Saudades de um Irmão que Morreu

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Quem não sente pena do irmão, não merece compaixão.

o erro deve ser visto como se fosse o nosso irmão mais novo que ainda precisa da paciência para levá - lo ao certo.

O cristão que precisa fechar os olhos para a injustiça, calar diante da mentira e odiar seu irmão para continuar defendendo seu político já revelou quem realmente governa seu coração.

E o meu irmão
sabe
muitas coisas.
Sabe, por exemplo,
que um grama de pólen
é como um grama de si mesmo,
docemente predestinado ao lodo germinal,
ao mistério daquilo que se erguerá vivo de ramos,
de frutos e de filhos, com a bela certeza das transformações,
do começo inevitável e do necessário final, porque o que é imutável
encerra o perigo do eterno, e só os deuses têm tempo para a eternidade.

Essa é minha vida irmão: _Jesus Chorou!

Há um irmão cuja força rivaliza com a minha, mas que fez das sombras seu único refúgio. Não atravessa o caminho que leva até mim, não pronuncia meu nome, nem ousa romper o silêncio que ergueu entre nós. Ainda assim, sua voz encontra outra estrada: alcança os ouvidos de meu pai.


Ignoro quais palavras derrama. Talvez sejam preces, talvez veneno; talvez verdades mutiladas vestidas de luz. Apenas sei que, enquanto evita meus olhos, conversa com os fantasmas da minha ausência.


E nas noites em que o vento parece carregar segredos, pergunto-me se é a culpa que o oculta nas trevas... ou se as próprias trevas já aprenderam a chamá-lo de filho.

⁠Anda,
pedala,
acelera,
meu irmão!
Certos fatos
são boatos
que não carecem
de tamanha informação.

O monge que queria ver Cristo.
livro: Pontos e Contos
Irmão X.

Conta-nos Longfellow a história de um monge que passou muitos anos, rogando uma visão do Cristo. Certa manhã, quando orava, viu Jesus ao seu lado e caiu de joelhos, em jubilosa adoração.

No mesmo instante o sino do convento derramou-se em significativas badaladas. Era a hora de socorrer os doentes e aflitos, à porta da casa e, naquele momento, o trabalho lhe pertencia. O clérigo relutou, mas, com imenso esforço, levantou-se e foi cumprir as obrigações que Lhe competiam.

Serviu pacientemente ao povo, no grande portão do mosteiro, não obstante amargurado por haver interrompido a indefinível contemplação. Voltando, porém, à cela, após o dever cumprido, oh maravilha! Chorando e rindo de alegria, observou que o Senhor o aguardava no cubículo e, ajoelhando-se, de novo, no êxtase que o possuía, ouviu o Mestre que Lhe disse, bondoso:
“ - Se houvesses permanecido aqui, eu teria fugido.”

Assim, de nossa parte, dentro do ministério que hoje nos cabe, não nos é lícito desertar da luta e sim cooperar, dentro dela, para a vitória do Sumo Bem.

É irmão nas dores,
é consolo na solidão,
é ponte de graça,
é como um bálsamo, enviado pelo Senhor nos dias bons e nos dias difíceis.


E quando o mundo pesa,
e as lágrimas parecem não ter fim,
esse amigo lembra:
“Cristo nunca te deixou, Ele sempre esteve em ti.

Quem ama renuncia, desce, se entrega,
lava os pés do irmão, não busca uma regra.
Maior não é quem sobe, mas quem desce a servir,
pois no Reino eterno é amando que se faz existir.


"Quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva."
(Mc 10:43)

Na minha hipocrisia Me achei melhor que meu irmão, Sem perceber a trave pesada Escondida em meu coração.
Vestido de aparência santa, Enquanto o orgulho crescia, Falava tanto sobre graça, Mas da graça me esquecia. miriamleal

Se ao traidor deste amor, Se ao negador deste perdão, Quem sou eu para negar graça Ao irmão que estende a mão?
miriamleal

O filho pródigo voltou quebrantado, mas quem permaneceu do lado de fora da festa foi o irmão mais velho. O perdido entrou na casa; o religioso permaneceu distante do coração do Pai.

O filho pródigo estava perdido longe de casa. O irmão mais velho estava perdido dentro de casa.
O mais novo conhecia o peso do pecado. O mais velho conhecia o peso do orgulho.

O irmão mais velho revela que o orgulho religioso pode ser tão destrutivo quanto o pecado escancarado. Um estava preso pelos seus erros; o outro, pela sua justiça própria.

A parábola termina sem dizer se o irmão mais velho entrou na festa. Jesus deixa o final em aberto porque a pergunta é dirigida a cada um de nós:
Estamos felizes quando Deus restaura vidas, ou ainda nos incomodamos quando a graça alcança aqueles que julgávamos indignos?

Há quem diga ser irmão, mas se incomode quando percebe que a minha dor não conseguiu me afastar de Deus.

Quem realmente compreende a graça não olha para o irmão como; um coitado ainda caído , como alguém inferior ou indigno de restauração.
Olha e diz:
Se ele precisa da graça, eu também preciso.

⁠Paz, na terra boa vontade aos homens de bom coração, fogem da guerra e não matam um irmão.
Como é triste saber que tornou-se comum, tirar a vida de um ser da espécie humana, que a cada instante, mostra-se extinta...
Sei, que um dia, tudo isto terá fim, ou, o fim de tudo isto, é não mais a gente existir.
Paz, na terra, boa vontatade aos homens, de bom coração....

"Faça com que o seu sorriso desperte a alegria de viver em paz ao seu irmão!"




Otávio ABernardes


Itumbiara, 1 de maio de 2026.