Saudade Tio

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Eu na madruga


daquilo que não passou, o que fica?
A saudade tem várias facetas. Às vezes várias faces.
Minha maior saudade é daquilo que não vivenciei, por mais paradoxal que isso soe.
Aquilo que fica guardado na memória pode ser resgatado, digamos que revivido com uma intensidade menor do que a vivência original.
Mas e aquilo que não foi registrado, que não foi vivido? E que não tem possibilidade alguma de se efetivar? Sim, estou pensando em quem partiu sem um adeus, sem despedida, sem um tchauzinho.
A morte é mesmo um mistério. Assim como a vida também o é.
As lágrimas vêm para purificar a alma, para abrir espaço para a leveza, para fazer vir a tona aquelas boas lembranças que estão nos detalhes mínimos, em algumas circunstâncias, nas cores, nos cheiros, nas semelhanças ou nos contrastes, enfim em quase tudo tem um pouco daquilo que ficou para trás. Essa sensação é indescritível. É um misto de valeu a pena com gostinho de quero mais.
Mas a interrupção sem aviso prévio deixou irrealizável o que estava por vir. E, novamente, a saudade não é do que ficou para trás, mas daquilo que não aconteceu.
A saudade também tem nome. E endereço fixo: coração e alma de quem a sente.

E a vida vai passando. O tempo não poupa nada, nem ninguém.
Tem gente guardando emoções para sabe-se lá quando sem perceber que esse tempo pode não chegar.
Fazer agora o que poderia ser feito depois não é burrice. Num piscar de olhos tudo pode se transformar em saudade. E aí, meus caros... ah aí a saudade do que não aconteceu pode vir e a gente só vai poder ficar com a clássica pergunta "como teria sido se?".

Como falei nostalgia saudade dogma o vazio que só pode ser preenchido pela presença do Espírito Santo.

Saudade
Se a saudade tivesse nome?
Seria o seu!
Se a saudade tivesse cheiro?
Seria o seu!
Se a saudade tivesse histórias?
Seriam as suas!
Se a saudade tivesse exemplo?
Seria você!
Se a saudade fosse uma pessoa?
Seria Pai!
Nunca soube definir saudade, até você se tornar ela!

A saudade me falta o ar,
chega mansa… e faz doer.
Se eu pudesse voltar no tempo,
era só pra te ver.

A saudade vai e vem…
as memórias ficam.
Entre sorrisos e lágrimas,
é assim que tudo se resume.

Você pode perceber a importância de um momento sem que ele se torne saudade. Adeus não é a única forma de se despedir. Tem outras maneiras de dizer adeus, substituindo por um "até logo". Porque eu sei, eu sei que você voltará a mim. E não a nada que acabe com o amor entre duas pessoas, ainda que prevaleça.

Diérese
A saudade é um ditongo
na gramática eu constato.
Mas faltando-me a sílaba
a transformo em hiato.






De José Alberto Lopes

Você levou meus sentimentos e só me deixou a saudade.

Saudade...
Que saudade bonita
Dos anos de juventude
Das baladas nas casas dos amigos
Dos sorrisos genuínos
Da liberdade e do sonho
Do primeiro beijo...
Nas névoas do passado
Minhas memórias me aconchegam
Ah que felicidade... era destemida,
De sofrimento não sabia
De peito aberto encarava a vida,
Sou resultado das minhas escolhas
Umas boas outras não sábias,
Mas sou o que sou
E agradeço ao Criador...
Cada dia uma nova oportunidade
Pois a vida é uma raridade
E deve ser valorizada...
Cada respirar é uma dádiva
Pois cada momento pode ser o último
E um dia seremos lembranças...
Que essa lembrança seja boa
E desperte sorrisos nas pessoas!

Você é a pessoa certa!


Sabe quando a saudade aperta
e o peito vira prova, não dúvida?
É prova social do coração: todo mundo procura,
mas só nós dois encontramos.


