Saudade de Filho que Estuda Fora
Eles & Eu
Não tinha assistido Gonzaga – De Pai pra Filho.
Assisti hoje e achei esplendido!
Primeiro porque realmente é comovente. Segundo porque tenho certeza que não fui à única que se identificou com o papel de Pai e Filho (a). Terceiro pelas raízes.
O terceiro motivo mexeu muito. Remeteu-me ao passado e no meu relacionamento de Avô e Neta.
Como adorava sentar com meu Avohai na sala da casa dele, ele pegar o toca fitas igualzinho o que aparece no filme e colocar uma fita K7 e a gente ouvir juntos.
Concentrava-me naquelas letras tristes, mas carregadas de esperança. A letra da música Triste Partida sempre me fazia chorar.
Hoje vendo o filme foi muito legal ver a história mesmo, de onde saiu algumas canções como Respeita Januário, sempre achei engraçada essa.
Estou aqui pensando com minhas recordações, como dentro de tamanha simplicidade meu avô me educou a ter um bom ouvido para as letras interessantes. Tá aí a minha chatice para letra com conteúdo.
Acho que essa experiência me ensinou que a música é além de um embalo, é VIDA! É significado, pra alegrias e tristezas... E ninguém melhor que o Rei do Baião, que nos soube passar tão bem isso tudo com tamanha delicadeza.
Hoje está fazendo 25 anos que ele se foi, deixando um grande legado a música nordestina, músicas essas que embalam multidões e grupos de forró até nossa atual geração e serão eternizadas sem dúvidas!
Quanto ao meu Avohai, ando pensando nele demais nos últimos tempos, sonhei com ele esta semana, e hoje novamente me remeti a ele... E creio que esse é o significado da morte, do ciclo que se finda. Lembranças tão gostosa, lembro-me do sorriso dele, o orgulho de me ter ao lado apreciando, do hálito dele, do clic do botão pra iniciar, o clic pra virar a fita K7 e o clic que finalizava, até o próximo momento.
Sei que sou a neta privilegiada de ter vivido isso com ele, e me orgulho muito desse imenso e intenso AMOR!
Saudades eternas do Meu avô e pai!
Memórias eternas do grande Luís Gonzaga!
02/08/2014 – Juliana Fernandes.
Até esqueço a distancia entre você e o caminho a ser percorrido, caminho que me leva até você, caminho que me faz viver!.
Tão longe!
Tão distancia!
Mas não me sai dos pensamentos nem por um instante.
Tão longe!
Tão distante!
Não importa a distância, durante toda a sua vida as estrelas se aquecem por dentro antes de aquecer os outros.
Uma mãe só reconhece que uma mãe pode amar um filho
mais que o outro é quando ela ver o seu filho criando o seus netos.
Não sei se terei tempo de realizar todos os sonhos,não sei se terei tempo de ter filhos e acompanha-los ao parque,não sei muito...Porém não me preocupo,o tempo que vivo nessa terra é para a glória daquEle que me criou e quando Ele voltar pra mim estarei feliz tendo ou não realizado meus projetos aqui. O meu maior alvo é o céu, é encontrar e abraça o meu Cristo e adorar o meu Deus! Então mesmo que não realize todos meus sonhos aqui o maior será realizado => Vê-lo face a face!
Sou marginal da vida
Filho de dois loucos que deram certo
Projeto mal feito que ainda vive
Em meio aos torvos desta geração
Sou máquina de escrever sem algumas teclas
Ando curvo com a coluna ereta
Filho de deus
Corrompido pelo pecado
Sou dívida que não se paga com dinheiro
Suspiro frente à nefasta morte
Que ávida me espera
Mas ainda não me alcança
Salto o abismo sem asas
Não voo, mas sei nadar
Se me afogar foi de tristeza
Por não entender o que é amar.
Você já levou seus filhos ao boliche?
Se ainda não levou, não sabe o que está perdendo!
Quando os meus nasceram, ouvia dizer para aproveitar, pois seria o melhor tempo como pai enquanto fossem bebezinhos.
Uns amigos diziam que quando começassem a andar, seriam terríveis, iriam mexer em tudo, colocar os dedos em tomadas, comer pedras, esconder-se dentro de armários, e outros que tais.
Pois fizeram tudo isso e um pouco mais, mas foi algo maravilhoso.
