Saudades Eternas Amigo
As almas afins se reconhecem além do tempo e do espaço. São metades eternas que, mesmo separadas, sentem o reflexo uma da outra. Quando se encontram, não há explicação, apenas a certeza de que sempre pertenceram uma à outra.
Metades Eternas: O Amor que Resiste ao Tempo
Eram juras ao vento, promessas sem chão, dois corações que, embora ardentes, se perderam na ilusão. Amores que nascem sem raízes desfolham-se na estação.
Criaram castelos sobre as ondas, beijos ardentes que se desfizeram, e no fim, nem mesmo lembranças restaram no que um dia foram.
Mas há amores forjados no fogo, metades que se encontram sem erro, como estrelas que nunca se apagam, dançando sob o mesmo enredo.
Pois o amor que desafia o tempo não se rompe, não cede, não mente. É raiz profunda na alma e no peito, e quando tudo se vai, ele ainda é para sempre.
Tudo no universo dança sob leis eternas. Assim como a gravidade mantém os astros em seus caminhos, existem forças invisíveis que guiam a sua vida — e o seu corpo responde a cada uma delas.
Entre essas forças, há uma lei sutil e poderosa: o semelhante atrai o semelhante. Tudo o que vibra em você encontra eco no mundo ao redor, no visível e no invisível, no que pulsa dentro e fora.
Quando você desperta para essa verdade, a inquietude se dissolve. Você percebe que a transformação começa em seu próprio coração. Se há desequilíbrio, o corpo se enfraquece, as emoções se dispersam e o sentido da vida se perde. Mas, ao retornar ao seu centro, o fluxo se restabelece, e o propósito se revela como um rio que encontra o mar.
As leis universais não são crenças passageiras, mas verdades eternas que sustentam o céu e a terra. Viver em harmonia com elas é abrir-se para a cura, para a prosperidade e para a plenitude de existir.
Metades Eternas
Quando te vi pela primeira vez, não lhe dei muita atenção. Na segunda vez, olhei-te como se fosses uma criança. Nas vezes que se seguiram, percebi que não poderia mais viver sem ti.
Desejo ser tua melhor companhia, tanto na tristeza quanto na alegria. Na tua ausência, pensarei em ti; na tua presença, seremos um só.
Quando em sonho nossas almas se encontrarem, então te recordarás do pacto que selamos no infinito... ainda que aqui pareça estranho: "Buscarei tua alma amável, num rosto de menina com um sorriso radiante como o de uma criança. Os cabelos brancos para reavivar em minha memória a lembrança de já ter vivido contigo...
E, quando tudo parecer sem esperança, olharei no espelho e verei meus cabelos ali refletidos, imunes ao tempo. Então, esquecerei as tristezas, deixarei para trás o que falhou... Irei te procurar e te farei o convite novamente: queres casar comigo?"
Alternamos o olhar na janela da escuridão por longos sete anos. Separar nossos caminhos foi o desafio para o nosso aprendizado individual.
Apesar dos muitos desencontros em outras vidas, meu coração nunca se enganou e sempre te reencontrou. Por inúmeras reencarnações, estás em minha vida. Onde o ordinário prevalece, és a luz que brilha e completa minha jornada, trazendo-me paz com a beleza de tua alma.
Metades Eternas e o Juramento do Infinito
Quando em sonho nossas almas se tocarem, então você irá se lembrar do acordo que fizemos lá no infinito, mesmo que aqui pareça esquisito.
Ela: Amado meu, passará uma vida na Terra com a sensação de procurar por alguém, e sua busca acabará quando você encontrar um ser de alma gentil em um rosto envelhecido, mas nele estará a lembrança de uma menina de sorriso iluminado e olhar de criança em sua essência, além da aparência. Os cabelos brancos de uma senhora vão avivar sua memória e trazer a lembrança de que com ela já ter vivido.
