Se eu Tivesse Asas
A coisa que mais me tira do sério é quando mexem com a minha liberdade. Eu morro se fizerem isso.
Eu sou higiênico. Aprendi a gostar de
bons filmes, livros e cozinhar a minha própria comida. Na pandemia gostei disso além de mim mesmo e da minha própria companhia. Foi onde entendi o que é SOLITUDE.
Foda-se o mundo que não me chamo Raimundo.
Depois, eles não querem que eu crie ódio da burguesia.
A música e o autor se cruzam, mesmo estando a anos de distância um do outro: Paulo Freire, na ciência, com A Pedagogia do Oprimido; e GOG, com a música Televisão.
Um é teórico; o outro, prático — mas estão unidos pela aversão à miséria e à exclusão social do menos favorecido.
A burguesia só se preocupa com seus próprios problemas. Infelizmente, o povo ainda não enxerga a gravidade dos problemas sociais que enfrenta para que possa fazer a revolução social.
Temos os teóricos da academia científica e os teóricos da rua, que em suas músicas e poesias retratam a realidade de um povo.
Eu sou o que restou depois da tempestade.
Eles me procuraram.
O quebrado.
O derrotado.
Aquele que caiu e não voltou.
Mas não encontraram.
Porque eu renasci no silêncio das noites frias,
nas calçadas onde ninguém me ofereceu abrigo,
na solidão que me forçou a conversar com meus próprios fantasmas.
Eles queriam que eu desistisse.
Mentiram, me traíram, me empurraram até o fundo... e eu fui.
Mas lá no fundo, eu descobri uma verdade:
quem aprende a andar no escuro,
descobre o que é confiar em Deus.
Antes de tudo desmoronar,
eu escrevi nas paredes do meu quarto como quem já sabia que o fim estava próximo.
Palavras como alertas.
Como profecias.
Como quem já tinha morrido em silêncio,
e deixou ecos no lugar de explicações.
Falei das orações.
Do amor que nunca foi verdadeiro.
Da distância que eu previa.
Eu previ o que fariam comigo.
Como um homem caminhando de braços abertos para a traição,
eu deixei acontecer.
Em silêncio.
Sem vingança.
Sem olhar para trás.
Porque há olhos que você nunca mais encara.
Porque há feridas que provam sua honra.
Eu não precisei gritar minha dor.
Não precisei provar nada.
A vida recompensa quem caminha com honestidade.
E eu ainda estou aqui.
Mais inteiro do que muitos que tentaram me destruir.
Eu fui importante — mesmo quando não reconheceram.
Fui espelho.
E espelhos quebram quem foge da verdade.
Aos que buscam meu nome,
que encontrem minha força.
Aos que desejaram meu fim,
que assistam ao meu recomeço.
Eu sou o que restou depois da tempestade.
E o que restou… é indestrutível
Senhor, Hoje eu Te peço com fé: restaura minha vida por completo. Cura, Senhor, as dores escondidas — do corpo, da alma, das emoções. Visita minha família com paz, unidade e proteção. Abre portas nas minhas finanças, traz provisão onde há escassez, e renova minha força. Faz o meu cálice transbordar de alegria, cura e bênçãos! Joel 2:25-26 "Restituir-vos-ei os anos consumidos... e comereis abundantemente e vos fartareis, e louvareis o nome do Senhor vosso Deus, que procedeu para convosco maravilhosamente." Eu confio em Ti, Senhor. Em nome de Jesus, Amém!
Bom Dia Paz E Graça.
Minha boca aos pedaços eu junto Sem reclamar, aos cacos vai cortando Sem muito eu falar.
Não posso falar não posso expressar, algo simples, muitos querem me calar.
Risadinha aos cantos mas eu sinto ao longe, Deboche vem de graça sem muito a oferecer, apenas a tristeza vem me acolher.
Não desisto mas pessisto, logo fraquejarei, mais no dia que eu parar será o dia que eu morrerei.
Não fui eu que criei expectativas sozinha.
Foi você que acendeu a esperança, falou bonito, me procurou, me envolveu.
