Se Nao for para Voar Nao Tire meus Pes do Chao
O amor que dói, não destrói, constrói.
Não mata, mas gera vida que flui.
É lágrima que rega, é renúncia que edifica,
é sinal da graça, é chama que santifica.
E quando duas almas se encontram no Senhor,
descobrem que a dor é parte do amor.
Pois amar é refletir o Eterno Cordeiro,
que se deu por nós, inteiro.
É amor que não apenas conforta,
mas transforma, refaz, recria.
Tira as cinzas do passado,
faz nascer nova alegria.
"E a paz de Deus, que excede todo entendimento, guardará os vossos corações e as vossas mentes em Cristo Jesus.” (Filipenses 4:7)
Pecar não é só falhar com irmãos,
É desprezar a voz que me criou.
É violar o sangue do Cordeiro,
Que puro e santo por mim se entregou.
O pecado é uma afronta,
É gritar contra a cruz erguida em dor,
É apagar a luz com minhas mãos impuras
E zombar do Espírito Consolador.
O arrependimento verdadeiro não mascara o erro; ele confronta, confessa e transforma.
Davi pecou gravemente, mas quando se arrependeu de coração, escreveu:
"Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto" (Salmo 51:10).
Agora, caminho em temor e graça,
Não porque sou forte, mas porque Tu és.
O pecado perdeu o seu governo,
A cruz me sela com amor e fé.
Na igreja de Cristo, grande não é quem aparece, mas quem ama.
Maior não é quem fala mais alto, mas quem perdoa mais profundo.
No Reino, o trono é do Cordeiro que se entregou por amor.
Amar é escolher servir mesmo quando não reconhecem.
Amar é perdoar quando seria mais fácil afastar.
Amar é estender a mão mesmo quando já feriram a sua.
Amar é deixar Cristo ser visto em nossas atitudes.
Na igreja de Cristo não mede-se grandeza,
por títulos, púlpitos ou posição na mesa.
O céu não aplaude vaidade vazia,
mas o coração que ama em plena harmonia.
"O Maior é o que Ama"
Amar é a medida do trono divino,
não há coroa sem esse ensino.
Quem ama cumpre a lei e a profecia,
e diante de Deus terá honra e alegria.
"Deus é amor." (1 João 4:8).
O Reino não se mede por títulos,
mas por mãos estendidas,
por ombros que sustentam,
e corações que se inclinam.
Pois quem serve se torna grande,
quem ama se torna maior,
quem se doa sem reservas
espelha o Salvador.
Não venhas com pedras ao encontro do quebrado;
vem com mãos, com curativos, com pão.
Que o julgamento se converta em cuidado,
e a acusação, em abraço.
Pois quem guarda pedras perde a ternura;
quem as entrega encontra graça,
e no colo do Amigo ferido, aprende a amar sem ferir.
Não lances pedras,
não é esse o chamado do céu.
Estende as mãos, ama sem reservas,
e prosperará quem vive o que Cristo viveu.
Pois a mão que se abre,
nunca fica vazia;
e o coração que perdoa,
torna-se terra fértil de alegria.
Prosperidade não nasce do acúmulo,
nasce da semente do amor.
Quem ajuda o caído,
encontra tesouros diante do trono divino
Isso é princípio de Reino: o coração que escolhe ajudar em vez de ferir sempre colhe graça, favor e prosperidade.
Deus trata em camadas, porque Ele não quer apenas aliviar, mas restaurar por completo.
Às vezes, o Senhor permite que ainda reste um “resíduo da dor” para que a gente dependa mais d’Ele, aprenda a confiar e descubra que só Ele pode ocupar o lugar de consolo no nosso coração. O processo continua, confie e permaneça em oração, porque o Senhor vai terminar a obra.
Não preciso mais do reflexo distorcido,
do aplauso vazio,
nem do disfarce pintado
que tenta enganar a alma.
Minhas facetas agora são d’Ele,
lapidadas pelo fogo,
santificadas pela graça,
purificadas pela cruz.
Há vidas que brilham tão forte,
Que a sombra não ousa tocar,
São corações que amam tanto,
Que a própria morte precisa esperar.
E o céu, que as conhece pelo nome, diz:
“Espere, morte… porque ainda há propósito em andamento. Ainda há feridas que essa alma vai curar, ainda há lágrimas que essa vida vai enxugar.”
Então alma, não desespere,
Se um adeus doeu demais,
Pois quem crê no Cordeiro vivo,
Vai viver em paz, e muito mais.
Se alguém disse que você perdeu,
Foi só porque não ouviu a voz do Rei.
Porque quem dá a última palavra é o Céu,
E o Céu disse: “Ainda não terminei.”
A cruz não foi apenas um instrumento de morte, mas o lugar de máxima humilhação. No mundo romano, morrer crucificado era ser colocado como um espetáculo de vergonha, despido, exposto, rejeitado e amaldiçoado diante da sociedade. A crucificação não buscava apenas tirar a vida, mas também destruir a honra da pessoa.