Você é a pessoa certa.
Não dessas que passam.
Dessas que ficam.
E eu torço, escolho e protejo para que permaneça fiel,
porque escassez mora no fato de que alguém como você
não se acha duas vezes na vida.


Eu antecipo um futuro grandioso.
Consigo ver a cena: nós dois rindo de bobeira,
vencendo juntos, colhendo o que hoje é semente.
Isso é visualização. É compromisso com o amanhã.
Não é sorte. É decisão.


Então reciprocidade: eu te entrego meu cuidado,
minha lealdade, meu tempo inteiro.
E autoridade eu dou ao que sinto,
porque esse amor sabe onde quer chegar.


Saiba que é isso que desejo à nossa história, meu amor:
pertencimento sem medo, consistência sem jogo,
urgência de viver tudo agora,
porque o grandioso já começou
no instante em que eu te escolhi.

Se fosse tão fácil, não seria amor.


Se fosse distante, faria saudade
e se não houvesse, seria indiferença.
Meu peito não doeria e nem sequer iria lembrar;
da sua voz, do seu cheiro
do teu rancor e egoísmo de corpo inteiro.


Então eu grito,
por não te conhecer, por tudo aquilo que está a doer
pelas vozes que estão a dizer
"me deixe, não suporto mais você".


Não sei amar sem me esgotar,
não sei te olhar sem me comparar,
não sei te dizer sem querer morrer,
E isso só mostra o quanto nós não devemos ser.


Mas eu amo,
amo o jeito que me olha
o jeito que me abraça
o jeito que sempre disfarça,
por favor, não esqueça de mim quando amanhecer. Eu grito.

⁠Às vezes fico com saudade
De momentos que eu ainda não vivi
Às vezes peco na vontade
De sentimentos que eu ainda não senti

Te vejo nas paredes dos hotéis
Eu vivo interpretando papéis
Às vezes não sei mais quem sou
Me deu vontade de voltar

Pois eu sei, que você quer viver comigo outra vez
Que você quer viver ao lado meu, até a luz do sol se apagar

⁠Se o coração ainda queima de saudade
É porque o incêndio foi mal apagado.

“A saudade é uma das manifestações do desejo. E assim como este, ela não é falta, é produção.”
(Aparecido Galindo)

Saudade é a falta, a fome, a sede;
A vontade do que não se tem
É o que ficou do que um dia se teve

O Tempo de Agora

Não olhes para trás com pesar ou saudade,
o que passou já escreveu sua história.
Guarda no peito apenas a verdade,
o amor que ficou e a tua memória.

O que foi dor, serve como aprendizado,
mas não deixes que te prenda ou te impeça.
Liberta o que já não está ao teu lado,
o mal se desfaz, o bem permaneça.

Quem partiu deixou sua marca e lição,
seja doce ou amarga, ficou lá atrás.
Hojo tu segues com fé no coração,
fazendo do presente a tua paz.

Tens em tuas mãos o poder da mudança,
a força que vence qualquer batalha.
Crê em Deus, crê em ti, mantém a esperança,
que o futuro se tece com o que hoje trabalha.

Vive intensamente esse momento,
sorrir, amar e florescer.
O mundo responde ao teu sentimento,
e a felicidade... já está em você.

Ahhh Saudade


Saudade não é apenas palavra,
é um estado que habita o peito,
um silêncio que fala alto
mesmo quando tudo parece perfeito.
É brisa leve que às vezes passa,
mas também pode ser tempestade,
transitória como nuvem no céu
ou eterna como a própria verdade.
Carrega em si uma dor estranha,
daquelas que não ferem só — transformam,
e no fundo desse aperto doce
há lembranças que aquecem e confortam.
Poetas tentam traduzi-la em versos,
apaixonados a sentem sem medida,
pois a saudade é esse elo invisível
que liga ausência e presença na vida.
E o melhor dela… ah, o melhor momento,
é quando o reencontro acontece enfim:
explode no peito como festa viva,
fogos no coração sem ter fim.
Um turbilhão de sentidos confusos,
um sentir que não cabe em explicação,
é a alma sorrindo por dentro
quando encontra o que ama o coração.
Atila Negri