Ele: Minha querida, quando tudo parecer perdido, vou olhar no espelho e ver meus cabelos neles refletidos sem sofrer a ação do tempo, então deixarei os lamentos no passado e tudo o que deu errado. Minha alma, cheia de certeza, vai ficar quando eu lembrar o que há muito ficou esquecido e, com toda a minha alma, te farei o pedido: você quer se casar comigo?
Querido Jorge, quando te vi pela primeira vez, não dei muita importância. Na segunda vez, te olhei como uma criança. As vezes seguintes eu nada entendia, mas nunca neguei o que sentia por você. Os lamentos troquei pela busca do entendimento e hoje eu vivo no amor incondicional que abriu o portal de toda a nossa história que começou muito além outrora. Agora estou contigo em essência, muito além da aparência; porém, desejo ainda nesta vida ser a sua melhor companhia, na tristeza e na alegria.
Na ausência, pensarei em você; na presença, serei eu e você em apenas um ser... Entre tantos desencontros em outras vidas, meu coração nunca se enganou e sempre o encontrou. Há muitas reencarnações, você está em minha vida, onde o comum predomina, você é a luz que ilumina e completa o meu caminhar, trazendo-me a calma com a beleza de sua linda alma! Te amei desde a primeira vez em que te vi e ainda hoje te amo assim!
Metades Eternas
Na aurora dos tempos, uma dança celeste, Seres etéreos em seu esplendor, sem arestas. Em perfeito equilíbrio, mesma alma, um só átma.
Mas Deus, em Sua sabedoria, decidiu separar, Dividiu corações, partiu corpos ao meio, Lançou ao mundo o desejo e o anseio.
Metades perdidas, vagando na vastidão, Buscando a outra metade, a perfeita união. O amor, um ímã atraindo o que foi separado, Em cada olhar, um reencontro esperado.
Pois na busca incessante, no encontro de irmãos, Reside a essência de duas metades, Na formação de um único coração. Metades eternas, a plenitude alcançará, Duas almas unidas, completude a celebrar.
A União Perfeita das Metades Eternas
No encontro das metades eternas, há uma dança silenciosa, um balé de almas que se entrelaçam no mais puro dos sentimentos. Não é necessário despir-se de roupas, mas de barreiras; não é o corpo que se entrega, mas o espírito que se revela.
A presença é um presente constante, onde cada riso se transforma em uma melodia, e a telepatia, em uma linguagem sem palavras. Olhar nos olhos do outro é ver além das aparências, é enxergar a alma despida de máscaras e armaduras.
O toque não é apenas contato; é a costura delicada que une duas essências, entrelaçando memórias, compartilhando segredos e deleitando-se na companhia um do outro. Sentimos que somos um só, transcendentais no tempo e espaço.
Fazer amor com a alma é uma celebração do amor puro e eterno. E neste encontro sublime, compreendemos que não se pode ganhar a outra metade sem, primeiramente, despir-se de si mesmo. É uma entrega total, onde duas metades se completam, formando um todo inseparável, e juntos, transformam-se em um único ser, passeando pelo jardim do céu, onde as estrelas sussurram segredos de amor eterno, e a magia do universo os envolve em um abraço celestial.
As definições de riquezas do Reino dos céus difere bastante das riquezas da terra, para lá eternas aqui passageiras
Entregue todos estes infortúnios e problemas a Deus, e receba todas as bençãos eternas de suas mãos.
O homem que busca as coisas eternas e sólidas, coloca seu entusiasmo nas coisas que existe na eternidade em Cristo Jesus.
Erros do passado são vitrines eternas em nossas vidas, para olharmos e desta vez, resistirmos a repetir a compra, pois já compramos este produto no passado e reprovamos o seu uso com o tempo!
