Saudade de Filho que Estuda Fora
Não há ato mais irresponsável do que transformar um filho em um eterno dependente e chamar isso de amor. Amor que poupa da disciplina não ama; enfraquece. Amor que livra das consequências não protege; incapacita. Amor que compra silêncio, evita conflitos e remove cada obstáculo não educa; domestica para a dependência. Pais assim não criam homens e mulheres livres, mas adultos que esperam ser sustentados financeiramente, emocionalmente e moralmente por alguém. Quando os pais já não estiverem presentes, esses filhos descobrirão, da forma mais cruel, que ninguém herda competência, caráter, responsabilidade ou maturidade. Tudo aquilo de que foram poupados na infância a vida cobrará na idade adulta, com uma diferença devastadora: a infância admite desculpas; a realidade, não. Educar não é facilitar a vida dos filhos. É impedir que eles se tornem incapazes de viver sem os pais. Quem não compreende essa diferença pode deixar patrimônio, imóveis e dinheiro, mas terá falhado na única herança que realmente importa: formar um ser humano capaz de permanecer de pé quando não houver mais nenhuma mão para segurá-lo.
Os pais costumam perguntar por que os filhos fracassaram. Poucos têm a coragem de perguntar onde fracassaram como pais. Toda infância poupada da disciplina, da responsabilidade e das consequências cobra seu preço na vida adulta. O filho apenas revela, com o tempo, a educação que recebeu. Quando um adulto não suporta um “não”, vive de desculpas, foge do esforço, transforma direitos em exigências e dependência em estilo de vida, dificilmente isso nasceu do acaso. Durante anos alguém confundiu amor com permissividade, proteção com omissão e cuidado com servidão. Educar nunca foi impedir o sofrimento; sempre foi preparar para enfrentá-lo. Pais que entregam conforto quando deveriam ensinar caráter podem deixar dinheiro, imóveis e heranças, mas, se não deixarem consciência, terão legado apenas uma vida sustentada por recursos e vazia de estrutura. A maior tragédia não é um filho que cai. É um filho que nunca aprendeu a ficar de pé porque alguém passou a vida inteira carregando-o.
Os pais que mais poupam os filhos costumam ser os mesmos que mais empobrecem o futuro deles. Poupam do esforço e colhem a preguiça. Poupam da disciplina e colhem a indisciplina. Poupam das consequências e colhem a irresponsabilidade. Poupam da frustração e colhem a revolta. Poupam da realidade e colhem adultos que vivem em guerra contra ela.
Toda vez que um pai faz pelo filho aquilo que o filho já deveria fazer por si mesmo, não demonstra amor; decreta uma pequena falência da educação. E falências morais não aparecem no extrato bancário, aparecem no caráter.
Há pais obcecados em deixar herança, mas completamente desinteressados em deixar herdeiros. Acumulam patrimônio enquanto desperdiçam princípios. Financiam confortos enquanto hipotecam consciências. Protegem o corpo dos filhos e abandonam a formação da alma.
No tribunal da vida, a sentença é implacável: a conta que os pais poupam na infância é a conta que os filhos pagarão na maturidade. Porque toda proteção que substitui a educação deixa de ser amor e passa a ser uma dívida. E dívidas educacionais não vencem no banco; vencem na consciência, na dignidade e na incapacidade de caminhar sem alguém empurrando por trás.
A mente produz pensamentos. O discernimento produz distância dos pensamentos. A consciência permite enxergá-los. A escolha define quais merecem tornar-se ação. E o protagonismo nos responsabiliza por aquilo que fazemos com eles.
Eu Amo a Jesus
Eu amo a Jesus, meu Salvador,
O Filho amado, eterno e verdadeiro,
Nele encontrei a fonte desse amor,
Que transforma o coração por inteiro.
Ele é o Verbo que se fez humano,
A Luz que vence a noite e o temor,
O Pão da Vida, o Deus soberano,
O Caminho, a Verdade e o Amor.
