Se Fosse Só Sentir Saudade
Com o tempo você aprende que a maioria dos sins só dura uma noite. Que você já se iludiu antes, antes e antes, e todas as vezes disse a você mesma: da próxima vez vai ser diferente. Mas não foi. Tudo começa com alguns olhares, você vê naquela pessoa algo que te atraia irrestivelmente, algo que te tire o ar, que faça o teu coração chegar na garganta, você chega em casa e não para de pensar nesse garoto. Mas que diabos ele fez para você se encantar assim? Você corre para as amigas e fala dele incansavelmente, parece que não tem outro assunto, chega a ser chato. Depois da conquista vem o tal 'aceito'. Mas não em pedidos de namoro, casamento ou qualquer outra coisa parecida. Não em contratos, não um 'aceito' dito ao corretor referente àquela casa perfeita.. É um aceito referente ao coração, quando você se permite deixar que outra pessoa seja mais importante que você. Começam as brigas, as mudanças. Ele, numas horas doce, e noutras te tratando como lixo. Você sofre, chora, se pergunta o porquê de ter deixado a situação chegar a tal ponto. É simples: Alguns caras são como aquele sapato que você sonha a tempos. Perfeitos para você: Na vitrine. Então levante-se, enxugue as lágrimas, acreditar não faz de ninguém um tolo. Aliás, 'ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não-fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo à porta.' Você é esperta, assiste filmes com angelina e brad, lê livros de bom gosto, seu cabelo nasceu pra ser sacudido em comecial de xampu. Gosta de música, faz uma macarronada maravilhosa e tem todas as curvas no lugar (quase todas). Não importa, Você tem bom humor, é extrovertida, sincera e fiel, não pega no pé de ninguém. Com um currículo desse, criatura, pra que chorar por quem não merece? Você vai rir disso um dia, quando estiver se apaixonando por outra pessoa. E vai aprender que a maioria dos sins só duram uma noite
Não quero alguém que morra de amor por mim. Só preciso de alguém que demonstre em pequenos gestos que gosta de estar do meu lado.
Nota: Trecho adaptado de um poema muitas vezes atribuído, de forma errônea, a Mario Quintana.
Uma pessoa só poderá agir na medida em que aprender a conhecer o contexto do qual faz parte, a saber quais são suas origens e as condições de que depende.
Não sou santa, nem sei me achar, aonde as meninas são fofas eu sou a louca que só sabe desordenar, mas que se foda eu só to na vida de passagem e só vim incomodar. esquematizando comigo!
Que coisa misteriosa o sono!... Só aproxima a gente da morte para nos estabelecer melhor dentro da vida...
Você acha que ele era especial, mas não era. Porque você está só lembrando das coisas boas e da próxima vez que você olhar para trás, deveria olhar direito
Não é só a morte que iguala a gente. O crime, a doença e a loucura também acabam com as diferenças que a gente inventa.
Caso Encerrado
Quanto tempo, não sei dizer
Tanta mágoa, não sei contar
Só me lembro da solidão que passei
Quando vi meu castelo desmoronar
Muito embora eu esteja
Com saudades de um beijo
Minha vida é melhor assim
Esperando o momento
De viver novamente
O amor que restou em mim
Você disse que não
Voltaria jamais
E pra não esquecer
Seu perdão
Hoje eu tenho razões pra duvidar
Das promessas que você faz
Pra não ser enganado
Trago o peito fechado
Quero apenas viver em paz
Nosso amor é passado
Logo é caso encerrado
E não dá pra voltar atrás
Eu quero, na verdade, eu quero que ele leia meus textos, tente me descobrir. Até porque, hoje eu sou isso, amanhã aquilo e a mutação é constante. E, pra ser meu, ele vai precisar me descobrir todos os dias, me convencer e me encantar.
