Santa
Na cruz, Jesus Cristo sujeitou-se por nós. A Sexta-feira Santa nos chama à reflexão, ao perdão e amor por Cristo.
Domingo de Ramos
O Domingo de Ramos marca o início da Semana Santa na fé católica. Para os cristãos esse é um período marcado pela alegria e ao mesmo a dor. Alegria pela volta triunfal de Jesus a Jerusalém no domingo de Ramos onde foi recebido pelo povo como rei e dor pela sua crucificação na sexta-feira santa ou sexta-feira da paixão.
Que esse dia além da tradição de enfeitar as portas das casas com Ramos de Palmeiras, seja de recolhimento e meditação e que durante toda a semana possamos silenciar os nossos barulhos e ouvir com o coração o chamado de Jesus Cristo.
A Semana Santa é um tempo de graça que o Senhor nos dá para ir ao encontro de Jesus e também para levar aos outros a luz e a alegria da nossa fé; façamo-lo com amor e com a ternura de Deus, com respeito e paciência, sabendo que é Ele quem nos guia.
Sexta-feira Santa nos lembra o maior gesto de amor: Jesus entregou sua vida por nós. Na cruz, Ele transformou dor em esperança e sacrifício em redenção. Que hoje nosso coração se encha de fé, gratidão e do amor que nunca nos abandona.
Tem algo curioso na tal da Sexta-feira Santa. Eu fico observando como se fosse uma peça de teatro que todo mundo conhece o roteiro, mas ninguém lembra exatamente quem escreveu. Dizem que foi nesse dia que Cristo morreu. Dizem com tanta certeza que parece até que alguém estava lá com um relógio na mão, anotando data e horário, como quem marca consulta médica. Mas, no fundo, ninguém sabe ao certo. E mesmo assim, todo mundo respeita. Ou pelo menos finge respeitar, que às vezes dá no mesmo.
Aí chega o dia e, de repente, o mundo desacelera. A carne some dos pratos como se tivesse sido proibida por decreto celestial. O peixe vira protagonista, coitado, como se tivesse menos culpa no enredo da existência. Eu fico pensando no peixe, nadando tranquilamente dias antes, sem imaginar que seria promovido a refeição oficial da consciência aliviada. Porque não é sobre o peixe, nunca foi. É sobre a sensação de estar fazendo a coisa certa, nem que seja só por um dia.
E o medo… ah, o medo ganha um brilho especial. Tem gente que não varre a casa, não ouve música, não ri alto, não faz nada que pareça “errado”. Como se o céu estivesse mais atento, com uma prancheta na mão, anotando comportamentos. Mas aí eu penso com uma certa ironia silenciosa, dessas que a gente nem comenta em voz alta… nos outros dias, os mesmos que hoje se recolhem, vivem sem esse cuidado todo. Falam o que machuca, fazem o que sabem que não deveriam, ignoram o que pede atenção. Mas hoje… hoje não pode.
É um tipo de fé curiosa, meio seletiva, meio episódica. Como se a consciência tivesse um calendário próprio, funcionando só em datas comemorativas. E eu não digo isso com julgamento, digo com aquele olhar de quem percebe a contradição e, ao mesmo tempo, se reconhece nela. Porque, no fim, todo mundo tem um pouco disso. Esse desejo de ser melhor… mas só quando é conveniente, só quando o ambiente pede.
E mesmo assim, apesar de tudo, existe algo bonito ali. Existe um silêncio diferente no ar, uma pausa que não acontece em dias comuns. Uma tentativa, ainda que breve, de lembrar que existe algo maior, algo que pede reflexão, cuidado, presença. A Sexta-feira Santa não é sobre saber a data exata. É sobre o que a gente faz com a ideia dela. É sobre o símbolo.
O problema é que o símbolo dura pouco. No dia seguinte, tudo volta. A carne volta, o barulho volta, a pressa volta, as falhas voltam com força total, como se estivessem só esperando o sinal verde. E aquela consciência que parecia tão sensível… adormece de novo.
Talvez o ponto nunca tenha sido o peixe, o silêncio ou o medo. Talvez fosse sobre manter, pelo menos um pouco, aquilo que a gente só lembra de sentir nesse dia. Um pouco mais de cuidado, um pouco mais de respeito, um pouco mais de verdade nas atitudes, não só no calendário.
Porque fé de um dia só é quase como um feriado da alma. Descansa, aparece bonita, mas não muda a rotina.
E no fim, eu fico com essa sensação meio irônica, meio melancólica… de que a gente sabe o caminho, só não gosta muito de caminhar nele por muito tempo.
