Santa
"Esqueça os trilhões e os ativos financeiros; a verdadeira liquidez da Cidade Santa é o Rio da Água da Vida, que flui gratuitamente para todos."
"A riqueza da Cidade Santa é governada por um Rei que não usa cetro de ferro, mas o cajado do Pastor e a mansidão do Cordeiro."
SANTA RITA: ENTRE SECAS E CHEIAS
No Igarapé do Boto, quando o Sol aperta,
A vida se faz pela estrada deserta.
Quando o rio some, a terra é espinho
E o chão seco vira o nosso caminho.
Crianças vão para escola a pé, sob o Sol ardente,
Mas cada passo é uma semente.
Longa estrada poeirenta a percorrer,
Famílias isoladas, sem água para beber.
O igarapé que era "caminho de canoa"
Vira leito seco, dando lugar à poeira que voa.
Água suja, distância que cansa,
Mas o povo da Santa Rita resiste com esperança.
Ano novo, eis que o Amazonas se levanta
E a felicidade na comunidade se planta.
O rio acordou, a cheia chegou,
A alegria das águas se derramou.
Elas vão subindo, devagarzinho,
Enchendo o rio, os lagos, o caminho.
Volta o peixe, a fartura à mesa,
O igarapé é estrada outra vez.
Nas canoas, o rabeta zunindo
E as crianças vão à escola sorrindo.
E a terra outrora rachada,
Agora dá vez às canoadas.
Oh, enchente bendita! Doce e molhado abraço,
Que enche o rio preenchendo o espaço.
Na seca, a luta; na cheia a dança,
O ciclo do rio escreve nossa esperança.
Água é vida, é festa, é sorte,
E assim vai vivendo esse povo do norte.
Autor: Silvano Pontes.
Amazonas em poesias.
Hoje é sexta-feira santa! Dia de fazer jejum e abstinência de carne, rezar e agradecer a Deus por ter nos dado o seu filho amado, Jesus Cristo, o qual morreu por nós numa cruz para apagar os nossos pecados. É bom que façamos neste dia bastante silêncio, e uma boa reflexão sobre o que temos feito em agradecimento a Deus, Nosso Pai, por tudo isso que Ele bondosamente nos tem dado. Abraços fraternos.
Toda correção de Deus carrega um propósito redentor: produzir em nós uma vida mais santa e semelhante a Cristo.
Sexta-feira santa, será que é santa mesmo? A gula por chocolate, o alto consumo de vinho, e a mercantilização do consumo do peixe em nada demonstra um sentimento santo.
“A mulher real não é santa, nem pecado, nem propriedade, nem símbolo; é existência inteira.”
Do livro Mulher: Entre Correntes e Asas, de Nina Lee Magalhães de Sá.
Quem encontra Deus vive também uma santa inquietação. Descansa n’Ele, mas sente-se chamado a caminhar sempre mais. Cada dia Deus se apresenta como convite, dever e promessa de felicidade maior. Quem encontra Deus percebe também que sempre foi procurado por Ele. Toda a vida ganha sentido nessa busca recíproca: nós procurando a Deus, e Deus nos atraindo para Si.
Não matarei minha força para parecer santo. Também não chamarei minha força de santa apenas porque é minha.”
O autor principal da Santa Escritura é o Espírito Santo; o homem foi apenas o seu autor instrumental.
Tem algo curioso na tal da Sexta-feira Santa. Eu fico observando como se fosse uma peça de teatro que todo mundo conhece o roteiro, mas ninguém lembra exatamente quem escreveu. Dizem que foi nesse dia que Cristo morreu. Dizem com tanta certeza que parece até que alguém estava lá com um relógio na mão, anotando data e horário, como quem marca consulta médica. Mas, no fundo, ninguém sabe ao certo. E mesmo assim, todo mundo respeita. Ou pelo menos finge respeitar, que às vezes dá no mesmo.
Aí chega o dia e, de repente, o mundo desacelera. A carne some dos pratos como se tivesse sido proibida por decreto celestial. O peixe vira protagonista, coitado, como se tivesse menos culpa no enredo da existência. Eu fico pensando no peixe, nadando tranquilamente dias antes, sem imaginar que seria promovido a refeição oficial da consciência aliviada. Porque não é sobre o peixe, nunca foi. É sobre a sensação de estar fazendo a coisa certa, nem que seja só por um dia.
