Saudades do Amigo de Infancia
Minha aldeia e dique!
Em ti fui criança!...
Sem ter, infância.
Quando, aos seis anos, vim de Monchique.
Meus amigos, oh Montes de Alvor!
Não foram, teus meninos, que me batiam,
Sem a Deus, terem temor!
Nessa escola, onde os gritos de Maria Emília, entoavam.
Mas meus amigos, foram:
As hortas, com as batatas…
E o milho, que meus pais, semeavam.
Montes de Alvor! Montes de Alvor!
Foram ainda, as tourinas vacas.
Sim tu aldeia! Dos meninos sem amor!
Infância
Há quem diga que o Novo Testamento não faz alusão ao período da infância de Jesus Cristo. Claro que não é feita qualquer referência à infância do Senhor! Tudo isto deve-se a uma razão, que é o fato do ministério de Jesus Cristo, ter-se iniciado quando Jesus Cristo tinha 30 anos. Não era conveniente falar da infância do Senhor, pois isso não estava no plano de Deus! E aqui, não há que apresentar contestações, pois simplesmente Deus não quiz falar no assunto. O ministério do Senhor começou depois dele ter sido batizado no rio Jordão, portanto só este período tinha que ser referido. Por isso vão aparecer evangelhos apócrifos e gnósticos, que querem contar alguma coisa, sobre este período, mas que não contam nada de verdade, já que Deus os impediu de dizerem a verdade. Simplesmente o que estes escritos contam, não está em acordo com os livros canónicos! Depois falam estes livros de um Jesus Cristo, sem autoridade e um Jesus místico, (feiticeiro) que não se identifica com o Jesus dos verdadeiros evangelhos. Deus não queria que se falasse nada desse período! O que se tinha de saber referente a este período, foi Deus que contou. Os evangelhos canónicos falam um pouco sobre o menino Jesus Cristo. Fazem estes escritos uma alusão ao nascimento de Jesus Cristo e à Idade de 12 anos do Senhor. Só nos contam estes aspectos. Mais que isto não interessava, por isso não se fala neste assunto!
Somos como barcos: na infância guiados pelos ventos da paixão, na vida adulta, pela correnteza do dever.
Foram dias refletindo sobre mim, minhas escolhas, minha infância, adolescência e sobre minha consciência. Percebi nas minhas reflexões que sempre volto ao mesmo lugar, eu sempre estou querendo nadar. A água é vida. Fui gerada e criada, hoje estou crescida e meu vínculo mais que fortalecido.
Quando eu entro em um rio, açude ou igarapé é como se eu voltasse ao útero de minha mãe, me sinto filha das águas. Me sinto liberta. A felicidade de por o pé na água e senti-la gelada no primeiro instante, logo depois a sensação de pertencimento é o me mantém sã.
A água faz a manutenção do meu espírito, me deixa mais próxima de Deus. Quando mergulho é como se morresse, não há pensamentos ou preocupações. Mergulhar é a morte necessária nessa vida hostil, onde todos sofrem o apocalipse chamado pandemia.
Água que brota da terra e nos mata a sede, água que cai do céu e molha essa terra seca, que banha os animais e dá vida a natureza.
Quando me é dado a oportunidade mergulho o mais fundo que consigo, aproveito cada instante pois ali me sinto plena. Essa força que me leva sempre pra margem dos rios é conexão que tenho com a natureza e comigo mesma. O quanto eu admiro e me encontro é algo na qual não consigo explicar, sempre sou tomada pela maior satisfação terrena, minha visão é deixada de lado e eu só procuro sentir, o vento, a corredeira, a calmaria e a água envolta do meu corpo, sinto a vida e então vivo a poesia da mãe natureza, a arte do mundo real, onde só quem tem sensibilidade é capaz de vivênciar tudo e não trocar por nada nesse mundo.
Rio, açude e igarapé
agradeço pelas mais belas e singelas lembranças, e também pela alegria de sempre voltar a ser criança
Em seus leitos me banho e me conheço
Tu és meu berço !
