Se Nao for para Voar Nao Tire meus Pes do Chao
As vezes caminho e tenho a sensação que não estou indo a lugar algum. O que é mais importante, o lugar onde quero chegar ou o poder caminhar, sem saber se chegarei?
Quando a presença do antes amado, não é mais perceptível ou desejada, é um sinal que a vida pede um tempo, para ser direcionada.
“Não fique preso a um mundinho de fantasia; a vida é curta e pode se encerrar a qualquer momento. Volte a contemplar e a viver a realidade: a oportunidade é agora.”
Quem domina a linguagem domina o ritmo da realidade,mas quem não domina a própria narrativa vira figurante da própria vida.
“É um erro devastador pensar que a sorte não nos acompanha quando a vida insiste em caminhar conosco."
Minha solidão não tem nada haver com presença ou ausência de pessoas. Detesto quem me rouba a solidão sem, em troca, oferecer verdadeira companhia.
Texto de Friedrich Nietzsche
A solidão, no pensamento que atravessa essa frase, não é carência, mas território interior. Ela não nasce da ausência de pessoas, e sim da ausência de sentido. Estar só, nesse horizonte, é estar em contato consigo mesmo; estar acompanhado, sem verdadeira presença, pode ser uma forma mais profunda de abandono. Nietzsche aponta para uma solidão qualitativa, não quantitativa.
Quando ele afirma que detesta quem lhe rouba a solidão, revela que a solidão é um bem precioso, quase sagrado. Trata-se do espaço onde o indivíduo pensa sem concessões, cria sem aplausos e se confronta com suas próprias alturas e abismos. Roubar a solidão é invadir esse espaço com superficialidade, ruído e expectativas vazias. É ocupar o tempo e o corpo sem tocar a alma.
A “verdadeira companhia” não se mede pela proximidade física nem pela frequência da convivência, mas pela capacidade de presença real. É aquela que não distrai do essencial, mas aprofunda; que não exige máscaras, mas permite silêncio; que não dilui a individualidade, mas a respeita. Poucos são capazes dessa companhia, porque ela exige maturidade interior e coragem de permanecer diante do outro sem se esconder.
Nesse sentido, a solidão nietzschiana não é isolamento social, mas fidelidade a si mesmo. É a condição necessária para o surgimento do pensamento autêntico e da vida criadora. O espírito que busca elevar-se precisa, em certos momentos, afastar-se da multidão não por desprezo, mas por necessidade de escuta interior. Quem não suporta a própria solidão dificilmente suportará a profundidade do outro.
A crítica de Nietzsche, portanto, não é contra as pessoas, mas contra as relações vazias. Ele denuncia a convivência que preenche o espaço, mas esvazia o sentido; que fala muito, mas não comunica; que ocupa, mas não acompanha. Essas presenças são mais solitárias do que o silêncio.
Por fim, o texto nos convida a rever nossa relação com o estar só e com o estar junto. Talvez a verdadeira questão não seja evitar a solidão, mas aprender a habitá-la. E, a partir dela, escolher companhias que não nos afastem de nós mesmos, mas que caminhem ao nosso lado sem nos roubar o que temos de mais íntimo: a integridade do nosso ser.
Me olho no espelho e não me reconheço,
Me olho mais uma vez e simplesmente desapareço.
Quem é este que insiste em me olhar?
Pois não é o mesmo que outrora gostava de se pentear.
Olho no espelho e vejo o invisível,
Pois não tem expressão, está irreconhecível.
Se ponho um espelho de frente para o outro, vejo um túnel sem fim.
Tenho vontade de entrar no espelho, que Deus tenha misericórdia de mim.
"A vida não termina, apenas muda de capítulo; quem questiona, escreve junto a eternidade."
Roberto Ikeda
O tempo passa muito rápido e não para, por isso é essencial respeitar os mais velhos, porque logo vocês também vão chegar nessa etapa da vida.
Sou intensidade em movimento e obra em progresso.
Não caibo no raso, nem no que tenta me limitar.
Eu treino o corpo, mas o que me move é a mente:
minha paz mental, minha força física, minha maturidade emocional.
Disciplina não é peso pra mim — é a ponte entre quem eu sou e quem estou construindo.
O futuro não acontece comigo, ele responde à minha rotina.
Eu mereço o melhor, espero pelo melhor e só aceito o que se alinha à minha verdade.
Minha melhor versão não é um destino… é uma escolha diária.
Sou firme no que busco, seletiva no que deixo ficar e corajosa o suficiente pra recomeçar sempre que preciso.
O mundo pode até tentar me definir, mas quem me escreve sou eu.
Em constante evolução.
Sem pressa, mas sem pausa.
