Se ele Nao te Ligar no dia Seguinte
O sistema odeia o homem livre, porque ele não se ajoelha, não se cala, e ainda inspira outros a levantar.
Um kamorrista não é um homem comum — ele é forjado no atrito entre a fé e a dor, entre o ideal e o mundo real. Sua personalidade carrega a densidade de quem já sangrou em silêncio e seguiu em pé, não por orgulho, mas por missão. Ele não se curva ao politicamente correto, porque sua verdade tem raiz, e raiz não se arranca com vento.
O kamorrista tem um senso de honra inegociável. Sua palavra vale mais do que contratos e seu silêncio vale mais do que muitos discursos. Ele observa o mundo com olhos críticos, mas seu coração permanece fiel a Deus, à pátria, à família e à liberdade — pilares que sustentam sua identidade. Não espera o mundo ser justo para agir com justiça. Ele age porque sabe que a omissão também é uma forma de covardia.
Sua presença impõe respeito. Não por gritar, mas porque carrega autoridade de quem sabe o que defende. Ele ama, mas não se deixa enfraquecer pelo romantismo frouxo do tempo moderno. Ele é leal, mas sabe cortar laços quando a traição entra pela porta. O kamorrista é estratégico como um guerreiro, mas firme como uma rocha que não nega suas raízes.
No fundo, a personalidade do kamorrista é uma resistência viva: contra a mediocridade, contra a mentira disfarçada de virtude e contra a fraqueza vendida como humildade. Ele não nasceu para agradar, nasceu para despertar.
E quem o entende, se inspira.
Quem o teme, o critica.
Mas ninguém o ignora.
O kamorrista não vai à passeatas vestido de branco ou soltar pomba branca pela paz. Pois ele sabe que a paz não se conquista com simbolismos vazios. Mas sim com coragem, ação e batalhas.
Kamocêntrico é o homem que não se desvia por afeto barato, nem por aplausos vazios. Ele gira em torno dos seus princípios, não das vontades dos outros.
O diabo não chega com tridente e chifres. Ele vem elegante, cheiroso e dizendo exatamente o que teu ego e coração fraco implora pra ouvir.
O homem certo não te promete o mundo… ele ergue um abrigo ao teu lado, feito de afeto sólido e lealdade inquebrável, onde nem a tempestade ousa entrar.
Quando o amor vem sem confiança ou convivência ele não te faz nada além de escravo da idealização de futuro, a ideia de viver sem alguém que você na realidade não tem é o primeiro sinal de loucura e insanidade.
O amor de homem é o mais escasso do mundo. Mas saiba, quando ele tende a existir não há sentimento mais verdadeiro.
Quando olhares para o sol com os olhos nus e ele não te afetar, saiba, estás prestes a presenciar o seu nascer ou seu pôr. Duas de muitas maravilhas do mundo!
Tudo nele é apaixonante e eu agora não posso imaginar os meus dias sem ele e longe aquele abraço. Me apaixonei pela gentileza, pelo bom humor no momento de tensão e pela calma. Me apaixonei pela simpatia, pela complacência e pelo senso de justiça. Me apaixonei pela barba, pelo perfume e pelo olhar que é capaz de sorrir. Me apaixonei pelo beijo, pela pegada firme e pelo charme irresistível. Me apaixonei quando ele me fez rir, amar e cantar. Quando ele me fez olhar para os detalhes, quando me surpreendeu, quando acariciou minha alma e quando me fez contemplar a beleza da vida. Me apaixonei até por ele rir quando eu ficava nervosa. Me apaixonei pela saudade que ele deixou. Me apaixonei por tudo nele porque ele é ele, é encantador por si e não se esforça para isso. Me apaixonei por cada pedacinho, mas me apaixonei mesmo porque ele extraiu o que existe de melhor em mim.
Deus tá vendo quem usa a bíblia para pregar, mas não a usa pra viver. Ele gosta de nos ver lutar contra o pecado, não de julgar o pecador.
