Saudade que eu Gosto de ter

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CAPÍTULO XX
A NOITE NUPCIAL DA CONSCIÊNCIA.
Do Livro: Não Há Arco-íris No Meu Porão.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
A noite não chegou como ameaça
veio como véu.
Camille não a esperou
apenas ficou
e o escuro reconheceu nela aquilo que sempre foi seu.
Não houve testemunhas
pois toda união verdadeira acontece fora do mundo
a consciência não pediu permissão à razão
nem explicou-se à memória
ela apenas desceu até onde não havia mais nome.
O porão tornou-se câmara nupcial
não de carne mas de sentido
ali a sombra não foi negada
foi acolhida
como quem recebe enfim o rosto que sustentou a vida inteira.
Camille não lutou contra si
pois já sabia
toda guerra interior é atraso
a maturidade começa quando o eu depõe as armas
e consente em ser inteiro”
“Nessa noite não houve promessa
porque prometer é ainda temer
houve entrega
e na entrega a consciência deixou de se fragmentar
o que era dor tornou-se forma
o que era medo tornou-se escuta.
A sombra não lhe pediu absolvição
pediu presença.
Camille respondeu ficando
e ao ficar selou a união
não com palavras
mas com silêncio suficiente para sustentar o real.
Desde então ela não busca luz
pois a luz que se busca cansa
ela carrega dentro de si o escuro reconciliado
e caminha
não para fora
mas a partir do centro.
E assim a noite nupcial não termina
pois tudo o que é verdadeiro continua
e aquele que ousa unir-se a si mesmo
ergue no íntimo um reino que não desmorona jamais.

Inserida por marcelo_monteiro_4

Saudades quem é que não tem, somente quem nunca soube querer bem.
Roberto Freire

Inserida por NayaneQueiroz

A morte assim como vida, é uma breve passagem, um piscar de olhos, uma aventura, um resquício de saudade, uma libertação.

Inserida por Rita1602

Mudança de Mim...

⁠Vou deixar que o outono me agasalhe mesmo sabendo que o inverno se instalou dentro de mim. Tudo lá fora parece perene, mas é efêmero. As folhas caem cobrindo a terra seca e meu pranto alaga as incertezas. Em meio a fraqueza de toda a intensão, gera em mim um lado terno. Um lado desconhecido, romântico e ao mesmo tempo dramático. Abro a janela e lá fora é outono. Abro a minha janela e aqui dentro o inverno continua rigoroso. Um inverno escondido entre a manta da saudade e a real intensão do momento. Faz muito frio. Um frio congelante e cheio de provocações. Logo a primavera baterá na porta. Talvez, eu abra e deixe a realidade instigante me alimentar ou apenas me encolherei entre os prantos e a deixarei ir embora. Assim, o inverno permanecerá para sempre e a primavera esmorecerá.
Viver entre a dúvida e a certeza, não haverá mudanças. Não de casa, nem de móveis, mas de mim.
Rita Padoin

Inserida por Rita1602

⁠Sinal do Universo


Pedi ao Universo um sinal. Apenas um sinal. Um só. Mesmo que fosse fraquinho. Pequeno. Nebuloso. Um resquício de poeira. Seria apenas um único sinal, mas o único emitido foi o silêncio. Um silêncio sepulcral. Como se a morte tivesse passado e levado para o submundo todas as palavras. Foi tão intenso e tão triste, que senti como se um raio tivesse atravessado o meu peito e rasgado a minha única esperança. A única saída foi me encolher.

Abracei a saudade tão apertado, tão apertado, que quase sufoquei-a. Caminhamos em direção ao nada e percebi a esperança me esperando do outro lado da ponte. Atravessei-a calmamente sem tirar os olhos dela. Ao nos encontrarmos, nos abraçamos e percebi que tínhamos muita coisa em comum. Ela pegou na minha mão e seguimos caladas sem pretensão de chegar em algum lugar. Queríamos sentir apenas o frescor do vento daquela manhã de fim de verão.

Durante nossa caminhada silenciosa entendi que a esperança vem do substantivo “esperar”. Esperar o tempo certo. Esperar que as coisas se alinhem. Esperar que dará tudo certo. Esperar que a conexão se encaixe e se torne uma só. Esperar que a vida se encarregue de fazer acontecer no momento que tiver que acontecer.

Inserida por Rita1602

⁠A Felicidade

A felicidade está no jeito simples de se viver. No riso torto, mas que consegue dizer tudo. Na primavera com sua elegância. Na simplicidade das flores coloridas e perfumadas. No abraço de alguém que gostamos. Naquela saudade apertada, mas que não machuca.

