nossas inseguranças, nossos medos e nossos sentimentos mais puros.

e injusto essa dor, mas vejo ela como parte de um sentimento que nunca senti antes e dói tanto que chega sente na alma de maneira física, nunca senti amor ao ouvir ou ler de pessoas passageiras.

nunca senti amor ao ponto de ser um a pessoa mais idiota do mundo e não saber cuidar, mesmo tentando fazer o correto parece que em algum momento vou fazer algo para que essa dor venha novamente junto com a falha de ser humano que sou.

letras de músicas que eu fugia tentaram me ensinar, mas sei que a partir do momento que vi você algo se instalou em mim e mesmo entre erros e acertos.

pude ali ver a respostas que sempre procurei na minha vida e entender o que o djavan fala sobre te querer mais que tudo, te amar sem limites e viver uma grande história ou quando o armandinho fala sobre o amor de outra vida.

foi a música mais linda que ouvi e pude entender com o coração pela primeira vez.

a vida é o aqui e agora, hoje eu te amo muito mais que ontem e amanhã vou te amar muito mais que hoje.

o medo limita ao ponto de te prender de viver sabe ? me vejo como uma criança que está tentando entender e viver o que é o amor, pois durante esses 24 anos que respiro não tive a capacidade de me amar e saber o que é isso.

amar você é me amar também.

sei que quando te beijei, foi além de corpo físico, foi almas se tocando de forma intensa.

somos humanos e queria que estivesse disposta a lapidar um ao outro e esse amor para que a dor da distância carnal não nos afoguem novamente em gotas de água.

o erro acompanha o ser vivo que tem alma, que sente de verdade, o amor vem com perdão em meio ao medo e insegurança.

não amor ao próximo mas antes dele você aprender a se olhar com amor também e senti-lo.

sinto de uma forma tão forte que me transborda ao ponto de te machucar sem eu querer, e que cada dia que que passa te amo mais, amo seus defeitos também pois eles fazem parte de você como um todo e eu te amo por completo.

Quem pode explicar o expansível,
o inesperado que estilhaça nossos conceitos
e o chão que teima em queimar nossos pés?


Amor... amor que cresce sem nos avisar,
sussurra: “Olá, estou chegando.

CICLO

Sou a engrenagem que gira, sem rumo,
O passo que ecoa no chão sem memória.
Faço o que devo, e o que devo é tudo,
Mas tudo é nada na boca da história.

Sou útil até que me tornem obsoleto,
Sou bom até que chegue alguém melhor.
Sou peça num jogo que nunca é completo,
E sigo, quebrado, sem grito, sem cor.

Não há glória no suor que escorre,
Nem medalha no tempo que se vai.
Só há o dever que nunca morre,
E a rotina que nunca me trai.

Trabalho, porque o mundo exige.
Respiro, porque ainda não caí.
Mas sei que o fim não tem vestígio,
E que tudo, no fim, se desfaz em si.




Jerónimo Cesarina

MINHA BOÊMIA


Boêmio,
Que anda sem pressa,
Sentindo o chão,
Peito aberto e o copo na mão,
Gole de cana,
Verso sagaz,
Vagando no mundo,
Querendo mais,
Beijo na boca,
Esquina qualquer,
Sem hora marcada,
Gostoso o riso,
Cheiro de madrugada,
Coração sem tranca,
Rolê é poesia,
É andança...

Corro com medo da pressa,
pois a estrada é sábia e lenta.
Quem voa demais pelo chão,
esquece o que o chão comenta.
Corro sem olhar atrás, sem saber o final dessa corrida⁠.

DECIDIR

Já me vi no chão sem saber pra onde olhar
Com o peito em guerra e o mundo a desabar
Mas aprendi que a dor não é prisão
É só estrada pra uma nova direção

Tem dia que o céu escurece sem razão
E a dúvida vem forte, feito furacão
Mas toda lágrima que já deixei cair
Me ensinou a arte de seguir

Entre ficar ou partir
Entre calar ou reagir
Descobri que o que me move
É ter coragem de decidir

Porque rir ou chorar sou eu quem escolho
A cada queda, eu limpo o olho
E vou, mesmo sem mapa, mesmo sem sinal
A vida exige um passo, mesmo sem final

Porque lutar ou desistir só depende de mim
E mesmo com medo, eu digo sim
O mais difícil não é sofrer ou insistir
É não se perder por medo de decidir

Já me culpei por não ser o esperado
Por não caber num molde limitado
Mas hoje abraço a minha contradição
Sou tempestade, calma e coração

E quando tudo em mim parece desandar
Eu lembro que viver é caminhar
Sem certeza, sem controle, sem aviso
Mas com a fé de quem já viu um novo riso

Entre fugir ou construir
Entre romper ou prosseguir
É no incerto que eu me encontro
E é no “sim” que volto a me abrir

Porque rir ou chorar sou eu quem escolho
A cada queda, eu limpo o olho
E vou, mesmo sem mapa, mesmo sem sinal
A vida exige um passo, mesmo sem final

Porque lutar ou desistir só depende de mim
E mesmo com medo, eu digo sim
O mais difícil não é sofrer ou insistir
É se anular por medo de decidir

E se eu errar, ao menos foi tentando
E se eu cair, foi porque fui andando
Não sou de ferro, mas também não sou refém
Quem escolhe o passo sabe pra onde vem

Rir ou chorar… amar ou fugir
Tudo é escolha, tudo é por vir
E o mais bonito que aprendi da vida
É que viver… é decidir

Ei menina!!! Mais vale um sonho na mão, do que mil voando!! Pé no chão e mão no concreto!! Por: Abigail Aquino 03/12/2015

Teu nome ainda lateja na minha cabeça
como vidro quebrado brilhando no chão,
bonito de longe, perigoso de perto.
Eu aprendi a sangrar devagar pra não fazer barulho,
como quem respeita o luto de algo que nunca foi vivo de verdade.


As palavras que te escrevi vieram feridas,
cheias de poeira e intenção torta,
misturando carinho podre com raiva cansada.
É foda admitir, mas tem amor que nasce morrendo,
e mesmo assim a gente insiste em regar o cadáver.


Te transformei em metáfora sem pedir tua permissão,
porque é mais fácil lidar com poesia
do que com a merda concreta do abandono.
E doeu, doeu pra caralho.
Esse negócio de achar beleza no que me destrói.


No fim, guardei tudo numa gaveta sem fundo:
tu, eu, os restos, as frases tortas,
toda essa bagunça emocional que fede e brilha ao mesmo tempo.


E quando a madrugada pesa,
parece que o universo inteiro respira, por cima do meu peito,
me esmagando, me lembrando
que até as ruínas têm memória.
E as minhas, infelizmente, ainda falam teu nome.

Galho


Seco, sem força
Caindo, flutuando
Ao chão, morrendo
Na ladeira, escorrendo
No buraco, desaparecendo
Na terra, renascendo
No arado, crescendo
As nuvens, quase toco
O sol, me fortalece
A chuva me rejuvenesce