Eternas horas no sertão
Um convite, uma aventura, Já era tardezinha quando cheguei à casa do Tio João e Tia Maria. Um Casebre daqueles dos contos de fada, a beira de uma Mata às margens de um Rio lindo e maravilhoso que nascia em meio ao Sertão. Fui recebido logo na Porteira pelas belezuras de meus tios, casal abençoado, um abraço tipo aquele que a gente nunca esquece, me afagaram com carinho. Logo na porta da sala pude sentir o cheirinho de comida de tia Maria, era frango caipira que estava na panela a cozinhar. Minha fome era de leão, afinal a viagem tinha sido longa, e eu não via a hora de sentar a mesa para deliciar aquele frango que exalava um cheiro delicioso no ar. Na sala da casa, muitos quadros, Santos e flores. Tia Maria me levou até o quarto onde eu iria pernoitar muito simples mais aconchegante, somente naquele momento pude perceber que na casa não havia luz, ao lado de minha cama estava uma lamparina a qual seria a minha luz. Seguido me mostrou o banheiro que ficava do lado de fora da casa na varanda. Peguei minha tralha e a Lamparina e fui tomar um banho para tirar a poeira do corpo; o frio era de lascar e o chuveiro estava uma delicia, feito com serpentina água quente em abundância.
Já Cheiroso e limpo, pontualmente as 18:00 horas, momento em que eu estava papeando com meu tio na sala, Tia Maria gritou lá da cozinha: João traz o sobrinho pra jantar. Visão deslumbrante sobre a mesa, um franguinho caipira a moda da roça, banhado em um caldo madeira acompanhado de um arroz soltinho e feijão, tudo feito na hora e no fogão de lenha. De lambuja acompanhava uma abobora verde refogada e umas batatinhas do tipo cosidas e depois fritas. Nunca comi tão bem na minha vida. Logo seguido aquele jantar maravilhoso, Tia Maria serviu um cafezinho bem quentinho, feito com café colhido e moído na roça.
Depois o Tio João pegou o seu banquinho de madeira e a lamparina, o levou junto ao fogão de lenha, me convidando a fazer o mesmo. Logo Tia Maria se posicionou ao lado do Tio João, e iniciamos um bate papo maravilhoso. La pro meio da conversa Tio João me perguntou se eu acreditava em assombração, “ vixi pensei comigo, isso não vai prestar”; mas enfim como tudo é aventura dei continuidade a conversa sugestionada pelo Tio João, e respondi que não acreditava. Foi a pior coisa que eu fiz naquelas 24 horas que visitava e convivi com meus tios sertanejos. Tio João que tinha mania de falar alto e em bom tom, como uma metralhadora começou a contar-me história de arrepiar o cabelo, e todas eram confirmadas por Tia Maria(Não é mesmo Maria, dizia ele sempre), que de vez em quando dava uma bela gargalhada ao perceber que eu me sentia amedrontado com as historias do tio João.
Tia Maria por volta das oito e meia da noite disse ao tio : João larga de bobagem já e tarde vamos dormir que o menino esta cansado, e amanha a labuta é brava. Nesse momento fiquei desesperado, dormir tão cedo, será que eu iria conseguir; minha mente estava atordoada de tantas histórias horripilantes, de lobisomens, de mula sem cabeça, de bruxas do mato, enfim eu estava literalmente “cagando nas calças” sob o domínio do medo devido as historias do Tio João. Mas fazer o que ficar sozinho na cozinha a luz de lamparina é que eu não iria, corri pro quarto antes que o tio e tia se deitassem, e me enrolei de uma maneira na coberta deixando apenas minha boca para fora para que eu pudesse respirar, lógico com a lamparina acessa. Mas de maneira alguma eu consegui dormi, e pela fresta do cobertor eu podia perceber a luz trêmula da lamparina, horas eternas que nunca passavam e o sono que não vinha, e isso me assustava cada vez mais. Minha imaginação só havia vagas paras as historias do Tio João, foi quando de repente a luz da lamparina como mágica , pimba apagou. Fiquei em ponto de gritar para que o Tio João ou a Tia Maria levantassem e ascendesse novamente a luz da lamparina do meu quarto. Mas pro tio e pra tia eu tinha fama