Se ele Nao te Ligar no dia Seguinte
Deus trata em camadas, porque Ele não quer apenas aliviar, mas restaurar por completo.
Às vezes, o Senhor permite que ainda reste um “resíduo da dor” para que a gente dependa mais d’Ele, aprenda a confiar e descubra que só Ele pode ocupar o lugar de consolo no nosso coração. O processo continua, confie e permaneça em oração, porque o Senhor vai terminar a obra.
Amar, portanto, é seguir o exemplo d’Ele: não ter medo de se humilhar por amor, não ter receio de sofrer por quem se ama, e principalmente viver com a consciência de que não há mais condenação (Rm 8:1).
A mesa do Senhor é inclusiva e não exclusiva. Quando Jesus instituiu a Ceia, Ele não a restringiu a um grupo seleto, mas chamou todos os que cressem Nele. A mesa é o lugar onde pobres e ricos, fortes e fracos, santos em crescimento e pecadores arrependidos se assentam juntos.
A mesa é da graça, não do mérito.
Jesus não chamou perfeitos, mas homens comuns.
Ele mesmo disse:
“Não necessitam de médico os que estão sãos, mas sim os que estão enfermos.” (Mateus 9:12)
A mesa é um hospital espiritual, não um prêmio para impecáveis.
"Eu não oro para que Deus faça a minha vontade. Claro que ficaria feliz se Ele me atendesse no que penso desejar, mas minha oração é para que a vontade dEle se cumpra em mim. Oro com gratidão e peço sempre a Sua misericórdia."
No secreto, Ele te ensina a ouvir a voz d’Ele.
não a voz das opiniões.
É lá que Ele fortalece tua raiz,
te ensina a depender, e te prepara pra carregar glória sem se perder.
Porque os que caminham com o Céu aprendem primeiro a andar no escondido.
“Pois o amor não se explica aos normais,
porque ele não cabe em regras, nem em rótulos.
O amor verdadeiro vem do alto,
é loucura pra quem vê de fora,
mas sabedoria pra quem sente com o coração de Deus.”
“Deus é amor” não significa que Ele aceita sua desobediência. Amor verdadeiro corrige, disciplina e transforma.
Se o universo é um computador, talvez o maior mistério não seja aquilo que ele calcula, mas aquilo que permanece incomputável.
Ela não escreveu para que mudasses. Ela escreveu para que Ele a visse, a lesse.
E não é uma queixa. É um convite para Ele escrever sobre si– sobre Ela, sobre Ele e Ela, sobre o ‘Nós’ sendo construido.
Não é um ultimato. É um limite interno e silencioso, que ela não quer que cresça.
A campainha toca muitas vezes n'Ela. Mas por querer ficar desta vez, Ela está com medo de não correr mais para abrir.
Então Ela fica ali, do lado de dentro, observando se Ele entra ou se apenas toca e vai embora.
Qualquer das duas respostas é uma resposta. Mas só tem uma que Ela deseja.
...coisas sobre Ela e Ele
O menino que cresceu sem colo não precisa aprender a construir muros. Ele precisa aprender que o colo não é um lugar que se perde. É um lugar que se encontra. E quando ele encontrar o colo de d'Ela, talvez ele descubra que a vida nunca o deixou completamente. Ela apenas o ensinou a procurar o amor com as mãos. Agora, ele precisa aprender a procurá-lo com o coração.
... coisas sobre Ele
Ele não veio de um lugar que se possa apontar no mapa.
Veio de um lugar que se sente no osso: a certeza de que o amor não é um direito, é uma aposta. E ele, coitado, nunca teve sorte nas apostas.
Ele cresceu ouvindo o barulho das coisas que não foram ditas. O silêncio era a língua materna. E ele aprendeu a falar com as mãos, porque a boca, a boca só servia para o que era útil: pedir, responder, sobreviver.
Não havia sobrenome para carregar. Não havia história para contar. Não havia retrato na parede para lembrar de onde vinha. Então ele fez de si mesmo a própria origem. Construiu-se tijolo por tijolo, músculo por músculo, feito com a fúria de quem não teve colo e decidiu que não precisaria de nenhum.
Mas o corpo, o corpo é mais sábio que a vontade.
O corpo dele lembra o que a mente esqueceu. Lembra o frio, o vazio, o instante em que ele percebeu que o mundo não vinha salvar ninguém. Lembra a sensação de ser pequeno num quarto grande, sem voz, sem vez, sem braços.
Então ele fez dos braços uma fortaleza.
Protegeu-se com cordas, com equipamentos, com a certeza de que a segurança é uma coisa que se constrói. Ele não confiava no amor. Confiava no nó. Confiava na ancoragem. Confiava no que podia ver, tocar, testar.
