Se eu Fosse Algum Rei

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"Sinto como se eu ainda fosse aquela criança mostrando a nota 10 na prova pra mãe, e ela respondendo que eu não fiz mais do que minha obrigação."

Se você fosse poema, eu te recitava;


Se você fosse o vento, sentiria sua brisa;


Se você fosse um avião, faria você decolar e pousar em segurança;


Se você fosse um deserto, te regaria até que brotassem flores;


E se você estivesse perdida, te encontraria pelo dia e pela noite.


Você é como uma rosa, é preciso olhar além dos espinhos para enxergar toda sua beleza.

Um amigo escreveu e me mandou, para o dia dos namorados.
Se eu fosse seu namorado.....
Se eu fosse seu namorado, eu não ia querer só os seus dias bons. Eu te amaria mesmo agora, nesse momento em que o cansaço bateu e a sua força parece ter dado uma trégua. Eu estaria ai pra segurar sua mão enquanto você descansa desse peso todo.
Sei que o passado não foi fácil e que as decepções deixaram marcas que ainda doem. Sei que muita gente falhou e que isso te fez levantar muros pra se proteger. Mas, se eu estivesse com você, eu amaria essa sua versão que sobreviveu a tudo isso, com todas as cicatrizes e receios.


Eu não teria medo das suas feridas, nem da sua tristeza atual. Eu ia querer estar do seu lado justamente agora, pra te mostrar que, apesar de tudo o que já deu errado, você não precisa enfrentar esse desânimo sozinha. Em todas as suas versões — a que sofreu lá atrás e a que está tentando se reencontrar hoje — eu escolheria você.

Se eu não fosse tão engraçada, eu já tinha perdido o juízo (ou a paciência) faz tempo!
Rir de si mesma é sinal de inteligência. Ser braba com quem merece é sinal de saúde mental! 😂
A vida é curta, mas o meu 'pavio' consegue ser ainda menor. Vamos rir para não chorar!

Eu não amaria você nem ninguém se não fosse legal.
Eu me amo demais para tanto.

A lonjura seria loucura se não fosse o que resta entre eu e você

Queria que o amor fosse uma flor
E eu o nariz a cheirá-la.

Parei, pensei, analisei, refleti e concluí, você não é quem eu pensei que fosse.

Quase! Que me enrolei, se não fosse o Quase! Eu agradeço ao Quase! Se não fosse ele eu certamente estaria enrolado.

Na minha história tem um pouco da tua história, se não fosse nossa história, eu não teria uma história tão linda na vida.

⁠Quando fosse embora, eu aceitei que tu saísse da minha vida, e não do meu coração.

Talvez fosse melhor eu ter ficado quieto, sem ouvir aquela voz dentro de mim.
Talvez fosse melhor eu não ter sido, desde pequeno, aquele que quer saber o porquê de tudo — que inventava uma lupa pra espiar pelas frestas da vida.
Talvez fosse melhor eu ter vestido as máscaras que me ensinaram, mesmo que elas sempre arranhasse minha pele.
Talvez fosse melhor eu ter ficado na bolha segura, naquele mundinho fácil e redondo, onde a gente se anestesia e engana a dor, e onde o ego cresce no meio dos "amigos" de sempre.
Mas não.
Eu preferi sair dessa soma vazia, preferi ser inteiro, preferi ser eu,
e foi assim que te encontrei.
E foi assim que tudo fez sentido.

⁠Sem a esperança de uma dor ainda maior, eu não poderia suportar esta de agora, mesmo que fosse infinita.

Emil Cioran
Silogismos da amargura. Rio de Janeiro: Rocco, 2011.

⁠Eu até pensei que fosse masoquismo, duvidei que fosse sabotagem, mas entendi que é covardia mesmo, sofrer com medo de amar.

Cartas que Não Enviei


Se amar fosse um erro,
eu colecionaria pecados como estrelas,
cada batida do peito uma confissão
escrita em tinta invisível.
Cada carta guarda um segredo:
o tremor da mão ao traçar teu nome,
a saudade que se disfarça de ponto final,


o “eu te amo” escondido entre as linhas
como quem tem medo de ser lido inteiro.
E eu, a mais sortuda dos errantes,
continuo escrevendo sem selo,
sem endereço, sem coragem de enviar...


porque entregar-te o coração
é o único erro que eu faria
mil vezes, sem pedir perdão.

10:36 03/11/2024 essa noite sonhei com raposas...


"Sonhei que eu estava como se fosse em uma floresta e havia um rio, de repente aparece uma raposa e olha pra mim amigavelmente, depois aparece outra e mais outra, eu meio que fico confusa tentando entender se realmente se tratava de raposas, e era mesmo. Apesar delas me olharem amigavelmente, e começarem a me seguir como se quisessem me dizer algo, eu fugi com medo delas, elas me seguiram até certo ponto e depois desapareceram no mato à beira do rio"

Tem algo curioso na tal da Sexta-feira Santa. Eu fico observando como se fosse uma peça de teatro que todo mundo conhece o roteiro, mas ninguém lembra exatamente quem escreveu. Dizem que foi nesse dia que Cristo morreu. Dizem com tanta certeza que parece até que alguém estava lá com um relógio na mão, anotando data e horário, como quem marca consulta médica. Mas, no fundo, ninguém sabe ao certo. E mesmo assim, todo mundo respeita. Ou pelo menos finge respeitar, que às vezes dá no mesmo.


