Se for para Morrer que Seja
Eu não espero que você seja o-grande-amor-da-minha-vida, parei de acreditar nisso na quinta série.
É só que dessa vez eu queria muito que fosse diferente. Dessa vez, com você, eu queria que desse certo.
Ignorância é uma dádiva, talvez seja mais saudável viver no mundo das ilusões e futilidades cotidianas, não tendo acesso a reflexões profundas, mas fazer o que, é inerente ao ser caminhar ao desejo, infelizmente eu gosto da realidade, triste, libertadora e odiável realidade pela qual me apaixonei.
Basta dizer que não estou amando. Talvez eu seja ‘indomável’ demais para casos de amor prolongados. O que mais preciso é do mundo. Nunca seria capaz de dizer, nos braços de uma mulher, o mesmo que um herói de Wagner: ‘Deixe-me morrer!’. Quero viver… e ver mais do mundo, & Deus sabe por que, e o amor de uma mulher é um dos muitos amores indomáveis. Uma coisa é certa: a paixão goetheana não é a minha. Há irritação, agitação, ‘loucura’ demais em mim para esse estado de languidez. Preciso correr, sempre. Só dois tipos de mulher servem para mim: uma louca Edie que iguala minha própria impaciência e loucura e horror, até a exaustão de um de nós, ou uma garota simples (parecida com a minha mãe) que absorve e compreende e aceita isso tudo. Ontem mesmo uma mulher em San Francisco sufocou seu bebê até a morte porque ela ‘não queria que qualquer outra pessoa o tocasse’. De fato, sim, ‘deixe-me morrer’ em uma paixão wagneriana… vou acreditar no que Leon Robinson diz em ‘Viagem ao fim da noite’ — ‘estou bastante ocupado tentando me manter vivo’. E junte a isso… ‘e me divertindo loucamente’ com isso. Isso começa a indicar a falta de amor peculiar de minha posição nos últimos 3 anos, talvez nos últimos 26 anos… e nunca gostei tanto de uma ideia sobre mim mesmo, sério, e acho que isso também significa algo: espontaneidade é a palavra que mais me agrada… Por Deus, não é todo dia que se encontra um álibi perfeito para si mesmo, e o mais impressionante é que é tão brutalmente verdadeiro!
A vida é curta, o tempo é absurdamente valioso e não volta.
Viva, ame mais, seja grato e principalmente seja feliz!
Sob o cotidiano, desvelem o inexplicável. Que tudo que seja dito ser habitual cause inquietação.
Na regra é preciso descobrir o abuso, e sempre que o abuso for encontrado, é preciso encontrar o remédio.
Cansada de viver de migalhas de sua atenção,
Tomarei um rumo que seja bom ao meu coração,
prefiro viver de lembranças, incansáveis lembranças, a ter que viver de humilhação.
E só assim esquecerei do valor delas por um dia pensar demais, e aí você me vai me procurar,
no seu maior vazio, e o que te restará são as mesmas lembranças, as quais um dia vivi.
Se eu não puder ser o lápis que desenha a curva do seu sorriso, que eu seja então a borracha que apaga a sua tristeza.
Talvez eu não seja ninguém. É verdade que tenho um corpo e não posso escapar dele. Eu gostaria de sair da minha cabeça, mas isso está fora de questão.
Se acabou, mas foi bom, seja grato. Não faz sentido ser feliz por anos ao lado de uma pessoa e depois, quando não dá mais certo, sair difamando-a pelos quatro cantos da cidade. Não é necessário manter contato nem se tornar bons amigos, mas é um exemplo de maturidade respeitar quem um dia caminhou contigo de mãos dadas. A gente só cresce na vida quando aprende a seguir em frente sem diminuir o outro.
Se quiser ferir alguém e ser bastante cruel, seja indiferente. O problema é que, se o outro realmente te afeta de alguma maneira, é difícil torná-lo invisível, ignorando-o com naturalidade e sem esforço. Porque o afeto provoca emoções. Emoções do corpo, mas principalmente da alma.
Não é à toa que o escritor francês Favart disse que "a indiferença é o sono da alma".
Há que se escolher entre a vigília do ódio ou o sono da indiferença. Boa escolha.
Não importa quem você seja, não importa onde você more, e não importa quantas pessoas o estejam perseguindo, o que você não lê é muitas vezes tão importante quanto o que você realmente lê.
Devaneios de uma mente Atormentada
A noite por mais que seja sombria, Fria e vazia, ela é bela, o vazio que se aloca nas ruas com o avançar da noite preenche meu espírito vazio, que deseja novas experiências.
[...]
Anseios de coisas que eu não posso ter, estão entranhadas no fundo da minha alma, Que lá foram colocados pelo meu medo sagaz, que não quer me ver com o novo e desconhecido.
[...]
A imensidão do céu estrelado faz me sentir pequeno e insignificante diante de tal grandiosidade, Mas o fato de eu saber que faço parte e tenho meu papel em tal obra, eu me sinto grande novamente.
[...]
Meu espírito puro não consegue ver as mentiras e falsidades que o cercam, Não consigo mensurar o que sinto diante disto, pois sou tão ingênuo para entender tudo isto.
[...]
Em noites frias e trevosas me pego do alto observando o vazio das ruas, imaginando ali 1 milhão de coisas acontecendo ao mesmo tempo, e essas um milhão de coisas são tão arrepiantes e devastadoras que me vejo chorando diante de tudo isto.
15/08/2015 11.28 pm, Juliano fraissat.
Feliz aniversário! Que sua vida seja constantemente presenteada com bons e felizes momentos. Parabéns!
Não quero que seja desse jeito, mais talvez seja a melhor coisa à fazer. Ele está sumindo aos poucos, escapando das minha mãos e eu nem sei o que fazer! Está na hora de esquecer e mudar a rotina, nunca mais será como antes, o motel de sempre, os mesmos assuntos, aqueles olhares, os beijos - que pra mim, são inesquecíveis - nunca mais será a mesma coisa. Eu desisto, agora sigo em frente e não olho mais pra trás, definitivamente desisti de você.
Não vale a pena guardar mágoa, rancor, não alimente sentimentos ruins, seja livre. Liberar o perdão é remédio para o coração!