Começaram a andar, então outros aconselhavam a “curti-los” enquanto ainda eram pequenos e aceitavam andar de mãos dadas com os pais, pois quando crescessem mais um pouco, “báu báu”, não iriam querer ter um babá por perto, iriam, sim, subir em armários, pendurar-se em varal, colocar as mão em liquidificadores, fazer teste elétrico com pilhas, fugir de casa, andar em trilhos de trem, entre outras ideias engenhosas.
Pois cresceram mais e fomos ao cinema, fomos às piscinas da vida, aqui e acolá, trabalhamos juntos algumas vezes, muitas outras dormiram em meu colo, na volta pra casa. Já jovenzinhos, mas ainda crianças, gostavam de ouvir, antes de dormir, minhas histórias e minhas estórias.
Apresentei a eles João Valjean, de Victor Hugo, e falei de sua incrível aventura, fugindo, por uma vida inteira do terrível Javert; falei do Cristo e dos apóstolos, e da importância deles para a Humanidade; falei do bandido que salvou uma aranha e, no purgatório, quase foi salvo por ela; falei da fé de Jó e da importância da oração, sobre José do Egito; contei-lhes estórias mil sobre o homem que calculava, sobre os Reis Magos, sobre as bruxas da Floresta Negra, sobre Davi e Golias; falei a eles sobre meu querido amigo Armando Raucci, e contei-lhes histórias e estórias de meu pai, das coisas que ele me contava...
Adormeciam e acordavam, a cada dia mais mocinhos e donos do próprio querer. Afinal o caminho deles seria único, e a escolha do caminho também seria única...
Então, ouvia de terceiros: “Aproveita agora, pois logo batem as asas e "adeus quimera", só terão tempo para as namoradas e para os "da idade deles", irão experimentar as “delícias” do mundo que existe além- muros.
Pois cresceram, tornaram-se homens feitos! A vida lhes está ensinando, na prática, o que só tive tempo para lhes ensinar na teoria, em meus contos, que procurei rechear com o meu mais puro afeto, com meu mais intenso amor. Uns, parte de minha experiência viva, outros parte de minha imaginação e da imaginação de outrem.
Penso que, pelo menos, eles têm uma indicação do caminho. Carregam, no embornal de viajantes universais, algumas plaquetas indicativas que, espero, lhes conduzirá ao porto seguro.
Ouço agora que, casados e voltados para o dia-a-dia, não terão paciência para conversas do passado, que o papo será outro, que o trabalho, as esposas, filhos e amigos lhes roubarão todo o tempo.
Faço ouvidos moucos e os convido para almoçar, jantar, ir ao cinema, ao shopping, ao aeroporto, e ao boliche.
Se você não levou seus filhos ao boliche, leve! Não deixe passar em branco esta parte tão importante na vida de uma mãe ou de um pai.
Entre uma "bola na canaleta" e um "strike", encontramos tempo para uma conversa, para falarmos um com o outro e um ao outro. Concordamos, discordamos, discutimos, reclamamos, e trocamos nossas alegrias e tristezas.
Como o espaço é pequeno, aprendemos a ficar próximos e dividir nossas limitações. Temos tempo para sermos humanos, para descobrir que, por melhor que estejamos, sempre uma "canaleta" nos espera e, por pior que sejamos, sempre haverá um "strike" para comemorarmos, nos mostrando que a humildade e a paciência nos torna, também, vitoriosos.
A alegria contagiante das pessoas trocando abraços, saltando, gritando, comemorando, expressando a amizade e o amor fraterno, nos empurra para isso.
Como ficarmos chateados? Todos que ali estão são exemplos vivos de erros e acertos, de "canaletas" e "strikes", são exemplos vivos de como é a vida, de como é a nossa vida! Aliás, nos mostra, na prática, que uma existência é feita muito mais de tentativas do que de acertos.
A maioria dos jogadores não consegue um “strike”, ou sequer fazer pontos, mas são felizes, são vitoriosos, voltam para seus lares realizados, gratos pela oportunidade de estarem ali, dividindo aquele momento. A vitória e a alegria são bens universais, pertencem a todos os Seres Humanos, sem exceção.
Nossos filhos sabem disso e constroem suas próprias histórias e estórias, como eu próprio construo as minhas.
Leve-os ao boliche! Todo dia é um bom dia.
Passatempo...
(Texto dedicado aos filhos Evandro, André e Renato Martins, às noras Tatiane e Daniela, às netas Júlia, Beatriz, Rafaela e Laura)
Eu não tenh ‘inda setenta, eles passam dos noventa
São mais velhos do que eu, vê se dá pra’acreditar
Ou se devo, eu não sei.
