Saudade de Filho que Estuda Fora
O conceito da Mente Padrão é uma falácia, que distancia se à cada informação e formação na linearidade. A sociedade contemporânea impõe um ritmo de produtividade e padrões de comunicação extremamente engessados segundo tradicionais e arcaicos conceitos. Afinal com o advento digital da internet, muita coisa mudou. O preconceito acontece quando a coletividade tenta forçar uma mente divergente a se encaixar nessa caixa padrão. O que gera a incompreensão revertida mesmo que inconscientemente em sentença e julgamento. Quando as pessoas não compreendem os comportamentos atípicos, a resposta social imediata costuma ser o não acolhimento, o isolamento do indivíduo ou a rotulação pejorativa.
Filhos e Filhas não são miniaturas de nos mesmo. Cada qual veio a está dimensão para fazerem suas próprias escolhas e seguir por seus caminhos. Cabe aos pais acolherem e respeitarem as diferenças minimizando com amor e carinho todos os conflitos e sentenças que a sociedade os esmagam cotidianamente sem consideração alguma. Quem soube criar com liberdade sabe eternamente amar. Nunca projete suas infindáveis ambições e sonhos nas vidas que não lhes pertence. Cada um é um terreno isolado, por mais que semearmos bem o fruto que desabrochará dele, não nos compete a divagação e a certeza mas sempre a bem aventurança por amor do que vive neles.
Dizem que o mundo tenta silenciar as mulheres, e que a jornada de criar um filho sozinha é um caminho solitário. Quem pensa assim só enxerga a superfície. Nunca cometa o erro de subestimar uma mãe solo decidida a crescer.Ela não carrega apenas o peso do presente. Ela carrega o combustível do futuro.Cada noite em claro, cada escolha difícil e cada gota de suor não são marcas de cansaço. São tijolos. Ela está construindo um império silencioso, onde a fundação é o amor e o teto é a liberdade. Ela sabe que as palavras ensinam, mas é o exemplo que arrasta.Por isso, ela não quer apenas vencer. Ela quer que a filha assista à sua vitória.Ela quer que a sua menina cresça sabendo que uma mulher não precisa de permissão para ser gigante. O maior legado que essa mãe vai deixar não é um bem material ou um sobrenome. É a certeza gravada na alma da filha de que, se o mundo fechar as portas, ela mesma terá a força necessária para derrubar as paredes.Subestimar essa mulher é esquecer que ela aprendeu a ser terra firme em meio à tempestade. E uma mãe que luta por sua filha não sabe o que significa desistir. Ela já venceu, antes mesmo do mundo notar.
"De todos os títulos dos quais o homem pode se orgulhar, o maior é ser chamado filho de Deus."
(João 1:12; Romanos 8:14-16; Gálatas 3:26; 1 João 3:1)
“Se você visse a dor no olhar de um filho, pensaria duas vezes antes de amar com prazo de validade.”
“Perguntam o que eu gosto de fazer no fim de semana… eu só preciso disso: minha esposa, meu filho e a paz de tê-los comigo.”
“Ele estava indo morrer… Mas não deixou o filho perceber. Porque às vezes, ser pai… é sorrir com um tiro engatilhado nas costas.”
“A distância não mede quilômetros, mede o quanto dói ver tudo o que você ama seguir vivendo sem você.”
"A grandeza de Deus não se mede pela distância que Ele guarda de nós, mas pela profundidade de Sua descida até Belém."
Eu sei que te magoei. Sei que estamos ambos atormentados por essa distância que nós mesmos criamos. Mas, sinceramente, o que mais podemos fazer além de admitir que somos melhores juntos?
Eu queria poder carregar o seu sorriso guardado dentro do meu coração como um amuleto. Nos dias ruins, é ele que me faria acreditar no amanhã; porque hoje, sem você, o presente é incerto e o futuro parece vazio.
Eu admito: você estava certa o tempo todo. Você acreditou em nós por tanto tempo, e eu demorei para entender o que estava em jogo. Eu estava errado, muito errado. E dói admitir que precisei ficar "completamente sem amor" para entender que você é o meu lar.
O que sou eu sem você? Apenas alguém perdido em noites longas e solitárias, procurando por você em cada pensamento. Se eu te ligasse agora, o que você diria? Eu não quero mais esperar. Não existe um jeito fácil de dizer isso, e cada dia que passa fica mais difícil, mas eu preciso que você saiba: eu quero que você volte e me leve para casa.
Por favor, não deixe que seja tarde demais. Eu não sou nada sem o seu amor.
A liberdade de viver com retidão traz paz à alma e fortalece o caráter, distanciando-se de tudo aquilo que coisifica e machuca o ser humano.