O tempo passa rápido e se não aproveitarmos aquilo que ela nos oferece, deixamos a felicidade ir embora. E nesses caminhos traçados, a felicidade não para. Ela segue sem olhar para trás. Estamos sempre buscando e não percebemos que ela está do nosso lado diariamente.

Inserida por Rita1602

⁠Título: "Se Ela Não Me Liga"

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Intro
*(Teclado marcante e batida suave, entrando o ritmo de arrocha)*
Yeah… É saudade demais, minha vida sem você não tem paz.
Liga pra mim, meu amor, tô te esperando.

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Verso 1
Já faz um tempo que eu não vejo seu sorriso,
E o meu coração tá perdido no prejuízo.
No silêncio do quarto, a saudade grita,
Eu espero a sua voz, mas o telefone não vibra.

Tantas promessas que a gente jurou cumprir,
Mas agora o amor parece querer partir.
Como é que algo tão bonito pode se acabar?
Se você ainda mora no meu olhar.

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Refrão
Pra mim não importa se é uma liga ou duas liga,
Se ela não me liga, meu mundo desliga.
Tô pedindo, meu amor, volta a me chamar,
Liga pra mim, não deixa o amor acabar.

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Verso 2
Cada mensagem que eu mando, você ignora,
E meu coração acelera a cada hora.
O tempo passa, mas não leva essa dor,
O que custa atender e me falar do amor?

Eu lembro da gente, dos nossos planos,
Tantas risadas, tantos beijos insanos.
Não apaga tudo, me dá uma chance,
Liga pra mim, me tira desse transe.

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Refrão
Pra mim não importa se é uma liga ou duas liga,
Se ela não me liga, meu mundo desliga.
Tô pedindo, meu amor, volta a me chamar,
Liga pra mim, não deixa o amor acabar.

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Ponte
*(Melodia mais leve, emocionante)*

Inserida por AndersonS

⁠Da casa
Morei numa casa,
Feita de cal, madeira e planta.
Tinha facho de velas,
E raios numa porta debruçados.
Minha mãe nos ensinava,
A fazer um pão chamado sonho.
Por vezes tínhamos que fermentar com mais vigor.
Mas por fervor ou insistência, crescia.
Nessa casa se contavam estórias.
Como a luz que ficou presa na sombra,
Até que o vento a libertasse.
Ou da lagoa que desaguava no mar,
Porque ele por ela estava encantado.
Tinha uma que ninguém entendia.
Revelar-se-ia mais tarde na travessia.
Era de uma voz que somente se ouvia,
No agudo silenciar, tomado na profundeza.
A casa inda lá continua.
Minha mãe ajuntou-se noutro tempo.
Só agora, enxertado de silenciamentos, aquela voz ecoa.
Abre-se na boca do menino que se avizinhou da saudade.
Carlos Daniel Dojja
In Poemas para Crianças Crescidas

Inserida por carlosdanieldojja

⁠Poetamento

Meu simples poetamento, pouco explica em seu rumar.
Faz parte dessas ruelas que sempre surgem,
Como meus pequenos passos a marear.
Insinuando trilhas, avistando mapas, a orbitar.

As palavras servidas, além do que, tanto perguntam.
Como guardar o beijo que será efervescido?
Como carregar os pedaços dos que nos faltam?
Como desalumiar os pirilampos da saudade?

Meu palavrear não tem controle de custos.
Pode arquejar no tempo, não estar imune,
Ficar laçando luares, impávido escapulindo.
Querendo partilhar em si, fugaz raio da vivência.

Minha confabulação desmerece acanhamento.
Anda indócil, quase sempre nua, a entregar-se a um riso.
E quando eu pouco me descompasso, num alvoroço,
Sem qualquer anúncio, faz surgir estelares num pingo d’água.

Carlos Daniel Dojja

Inserida por carlosdanieldojja

⁠QUANDO TE SONHO

Quando me aposso da noite do sonho,
Os pés do mar correm em ondas,
E querem se aformosear em teus passos.
Tornam-se seixos encravados em tua espera.

Na terra os braços do vento te acariciam.
Matizam-se de cores para ornar teu ventre.
Tua boca me incita,
Ao não desver o querer imaginado.

Não desperto. Cubro-me de ousadia.
Continuo te inventando,
Antes que desenleie o dia da saudade,
Entre uma e outra possível eternidade.