Já viveram muito mais, muito mais já viajaram
Já amaram muito mais, muito mais já se entregaram
Já sofreram outro tanto, mais ainda renunciaram
Eles passam dos noventa, e eu? Não cheguei ‘ind’ aos setenta!
Sei que ando devagar, eles correm, e muito mais
E percorrem mais o mundo, crescem mais, são bem maiores
Vitamina não lhes falta, e se mexem, se aborrecem
E reclamam, e proclamam, s’enrolam, e me enrolam
S’ enganam e me enganam, se descobrem e se amam
Se descobrem e m’ encobrem, s’ enobrecem e m’ esclarecem
É uma pena, sei que é, gostaria de andar junto
Mas são muito, muito e muito, mas são muito mais ligeiros
Não consegui ‘inda os setenta, eles passam dos noventa
E já foram mais além, logo chegam aos cento e tantos
Eu não sei se chego lá, a distância é muito grande
E eu ando devagar, eles não, são bem ligeiros
Com seus passos sete léguas, que, acredito, nem conheçam
Viram mundo, vão a fundo, são teimosos, atrevidos
Sempre‘ sempre decididos.
Com seus gostos descabidos, seus desejos divertidos
Que n‘entendo, eu confesso, mas compreendo, não censuro
Não critico, isso eu juro! Só constato, isso é fato
Que são muito verdadeiros, e deveras lisonjeiros
Mas são muito, muito e muito, são muito mais ligeiros
Eu demoro pros ‘ setenta
Eles logo, logo, logo, chegam fácil aos cento e tantos
Cento e trinta, e quarenta, e quem sabe, aos duzentos
Se acertarem o compasso, e andarem par-i-passo
Não sei não, eu não duvido, irão juntos, de mãos dadas
Conhecer outras paradas, descobrir outras histórias
Com os passos sete léguas, que o que é, já saberão
Mundo afora, vida adentro, sempre unidos, protegidos
Vão ouvir outros poetas, vão cantar outros cantores
Ser felizes, certamente!
Seguirão outras correntes, crescerão ainda mais
E serão bem mais contentes
Pois os frutos, mar adentro, pros’ que andam mais ligeiro
São macios, saborosos, nutritivos, mais gostosos
Não cheguei ‘inda aos setenta, eles passam dos cento e tantos
Sei que quando eu chegar lá, terão ido muito além
Como andam mais ligeiro, passarão fácil, bem fácil
Passarão é dos duzentos, pois são três, eu sou só um
Não cheguei ‘inda aos setenta, e eles foram muito além...
Dentro em pouco, bem pouquinho, terão passado dos cem!
Um senhor e seu filho
Eu preciso relatar uma cena que vi esta semana. Eu estava numa sala de espera, esperando para ser atendida pelo meu psiquiatra. Logo ao lado havia outra porta, onde uma psicóloga atendia um homem, na casa dos 30, talvez. Mesmo assim, ele já era calvo. Como o seu pai, sentado junto à mim na sala de espera, esperando pelo filho. Reparei, quando o homem saiu da sala e sentou-se junto ao pai na sala de espera, que sua mão tremia muito enquanto ele contava as notas de dinheiro. Fiquei um tanto assustada, mas claro que não deixei transparecer. Às vezes as pessoas parecem estranhas. Outras vezes, assustadoras. Acho que nesse caso foi as duas sugestões. Foi estranho pensar no que será que aquele homem disse àquela psicóloga. E foi assustador pensar no quanto ele sofre, e no quanto sofre mais ainda seu pai. E então, pensei que eu e ele estávamos praticamente no mesmo barco.
Hoje dia dos Pais!
Que estejam seus filhos presentes
Um alô dos filhos ausentes
Uma oração aos pais, no céu, reluzentes
Que a ternura esteja constante
Que o AMOR reine a todo instante
Que recebam dos filhos o abraço
Que Deus abençoe vossos passos!!!
mel - ((*_*))
Quanto mais o tempo passa e os dias se distanciam e tentem levar contigo às memórias que eu tenho de nós. Mais saudade eu sinto, virou rotina te imaginar ao meu lado, virou rotina mentir para eu mesmo dizendo que irá ficar tudo bem.
Mesmo que a distância seja grande...
Mesmo que seja impossível algo entre nós...
Mesmo que seja proibido o que sinto por você...
Continuarei te buscando...
Continuarei te amando eternamente.
Papais sejam presença na vida dos seus filhos para que eles não cresçam sem referência da figura paterna, que é muito importante na formação de um indivíduo. Acreditem, vcs são especiais!
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