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A Sexta-feira Santa é um dia importante para os cristãos, um momento de reflexão e reconciliação com Deus, lembrando o sacrifício de Jesus Cristo. É um dia de oração, jejum e reflexão sobre a fé e a espiritualidade.
A SEXTA-FEIRA É SANTA!
Hoje é Sexta-feira Santa. Uma data que, independente de crença, carrega um peso simbólico que ninguém nega. Um dia de pausa, de reflexão, de olhar para dentro e para o que realmente importa.
É com esse espírito que escrevo.
De todos os grupos que participo no WhatsApp, o grupo do PT de Olinda é onde me sinto mais em casa, entre companheiros e companheiras. É o primeiro lugar que venho buscar informação para compartilhar conteúdo do meu território. Às vezes encontro. Mas raramente o suficiente.
Vivemos conquistas que merecem ser celebradas. Temos uma sede — um sonho realizado, fruto de muita construção coletiva. Temos conteúdo de qualidade nas redes, algo que quem trabalhou anos de forma artesanal reconhece com admiração genuína. Temos a trajetória inspiradora da senadora Teresa Leitão, que tantos de nós contribuímos a construir e que segue sendo referência.
É justamente por esse sentimento de pertencimento que deixo uma reflexão sincera.
Este espaço poderia ser ainda mais cuidado como canal de convivência e orientação militante. A informação decisória — aquela que não está no Instagram nem no Facebook, aquela que nasce do processo interno do partido — muitas vezes não chega até aqui. E quando não chega, fica uma lacuna difícil de preencher pelas redes.
Não trago isso como crítica, mas como desejo. O desejo de quem acredita que o processo coletivo se fortalece quando todos estão dentro, não à margem. Em um ano como 2026, com tantos espaços de formação política já em andamento, como a Nova Primavera, este grupo poderia ser mais um canal de conexão com essas iniciativas — um espaço de construção e educação política para a militância de Olinda.
Quando nos aproximamos entre nós, ficamos mais fortes. Quando nos afastamos, quem ganha é a extrema direita.
O Partido dos Trabalhadores é maior do que qualquer momento ou gestão. Todos nós somos passageiros, mas o partido permanece. Nosso papel é construir e deixar legado.
Que essa Sexta-feira Santa nos convide a cuidar melhor do que é nosso. Com afeto, com responsabilidade e com a disposição de seguir juntos.
03 de abril de 2026 — 11h29
Alma cigana
Minh'alma cigana
nem santa
e nem profana
se encanta
mas não se engana ...
nas linhas da vida
(sempre agradecida)
está sempre a caminhar
em busca da verdade e da luz
pelas páginas do destino a decifrar
toda a poesia do viver que me conduz...
no mundo, na vida e na estrada...
onde o vento tudo leva e tudo traz
a Lua me protege na minha caminhada
o bem me agarra , o mal fica para trás...
✍©️@MiriamDaCosta
A semana dita "santa"
Chamam de santa
uma semana
onde a memória sangra.
Dizem sagrado
o que foi feito de cordas,
de açoites,
de carne rasgada
e silêncio forçado.
Eu olho,
e não vejo santidade.
Vejo mãos humanas
erguendo a própria crueldade
como espetáculo.
Vejo a multidão
(os mesmos que hoje rezam)
gritando ontem
pela condenação.
Vejo o peso da madeira
não como símbolo,
mas como instrumento.
frio, concreto,
real.
E me pergunto,
em que instante
a dor foi coroada de divina?
Em que momento
a atrocidade
ganhou nome de redenção?
Chamam de santa,
talvez porque precisem
que seja.
Talvez porque encarar
o abismo humano
sem adorno,
sem promessa,
sem justificativa,
seja insuportável.
Mas eu não consigo.
Não chamo de santo
o que nasceu da violência,
nem beijo
o que foi instrumento
de tortura e de morte.
Se há algo sagrado ali,
não está no ato,
nem nas mãos que feriram.
Talvez esteja
no que sobreviveu...
apesar de tudo.
Ou talvez…
na recusa de olhar na cara
a atualidade
das mesmas atrocidades
(e até piores)
que a humanidade
é capaz.
©️ @MiriamDaCosta
Ritos e contradições...
Dizem que na Semana Santa
não pode comer carne,
é pecado.
Mas nos outros dias,
fica liberado
devorar o outro
em fatias de indiferença,
temperadas com egoísmo
e servidas frias
na mesa da conveniência.