Eu quero me apaixonar todos os dias por aquele cara alto, nem magro, nem gordo, de olhos escuros, de abraço apertado, de encaixe perfeito, de barba cerrada, de amor sincero que me traz flores com um bichinho de pelúcia em plena quinta-feira, depois que eu chego do trabalho descabelada e me jogo no sofá. Que me entrega as flores com um sorriso enlouquecedor e ri quando eu quero morrer por estar horrível e que me cala com um beijo quando eu vou brigar com ele por ele não ter me avisado que viria.
Eu quero viver o que ninguém me permitiu que eu vivesse. Que ninguém me fez conhecer e que eu só conheço por que sonho, porque tenho uma mente incrivelmente fértil. Eu quero sentir falta na segunda mesmo depois de passar o sábado e domingo com ele e saber que o verei na terça. Eu quero enlouquecer de saudade, e quero que essa saudade me faça correr atrás dele onde quer que esteja só pra eu abraçá-lo e voltar correndo para o escritório.
Eu quero ser a irresponsável da relação, eu quero ser a maluca, a que não tem limites e não a que precisa se manter centrada sempre pra que nada saia dos conformes, pra que tudo fique bem e não acabe em discussão. Eu não quero ser a que presta atenção nos detalhes, que vive se preocupando exageradamente, perguntando se tudo está bem, se sentindo incapaz de fazer alguém feliz.
Eu quero ser feliz e quero ter a certeza de que ele é feliz porque me ama e porque ele me faz feliz. Que por causa dele eu deixei de me trancar num casulo pra voar ao lado dele. Que eu não preciso dele pra andar nem ser feliz, mas que é muito melhor andar e ser feliz ao lado dele.
Eu quero alguém assim... Que não tem forma, nem nome, nem cheiro... Mas que está vivo em meus sonhos e que um dia vai renascer pra mim e vai me encontrar em algum lugar, um lugar onde jamais eu espero encontrar o amor da minha vida. A vida me reserva surpresas, e a melhor delas será o dia em que ele se tornar real pra mim e eu puder sentir o cheiro, ver a forma, e pronunciar o nome.
Estou me transformando aos poucos num ser humano meio viciado em solidão. E que só sabe escrever. Não sei mais falar, abraçar, dar beijos, dizer coisas aparentemente simples como “eu gosto de você”. Gosto de mim. Acho que é o destino dos escritores. E tenho pensado que, mais do que qualquer outra coisa, sou um escritor. Uma pessoa que escreve sobre a vida – como quem olha de uma janela – mas não consegue vivê-la.
Amigos são anjos que não só nos ensinam a voar como também nos mostram a hora de pousar na realidade.
Algumas coisas são inexplicáveis pra quem está de fora. Existem códigos secretos que só pertencem aos que partilharam a mesma mesa, o mesmo quarto, as mesmas brincadeiras, os mesmos pais. Talvez cumplicidade e camaradagem sejam as palavras certas pra definir esse tipo de amor, que começa com um "não me entrega que eu também não te entrego", e segue vida afora compreendendo os traumas ocultos, as dores disfarçadas, a raiva acumulada, a alegria infantil, a inércia justificada. Mesmo longe, as mãos se reconhecem e se apoiam. Mesmo sem palavras, o entendimento é real. E no fim das contas, é aquele olhar cúmplice ("não me dedura por favor...") que nos levanta e aquece. É aquele olhar que justifica e valida a beleza da vida, do mundo, das pessoas. E, de alguma forma que não sei dizer, traz alívio e paz.
Não posso imaginar que aquilo que dividimos há tanto tempo me apazigue como fazem essas lembranças. Nada de mim está mais lá, apenas a memória de velhos pijamas de dormir e a voz suave de mamãe contando histórias pra explicar a vida e justificar o amor.
Se eu tivesse um mundo só meu, tudo seria um absurdo. Nada seria o que é, porque tudo seria o que não é. E, ao contrário, o que é, não seria. E o que não seria, seria. Entende?
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