Se Fosse Só Sentir Saudade

Cerca de 165814 frases e pensamentos: Se Fosse Só Sentir Saudade

Só após termos nossos próprios filhos, é que podemos talvez
Mensurar o valor de nossos pais.

Inserida por NICOLAVITAL

SÓ ASSIM EXISTO:

Tenho me procurado
Universo a fio.
Como tal, menos um se viu.
Em meu intimo,
Não se pode adicionar!
Ante a multidão
Multiplico-me íris a íris
Só assim, me encontro
Como tal.

Inserida por NICOLAVITAL

TERAPIA DE A a Z:

Na escrita.
Só assim poderei reunir
Minhas ideias sem tua pífia
Contestação.
Organizar meus sonhos e pensamentos
Sem que possas por mim sonhar.
E quando não estou,
A leitura me faz encontrar
Meus atores, meus anjos e demônios.
Excluindo-me desse mundinho
Surreal.
Reportando-me ao universo
Que me faz haver.
E ai! Só aí... posso expressar
Minhas desilusões, meus tiques,
Minhas paranoias.
Sem que me venhas facultar
Sentimento lenitivo.
E desperto do sono no alvéolo
Que me vela o sono.

Inserida por NICOLAVITAL

"SÓ EM UM PAÍS DE IDEOLOGIA NEOLIBERAL SE FECHA ESCOLA PARA AGREGAR UM BATALHÃO DE POLÍCIA". PÉROLAS ESPERANCENSE!

Inserida por NICOLAVITAL

SÓ A MÂE AMA INFINITAMENTE, SEM ESPERAR RECIPROCIDADE!
Nicola Vital

Inserida por NICOLAVITAL

⁠⁠CRÔNICA AO COTIDIANO:
Há momentos que pensamos em um só instante Pluft... Jogar tudo para o alto e desaparecer... Evaporar em brumas e só!
Você ainda não se sentiu assim? Como se estivesse dentro de um quarto fechado sem entrada nem saído? Como uma roupa justa, justíssima, sob sol a pino. Feito uma gravata sufocando-lhe a respiração?
Quiçá o sapato mutilando seu quinto dedo.
É certo dizer que assim nosso mundo desaba sobre nossas cabeças deixando transparecer não ter fim todo esse sofrimento que sucumbe nosso bom humor em um contexto que propõe empatia.
Ah! Você não se liga? Ou nunca vivenciou?
Certamente és o pensamento de que as estações são mutáveis. De maneira seleta e glamurosa. Ah! Como é assustador esse nosso momento de ausência.
Ora! Quem nunca viveu esse tédio e suas maluquices em seu cotidiano de outrora?
Então, mirem-se nas Marias/Marias – Fateiras do nosso sobrevivente Araçagi que nas tardes de sexta-feira cantarolavam em suas margens enquanto lavavam seus “fatos” vendidos no dia seguinte na feira livre da “Esperança”.
Tais quais as lavandeiras do romântico Tejo, do imortal poeta português Fernando Pessoa que também foram vítimas dessa famigerada pantera austera.
Não obstante, só depois de crescidos convivemos com esse mal.
Todavia, só há um lenitivo para a cura desse Mal Agouro que assola a humanidade. Renascer... Deveras renascer.
Será? Ou quem sabe se espelhar nas Marias/Marias do Araçagi ou nas lavandeiras do Téjo que além de lavarem seus “Fatos”, deixavam fluir naquelas águas correntes seus tédios para aflorar a vida.

