Santa

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A SEXTA-FEIRA É SANTA!


Hoje é Sexta-feira Santa. Uma data que, independente de crença, carrega um peso simbólico que ninguém nega. Um dia de pausa, de reflexão, de olhar para dentro e para o que realmente importa.


É com esse espírito que escrevo.


De todos os grupos que participo no WhatsApp, o grupo do PT de Olinda é onde me sinto mais em casa, entre companheiros e companheiras. É o primeiro lugar que venho buscar informação para compartilhar conteúdo do meu território. Às vezes encontro. Mas raramente o suficiente.


Vivemos conquistas que merecem ser celebradas. Temos uma sede — um sonho realizado, fruto de muita construção coletiva. Temos conteúdo de qualidade nas redes, algo que quem trabalhou anos de forma artesanal reconhece com admiração genuína. Temos a trajetória inspiradora da senadora Teresa Leitão, que tantos de nós contribuímos a construir e que segue sendo referência.


É justamente por esse sentimento de pertencimento que deixo uma reflexão sincera.


Este espaço poderia ser ainda mais cuidado como canal de convivência e orientação militante. A informação decisória — aquela que não está no Instagram nem no Facebook, aquela que nasce do processo interno do partido — muitas vezes não chega até aqui. E quando não chega, fica uma lacuna difícil de preencher pelas redes.


Não trago isso como crítica, mas como desejo. O desejo de quem acredita que o processo coletivo se fortalece quando todos estão dentro, não à margem. Em um ano como 2026, com tantos espaços de formação política já em andamento, como a Nova Primavera, este grupo poderia ser mais um canal de conexão com essas iniciativas — um espaço de construção e educação política para a militância de Olinda.


Quando nos aproximamos entre nós, ficamos mais fortes. Quando nos afastamos, quem ganha é a extrema direita.


O Partido dos Trabalhadores é maior do que qualquer momento ou gestão. Todos nós somos passageiros, mas o partido permanece. Nosso papel é construir e deixar legado.


Que essa Sexta-feira Santa nos convide a cuidar melhor do que é nosso. Com afeto, com responsabilidade e com a disposição de seguir juntos.


03 de abril de 2026 — 11h29

Alma cigana


Minh'alma cigana
nem santa
e nem profana
se encanta
mas não se engana ...


nas linhas da vida
(sempre agradecida)
está sempre a caminhar
em busca da verdade e da luz
pelas páginas do destino a decifrar
toda a poesia do viver que me conduz...


no mundo, na vida e na estrada...
onde o vento tudo leva e tudo traz
a Lua me protege na minha caminhada
o bem me agarra , o mal fica para trás...


✍©️@MiriamDaCosta

A semana dita "santa"


Chamam de santa
uma semana
onde a memória sangra.


Dizem sagrado
o que foi feito de cordas,
de açoites,
de carne rasgada
e silêncio forçado.


Eu olho,
e não vejo santidade.


Vejo mãos humanas
erguendo a própria crueldade
como espetáculo.


Vejo a multidão
(os mesmos que hoje rezam)
gritando ontem
pela condenação.


Vejo o peso da madeira
não como símbolo,
mas como instrumento.
frio, concreto,
real.


E me pergunto,
em que instante
a dor foi coroada de divina?


Em que momento
a atrocidade
ganhou nome de redenção?


Chamam de santa,
talvez porque precisem
que seja.


Talvez porque encarar
o abismo humano
sem adorno,
sem promessa,
sem justificativa,
seja insuportável.


Mas eu não consigo.


Não chamo de santo
o que nasceu da violência,
nem beijo
o que foi instrumento
de tortura e de morte.


Se há algo sagrado ali,
não está no ato,
nem nas mãos que feriram.


Talvez esteja
no que sobreviveu...
apesar de tudo.


Ou talvez…
na recusa de olhar na cara
a atualidade
das mesmas atrocidades
(e até piores)
que a humanidade
é capaz.
©️ @MiriamDaCosta

Ritos e contradições...


Dizem que na Semana Santa
não pode comer carne,
é pecado.


Mas nos outros dias,
fica liberado
devorar o outro
em fatias de indiferença,
temperadas com egoísmo
e servidas frias
na mesa da conveniência.


Na Sexta-feira santa,
o prato é vigiado,
mas a língua,
essa continua afiada,
cortando, ferindo, julgando
sem qualquer jejum.


O corpo se abstém,
mas a consciência…
segue em jejum
o ano inteiro.


E na crueldade das torturas
que se perpetuam,
não há silêncio,
não há luto,
não há penitência.


Que curioso ritual esse
que santifica o cardápio
e absolve a crueldade cotidiana.


Talvez o verdadeiro pecado
não esteja na carne
que se come...


mas na humanidade
que se deixa de exercer.