Na Sexta-feira santa,
o prato é vigiado,
mas a língua,
essa continua afiada,
cortando, ferindo, julgando
sem qualquer jejum.
O corpo se abstém,
mas a consciência…
segue em jejum
o ano inteiro.
E na crueldade das torturas
que se perpetuam,
não há silêncio,
não há luto,
não há penitência.
Que curioso ritual esse
que santifica o cardápio
e absolve a crueldade cotidiana.
Talvez o verdadeiro pecado
não esteja na carne
que se come...
mas na humanidade
que se deixa de exercer.
✍©️@MiriamDaCosta
"O facto de ela ser 'boazinha feito santa boazinha' não elimina o que de ruim nela há, houve e talvez haverá!"
Frase Minha 0605, Criada no Ano 2013
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
“Quando o feminino foi dividido em arquétipos irreconciliáveis, como a santa e a pecadora, a esposa e a amante, a submissa e a rebelde, plantou-se uma semente de suspeita que floresceu em séculos de isolamento e comparação.
Essa dinâmica de rivalidade não nasce da essência feminina; ela é um subproduto de umaeconomia da escassez simbólica. Quando o mundo oferece espaços limitados para que as mulheres existam com segurança, o pertencimento passa a ser percebido como um recurso escasso.
Se o amparo para o ninho e o reconhecimento do território são vistos como limitados, a outra mulher passa a ser percebida como uma ameaça à sobrevivência da nossa própria linhagem. Se o lugar ao sol é restrito, a outra mulher deixa de ser vista como uma aliada ou um espelho para ser percebida como uma ameaça ao nosso próprio território de sobrevivência.“
- Trecho do livro Além do Éden: Lilith e Eva em nós
MÃO SANTA
No basquete ele foi rei
Todo mundo o aplaudiu
Sua cesta de 3 pontos
Deu o ouro ao Brasil
Mas o jogo encerrou
O cronômetro zerou
E Mão santa já partiu
"Enquanto o mundo luta por trilhões de dólares, a Cidade Santa usa o nosso maior tesouro como pavimento: lá, o ouro é apenas o asfalto que conduz ao Rei."
"A riqueza da Terra é medida pelo que se acumula; a riqueza de Deus na Cidade Santa é medida pelo que se compartilha na eternidade."
"Na economia divina, o ouro é tão puro que se torna transparente; na Cidade Santa, a posse dá lugar à contemplação."
"Esqueça os trilhões e os ativos financeiros; a verdadeira liquidez da Cidade Santa é o Rio da Água da Vida, que flui gratuitamente para todos."
"A riqueza da Cidade Santa é governada por um Rei que não usa cetro de ferro, mas o cajado do Pastor e a mansidão do Cordeiro."
SANTA RITA: ENTRE SECAS E CHEIAS
No Igarapé do Boto, quando o Sol aperta,
A vida se faz pela estrada deserta.
Quando o rio some, a terra é espinho
E o chão seco vira o nosso caminho.
Crianças vão para escola a pé, sob o Sol ardente,
Mas cada passo é uma semente.
Longa estrada poeirenta a percorrer,
Famílias isoladas, sem água para beber.
O igarapé que era "caminho de canoa"
Vira leito seco, dando lugar à poeira que voa.
Água suja, distância que cansa,
Mas o povo da Santa Rita resiste com esperança.
Ano novo, eis que o Amazonas se levanta
E a felicidade na comunidade se planta.
O rio acordou, a cheia chegou,
A alegria das águas se derramou.
Elas vão subindo, devagarzinho,
Enchendo o rio, os lagos, o caminho.
Volta o peixe, a fartura à mesa,
O igarapé é estrada outra vez.
Nas canoas, o rabeta zunindo
E as crianças vão à escola sorrindo.
E a terra outrora rachada,
Agora dá vez às canoadas.
Oh, enchente bendita! Doce e molhado abraço,
Que enche o rio preenchendo o espaço.
Na seca, a luta; na cheia a dança,
O ciclo do rio escreve nossa esperança.
Água é vida, é festa, é sorte,
E assim vai vivendo esse povo do norte.
Autor: Silvano Pontes.
Amazonas em poesias.
Hoje é sexta-feira santa! Dia de fazer jejum e abstinência de carne, rezar e agradecer a Deus por ter nos dado o seu filho amado, Jesus Cristo, o qual morreu por nós numa cruz para apagar os nossos pecados. É bom que façamos neste dia bastante silêncio, e uma boa reflexão sobre o que temos feito em agradecimento a Deus, Nosso Pai, por tudo isso que Ele bondosamente nos tem dado. Abraços fraternos.
