Se ele Nao te Ligar no dia Seguinte
Tudo nele é apaixonante e eu agora não posso imaginar os meus dias sem ele e longe aquele abraço. Me apaixonei pela gentileza, pelo bom humor no momento de tensão e pela calma. Me apaixonei pela simpatia, pela complacência e pelo senso de justiça. Me apaixonei pela barba, pelo perfume e pelo olhar que é capaz de sorrir. Me apaixonei pelo beijo, pela pegada firme e pelo charme irresistível. Me apaixonei quando ele me fez rir, amar e cantar. Quando ele me fez olhar para os detalhes, quando me surpreendeu, quando acariciou minha alma e quando me fez contemplar a beleza da vida. Me apaixonei até por ele rir quando eu ficava nervosa. Me apaixonei pela saudade que ele deixou. Me apaixonei por tudo nele porque ele é ele, é encantador por si e não se esforça para isso. Me apaixonei por cada pedacinho, mas me apaixonei mesmo porque ele extraiu o que existe de melhor em mim.
Deus tá vendo quem usa a bíblia para pregar, mas não a usa pra viver. Ele gosta de nos ver lutar contra o pecado, não de julgar o pecador.
Quando silenciamos um sentimento existente em nosso coração, seja ele qual for, não estamos abafando-o, mas peneirando-o para que apenas o que for verdadeiro perdure.
Não fique chateado se Deus te der mais nãos do que sins, pois Ele costuma dizer sim apenas para o que nos dá sentido na vida.
o canibal
ele não me morde
me lê com os dentes
começa pelas orelhas,
que uso pra ignorar preces,
depois a boca,
por onde despejo escárnio.
não grito.
abro.
passa pelos ombros,
onde carrego o peso de ser,
então os braços,
que usei tanto para abraçar inimigos
e empurrar amantes.
comeu os cotovelos
da força que não tive,
o gesto que faltou,
tudo vai na mesma dentada.
depois as mãos,
essas que seguram o cigarro.
e as pernas,
essas que me levaram a becos errados
e fugiram do caminho certo.
o canibal rói os joelhos,
onde dobrei demais,
e os pés,
que nunca tocaram no chão.
devora meu coração,
desgasta o ciso
mastigando a ilusão
do amor.
flamba os pulmões,
corta a fuligem,
assa os alvéolos:
meus atalhos anestésicos.
não resisto,
entrego.
cada pedaço arrancado
era o que sobrava de mim:
nome, pose, piercings.
o canibal mastiga devagar,
como um diabético
mascando chiclete sem açúcar.
não sobrou peito:
menos eu
e mais espaço.
o cérebro vem por último,
sobremesa agridoce,
viciante.
e nele, começa pelos poemas.
mastiga versos inteiros,
cospe rimas fracas e
parafusos soltos,
engole metáforas
que usei pra esconder a verdade.
do amor, não quer beijos
nem transas:
quer a vontade.
dos vícios, gosta mais.
lambe o açúcar do café,
o brilho curto do prazer rápido,
bebe a coragem falsa
como cerveja quente.
cada coisa comida
me deixa mais simples,
menos personagem.
mais eu.
quando termina,
não sou vazio.
sou tutano.
o canibal limpa a boca
e vai embora.
fico.
pela primeira vez,
íntegro.
e o que ficou,
não escreve m canibal
ele não me morde
me lê com os dentes
começa pelas orelhas,
que uso pra ignorar preces,
depois a boca,
por onde despejo escárnio.
não grito.
abro.
passa pelos ombros,
onde carrego o peso de ser,
então os braços,
que usei tanto para abraçar inimigos
e empurrar amantes.
comeu os cotovelos
da força que não tive,
o gesto que faltou,
tudo vai na mesma dentada.
depois as mãos,
essas que seguram o cigarro.
e as pernas,
essas que me levaram a becos errados
e fugiram do caminho certo.
o canibal rói os joelhos,
onde dobrei demais,
e os pés,
que nunca tocaram no chão.
devora meu coração,
desgasta o ciso
mastigando a ilusão
do amor.
flamba os pulmões,
corta a fuligem,
assa os alvéolos:
meus atalhos anestésicos.
não resisto,
entrego.
cada pedaço arrancado
era o que sobrava de mim:
nome, pose, piercings.
o canibal mastiga devagar,
como um diabético
mascando chiclete sem açúcar.
não sobrou peito:
menos eu
e mais espaço.
o cérebro vem por último,
sobremesa agridoce,
viciante.
e nele, começa pelos poemas.
mastiga versos inteiros,
cospe rimas fracas e
parafusos soltos,
engole metáforas
que usei pra esconder a verdade.
do amor, não quer beijos
nem transas:
quer a vontade.
dos vícios, gosta mais.
lambe o açúcar do café,
o brilho curto do prazer rápido,
bebe a coragem falsa
como cerveja quente.
cada coisa comida
me deixa mais simples,
menos personagem.
mais eu.
quando termina,
não sou vazio.
sou tutano.
o canibal limpa a boca
e vai embora.
fico.
pela primeira vez,
íntegro.
e o que ficou,
não escreve mais.
A noite nunca pareceu tão longa, mas a vontade do não amanhecer era a única coisa que ele queria. Hoje pode-se dizer que ele sofre e que a dor que ele sente não há remédio que possa curar. Ele está decepcionado com a algumas escolhas. Ele está triste com algumas situações. Ele está com raiva por algumas atitudes. Ele está melancólico pelo simples fato de ter acreditado.
