Se eu Tivesse Asas
Me deparei com a pergunta: por que eu não escrevo mais? Não escrevo mais porque todos os meus textos são sobre você. E eu me cansei disso, digo: de você. Cansei de exaltar suas qualidades e até mesmo inventar algumas. Cansei de escrever sobre a falta que você me fazia e ainda faz, por mais que eu odeie admitir isso. Cansei de escrever pedindo desculpas e sobre sua falta de percepção. Eu preciso seguir com a vida, só que dessa vez, sem você. E pra que isso aconteça, eu preciso desatar esse nó que me prende a você. É por isso que eu não escrevo mais. Não escrevo porque você ficou no passado e infelizmente, o momento qual estou vivendo, se chama presente.
Tem música que eu adoro, mas acabo esquecendo, escuto depois de muito tempo e lembro como ela é ótima. Passo dias ouvindo e tentando entender em que momento eu parei de escutar. Te reencontrar é assim.
Mora comigo na minha casa
Um rapaz que eu amo
Aquilo que ele não me diz porque não sabe
Vai me dizendo com o seu corpo
Que dança pra mim
Ele me adora e eu vejo através de seus olhos
O menino que aperta o gatilho do coração
Sem saber o nome do que pratica
Ele me adora e eu gratifico
Só com olhos que eu vejo
Corto todas as cebolas da casa
Arrasto os móveis, incenso
Ele tem um medo de dizer que me ama
E me aperta a mão
E me chama de amiga.
Disse que se tudo desse errado eu tinha pelo menos o consolo de que eu acreditava, de que eu realmente pensava que isso podia ser o melhor para mim, de que preferi arriscar e tentar uma história só minha a passar a vida realizando planos que nunca foram meus.
Talvez as coisas não saiam do jeito que eu quero, mas eu não devo me arrepender da esperança que eu sinto e da vontade que eu tenho.
Nota: Trecho do poema "Quase", muitas vezes atribuído erroneamente a Luis Fernando Veríssimo.
Pois sob a escuridão tem uma luz tentando fortemente aparecer, e eu sei disso porque eu vi um pouco brilhando entre as emendas.
Dicionário particular:
Um dia me disseram que para eu ser sábio, deveria decorar todo o dicionário.
Ao invés de decorar, criei o meu dicionário, com poucas palavras...
Fiz um resumo das palavras que poderiam me ajudar,
tais como: "força, fé e determinação".
Deixei de fora uma que não consegui aprender, não entendia como ela poderia fazer parte do MEU dicionário...
A tal palavra era "desistir".
Não aprendi a usar essa palavra, ela não combina com o meu dicionário.
E por mais que tentem me fazer acreditar nessa palavra, eu contrario a todos e digo que não, EU NÃO VOU desistir!
Nada acontece por simples acaso,
acho que eu não te conheci só por conhecer,
como não gosto de você só por gostar,
mas sim por amar,
Tudo tem um objetivo, mesmo que isso não esteja bem claro,
o de te conhecer foi ser feliz,
o de te amar é te fazer feliz
você é muito importante pra mim.
Eu estou ótimo(a). Não penso em você 24 horas por dias e nem mesmo sinto sua falta. Meu coração está inteiro, e não dói. Não choro faz meses, meus pulsos não estão cortados, e sorrio todos os dias. São sorrisos verdadeiros, que não escondem nada. Minhas noites são não interrompidas por lembranças nossas, e muito menos meus dias. Na verdade, você não faz parte deles. Me perguntam se estou bem, e oras, é claro que estou bem. Estou ótimo(a). Não me sinto vazio(a). Não sinto vontade de sumir. Não conto os dias desde que você se foi, e não fico revivendo nossos momentos em minha cabeça. Não fico esperando que você volte. Definitivamente não. Não preciso de você. Não preciso do seu amor. Posso viver sem isso. Posso viver sem você, e seguir em frente. É o que estou fazendo. Eu estou bem.
Eu não te amo...
Talvez eu não possa vencer. Talvez a única coisa que eu possa fazer é levar tudo na cara. Mas para eu vencer ele terá que me matar, e para me matar, ele precisa ter coragem de ficar diante de mim. E para fazer isso, ele deve estar disposto a morrer também.
Mas a morte é agradável demais
e eu não quero falar sobre
o agradável.
Eu quero falar sobre a grande
tragédia que é
a vida.
Aflição
Aflição de ser eu e não ser outra.
Aflição de não ser, amor, aquela
Que muitas filhas te deu, casou donzela
E à noite se prepara e se adivinha
Objeto de amor, atenta e bela.
Aflição de não ser a grande ilha
Que te retém e não te desespera.
(A noite como fera se avizinha)
Aflição de ser água em meio à terra
E ter a face conturbada e móvel.
E a um só tempo múltipla e imóvel
Não saber se se ausenta ou se te espera.
Aflição de te amar, se te comove.
E sendo água, amor, querer ser terra.
Eu não aguento mais, está explodindo dentro de mim, tenho que chegar ao fim, talvez sabendo que você não vai estar lá, mas estou acostumada com a solidão.