Quando silenciamos um sentimento existente em nosso coração, seja ele qual for, não estamos abafando-o, mas peneirando-o para que apenas o que for verdadeiro perdure.
Não fique chateado se Deus te der mais nãos do que sins, pois Ele costuma dizer sim apenas para o que nos dá sentido na vida.
o canibal
ele não me morde
me lê com os dentes
começa pelas orelhas,
que uso pra ignorar preces,
depois a boca,
por onde despejo escárnio.
não grito.
abro.
passa pelos ombros,
onde carrego o peso de ser,
então os braços,
que usei tanto para abraçar inimigos
e empurrar amantes.
comeu os cotovelos
da força que não tive,
o gesto que faltou,
tudo vai na mesma dentada.
depois as mãos,
essas que seguram o cigarro.
e as pernas,
essas que me levaram a becos errados
e fugiram do caminho certo.
o canibal rói os joelhos,
onde dobrei demais,
e os pés,
que nunca tocaram no chão.
devora meu coração,
desgasta o ciso
mastigando a ilusão
do amor.
flamba os pulmões,
corta a fuligem,
assa os alvéolos:
meus atalhos anestésicos.
não resisto,
entrego.
cada pedaço arrancado
era o que sobrava de mim:
nome, pose, piercings.
o canibal mastiga devagar,
como um diabético
mascando chiclete sem açúcar.
não sobrou peito:
menos eu
e mais espaço.
o cérebro vem por último,
sobremesa agridoce,
viciante.
e nele, começa pelos poemas.
mastiga versos inteiros,
cospe rimas fracas e
parafusos soltos,
engole metáforas
que usei pra esconder a verdade.
do amor, não quer beijos
nem transas:
quer a vontade.
dos vícios, gosta mais.
lambe o açúcar do café,
o brilho curto do prazer rápido,
bebe a coragem falsa
como cerveja quente.
cada coisa comida
me deixa mais simples,
menos personagem.
mais eu.
quando termina,
não sou vazio.
sou tutano.
o canibal limpa a boca
e vai embora.
fico.
pela primeira vez,
íntegro.
e o que ficou,
não escreve m canibal
ele não me morde
me lê com os dentes
começa pelas orelhas,
que uso pra ignorar preces,
depois a boca,
por onde despejo escárnio.
não grito.
abro.
passa pelos ombros,
onde carrego o peso de ser,
então os braços,
que usei tanto para abraçar inimigos
e empurrar amantes.
comeu os cotovelos
da força que não tive,
o gesto que faltou,
tudo vai na mesma dentada.
depois as mãos,
essas que seguram o cigarro.
e as pernas,
essas que me levaram a becos errados
e fugiram do caminho certo.
o canibal rói os joelhos,
onde dobrei demais,
e os pés,
que nunca tocaram no chão.
devora meu coração,
desgasta o ciso
mastigando a ilusão
do amor.
flamba os pulmões,
corta a fuligem,
assa os alvéolos:
meus atalhos anestésicos.
não resisto,
entrego.
cada pedaço arrancado
era o que sobrava de mim:
nome, pose, piercings.
o canibal mastiga devagar,
como um diabético
mascando chiclete sem açúcar.
não sobrou peito:
menos eu
e mais espaço.
o cérebro vem por último,
sobremesa agridoce,
viciante.
e nele, começa pelos poemas.
mastiga versos inteiros,
cospe rimas fracas e
parafusos soltos,
engole metáforas
que usei pra esconder a verdade.
do amor, não quer beijos
nem transas:
quer a vontade.
dos vícios, gosta mais.
lambe o açúcar do café,
o brilho curto do prazer rápido,
bebe a coragem falsa
como cerveja quente.
cada coisa comida
me deixa mais simples,
menos personagem.
mais eu.
quando termina,
não sou vazio.
sou tutano.
o canibal limpa a boca
e vai embora.
fico.
pela primeira vez,
íntegro.
e o que ficou,
não escreve mais.
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