Saudades do seu Corpo
Doença viva
tenho uma doença e não se trata do corpo, está marcada na alma.
ela mata, todo dia eu morro, ela mata, mata ela.
tem dor, tem voz, grita grita.
só, para se ficar só, ela afasta.
perdi a razão não sei sobre a vida nada, sobre-viver, me mata, quero morrer queimada, renascer Florença.
quero viver sobre o que a de bom na fita da vida, quero gozar da vida e não ser mais uma vítima
Tu olhas com tanto desejo
Que o corpo arde em febre
E no torpor deste "BEIJO"
Não há gelo que não quebre!
Bela na singeleza do roxo,
do rosado, do amarelado.
Bela tulipando no lençol,
o corpo frouxo,
ao raiar do sol.
Bela de coração,
enamorado e sem razão.
Bela no rubro da flor,
suspirando de amor;
morrendo enfim,
pra nascer em mim.
(Tulipando)
No ensejo,
Quem resiste ao gracejo?
Tomado de sobejo,
No cortejo desse beijo,
O corpo arde no festejo
Do DESEJO.
Foi de tanto estilhaço,
O corpo, ao cansaço,
A batalha, ao fracasso
E nossos abraços,
Ficaram em pedaços
(Em pedaços)
Para tirar o bolor
Nada como o reboliço
De um bolero
Que bole o corpo, bole a alma
E faz o amor
Se aboletar na gente
Rosa, no canteiro,
Ouve um chamado...
Arrepios, no corpo inteiro,
Enquanto Cravo, canta!
E Rosa levanta,
Rodopia, se assanha...
Cravo acredita!!!!
Ela aceita e não barganha.
Rosa se agita!!
Cravo, seu amor,
De outra vida, ressuscita!
Que esse friozinho que nos arrepia o corpo seja igualmente capaz de aquecer ainda mais nossos corações!
Ela não se importa em viver infeliz contanto que continue a sorrir, que seu corpo pague o preço do luxo que tem o perfume dos lençóis.
Ela não se importa em viver infeliz contanto que continue a sorrir e encontre suas gargalhadas no embriagar do Moet e almofadas de plumas enxuguem suas lágrimas de tristeza.
Ela não se importa em viver infeliz contanto que continue a sorrir e receba as bênçãos do servo de deus que ignora seus pecados e bebe dos frutos do mesmo.
Ela não se importa de viver infeliz contanto que continue a sorrir e a mulher que julga seus pecados inveje seus bens e questione o valor de sua moral, embora no fundo ela só sorri pra esquecer que é infeliz.
Os fortes também choram, pois chorar não simboliza fraqueza; é somente o desabafo de um corpo e alma lutadora.
Os fortes também pausam, pois pausar não simboliza renúncia; é o período de descanso para recompor as forças.
Os fortes também cansam, pois cansar não simboliza desistir; é apenas o momento necessário para voltar ainda mais forte.
Os fortes também perdem, pois perder não simboliza o fim; é caindo que adquirimos armaduras para alcançar uma vitória maior ainda!
Sem pressa, não estressa;
Com calma, faz bem pra alma;
Aos poucos, não afeta o corpo;
Devagar, pra não cansar;
Com tranquilidade, prolonga a idade;
Lentamente, não força a mente;
Com cuidado, pra não dar errado;
Pausadamente, pra sair perfeitamente!
Temos tatuado no corpo, um amor, e um coração.
Verdadeiro, explícito, único.
Às vezes intenso, voraz, sedento de paixão e prazer.
Noutras delicadeza, cuidado, e carinho.
Aprendemos a gostar até dos nossos defeitos, que não são poucos.
Conseguimos quase a fórmula perfeita.
A do nosso jeito singular de amar.
Agora, somos dois corações e uma história.
Que se tornou um único e grande amor.
Daqueles que a gente quer pra vida inteira.
E mais um dia.
Subdivisão do Ser - Felipe Mateus Alessi
Sou templo de andares infinitos,
um corpo que abriga o mistério da mente,
onde o espírito repousa, mas nunca dorme,
vagando em sonhos, tocando o ausente.
Na pineal, guardo segredos profundos,
raízes de um jardim não visto,
onde lembranças brotam e dançam,
traçando o que sou, entre o bem e o imprevisto.
Lobos lutam, ferozes na mente,
o bom, o mau, o duelo eterno,
qual deles vencerá depende,
de qual energia cultivo no interno.
No telão da imaginação desenfreada,
projetam-se formas, luz e vazio,
um rio de ideias sem lei ou amarras,
fluindo incerto, mas longe do sombrio.
Divido-me em camadas, passado e presente,
o futuro, uma promessa em construção,
cada escolha um eco, uma semente,
que floresce no jardim da decisão.
O mago em mim ergue seu pêndulo,
entre a dualidade, busca o equilíbrio,
pois no consciente e no inconsciente,
há luz e sombra, vida e delírio.
Sou presente, mas também sou memória,
sou o que fui, e o que virá a ser,
um ser fragmentado, em eterna história,
desintegrando-me, para enfim, me refazer.
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