Foi você que plantou a dúvida e depois fugiu da responsabilidade.
O meu erro não foi sentir, foi confiar.
E mesmo assim, sigo em paz — porque quem é inteiro não precisa de migalhas.
Peça-me um abraço, junte-se ao meu espaço
Faça de mim seu refúgio, o seu relógio sem fim
Deixa eu te viver, saber te convencer que perto de ti não quero me mover
Quando meu peito encontra o teu, meu sangue ferve teu cheiro
Meu coração de apogeu, esquece que vais ser apenas passageiro
A vida não tem sido fácil, nesse momento eu gostaria somente de um forte abraço.
Minha alma pede socorro, mas não posso me deixar vencer pelo cansaço.
Deus, vem ao meu encontro! Me pegue pela mão e me leve numa direção onde eu possa ser feliz.
Eu sempre fui sonhadora e nunca vou deixar de ser, embora tenho os pés no chão,mas sonhar pra mim,é uma sensação única..
TEMPO REMOTO (soneto)
É bom que eu prose ao léu, assim acostumo
na solidão, da privação de um amor passado
pois a lembrança surrara no pesar suspirado
perdendo no versejar aquele rítmico prumo
Terá, e virá, um certo dia, então, presumo
um sentido para o verso, o mais sonhado
talvez o que mais mime, o mais encantado
que anuncie juras, e sensação para o rumo
E, se ao chegar a hora de um verso absorto
que não se apague o ardor, seja conforto
poético, velando a minha aflitiva soledade
Ouvidos não darei a inspiração sem alento
pois, poesia de saudade tem padecimento
mesmo que de boa lembrança, a saudade.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
14 junho, 2025, 15’09” – Araguari, MG
Sobre formas de ser e expressar sentimentos.
"Amor, eu entendo o que você sente… e queria muito que tudo fosse mais espontâneo mesmo. Mas sabe, cada pessoa vê o mundo de um jeito — na PNL a gente chama isso de ‘mapa de mundo’. O meu é mais quieto, mais contido… o seu é mais intenso, mais aberto. E tá tudo bem. A gente só expressa de formas diferentes. Isso não muda o que eu sinto, só mostra que somos dois jeitos lindos de amar."
Repulsa
É isso! Pretendo cuspir bem no meio da testa da Senhora Persona
E, não seja cínico! Eu não haverei de cumprimentá-la com aceno respeitoso de cabeça, nem mesmo pronunciarei um "olá" pálido, com evidente desgosto.
Para quê? Não é mesmo? Sempre será melhor fingir que não a vi, sair, voltar noutra hora, se me for possível.
Imagine você: e se ela perceber algum indício de simpatia em meus gestos? E se me estender a mão?
E se chegar ainda mais perto e me perguntar como está minha saúde? Minha vida?
E, muito pior: e se me abraçar?
Oh! Não! Não!
Eu conheci uma mulher que morreu de repulsa.
Sim! Morreu de RE PUL SA.
RE PUL SA
Morrer de repulsa...
Ouça os murmurinhos:
- Do que ela morreu?
- Parece que de repulsa.
É bonito morrer de repulsa.
É! É isso! Eu quero morrer de repulsa.
Quero encontrar Inês mais vezes, apertar sua mão durante um breve contato visual.
Tanto quanto eu possa suportar.
É, quem sabe um BRE VE CON TA TO VI SU AL
Que Lindo!
Que lindo morrer de repulsa.
Que lindo, meu Deus!
"Longe de Mim" Eu te amo — disso, eu sei.
Mas me pergunto… e você?
O que fez por nós?
Preferiu o silêncio, a distância, os seus próprios caminhos.
Escolheu estar longe…
Diz que sente amor, mas vive como quem não quer estar perto.
Fala de sentimento, mas não mostra presença.
E o que é o amor, se não presença?
Você se ocupa com tudo, menos com o que importa.
E ainda assim, repete: "eu te amo".
Mas amar não é só dizer, é ficar.
É cuidar. É escolher o outro, mesmo nos dias comuns.
Esse amor que você diz ter…
Parece mais um eco do passado do que algo que vive hoje.
