Se eu Tivesse Asas
Quem vive a vida como se não tivesse nada a perder,
perde as coisas mais importantes.
Perde tempo sem perceber.
Se perde.
" Se o resumo de tudo que sinto fosse fácil ou tivesse sentido, não teria valido a pena.
Se por um estante encontrei o que procurava
Você me fez ver que a vida sem você é nada
Dias que não conto, por medo de perder você
Medo dos dias que já esperam para me fazer sofrer
Na nostalgia daqueles dias em que tudo era normal
Sem um sentimento ruim, anormal guardado para mim
Com esperança de que os dias "normais" volte ao normal.
Sem querer esperar, os dias passam, e imaginando
De onde vou tirar forças para não chorar. "
Não penses que vais me deixar e depois voltar como se nada tivesse acontecido, ensinar-me amar-te e abandonar-me. Irei sofrer, mas tenha a certeza que não me permitirei sofrer novamente por alguém como você. Egoísta e mesquinho.
"Ame como se nunca tivesse se machucado e dance como se ninguem tivesse te olhando!"
"Você não pode controlar essas ondas de energia universais. Deixe as sensações fundirem-se com você. Torne-se parte delas. Afunde nelas, através delas. Permita a você mesmo pulsar com as vibrações ao seu redor. Relaxe. Não lute. Os sintomas vão desaparecer assim que sumirem os traços de esforço do ego. Aceite os sintomas como uma mensagem do corpo. Dê boas vindas a eles. Aproveite-os."
"...elaborei muitas teorias para me explicar que teu silêncio tivesse algum sentido. Cheguei a pensar que não gostava dela, que fosse tímido, que nos suportava, depois que nos amava calado, que tinha um grau de dificuldade maior em se expressar, outro dia que tinha um terrível trauma, que o gato comeu sua língua! Que vivia em outro mundo, que a culpa era do seu pai, que a culpa fosse minha, que todos nós atrapalhamos um grande amor seu ou uma grande liberdade, ou quem sabe um grande projeto de vida! Vai saber... Mas sabe que hoje eu até prefiro que você não fale muito..."
(Texto O Sr. Nunca acha)
Se o homem não tivesse olhado para as estrelas, estaria ainda só descascando bananas e catando piolho
Se tivesse de eleger o meu Deus, glorificaria a música em minha adoração.
Capaz de realizar milagres quando é simplesmente sentida. De uma redenção bem vista nos semblantes, já desde recente entrega.
Tem poder sensível que não exclui, bastando viver.
A vejo isenta de referências, liberta de qualquer causa, vasta de infinitude. Nem som, nem beleza, nem o comunicante peso das palavras. É mais.
A vejo como coabitante da alma, que nos faz ecoar o infinito dentro, elevando a imaginação.
O que justifica a existência desde sempre. Liga os universos todos e os seus mundos sem qualquer tempo.
A vejo como a legítima intuição. A complexidade acessível como porta aberta para um labirinto vivo. E concebe a vida como sendo das suas últimas novidades.
Está em tudo, mesmo no silêncio e no vazio. Mesmo nunca sabendo disso.
TEXTOSTERONAS
Escrever me excita.
É como se a pílula azul tivesse vestido
A roupa de letras e formas
E essas, trouxessem a mulher amada
De forma límpida,
Para dentro da minha mente, suja.
Desejos maiúsculos em letras minúsculas,
Fazem os músculos do meu coração
Pulsar mais forte.
E sinto-o parar,
De sofrer.
Textosteronas à parte
Estou ávido a entregar-me as lascívias da escrita
Doar minhas palavras aos sofredores,
Balsamizando suas dores,
Exultando seus amores,
Com letras pretas,
Em chamas,
À cores.
que sentido teria a vida se não tivesse algo a ser respondido? Nossos questionamentos fazem-nos mais autênticos, deixam-nos mais sólidos, sólidos vazios, mas sólidos, sólidos sensíveis à grandeza cósmica.
Te esperaria a vida inteira se tivesse ao menos um pouco de esperanço preenchendo o vazio do meu coração.
Hj, se tivesse que dizer alguma coisa, seria ...(*)
A palavra reticência provém do latim reticere (calar alguma coisa), formada mediante tacere precedida do prefixo "re-", que neste caso tem o sentido de retrair-se para dentro.O verbo latino tacere significava "calar", permanecer em silêncio, e deu lugar ao verbo francês taire. Em nossa língua, derivam-se de tacere palavras como tácito e taciturno, além de reticência, uma figura retórica que consiste em deixar incompleta uma frase, dando a entender, no entanto, o sentido do que não se diz e, às vezes, muito mais.