Até que Ela chegou.
E ela, ela não era um nó. Ela era uma pergunta. Uma pergunta que não tinha resposta técnica. Uma pergunta que pedia algo que ele não sabia dar: a presença sem ação. O silêncio sem solução.
Ele a amava. Amava com uma intensidade que o assustava. Porque amar, para ele, era o prenúncio da perda. Cada vez que ele se entregava, o corpo lembrava: "isso vai acabar. tudo acaba. tudo foi embora."
E ele se preparava para o fim antes mesmo do começo.
Não porque quisesse. Mas porque a vida, a vida lhe ensinou que o amor é uma coisa que se vai. Que o colo que a gente encontra pode ser arrancado. Que a pessoa que a gente ama pode simplesmente... não estar mais.
Então ele segurava com força demais. Segurava como quem segura a própria existência. Porque, para ele, a existência sempre foi uma corda que ele mesmo amarrou. E ele não confiava que outra pessoa pudesse segurar a outra ponta.
Ela pedia que ele soltasse um pouco. Que confiasse. Que se permitisse cair.
Mas ele, coitado, ele olhava para o abismo e via todas as quedas que já teve. Via o instante em que o chão sumiu. Via o silêncio que não respondeu. Via a mão que se soltou.
Ele não podia cair de novo. Não ia sobreviver a outra queda.
Então ele ficou na borda. Ofereceu a mão, mas não deu o salto. Ofereceu a presença, mas não a alma. Ofereceu o corpo, mas não o coração inteiro.
Ela sentia a distância. Ela sentia que ele estava ali, mas não completamente. Que ele a amava, mas com um pé na porta, sempre pronto para ir embora antes que ela fosse.
E ele, ele não sabia que essa distância era a maior das perdas. Que, ao se preparar para a partida, ele já estava partindo.
Ele pensava que amar era proteger-se. Mas amar, amar é desproteger-se. É deixar que o outro veja o que ninguém viu. É confiar que, mesmo vendo tudo, o outro vai ficar.
Ele nunca teve a chance de aprender isso. Ninguém lhe ensinou que o amor pode ser um lugar onde a gente descansa. Para ele, o amor sempre foi um lugar onde a gente se prepara para a despedida.
Mas Ela, ela não era uma despedida. Era uma chegada.
E ele, que nunca chegou em lugar nenhum, precisava aprender a ficar.
... coisas sobre Ele
Ele não sabe que o amor é a única coisa que não se perde quando a gente se entrega. O que se perde, quando a gente se fecha, é a chance de ser inteiro. E ele, ele merece ser inteiro.
É o que Ela acredita.
"Ele não podia cair de novo. Não ia sobreviver a outra queda.
Então ele ficou na borda. Ofereceu a mão, mas não deu o salto. Ofereceu a presença, mas não a alma. Ofereceu o corpo, mas não o coração inteiro.
Ela sentia a distância. Ela sentia que ele estava ali, mas não completamente. Que ele a amava, mas com um pé na porta, sempre pronto para ir embora antes que ela fosse.
E ele, ele não sabia que essa distância era a maior das perdas. Que, ao se preparar para a partida, ele já estava partindo".
O tempo é um relógio que não para,
mesmo quando a alma pede pausa.
Ele segue, firme, marcando ausências,
levando embora o que não volta mais.
Mas também traz novos começos,
mesmo quando o coração duvida.
Porque o tempo não é só partida—
é, também, a chance de recomeçar.
Helaine Machado
O ego masculino não grita…
ele se esconde atrás de certezas,
de palavras duras
e silêncios que ferem mais que gritos.
Helaine machado
Deus não fala alto.
Ele entra quando você já não aguenta mais
se ouvir.
Quando tudo em você quebra,
quando o caos perde a força,
quando você já não tem mais argumento
nem fuga…
Ele começa.
Não como resposta —
mas como presença.
Porque às vezes,
o diálogo com Deus
não nasce da fé…
nasce do esgotamento.
— Helaine Machado
Deus não fala alto.
Ele entra quando você já não aguenta mais
se ouvir.
Quando tudo em você quebra,
quando o caos perde a força.
— Helaine Machado
Deus não escolhe os prontos.
Ele escolhe os quebrados
que ainda não desistiram.
Não é sobre talento,
não é sobre estar preparado —
é sobre ter um coração
que ainda insiste em permanecer.
Helaine Machado
“Queria te dar o mundo,
mas sei que ele não me pertence…
Então te entrego aquilo que é meu:
meu tempo, meu cuidado,
meus silêncios mais sinceros
e esse coração teimoso
que insiste em morar em você.”
— Helaine Machado
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