Ele é a Estrela que anuncia o dia,
O Sol da Justiça a resplandecer,
A esperança que renova a alegria,
A voz que chama o homem a viver.
Ele é o Bom Pastor que me conduz,
Conhece cada passo e cada dor,
E quando a caminhada perde a luz,
Sua presença me envolve em amor.
Ele é a Videira, eu sou Seu ramo,
Nele encontro força para florescer,
Por isso, com minha alma, eu proclamo:
Sem Sua graça eu não posso viver.
Ele é a Ressurreição e a Vida,
Aquele que venceu a própria morte,
A mão que alcança a alma ferida,
E transforma a fraqueza em nova sorte.
Ele é o Grande Eu Sou, o Deus eterno,
Maravilhoso, Conselheiro e fiel,
Príncipe da Paz, abrigo no inverno,
A esperança que nos aponta para o céu.
Quando o mundo oferece desespero,
Jesus me ensina a confiar e prosseguir;
Quando tudo parece passageiro,
Sua Palavra me convida a não desistir.
Nele há vida, há paz e abundância,
Há perdão para o coração contrito;
Há esperança, fé e perseverança,
E um amor que permanece infinito.
Eu amo a Jesus — essa é minha canção,
Meu testemunho, minha declaração:
Ele é meu caminho, minha esperança,
Meu Salvador, minha vida e salvação.
Poeta Mbra
“O caminho mais longo que você fará na vida é a distância entre a sua mente e a paz do seu coração.”
HÁ QUEM PERMANECE E HÁ QUEM APENAS SE APROVEITA DA CAMINHADA: a distância entre servir a uma causa e servir-se dela
“Uns permanecem porque acreditam no destino da caminhada; outros caminham apenas enquanto a estrada tiver por destino os próprios interesses.”
Um aliado, ou mesmo um apoiador de ocasião, não se confunde com um amigo leal, tampouco com aquele que verdadeiramente se compromete com uma causa e faz de determinada bandeira uma convicção de luta. A aproximação circunstancial pode nascer da conveniência, da convergência momentânea de interesses ou da expectativa de algum benefício. O compromisso verdadeiro, ao reverso, pressupõe identidade de valores, constância e disposição para permanecer mesmo quando a fidelidade à causa impõe custos pessoais.
É precisamente aí que se estabelece a diferença essencial entre quem serve a uma causa e quem se serve dela.
Há aliados e apoiadores cuja adesão, embora revestida do discurso do interesse coletivo, encontra-se, em sua essência, muito mais vinculada à própria vaidade, à necessidade de reconhecimento ou à realização de ambições pessoais. Nesses casos, a causa institucional deixa de constituir um fim em si mesma e passa a funcionar como cenário, instrumento ou mesmo trampolim para um projeto individual. A bandeira continua sendo exibida, mas já não é propriamente defendida: é utilizada.
Tal comportamento nem sempre se deixa perceber de imediato. Enquanto os interesses individuais e os objetivos coletivos caminham na mesma direção, conveniência e convicção podem apresentar aparência semelhante. Ambas produzem discursos de entusiasmo, manifestações de apoio e gestos de aparente comprometimento. A diferença somente se torna perceptível quando os caminhos começam a divergir e quando permanecer fiel à causa deixa de proporcionar vantagens passa a exigir renúncias.
É nesse ponto que o tempo e as circunstâncias assumem uma espécie de função reveladora.
O fenômeno é particularmente perigoso porque, muitas vezes, a retórica do compromisso encobre interesses que somente vêm à superfície quando o protagonismo é ameaçado, quando o reconhecimento não chega, quando a liderança passa a ser exercida por outros ou quando a defesa da causa exige sacrifício sem qualquer recompensa imediata. É então que se descobre se havia verdadeira convicção ou apenas conveniência e se o indivíduo havia colocado sua trajetória a serviço de um ideal ou se, ao contrário, havia transformado o ideal em instrumento de sua própria trajetória.
