Se Nao for para Voar Nao Tire meus Pes do Chao
O seu lado doce não pode ser negado assim como a sua personalidade excêntrica, sendo um tipo de doçura intensa da noite, cuja companhia aparenta ser muito agradável, mas é evidente que não são qualidades que compartilha intimamente com todos, muitos não estão prontos para lidar com sua singularidade, além de outros que só sabem julgar
Considera muito pouco aquilo que não tem profundidade, não sente nenhuma vontade de agradar a todos, já chegou a sentir, porém, percebeu finalmente que não compensa, o seu coração é caloroso demais e a sua integridade é muito valiosa para querer a presença dispensável daqueles que não se importam e não fazem o mínimo necessário
Continua encantadora e agora mais esperta do que antes, uma arte admirável que segue com sua venustidade atraente, desfruta da sua metamorfose, demonstrando um atrevimento aprazível que brilha dos seus olhos, certamente, bem mais do que um rosto bonito, o seu íntimo é como a noite apaixonante de um rico universo, corpo belo, sensatez e um espírito intenso.
O Manifesto da Luz e da Leveza
Não mais a noite densa, o fardo que oprime a alma,
Mas a promessa etérea, a leveza que acalma.
Que o manto da escuridão se desfaça em flocos de luar,
E a tua noite seja a neve que não pesa, só a descansar.
Que cada sonho teu, no silêncio que se faz,
Seja um cristal de gelo, de uma paz que satisfaz.
Não é um simples sono, é um voo sem temor,
É a rendição sublime ao mais puro e suave amor.
E quando a sombra cede, e o horizonte se incendeia,
Que a tua aurora não seja apenas mais uma ideia.
Mas o Sol em chamas, um milagre a se erguer,
A força que te move, o poder de vencer.
Que o amanhecer te vista com o ouro da certeza,
E a maravilha do dia seja a tua grandeza.
Não é um desejo vão, é um decreto que se cumpre:
Que a tua vida brilhe, e o teu espírito triunfe!
Somos medidos com base na felicidade dos outros: se não fizermos o que eles julgam ser prazeroso, não estamos vivendo, não nos querem por perto.
Anacrônico
Carregar ideias anacrônicas
é como vestir roupas que já não cabem,
forçar o passo em sapatos gastos,
tentar reviver um tempo que já partiu.
Nada mais pesado que carregar pensamentos anacrônicos em tempos de mudança.
Pensar com ideias anacrônicas é viver preso ao passado.
A vida não espera relógios parados,
ela pede olhos que vejam o agora,
corações que se abram ao presente,
coragens que caminhem adiante.
O passado é raiz, não prisão.
O futuro é semente, não ilusão.
E o presente — esse instante vivo —
é o único solo fértil
onde floresce a transformação.
"Nesta quadra da história, não admitirei fissuras entre juízo e conduta, pois viver bem é agir conforme o que se é. Reclamarei meu tempo com rigor, ciente de que a vida não retorna e de que apenas o presente está sob meu domínio. Minha bússola será interna, governada pela razão, imune às paixões da aprovação alheia, porque perder o favor externo é indiferente, mas perder a si mesmo é ruína. Assim, permanecerei fiel ao essencial, porque só o que é sólido em valor resiste ao curso inevitável dos dias.”
A escolha pelo veganismo não é apenas alimentar, mas existencial. É uma ruptura com a lógica da dominação.
Será que volta?
Será que não volta?
O quê?
Ele? A internet?
Ou os dois?
Allah ele
Depois de 2 anos
Where?
Carta à minha alma gêmea
Ainda que eu não saiba teu nome, teu rosto vive em mim como um eco antigo. Há algo em mim que te reconhece, mesmo sem nunca ter te tocado.
Talvez sejamos feitos da mesma luz, do mesmo silêncio que dança entre as estrelas. Quando o mundo pesa, é tua lembrança que me alivia, como se tua existência me soprasse coragem.
Não te busco com pressa, porque sei que o tempo da alma é diferente. Mas quando nossos caminhos se cruzarem, não haverá dúvida — só um profundo “enfim”.
E se já nos encontramos, que essa carta te alcance como um sussurro, lembrando que o amor verdadeiro não precisa de provas — só de presença.
Com tudo que sou, com tudo que ainda serei, te espero com leveza, como quem espera a primavera.
Vestes da Alma
Na seda que cobre o rosto, não há disfarce — há revelação. A vestimenta não oculta, ela molda o espaço onde o olhar respira.
Os olhos, espelhos do invisível, falam com o ar, sem som, sem pressa. São letras desenhadas no vento, caligrafias da alma em movimento.
Em árabe, dançam como poeira dourada: العيون مرآة الروح — os olhos são espelho do espírito. Em hebraico, gravam luz no silêncio: העיניים מראה לנשמה — o olhar revela a essência. Em sânscrito, flutuam como mantras: नेत्राणां प्रधानं मानं — os olhos medem o coração.
E assim, entre véus e vozes, a alma se veste de mistério, mas nunca se esconde. Ela se mostra — nos olhos que sabem falar com o ar.
Quando o amor te encontrar
Você não vai perceber que ele chegou
Mas ele vai
Vai se perguntar se você gosta dele
Vai rodar com você na chuva em movimentos circulares de 360°
Vocês vão sorrir
Vão colher uvas juntos no jardim de Alá
Certamente tais uvas serão doces como vocês
O vento vai soprar perguntas e respostas
Verão o erguer das verdes folhas lá fora
Quando no coração estará pulsando a resposta.