de durão, resisti e fiquei ali me torturando, a hora nunca passava, foi quando começou o calor a tomar conta de mim embaixo daquelas cobertas, senti minha respiração ofegante, o ar já me faltava; mesmo assim eu resistia todo aquele sofrimento. O Tic TAC de um relógio ao longe, era a única coisa que eu ouvia, quando algo bateu na janela de meu quarto, nesse momento eu arranquei toda coberta da cabeça num susto, e num susto eu cobri novamente pois era somente escuridão, tudo que eu pude ver era um breu. O pânico tomou conta de mim, quando por volta da meia noite o galo cantou, e segundo o Tio João que na suas historias havia mencionado, que quando o galo cantasse meio fora de hora, ou seja por volta da meia noite era sinal de que os mortos estavam a perambular noite adentro. Foi a gota d”água , já todo molhado de tanto suar embaixo da coberta comecei a invocar todos os santos que eu conhecia, e as horas passavam lentamente e foi quando acabei por fim cochilando alguns minutos. E em meio a um pesadelo novamente estava eu acordado, em um quarto totalmente escuro e silencioso, desesperado para que o dia amanhecesse logo. Já pela madrugada adentro, quase morto de sono mas atormentado por pensamentos insanos, comecei a sentir uma enorme vontade de ir ao banheiro, e foi aumentando, aumentando; e eu lembrei que o banheiro da casa existia, mas estava do lado de fora na varanda. O que fazer agora pensei comigo, eu já não agüentava mais toda aquela situação, o desespero foi tomando conta de mim, a vontade de urinar era algo incontrolável, mas meu medo parecia maior; foi quando ouvi um rangido de porta, seguido passos que vinham em direção a cozinha e ao meu quarto. Em um gesto de puro heroismo dei um pulo e cai em pé ao lado da cama, foi quando vi uma luz passando pela porta de meu quarto, que alivio era o Tio João que estava indo ao banheiro. Eu sai em disparada atrás do Tio João, momento em que ele indagou: vai ao banheiro!, respondi prontamente sim, novamente ele indagou: se quiser pode ir na frente eu espero aqui, pegue a chave da cozinha que esta pendurada na porta e o banheiro e na varanda. É claro que ir sozinho La fora em meio a escuridão, a loira noiva morta viva que morreu na encruzilhada poderia estar me esperando, fui não, e com isso primeiro foi o Tio João que saiu com a lamparina na mão enquanto permaneci na cozinha, e ao ouvir o ranger da porta do banheiro se abrindo sai correndo pra fora e pulei dentro do banheiro, e o Tio João fez a cortesia em me aguardar com a lamparina na mão. Foi a mijada mais gostosa da minha vida.
Voltei pra cama mais conformado, ascendi a lamparina e ajeitei pra ela um lugarzinho especial para que não se apagasse novamente. Peguei no sono; sono que não demorou nada, foi quando escutei o Tio João conversando com Tia Maria, já estava na hora de levantar. Pensei comigo, mas que vida sem sossego leva essa gente. Permaneci na cama por mais algumas horas e acabei acordando com o cheiro de café, acompanhado de um aroma de bolão de milho. Não resisti e levantei-me, Tia Maria cumprimentou e disse: dormiu bem meu filho, respondi prontamente: como um anjo Tia Maria.
Tião já havia feito a ordenha do gado e estava na lavoura. Almocei , e voltei para a cidade. Com isso aprendi, que a vida simples da roça e um conto de fadas, de bruxas, um mundo de sonhos e de bons momentos. Viver essas fantasias me levou-me acreditar que até nos confins do sertão é preciso coragem e criatividade para sobreviver. Tio João e Tia Maria as coisas mais simples da vida são as mais extraordinárias, e só os sábios conseguem fazer com que a gente possa vê-las ou imaginá-las.
Nenê Policia...
É melhor ter muita sabedoria na cabeça, do que malandragem, a sabedoria lhe trás glórias eternas e a malandragem glórias momentâneas
As pessoas precisam se ligar mais nas coisas eternas e internas, do que nas coisas externas e passageiras.
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