A lealdade autêntica, portanto, não se mede pela intensidade das manifestações de apoio quando há aplausos, visibilidade ou vantagens a conquistar. Mede-se, sobretudo, pela capacidade de permanecer quando desaparecem os holofotes, quando o silêncio substitui o reconhecimento e quando a fidelidade aos princípios exige a renúncia ao próprio protagonismo.
Porque permanecer quando tudo favorece a permanência pouco revela sobre alguém. A medida da lealdade começa a aparecer quando permanecer custa alguma coisa.
É nesse sentido que ganha especial significado a conhecida metáfora das trincheiras: mais importante do que saber apenas qual guerra se trava talvez seja descobrir quem permanece ao nosso lado quando chega o momento de enfrentá-la. As trincheiras têm uma virtude que os tempos de bonança desconhecem porquanto revelam quem caminhava conosco por convicção e quem apenas seguia na mesma direção porque, até então, nossos caminhos coincidiam com os seus interesses.
Na caminhada, muitos podem acompanhar-nos enquanto a estrada é confortável, enquanto há reconhecimento, perspectivas ou vantagens compartilhadas. A trincheira, porém, introduz outra medida. Nela, a presença deixa de ser cômoda e passa a representar risco, sacrifício e renúncia. É justamente quando permanecer passa a ter um preço que descobrimos não apenas quem está ao nosso lado, mas, sobretudo, por que está.
Talvez por isso se tenha difundido, com autoria atribuída à Ernest Hemingway, a frase: “Quem estará nas trincheiras ao teu lado? — E isso importa? — Mais do que a própria guerra.” Sua força não reside propriamente na guerra, mas naquilo que a adversidade revela sobre os vínculos humanos, na medida que determinadas circunstâncias extremas retiram das relações a aparência da conveniência e deixam à mostra a substância da lealdade.
Quem está verdadeiramente comprometido com uma causa não precisa ser o seu personagem principal. Compreende que determinadas lutas são maiores do que as pessoas que momentaneamente as representam e que a defesa de um ideal coletivo exige, muitas vezes, a grandeza de ceder espaço, reconhecer méritos alheios e continuar contribuindo mesmo sem ocupar o centro da cena.
Há, nisso, uma forma silenciosa de desprendimento. Quem compreende a dimensão de uma causa sabe que ela não lhe pertence. Pode ter contribuído para construí-la, defendê-la durante anos e até suportando sacrifícios em seu nome, mas não adquire, por isso, o direito de confundi-la consigo próprio. As pessoas passam; as instituições, os valores e as causas que verdadeiramente importam devem ser capazes de sobreviver àqueles que, em determinado momento, as representam.
É justamente essa compreensão que distingue a liderança comprometida do personalismo. O verdadeiro compromisso deseja que a causa continue forte mesmo quando outros passam a conduzi-la. O personalismo, ao contrário, tende a experimentar o êxito alheio como diminuição própria e a interpretar a perda de protagonismo como se fosse o enfraquecimento da própria causa.
Já aquele que está comprometido sobretudo consigo mesmo tende a confundir a própria trajetória com aquilo que afirma defender. Enquanto seus interesses caminham ao lado da causa, mostra-se entusiasmado, combativo e presente; quando deixa de ocupar posição de destaque, ou quando a causa já não lhe proporciona visibilidade, sua disposição frequentemente diminui. Não necessariamente porque o ideal tenha perdido importância, mas porque deixou de servir ao projeto pessoal que, desde o início, talvez constituísse sua verdadeira prioridade.
Por isso, a adversidade possui uma virtude singular: ela não transforma convicção em conveniência, nem lealdade em oportunismo; apenas torna visível aquilo que, em tempos favoráveis, podia permanecer oculto. Quando chegam as dificuldades, caem os adornos do discurso, desaparecem as aparências e cada pessoa acaba revelando a verdadeira natureza de seu compromisso.
