Se eu Tivesse Asas
Minha imaginação
têm a plenitude,
a liberdade e revoada
nas asas de cada
Papagaio-charão,
em busca de Pinhão;
Algo parecido tenho
buscado na Araucária
do teu divino coração.
Diante do oceano que és,
como ave e livre poema,
sobrevoo com asas intensas
nas tuas regiões costeiras,
sem permitir que me vejas,
para abrigar-me nos manguezais
do teu consciente e inconsciente,
e ousar ser o pulmão e a respiração.
Súdita dos teus ensinamentos corajosos
que permanecem mesmo em fase
de maré bravia que a presença me priva,
a mente vira árvore e rochedo
onde o savacu-de-coroa se abriga.
Não apenas feita de algum sinal,
mas da raiz até a alma sambaquiana,
sob a proteção do Hemisfério Austral,
nas correntes da Baía da Babitonga,
pronta para com amor te tomar sem conta.
Porque reinar sob a glória do teu amor
a mim me destina com toda a honra
e pompa que sei que serei digna,
sob o teu olhar feito de fidalguia:
o desejo sedento, a adorável malícia,
e constelação que n'amplidão te ilumina.
Criar as suas próprias asas
sempre que tentarem impôr
certezas por onde você for.
Permitir que o Açaí-do-Pará
continue a florir e a frutificar,
para que a vida ao redor
com o seu ciclo continuar.
Ter o peito voltado para o céu,
os pés como raízes fincadas,
a vontade de seguir em frente
e o pacto de coragem existencial
neste nosso continente ancestral.
Vestir-se de liberdade e beleza,
colocar somente as cartas
que nos pertencem na mesa,
para que a vida não se perca,
o amor dure e a gente continue,
e a real história se escreva.
ASAS
Asas que ganhei
Asas que criei
Asas prá me levantar
Asas prá voar
Asas do pensamento
Asas da imaginação
Asas que me levam ao vento
Asas que voam no chão
Asas que me protegem
Asas que me deixam leve
Asas que me dão coragem
Asas... que nasceu comigo
Mas as deixo de castigo
Só uso nos meus sonhos
Quando volto a realidade
Guardo as asas dentro de mim
E como se fosse padrão
Finco meus pés no chão
Ela andava por ai bateando suas asas de borboLETRA
Até que ele chegou, enroscou seu abraço disfarçado de um (en)canto de paz sobre a sombra dos sonhos dela.
Fez a borboLETRA ter vontade de (re)pousar nos (in)versos seus.
FELICIDADE
É como a pluma que voa leve
Voa nas asas do vento
Ao encontro de quem a procura
Trazendo consigo,
As mais belas esperanças
Vem de um manancial que jorra noite e dia
Assim como de um poeta
Jorra a poesia!
Asas à Imaginação
Passando pela ponte do rio do Nilo
Ouvia sonoras vozes latentes
Ao tempo que fortes águas corriam
Às margens ribeiras veementes
No ar, avistava o céu estrelado
Composto pelo brilho das estrelas
Reluzentes, formosas, e cheias de vida.
cercadas de risos e sublimes anseios.
Lá fora Corre a vida cercada de alegria
Em meio aos gritos fortes valentes
Dos astros tornados face ao dia a dia
Assim se segue a vida
Repleta com suas ironias
Lastima do contento viril
Riso tão puro quanto não viu.
O amor não te deixa cair, amor é a corda que te segura quando você se joga. Amor são asas que você ganha da vida para acreditar que pode voar.
Acorde, a melhor parte da noite chegou, tire os sapatos, é a hora de soltar nossas asas e voar em direção ao céu, acompanhe à sinfonia da escuridão, segure a minha mão e veja as estrelas ao nosso redor, feche seus olhos, sinta a brisa, sinta a liberdade que o Universo nos dar, voe alto antes que a noite acabe e você perca a chance de realizar o que mais desejou.
E esse sabor chamado amor? Quem poderia defini-lo, traduzi-lo? Continuaremos com asas para voar, e com certeza é esse estranho sentimento que nos fará continuar.
O SONHO
Em meus sonhos
Aparece-me um ser de asas longas,
De veste alva jeito de anjo
Cantarolando dialeto estranho
Onde só reconheço a palavra amar.
E nesses sonhos
Sorri pra mim,
Sorriso estranho só de quem ama
Provocando-me talvez, sei lá.
Continuando a sonhar
Aproximou-se angelical
E abraçou-me abraço estranho
Como se amasse me abraçar.
Sonho sonhado
Acordo agora
Mente confusa a imaginar,
Falou-me o anjo falar estranho.
Só entendi amar-amar.