Inserida por carlosdanieldojja

⁠Comentário sobre a Língua Portuguesa:

Em nossa língua oração é construída ao verbo.

O sujeito está então sentenciado.

Numa conjunção de tempos passados, presentes e futuros,

Onde se mesclam adjetivos e a vírgula fica ao lado.

Mas eu confesso que busco os substantivos, sem desprezar os predicados.

E quando me ponho a tecer frases exclamativas ou declarativas,
vem-me as imperativas, a interrogar-me sobre as optativas que se depreendem na singularidade.

Faço oração para encontrar o sujeito absoluto em sua simplicidade.

Aprendi assim à oxítona amar e a expressão única da saudade.

Inserida por carlosdanieldojja

Oh Niterói !
És para mim
um amor que não se corrói
e tens o perfume do jasmim
nesse meu poetizar.
Oh Niterói !
Quando longe do seu mar...
a saudade só me dói.

Inserida por MiriamDaCosta

⁠Eu sinto saudades
daquele tempo
em que eu lambia
a colher de pau
com resquícios
da massa de bolo...

Eu sinto carência
de uma fatia
do bolo da infância
que ficou alí
apagada no sopro de
um desejo infantil...

Mas...
eu ainda sinto viva
a presença daquela menina
acanhada
que brincava de escrever versinhos perfumados de meiguice...
Ela sobrevive em mim!...
✍©️ @MiriamDaCosta

#EscrituraCriativa #Poesia #Versos #Pensamentos

Inserida por MiriamDaCosta

⁠Só no "sapatinho". Colocando a máscara ao sair. São João sendo respeitada a distância social. Saudade dos abraços calorosos. Dos beijos e cheiros. Estar próxima as pessoas não tem preço!

(lembrança no facebook, 2020)

Inserida por emiliaboto

⁠Hoje ao passar numa rua vi uma moça com uma criança bem novinha nos braços. Eu disse a mim mesma que um dia eu também tive um filho assim em meus braços. Essa saudade mareou meus olhos.

Inserida por emiliaboto

⁠Ei, moço (a)!
Sobre a vida, vou falar...
Apresse-se, porque ela
não passa devagar!
Sua efemeridade assusta,
Intriga e nos faz pensar...
Vai logo, curta a paisagem
e aceite essa transitoriedade.
O que sabemos
é que nada levaremos...
Só restará a SAUDADE!

Inserida por girle_nunes

⁠E, no momento da despedida,
a emoção tomou
contada razão...
o silêncio pairou no ar...
os olhos marejaram...
só saiu,
bem baixinho,
a frase:
"ESTOU COM SAUDADE!

Inserida por girle_nunes

⁠DEPOIS DA CURVA, HÁ UM RIO

Pouco importa o sol ardente,
O rosto molhado e a garganta seca;

Pouco importa a poeira da estrada,
Os pés descalços e as pedras no caminho;

Pouco importa o andamento sem fim,
As pernas cansadas e o quase parar;

Pouco importa as quedas sofridas,
Os laços desfeitos e o tempo perdido;

Pouco importa o pensamento distante,
A saudade no peito e a incerteza constante;

Pouco importa se a vida é dura,
Os sonhos são muitos e o tempo é pouco;

Depois da curva, há um rio.


Inserida por chicogente

⁠Após longos anos de ausência, perguntei ao meu velho avô:
- O que aconteceu por aqui? Por que nossos campos já não são mais belos?
Com a mesma simplicidade de sempre, ele respondeu-me, sem demonstrar qualquer espanto:
- Não houve nada, meu filho. Foi você que cresceu tanto, que já nem consegue mais ver as coisas que antes sentia.

Inserida por chicogente

⁠Apetite de Amanhãs

Deus, em sua eternidade, não precisa de lembranças;
Nós é que forçamos o recordar.
O tempo, esse sábio que a tudo cura,
Desenha as marcas de quem somos.
Não há ferida que ele não toque,
E não há memória que ele não visite.
A conferência da saudade não nos deu a dádiva do esquecer.
No ensaio da solidão, guardo algumas dores enquanto ofereço sorrisos.
A saudade vem nostalgiar,
Recorda até as desnecessidades.
Bendito seja o inventor da memória,
Que nos dá o poder de reviver os dias,
De devotar a delicadeza
E discernir que a esperança é diferente da espera.
Olho para o passado, sim,
Mas tenho apetite de amanhãs.

Inserida por Epifaniasurbanas