Aí chega o dia e, de repente, o mundo desacelera. A carne some dos pratos como se tivesse sido proibida por decreto celestial. O peixe vira protagonista, coitado, como se tivesse menos culpa no enredo da existência. Eu fico pensando no peixe, nadando tranquilamente dias antes, sem imaginar que seria promovido a refeição oficial da consciência aliviada. Porque não é sobre o peixe, nunca foi. É sobre a sensação de estar fazendo a coisa certa, nem que seja só por um dia.


E o medo… ah, o medo ganha um brilho especial. Tem gente que não varre a casa, não ouve música, não ri alto, não faz nada que pareça “errado”. Como se o céu estivesse mais atento, com uma prancheta na mão, anotando comportamentos. Mas aí eu penso com uma certa ironia silenciosa, dessas que a gente nem comenta em voz alta… nos outros dias, os mesmos que hoje se recolhem, vivem sem esse cuidado todo. Falam o que machuca, fazem o que sabem que não deveriam, ignoram o que pede atenção. Mas hoje… hoje não pode.


É um tipo de fé curiosa, meio seletiva, meio episódica. Como se a consciência tivesse um calendário próprio, funcionando só em datas comemorativas. E eu não digo isso com julgamento, digo com aquele olhar de quem percebe a contradição e, ao mesmo tempo, se reconhece nela. Porque, no fim, todo mundo tem um pouco disso. Esse desejo de ser melhor… mas só quando é conveniente, só quando o ambiente pede.


E mesmo assim, apesar de tudo, existe algo bonito ali. Existe um silêncio diferente no ar, uma pausa que não acontece em dias comuns. Uma tentativa, ainda que breve, de lembrar que existe algo maior, algo que pede reflexão, cuidado, presença. A Sexta-feira Santa não é sobre saber a data exata. É sobre o que a gente faz com a ideia dela. É sobre o símbolo.


O problema é que o símbolo dura pouco. No dia seguinte, tudo volta. A carne volta, o barulho volta, a pressa volta, as falhas voltam com força total, como se estivessem só esperando o sinal verde. E aquela consciência que parecia tão sensível… adormece de novo.


Talvez o ponto nunca tenha sido o peixe, o silêncio ou o medo. Talvez fosse sobre manter, pelo menos um pouco, aquilo que a gente só lembra de sentir nesse dia. Um pouco mais de cuidado, um pouco mais de respeito, um pouco mais de verdade nas atitudes, não só no calendário.


Porque fé de um dia só é quase como um feriado da alma. Descansa, aparece bonita, mas não muda a rotina.


E no fim, eu fico com essa sensação meio irônica, meio melancólica… de que a gente sabe o caminho, só não gosta muito de caminhar nele por muito tempo.


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Eu já tentei me encaixar nesse mundo que mede tudo em cifras, sabe? Como se a felicidade fosse uma planilha bem organizada, com saldo positivo no fim do mês e um carro brilhando na garagem. Mas a verdade é que eu nunca consegui levar isso muito a sério. Dinheiro é importante, claro, ninguém aqui vive de vento e poesia… mas transformar isso no centro da vida? Ah, aí já é pedir demais pra minha alma inquieta.


Porque enquanto tem gente contando moedas, eu tô contando momentos. Enquanto tem gente correndo atrás de status, eu tô correndo atrás daquele silêncio gostoso que aparece no fim da tarde, quando tudo desacelera e eu finalmente consigo ouvir meus próprios pensamentos sem interferência externa. E olha… isso não tem preço, não tem promoção, não parcela em doze vezes no cartão.


Eu descobri, meio sem querer, que a felicidade não faz barulho. Ela não chega anunciando, não vem com etiqueta de marca famosa, nem precisa de aprovação alheia. Ela mora quietinha dentro da gente, igual aquele cantinho da casa que só a gente sabe o valor que tem. E às vezes ela aparece nas coisas mais simples possíveis… num café quente, numa risada boba, num prato feito com carinho, num dia comum que resolveu ser leve.


E é curioso, porque quanto mais eu me desapego dessa ideia de ter para ser, mais eu sinto que já sou. Já sou suficiente, já sou inteira, já sou feliz dentro do que cabe na minha realidade. Não é sobre rejeitar o dinheiro, é sobre não deixar ele mandar em mim. Não é sobre não querer crescer, é sobre não me perder no caminho tentando provar algo pra quem nem tá realmente olhando.


Tem gente que olha e não entende. Acha estranho essa minha tranquilidade, como se fosse falta de ambição. Mal sabem que é exatamente o contrário. Eu tenho ambição sim… mas é de paz, de liberdade, de viver uma vida que faça sentido pra mim. E isso, sinceramente, vale mais do que qualquer status que precise ser exibido.


No fim das contas, eu não quero impressionar ninguém. Eu quero me reconhecer no espelho e pensar “tá tudo bem por aqui”. E quando esse sentimento vem, leve, verdadeiro, sem esforço… pronto. Ali mora a minha riqueza.


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Tu me usas e eu permito, sem dizer nada.
Como se eu fosse outra pessoa que não notasse teus passos.
Eu te deixo ir até onde queres.
Dou-te corda.
E no final, tu mesmo te enrolas nela, e cais.

Eu queria que você fosse e retornasse, mas a verdade é que muitos vão para o carnaval com vida, mas retornarão sem ela.