Inserida por NICOLAVITAL


O CONTO QUE NÃO SE CONTA
Cada história possui o lado que contamos e, aquele que ela por si só vai dizer.
Não seria diferente nesta que vamos agora prosear!
Em fins dos anos de 1960, surgia aqui no Brasil um sujeito que doravante vai figurar como protagonista de nossa narrativa.
Aqui, porque lá fora ele já dava o ar da graça, não sei se com o mesmo rosto. E, só agora, meio século de seu nascimento é que passei a conhecê-lo e ter meus primeiros contatos, afetivo e efetivo com ele, e tudo aconteceu, Plá, assim. Como um estalo. E me apaixonei. Claro, não sei se foi recíproco o sentimento. Mas foi amor, e amor à primeira vista. Quando ele me foi apresentado, logo chegou de mansinho, ali, tímido, conciso e integro. Pequenino porem forte, sua suposta timidez paradoxalmente trazia consigo muita definição.
Eu, que sempre fui amante da arte, alguma coisa mais, digamos romântica ou prosaica por assim dizer.
Fiquei embasbacado com a beleza e sutileza daquela persona.
A cautela me faz não querer contar nada a principio.
À medida que nossa relação se consolidava comecei a tornar pública minha admiração àquele jovem, de gênero ainda não bem definido aos olhos da crítica literária que ainda, salvo as exceções, permite-se negar sua identidade e seu lugar de pertença.
Digamos a pequena cidade de Guaxupé – MG. Onde nascera e, antes de demandar pânico à sociedade feminina Curitibana como O vampiro de Curitiba... Aquele jovem já se apresentava incorporado em Amanhã, Camila, A mal amada, o sabor do humano e outros. Todos, filhos dos pioneiros do grupo de Guaxupé.
Em 1969, enquanto eu dava meus primeiros passos à adolescência, o nosso personagem já estreava como protagonista e estrela de capa da Plaquete “Cadernos-20” publicada pela imprensa oficial de BH. E hoje somos efetivamente casados e com uma proposta de afetividade em construção.
Sobretudo esse moço que teve sua identidade havia anos, velada, possui nome, e é filho de Francisca Villas Boas e seus contemporâneos. Atendendo pela graça de Miniconto. Apesar de sua grandiosidade. Sendo assim, é, sim, um conto que se conta.

Inserida por NICOLAVITAL

⁠⁠SONHO GRENÁ
Hoje, olhando para trás, vejo tudo tão pouco e fugaz.
Só mesmo o relógio na parede, o sonho grená
Serão capazes de parar o tempo.
Porque o tempo não pára, não pára não.
Seu sonho que pára o tempo!
Para se fazer franzino meu sonho grená.
Dentro de mim estradas sem volta
Dentro de mim caminhos sem fim
Dentro de mim seus deuses de nanquim.

Inserida por NICOLAVITAL

⁠⁠LOUCURA
Sob a cúpula, um conglomerado de pecadores bebe o sangue do perdão. Só Allonso, que não peca à vida.
Com suas leis à mão decide quem deve ou não. E, ao final da leitura, o suprassumo venda a razão ante o triunfo dos loucos.

Inserida por NICOLAVITAL

⁠TEUS FANTASMAS SÃO MEUS:
Eu não quero que você pense como eu.
Não é sobre isso!
Eu só quero que pense comigo!
Às vezes, não suporto a minha própria companhia
E invoco meus fantasmas para convencer os seus.
Toda essa estrada que hora percorri
Em sua geometria retilínea
Na sua curvatura me perdi.
Às vezes, sou tão fútil, ingênuo!
Na maioria dos dias me olho no espelho
Mesmo naquele em que vou pintar os cabelos.
Não me reconheço e torno-me insólito.
Chego a tal ponto que preciso refugiar-me no interior de meu interior

Inserida por NICOLAVITAL

⁠Eu tive que mudar meu poema
Vocês só compram na doçura da letra.
Aquele ardente ou amargo por si só
Não lhes é palatável.
Meu verso se parece amargo, infesto.