✍©️@MiriamDaCosta

“Quando o feminino foi dividido em arquétipos irreconciliáveis, como a santa e a pecadora, a esposa e a amante, a submissa e a rebelde, plantou-se uma semente de suspeita que floresceu em séculos de isolamento e comparação.
Essa dinâmica de rivalidade não nasce da essência feminina; ela é um subproduto de umaeconomia da escassez simbólica. Quando o mundo oferece espaços limitados para que as mulheres existam com segurança, o pertencimento passa a ser percebido como um recurso escasso.
Se o amparo para o ninho e o reconhecimento do território são vistos como limitados, a outra mulher passa a ser percebida como uma ameaça à sobrevivência da nossa própria linhagem. Se o lugar ao sol é restrito, a outra mulher deixa de ser vista como uma aliada ou um espelho para ser percebida como uma ameaça ao nosso próprio território de sobrevivência.“

- Trecho do livro Além do Éden: Lilith e Eva em nós

MÃO SANTA


No basquete ele foi rei
Todo mundo o aplaudiu
Sua cesta de 3 pontos
Deu o ouro ao Brasil
Mas o jogo encerrou
O cronômetro zerou
E Mão santa já partiu

"Enquanto o mundo luta por trilhões de dólares, a Cidade Santa usa o nosso maior tesouro como pavimento: lá, o ouro é apenas o asfalto que conduz ao Rei."

"A riqueza da Terra é medida pelo que se acumula; a riqueza de Deus na Cidade Santa é medida pelo que se compartilha na eternidade."

"Na economia divina, o ouro é tão puro que se torna transparente; na Cidade Santa, a posse dá lugar à contemplação."

"Esqueça os trilhões e os ativos financeiros; a verdadeira liquidez da Cidade Santa é o Rio da Água da Vida, que flui gratuitamente para todos."

"A riqueza da Cidade Santa é governada por um Rei que não usa cetro de ferro, mas o cajado do Pastor e a mansidão do Cordeiro."

SANTA RITA: ENTRE SECAS E CHEIAS


No Igarapé do Boto, quando o Sol aperta,
A vida se faz pela estrada deserta.
Quando o rio some, a terra é espinho
E o chão seco vira o nosso caminho.
Crianças vão para escola a pé, sob o Sol ardente,
Mas cada passo é uma semente.


Longa estrada poeirenta a percorrer,
Famílias isoladas, sem água para beber.
O igarapé que era "caminho de canoa"
Vira leito seco, dando lugar à poeira que voa.
Água suja, distância que cansa,
Mas o povo da Santa Rita resiste com esperança.


Ano novo, eis que o Amazonas se levanta
E a felicidade na comunidade se planta.
O rio acordou, a cheia chegou,
A alegria das águas se derramou.
Elas vão subindo, devagarzinho,
Enchendo o rio, os lagos, o caminho.


Volta o peixe, a fartura à mesa,
O igarapé é estrada outra vez.
Nas canoas, o rabeta zunindo
E as crianças vão à escola sorrindo.
E a terra outrora rachada,
Agora dá vez às canoadas.


Oh, enchente bendita! Doce e molhado abraço,
Que enche o rio preenchendo o espaço.
Na seca, a luta; na cheia a dança,
O ciclo do rio escreve nossa esperança.
Água é vida, é festa, é sorte,
E assim vai vivendo esse povo do norte.


Autor: Silvano Pontes.
Amazonas em poesias.

Hoje é sexta-feira santa! Dia de fazer jejum e abstinência de carne, rezar e agradecer a Deus por ter nos dado o seu filho amado, Jesus Cristo, o qual morreu por nós numa cruz para apagar os nossos pecados. É bom que façamos neste dia bastante silêncio, e uma boa reflexão sobre o que temos feito em agradecimento a Deus, Nosso Pai, por tudo isso que Ele bondosamente nos tem dado. Abraços fraternos.

"O exemplo de uma vida santa é a mensagem mais poderosa que um cristão pode ter. Afinal, o mundo pode até ignorar o que dizemos, mas é incapaz de ignorar quem nos tornamos."

Mesmo sendo obrigação do Estado, por que a Igreja Católica não segue o exemplo de Santa Dulce e cria hospitais para os necessitados?

Benê Morais

Comer bacalhau na Semana Santa é modismo de rico. Coma tilápia, traíra, tambaqui...afinal tudo é peixe.


Benê Morais⁠

Toda correção de Deus carrega um propósito redentor: produzir em nós uma vida mais santa e semelhante a Cristo.

Sexta-feira santa, será que é santa mesmo? A gula por chocolate, o alto consumo de vinho, e a mercantilização do consumo do peixe em nada demonstra um sentimento santo.

Sobre a Eucaristia / Santa Ceia do Senhor nas igrejas cristãs, eu acredito que após a oração e consagração o pão e o vinho se torna algo santo.

“A mulher real não é santa, nem pecado, nem propriedade, nem símbolo; é existência inteira.”
Do livro Mulher: Entre Correntes e Asas, de Nina Lee Magalhães de Sá.