Dobramento desse mundo fascinante é que o pai vai falhar com o filho, assim o filho vai falhar com o pai, isso é um ciclo que se repete sempre.
Eu sei que te magoei e sei que essa distância que nós criamos está fazendo mal para os dois. Mas, sendo muito sincero, não faz sentido continuarmos assim quando está claro que somos muito melhores juntos.Eu queria ter a certeza do seu sorriso comigo todos os dias. Nos momentos difíceis, é a lembrança dele que me dá forças, porque hoje, longe de você, meus dias perderam o rumo e o futuro parece vazio.Preciso admitir: você estava certa o tempo todo. Você insistiu e acreditou na gente por muito tempo, e eu demorei demais para valorizar o que tínhamos. Eu errei feio. Dói reconhecer isso agora, mas precisei sentir a solidão de ficar sem o seu afeto para entender que o meu lugar é ao seu lado.Eu me sinto completamente perdido sem você, pensando na gente a cada minuto. Se eu te ligasse agora, o que você me diria? Eu não aguento mais esperar. Sei que não é um assunto fácil e a cada dia que passa fica mais difícil conversar, mas a verdade é que eu preciso que você volte para a minha vida.Por favor, não deixa o tempo passar a ponto de ser tarde demais. Eu não sou o mesmo sem o seu amor.
nossa liturgia.
Entre nós há uma distância
que nenhum mapa saberia medir,
porque não se mede em léguas
o que duas almas precisam conter
quando nasceram querendo se encontrar.
Há cidades entre nossos passos,
noites inteiras entre nossas mãos,
e uma espécie de silêncio
que aprendemos a chamar de prudência
para não chamar de paixão.
Tu sabe.
Eu sei.
E talvez seja justamente isso
o que torna tudo tão difícil
não há dúvida que nos salve,
nem inocência que nos proteja.
Há apenas essa certeza mútua,
quieta e quase cruel,
de que se fosse fácil,
nós já teríamos vivido tudo.
Porque há um amor reprimido
morando no intervalo das palavras,
um incêndio educado pela distância,
uma vontade que baixa os olhos
toda vez que o desejo ameaça dizer seu nome.
E quando penso em ti,
não penso somente no encontro.
Penso naquilo que viria depois dele
a demora dos dedos,
o repouso da cabeça junto ao peito,
o abraço que não teria pressa de acabar,
como se nossos corpos finalmente descobrissem
uma língua que a boca jamais aprendeu.
Talvez nossas mãos já se procurem
sem que saibam.
Talvez, em alguma noite distante,
quando o sono demora e o quarto se cala,
tu também imagine minha presença
chegando devagar,
como quem atravessa a escuridão
sem querer acordar a saudade.
E eu te imagino fazendo o mesmo.
Dois desejos separados por quilômetros,
dois corações fingindo serenidade,
duas vontades absurdamente próximas
vivendo em geografias diferentes.
É estranho amar assim.
Ter alguém tão perto do pensamento
e tão longe da pele.
Saber o caminho até os olhos,
mas não poder percorrê-lo.
Conhecer a curva do sorriso,
mas não poder guardar o rosto entre as mãos.
Querer dizer fica
quando tudo ao redor insiste em dizer longe.
E talvez seja por isso
que nosso amor pareça tão pequeno por fora
e tão imenso por dentro.
Porque aquilo que poderia ser vivido
precisa ser imaginado.
O beijo se torna hipótese.
O abraço, memória de um futuro.
O toque, uma espécie de oração
que ambos fazemos em silêncio.
Mas há uma coisa que a distância não conseguiu levar
a vontade.
Ela permanece.
Permanece quando conversamos,
quando nos despedimos,
quando fingimos que certas palavras
não carregam segundas intenções.
Permanece naquela fração de segundo
em que nossos olhos se encontram
e ninguém sabe muito bem
quem desviou primeiro.
E se um dia a distância ceder,
se o acaso for gentil conosco,
se as estradas finalmente resolverem
terminar no mesmo lugar,
não haverá muito o que explicar.
Talvez apenas silêncio.
Porque depois de tanto tempo
reprimindo o que sentimos,
o primeiro toque dirá tudo.
E haverá nos nossos corpos
a estranha familiaridade
de quem esperou demais
por algo que sempre soube reconhecer.
Então talvez descubriremos
que não era exagero,
nem carência,
nem fantasia.
Era somente amor
sem espaço suficiente para acontecer.
E quando houver espaço,
quando não houver mais quilômetros
entre a tua mão e a minha,
não haverá pressa.
Haverá fome de presença.
Haverá o abraço demorado
de quem finalmente pode tocar
aquilo que passou tanto tempo
amando de longe.
E talvez seja essa a nossa tragédia
não nos falta amor.
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