A caminhada e a trincheira, embora sejam metáforas distintas, encontram-se precisamente nesse ponto. A caminhada revela quem nos acompanha; a trincheira revela quem permanece. Uma permite perceber a companhia; a outra põe à prova a lealdade. E talvez somente depois de atravessarmos ambas possamos distinguir aqueles que compartilhavam verdadeiramente a causa daqueles que apenas compartilhavam, circunstancialmente, o caminho.
Talvez seja essa a medida mais segura da autenticidade, que é permanecer fiel à causa mesmo quando já não é possível convertê-la em prestígio, poder, reconhecimento ou vantagem pessoal.
Quem possui compromisso genuíno compreende que causas verdadeiramente importantes não existem para engrandecer aqueles que as defendem. Ao reverso são aqueles que as defendem que precisam, quando necessário, diminuir a própria vaidade para engrandecê-las.
E talvez o tempo seja, afinal, o juiz mais rigoroso dessas diferenças. Ele termina por distinguir os que estiveram ao lado de uma causa porque acreditavam nela daqueles que apenas permaneceram enquanto dela puderam extrair alguma utilidade. Os primeiros deixam contribuição; os segundos, quando cessam as vantagens, geralmente deixam apenas a memória de sua passagem.
No fim, há quem permaneça porque acredita na caminhada e há quem caminhe apenas enquanto a estrada conduz aos próprios interesses. Mas são as trincheiras que dissipam as últimas dúvidas: quando desaparecem o palco, o aplauso e a recompensa, descobrimos quem verdadeiramente estava ao nosso lado e, mais importante ainda, quem estava ao lado da causa. Porque o compromisso autêntico começa justamente onde termina a necessidade de protagonismo.
O que mais impressiona é o imensurável cosmos que nos distancia, ainda que sejamos herdeiros do próprio infinito que nos governa...
"A melhor distância entre dois pontos? É a linha certa, uai!"
Frase Minha 0019, Criada no Ano 2006
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
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" 'Você está trabalhando?' Perguntou o pai furioso ao filho amoroso. 'Por quê? O senhor está empregando?' Respondeu (perguntando) o filho paciente ao pai insistente!"
Frase Minha 0172, Criada no Ano 2007
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CITE A FONTE E O AUTOR:
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"Se a menor distância entre dois pontos é a linha reta... Por que fazem estradas com tantas curvas? Hein?"
Frase Minha 0217, Criada no Ano 2008
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" 'Filhos? Melhor não tê-los', disse o poeta. Mas... É tão bom fazê-los, digo eu!"
Frase Minha 0298, Criada no Ano 2008
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" 'Morreu' outra vez! Anteontem 'morreu' para os filhos, ontem para os colegas do trabalho e hoje 'morreu' para a mulher. Cada dia ele 'morre' um pouco e sequer desconfia, pobre coitado!"
Frase Minha 0420, Criada no Ano 2010
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"A festa do filho da minha amiga foi no Chão de Brincar. Não entendeu? Se eu tivesse dito 'playground' teria entendido? Poizé!
Frase Minha 0554, Criada no Ano 2012
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"Sempre me perguntam e sempre não sei responder: 'Filhos de Ateus comemoram o Natal? Pensam em presentes e em Papai Noel? Eles comem rabanada?' Eu não sei!"
Frase Minha 0577, Criada no Ano 2012
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"Se eu for mesmo filho de um barbeiro com um banqueiro (que me adotaram) e como estão espalhando, pelo menos posso dizer que filho da mãe fui um dia, mas não sou mais: eu fui abandonado por ela num banco de praça, Buáaa!"
Texto Meu No.1028, Criado em 2021
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"Filhos de Ateus escrevem cartinha para o Bom Velhinho? Escrevem?"
Texto Meu No.1086, Criado em 2022
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