Se possível não troquem olhares, não emita nem um som que possa desencadear o turbilhão de sentimentos que está corroendo seu coração nesse momento.
Eu sentir o desabafo dele nessa madrugada. Eu tentei contrapor com meus argumentos racionalistas, mas não pude deixar de me abater, quando com lágrimas nos olhos ele disse: " Não é sobre o não falar. Não é sobre o não querer, e apenas a sensação que se torna concreta que eu não faço parte da sua prioridade"
Ele grita por dentro. Ele está machucado. Ele está perdido.... E se você realmente sente o mínimo por ele, hoje não o procure de forma alguma.
Nesse momento percebo que estou entre a cruz e a espada. Estou entre a razão e o coração. Estou entre as duas coisas que me deixa interligado a vc. Eu me sinto entre o vazio da descoberta. Eu sinceramente não sei como apaziguar tudo que ele sente por você. A única coisa que posso realmente sentir... É sua insegurança por se sentir só mais uma vez, entre as centenas já vividas outroras.
P.s " DESCULPAS".
Desejar o mundo e tudo que ele possui não é errado. Talvez a maior ignorância do homem, é lutar pelo que já tem, procurar o que nunca lhe pertenceu e perder alguém que vos ama pelo egoísmo da sua própria existência.
Deixa.
Não importa o que aconteça, simplesmente deixa.
Deixa o sol se pôr no momento que ele quiser, não importa onde seja, no horizonte existirá vestígio da sua passagem... então deixa.
Deixa a chuva cair em ritmo de garoa de inverno ou na sua intensidade de trovadas, uma hora seus pingos tocará o solo, não importa o que aconteça... simplesmente deixa.
Deixa tudo que for preciso...afinal, uma hora nada fará sentindo, então simplesmente deixa.
Deixa a angustia se enterrar com a solidão. Deixa a dor se perder com a saudade.
Deixa o egoísmo se esvair entre a perda premeditada, simplesmente deixa... Afinal, uma hora ou outra tudo passa.
Deixar é o que resta.
O tempo passa lentamente para alguns e tão rápido para outros, então deixa... Afinal, ele existe para todos, não importa sua velocidade.
O dia. À noite. O ontem. O agora... Deixa.
Lembranças serão renovadas pelo tempo e um vazio se prolongará... afinal, tudo tem seu motivo, não importa o que aconteça, deixa.
Nesse momento em plena linha do tempo, a folha antes rabiscada me deixara apenas uma lição, nessa linha que me resta... Não deixa.
Para você!
Descobri o segredo cruel e implacável do tempo. Ele não só inventa desculpas e circunstâncias para nos afastar, mas parece se deliciar com cada segundo de separação. Nunca foi meu aliado, pelo contrário, se revelou meu maior inimigo. Mas, de maneira amarga, me ensinou lições que só ele poderia ensinar. Aprendi a esperar, a sofrer, a buscar e a viver com o tempo – tudo por você.
Se eu dissesse que as lembranças que você me traz são fortalecedoras, seria a maior mentira. A verdade é que cada memória sua me destrói um pouco mais, me enfraquece e me prende em uma dependência sufocante. Saber que os momentos que compartilhamos foram tão únicos, e agora são apenas fragmentos levados pelo tempo, é uma dor que carrego comigo.
Tentei, por tudo, apagar você da minha mente. Pensei que o esquecimento seria a cura. Mas o tempo, esse traidor precipitado, trouxe você de volta. E a cada um dos 525.600 minutos que passei sem você, a sua ausência apenas intensificou o quanto sua presença foi marcante em minha vida. Imaginar você, agora, nos braços de um ser insuportável e cheio de vaidade, sendo torturada pela escolha do passado, rasga minha alma. Mas não se preocupe, porque mesmo na distância, eu ainda estou aí. O que os olhos não veem, o coração sente. E cada partícula do meu ser continua te abraçando no silêncio, te beijando com a suavidade que sempre reservei para você, e fazendo amor com a intensidade que só nossos corpos, quando juntos, podiam criar.
O amor não é frágil como uma flor, nem inalcançável como o cacto. Ele é forte o suficiente para resistir e suave o bastante para tocar... precisamos apenas aprender a lidar com sua ausência, sem jamais esquecer sua magnitude.
O amor verdadeiro não se apaga, apenas aprende a brilhar de outra forma. Ele pode ser silencioso, discreto e até distante, mas jamais deixa de existir. O que é real sobrevive ao tempo e às circunstâncias.
O tempo é sábio, ele afasta o que não era para ser e fortalece o que veio para ficar. Quando olhamos para trás, percebemos que o que realmente valeu a pena foi o que resistiu às provas do tempo.
O tempo não percorre uma linha reta entre passado, presente e futuro. Ele se desfaz, suave e silencioso, a cada tic-tac de um relógio que pulsa dentro de nós, bem ao lado esquerdo do peito.
... viver o agora não é uma escolha; é a única verdade que realmente possuímos.
O conhecimento não depende somente da escolaridade. Ele surge também através das experiências sensoriais e cognitivas que vivenciamos no nosso dia a dia, como observar, interagir e refletir sobre o mundo ao nosso redor.
Se o conhecimento que possuímos não contribui para melhorar a vida de alguém, ele perde sua relevância.
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