Quando falei de saudade,
não era de um tempo qualquer,
nem de um instante perdido —
era de alguém especial.
A pessoa mais linda que já conheci,
não apenas no rosto,
mas na essência que não se explica:
alma pura,
coração iluminado,
luz que não se apaga.
Há em teu olhar
um brilho que me atravessa,
que derrete o meu eu,
desfaz minhas defesas
e me reconstrói em silêncio.
A saudade…
ah, essa companheira discreta,
é paciente como o amor.
Ela não grita — ela espera.
Espera como a finitude da vida
contrasta com a eternidade do espírito,
sabendo que o que é verdadeiro
não se perde no tempo.
Teu doce sorriso
preenche vazios antigos,
lugares em mim
que eu nem sabia que existiam.
E ainda assim,
a espera…
essa espera inquieta,
me faz sentir, a cada minuto,
a saudade crescer.
E eu sigo,
entre o agora e o porvir,
esperando por você —
como quem sabe
que o amor verdadeiro
sempre encontra o caminho de volta.
Atila Negri

Ah, o Amargor

Ah, o amargor…
Saudade da doçura
de um sorriso sincero,
da felicidade que um dia foi pura.

Te quero — tanto —
que já não importa a idade,
nem o tempo que leve
pra reencontrar essa verdade.

Qual idade eu preciso alcançar
pra sentir tudo novamente?
Eu já senti o amor…
e hoje carrego o amargo presente.

Matei cedo demais
o que era vida em mim,
um amor tão inteiro
que não merecia ter fim.

Sou juiz e sou réu,
culpado, confesso — condenado,
crimes contra quem mais amo,
um coração que deixei marcado.

E pago, dia após dia,
com o gosto amargo da culpa,
com o peso do autoengano
que a alma nunca oculta.

Ah, o amargor nos meus lábios
toda vez que lembro de você,
de cada gesto, cada expressão…
e de tudo que deixei morrer.

Falei de sorriso — mas não me escondo:
não sou vítima dessa dor,
fui eu quem apagou o primeiro brilho
dos olhos do meu grande amor.

Ingênuo… não soube amar.
Hoje você segue, com outro alguém,
e eu só espero, em silêncio,
que nunca sinta o que eu sinto também.

Que não prove esse amargor,
essa saudade que não tem fim,
do seu “bom dia” perdido no tempo…
e de tudo que restou em mim.

Assinado:
Seu grande amor.

Raphael Bragagnolle

O Rastro do que se Apagou


E se, por um lapso de saudade, você for me procurar,
Não olhe para o agora, pois o agora é só vazio.
Tente me achar no ontem, onde eu costumava estar,
Antes de o meu sangue se tornar esse gelo frio.
Ou procure em um campo de pedras, sob o peso de um nome,
Em uma lápide muda que guarda o meu silêncio final.
Minha morte não faz diferença, o tempo a consome, Seja ela um fato concreto ou um naufrágio mental.
Se você sentir o remorso ou o corte de uma perda,
Saiba que o eco do seu choro não me alcança mais.
Não adianta o grito, nem a lágrima que se herda,
De quem já atravessou a fronteira de todas as pazes.
Vivi uma vida que foi apenas um sopro de mentiras, Um palco de hipocrisia onde encenei meu próprio papel.
As verdades que tive se perderam em antigas piras,
E o gosto do que foi real hoje é apenas fel.
Foi há tanto tempo que a memória se tornou um deserto,
Onde nem eu mesmo me reconheço ou sei quem fui.
O que era verdadeiro hoje é incerto e deserto,
E a alma, enfim, para o nada, livremente flui.