Por isso volto
Tu me atrai
Minha vida, quando me banho tu refaz
Te agradeço por ser meu ponto de equilíbrio,
Por ser vida
Pelo alimento
E o entendimento que tu me dá
Mergulho pra meu lado ruim matar
Após a submersão sou alegria em profusão
Lavada, nova e feliz.
A natureza e os rios são a extensão de Deus!
O ser humano ouve o NÃO a infância toda, e quando se torna adulto não aguenta ouvir e sobe nas tamancas quando o ouve.
Vivemos ainda na infância emocional, navegando num mar de certezas inexistentes e dúvidas ignoradas, entre vãos e chão firme, oscilando.
Seus amigos de verdade são aqueles que estão ao seu lado;
E nas memórias mais remotas da infância, chamados amigos de uma vida inteira.
Assim é a vida;
Não dá para lamentar uma época que passou, a infância ou a juventude, ou lamentar uma época que chegou, a vida adulta ou a velhice!
Ou a gente envelhece ou morre jovem;
A vida não é um jogo e não temos um controle;
Depois do Start a vida segue...Sem Pause, só Game Over.
Nas lembranças de infância, a festa junina se aninha,
Com quadrilhas da escola, em dança tão fina.
A fogueira crepita, um convite à alegria,
Enquanto o milho cozido nos remete à magia.
Fantasias de caipirinhas, em cores e retalhos,
Entre risos e brincadeiras, ecoam nos galhos.
As comidas típicas, oh, que saborosa sina!
Pamonha, canjica, e a doce cocada divina.
Faz parte da nossa cultura, raiz tão profunda,
Em cada canto do Brasil, a tradição se inunda.
De junina a julina, a festa se estende,
Unindo o país inteiro, como se tudo entende.
O tempo traz o friozinho, de outono a inverno,
Aquecendo os corações, em calor tão terno.
É a festa junina, com seu encanto peculiar,
Que nos faz recordar e sempre celebrar.
Nasci em janeiro,
e em fevereiro vivi a infância,
março me levou à escola,
abril viu o fim do ensino primário.
Maio trouxe o ginásio,
junho, o colegial,
e o curso técnico,
finalizei com o coração aberto.
Julho, trabalho de sol a sol,
agosto, salário e sonhos,
cursinho pago, faculdade iniciada,
outubro trouxe a reprovação,
novembro, a força para continuar,
dezembro, a formatura e a conquista.
E o que veio depois,
eu ainda não sei.
Um dia lá na infância entrei pela porta da casa de minha vó... E na mesa tinha pão e manteiga, mais eram aqueles pães que soltavam casquinha e preenchia parte da toalha; a garrafa de café azul e tampa branca surrada. Era aquele final de tarde, ainda calor e já se passava das...
Hino Nacional.
Eu tenho orgulho em ter estudado na minha infância e adolescência em uma escola publica no meu bairro, que na aula de OSPB, a professora nos ensinou a cantar o hino , além do significado de cada palavra e expressão.
Hoje com muito mais informações, com ferramentas tecnológicas, com o imediatismo das informações, a maioria das pessoas não procuram e ou não querem aprender.
INFÂNCIA PERENE
Quem me dera ter ficado,criança para sempre.
Observaria com cuidado, da janela do tempo, aqueles que seguiriam em frente.
Conduzindo os seus fardos, carregados de pecados de uma vida descontente.
Hó infância perene,de alma pura e de mente.
Desconhecerias as agruras que a vida traz pra gente.
Cícero Marcos
Cresça, amadureça e saia da infância, aquele tempo em que você acreditava que todo mundo pensava igual a você e que o contrário era sempre o mau.
A saudade do adeus é como a infância não volta mais, a única coisa que nos restam são as lembranças que nos fazem chorar!
Na minha infância teve circo de lona e palhaços, eu simplesmente amava os palhaços. Mas o palhaço que eu não me esqueço se chamava Pirola, acho que todos eles se chamavam "Pirola".
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