Inserida por NICOLAVITAL

MEDO DE MORRER
Eu tenho medo de morrer.
Porque só em pensar que não vou mais ver o nascer do sol
Acordar com o abraço dos netinhos.
Comungar a natureza em sua leve brisa da manhã.
Se eu pudesse falar com Deus, uma proposta lhe faria.
Uma pequena troca...
Eu abriria mão de um ano de minha vida para ele me deixar voltar uma noite na minha infância.
Na casa de mamãe onde tudo era possível, mesmo que na medida exata.
Todos nós cantávamos à mesa para uma ceia nutrida de carinho e afeto.
O cheiro de café na trempe viaja comigo.
Mas àquela hora só os adultos tinham acesso
Mamãe achava pouco e fervia uma chaleira de flor de laranja
Que era para a gente dormir cedo
Éramos sete, às dezoito horas, Paim no auge de sua devoção religiosa nos obrigava a rezar
Logo todos também religiosamente teriam que ir dormir.
Sem sono, começávamos a brincar no escuro do quarto e mamãe comecava a contar histórias de Trancoso para despertarmos só no outro dia.
Por fim, perguntava-lhe.
Por que as mães precisam nos deixar?

Inserida por NICOLAVITAL

⁠Meu corpo fadigado na frieza marmórea que os dias me facultam.
Só mesmo as letras seriam capazes de desvelar esse meu ínfimo ser.
Esse rude estado de proeminência que às vezes cintila em mim.
Serve-me apenas para velar a escuridão que me sonda

Inserida por NICOLAVITAL

⁠MINHA FERA
Às vezes eu sou só fera
Espinhos ou solidão.
Noutras, posso ser flores
Leveza e compaixão
Se sou fera ou espinhos!
É porque nesse universo de feras
O indivíduo carece fera ser também
Nesse emaranhado de dúvidas
Que se chama compreensão

Inserida por NICOLAVITAL

DEVANEIOS:


Sozinho, em meu quarto estou
A janela entre aberta seduz a brisa fria
A entrar
Sobre a platina está
O cálice já embriagado com o licor
Que faz acalmar
O orvalho da madrugada fria
Sucumbe em meu corpo nu
E me faz despertar
A aurora já adentra
As frestas da janela que não mais
Entre aberta está
Meu corpo ainda moribundo
De uma noite ébria
Me faz delirar
Procuro-te ao meu lado
Não tenho teu corpo febril
A me deleitar
Assim desperto
Para mais um dia em devaneios
Me embriagar.

Inserida por NICOLAVITAL

"Assim sou feliz"

Tenho um instinto só meu.

Gosto de viver assim, sem limites, fazendo a vida se moldar em mim.

Brinco com o tempo, contrariando sua exatidão.

Nada pode ser sério demais.

Ao mesmo tempo levo tudo ao pé da letra.

Sigo os ponteiros do meu coração.

Sou de um jeito exagerada, sou o espanto por não ter na fala a pausa precisa.

Sou borboleta arisca, que arrisca, à espera da flor mais bela.

Sou a cada minuto, a sugestão de um momento.

Sou sentimento, apego, carinho, a falta.

Sou criança, adulta, mulher guerreira.

Mais sou frágil como um passarinho.

Sou a caneta que, escreve no papel as lágrimas contidas.

Sou feliz a minha maneira.

Amo a vida por que a vida é bela.

Se caio me levanto, equilibro-me em gestos desconexos numa pranche de ilusões.

Enfrento as ondas gigantes da incerteza em autenticas vagas de emoções.

Agarro a onda que se agiganta.

Repito os gestos a queda apanho a próxima onda numa teimosia constante.

Por quanto tempo eu viver, seguirei achando que ainda não amei o suficiente.

Sou só eu mesma a todo instante.

Inserida por Marylucy

⁠Somos felizes, só que ainda não sabemos.

Escritora Eliana Machado

Inserida por ESCRITORAMACHADO

Beijava tua boca com gosto de mel.
Hoje só me resta lembranças..
Esquecer?
Verbo impossível de se conjugar.

Inserida por romatos

Acabou?
Adeus?
Chega..Sair fora?
Bater a porta?
Você pode..
Só não pode sair do meu coração.
Isso só com minha permissão.

Inserida por romatos

Perdida na névoa de um dia triste...
Me encontro assim,só e distante da luz.
Dias cinzas me esperam para me embalar numa sinfonia triste..
A felicidade?
Não mais existe!

Inserida por romatos