E o medo… ah, o medo ganha um brilho especial. Tem gente que não varre a casa, não ouve música, não ri alto, não faz nada que pareça “errado”. Como se o céu estivesse mais atento, com uma prancheta na mão, anotando comportamentos. Mas aí eu penso com uma certa ironia silenciosa, dessas que a gente nem comenta em voz alta… nos outros dias, os mesmos que hoje se recolhem, vivem sem esse cuidado todo. Falam o que machuca, fazem o que sabem que não deveriam, ignoram o que pede atenção. Mas hoje… hoje não pode.
É um tipo de fé curiosa, meio seletiva, meio episódica. Como se a consciência tivesse um calendário próprio, funcionando só em datas comemorativas. E eu não digo isso com julgamento, digo com aquele olhar de quem percebe a contradição e, ao mesmo tempo, se reconhece nela. Porque, no fim, todo mundo tem um pouco disso. Esse desejo de ser melhor… mas só quando é conveniente, só quando o ambiente pede.
E mesmo assim, apesar de tudo, existe algo bonito ali. Existe um silêncio diferente no ar, uma pausa que não acontece em dias comuns. Uma tentativa, ainda que breve, de lembrar que existe algo maior, algo que pede reflexão, cuidado, presença. A Sexta-feira Santa não é sobre saber a data exata. É sobre o que a gente faz com a ideia dela. É sobre o símbolo.
O problema é que o símbolo dura pouco. No dia seguinte, tudo volta. A carne volta, o barulho volta, a pressa volta, as falhas voltam com força total, como se estivessem só esperando o sinal verde. E aquela consciência que parecia tão sensível… adormece de novo.
Talvez o ponto nunca tenha sido o peixe, o silêncio ou o medo. Talvez fosse sobre manter, pelo menos um pouco, aquilo que a gente só lembra de sentir nesse dia. Um pouco mais de cuidado, um pouco mais de respeito, um pouco mais de verdade nas atitudes, não só no calendário.
Porque fé de um dia só é quase como um feriado da alma. Descansa, aparece bonita, mas não muda a rotina.
E no fim, eu fico com essa sensação meio irônica, meio melancólica… de que a gente sabe o caminho, só não gosta muito de caminhar nele por muito tempo.
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'Se um dia eu for Santa, serei com certeza a santa da escuridão. Estarei continuamente ausente do Paraíso". Madre Teresa de Calcutá
Grande Madre, além de Santa, recebeu o Prêmio Nobel da Paz, 1 milhão de dólares, que utilizou em prol dos doentes, desvalidos e famintos de Calcutá, na Índia. Ao receber o prêmio, anunciante disse: " Vamos receber A MAIOR MULHER DO MUNDO, embora baixinha com o rosto enrugado, ajudando os outros (vivendo no sofrimento)". Ademar de Borba
Mesmo sendo obrigação do Estado, por que a Igreja Católica não segue o exemplo de Santa Dulce e cria hospitais para os necessitados?
Benê Morais
Comer bacalhau na Semana Santa é modismo de rico. Coma tilápia, traíra, tambaqui...afinal tudo é peixe.
Benê Morais
Sobre a Eucaristia / Santa Ceia do Senhor nas igrejas cristãs, eu acredito que após a oração e consagração o pão e o vinho se torna algo santo.
"Mão 🫱 Santa!?
"Mão treinada,
trabalhada "...
Como um dia, disse ele.
Tem como não dizer tanta coisa sobre o Oscar?
Homem tranquilo, sorriso de garoto,
mas de suar a camisa a cada soco no ar,
para fazer bola voar
Resultado de fruto da aliança
da paciência e do treinar.
Assim ele deixa uma saudosa lembrança!
Santa Catarina carrega uma rica herança alemã, italiana e açoriana, mas isso não deveria servir de motivo para alimentar exclusão. A minoria de catarinenses que insiste em se sentir "mais europeus que brasileiros" pratica uma xenofobia mesquinha, que envergonha a história do próprio estado. O Brasil é diversos, e negar o direito de ir e vir a outros brasileiros é cuspir no prato da própria identidade nacional.
Benê Morais
Santa Catarina tem raízes alemãs, italianas e açorianas, mas usar isso para se achar "mais europeu que brasileiro" é pura xenofobia barata. Quem exclui outros brasileiros não valoriza sua cultura, apenas envergonha o estado.
Benê Morais
