Se eu Tivesse Asas
‘Um dia eu também vou morrer.’ Acontece com você, não? Ódio do mundo, que muito alegremente continuará sem você. Uma sensação básica de que todas as coisas do mundo são bagatelas, fantasmagorias comparadas à sua agonia mortal, e portanto à sua vida, pois, como você mesmo diz, a vida em si é a agonia antes da morte.
Não demore pra dizer pra alguém, hoje:
"Eu não sabia como a nossa amizade era tão importante. Ela começou com uma conversa simples, criou raízes e está crescendo. Cada dia com você, percebo que um pedaço de mim fica em você e um pedaço de você fica em mim."
Sabe aquele carinho gostoso de amizade verdadeira, que traz paz e aquece o coração da gente...
Então é esse carinho que eu vim aqui rapidinho deixar pra você!
O sabor da vida sempre depende de quem a tempera.
Eu jamais quero te perder de vista, jamais quero viver a minha vida sem você por perto, pois desde que te conheci, a minha vida ganhou mais sentido. Você me deixa louco, você me tira do sério, você me impressiona, me faz rir e sorrir como ninguém nunca fez e você me faz acreditar que a vida tem sentido! Você me deu sentido para viver! Não economizar temperos, prá Vida dar sabor!
"Surpreendente como eu me fascino com o que eu mesmo digo, é surpreendente o quanto eu compreendo quando sou eu quem esclarece. Porque há quem critique, muitos acham isso prepotência. Mas reflita: Se você vai precisar conviver consigo mesmo até o final, se vai ter que suportar a própria companhia até o fim, se vai ser observador da sua própria vida até o último instante, é melhor que se apaixone pelo que faz."
Você não precisará me cobrar nada, porque tudo o que eu entrego vem do sentimento. Eu não sei ser de outro jeito, não sei fazer por que preciso, só faço porque eu quero e só quero porque aquela pessoa agora faz parte da minha vida, a dor dela é minha dor, as alegrias dela também me fazem felizes.
Dia 02 de Novembro. Dia de amados.
Hoje eu não vou a cemitérios.
Hoje é o dia que escolhemos para homenagear nossos mortos.
Dia em que muitos se dirigem aos cemitérios, visitam túmulos, os enfeitam, relêem as inscrições nas lápides...
Muitos reservam alguns momentos nesse único dia, para lembrar, aqueles que morreram e já foram esquecidos, acho isso um tanto hipócrita e totalmente desnecessário.
Não que eu também não tenha meus próprios mortos, para lembrar ou revisitar, mas faço isso, no cotidiano, mantendo-os vivos em mim e buscando as referências, de suas vidas, em suas obras...
Hoje eu não vou a nenhum cemitério.
Aos esquecidos, seria desonesto, tal fingimento e aos que mantêm-se vivos em mim ou em suas obras, seria completamente desnecessário.
Não vou a cemitérios.
Tenho pra mim que, assim como, Mario Quintana, aqueles que um dia viveram, não estão lá.
Eu tenho uma condição rara
Não tão rara
Se chama ‘mente tagarela’
Ela dialoga o tempo todo
Mil pensamentos por segundo
E às vezes fica difícil não transmitir o que ela diz
Em outros momentos, o ‘eu superior’ precisa intervir e dar a ela um pouco de ordem.
Eu, que nunca me expressei como deveria, agora, em meio às minhas próprias vozes internas, tropeço.
— ecos de tudo aquilo que guardei.
Eu posso ser
Centenas em uma só
Extremamente polida
Minimamente sem cerimônias
Depende das lentes que me enxergam
E das quais eu me permito ser enxergue
Sem hiato, sem depois, sem desculpas.
Perduraremos por todas as existências e universos.
Eu te infinito.
ABRAÇO QUE EU NÃO TIVE
Eu já sorri quando a alma chorava
Pra ninguém perguntar se doía
Já fui presença quando me faltava
Um ombro, uma voz, uma companhia
Eu já ajudei quem caiu no caminho
Enquanto eu caía por dentro também
Fiz do meu peito um lugar de carinho
Mesmo sem ter onde pousar em alguém
Eu sou o abraço que eu nunca recebi
Sou a palavra que ninguém me falou
Sou o cuidado que faltou pra mim
Mas que em mim nunca faltou amor
Eu sou sorriso em dia de tempestade
Sou força quando o peito desabou
Quem vê coragem não vê a metade
Do tanto que essa alma suportou
Eu já enxuguei lágrimas alheias
Com as minhas presas no olhar
Já disse “fica, vai ficar tudo bem”
Quando eu queria alguém pra ficar
E fui aprendendo no silêncio da vida
Que ser forte também cansa demais
Por trás de toda mão estendida
Tem um coração pedindo paz
Como as águas escuras do Rio Negro, cheias de mistérios, assim eu te imagino.
Me desconcerto com teus encantos; beleza estonteante que me torna simples, e eu me deixo levar.
Pode até me chamar de Solimões — serei apenas o curso do seu prazer.
É verão de dezembro. O sol foi tão gentil enquanto eu buscava as palavras de alguns versos. Versos estes que mexiam com a minha inquietude — aquela que não doma esse mundo selvagem lá fora, mas que é suficiente para me fazer vagante.
Que sigamos nossos destinos incertos, mas, ainda que eu caminhe nos trilhos que a vida reserva para mim, não me surpreendo em sentir o perfume, vestígio sutil que você deixou no tempo e que o vento, às vezes, insiste em trazer de volta.
Ainda que eu esqueça, algo em mim reconhece que a inquietação não desaparece; apenas se recolhe em silêncio, como quem aguarda o próprio tempo. Fica suspensa, até que o simples som do seu nome a desperte outra vez.
