Santa
O psicopata americano está querendo começar uma Guerra Santa! O Senhor da guerra se retratou como o Príncipe da Paz!
Cesta de Natal Amaral
Houve uma época em que o grande charme de Santa Mariana, no final do ano, era comemorar o Natal se deliciando com os produtos que vinham dentro das famosas Cestas de Natal Amaral.
Naquele tempo, eu tinha nove anos e ela era o meu grande sonho de consumo. Sonhava com aquela maravilha.
Havia propaganda nas emissoras de rádio, no alto-falante do Bacarim e nos carros de som que percorriam as ruas da cidade anunciando a bendita cesta. Você podia comprá-la no início do ano e ir pagando mês a mês, até chegar o Natal.
Perto da nossa casa morava uma família de classe alta que havia comprado uma daquelas cestas. E não era qualquer uma: era a maior, a número cinco. Quanto maior o número, maior o tamanho da cesta.
Passei o ano inteiro esperando a chegada do caminhão que faria a entrega.
Meu grande desejo era descobrir se era verdade tudo aquilo que aparecia nas propagandas. Será que dentro daquela cesta havia mesmo todas aquelas maravilhas? Claro, eu precisava primeiro contar com a boa vontade do meu vizinho.
Até que, num belo dia, já no final do ano, eis que chegou o tão esperado caminhão.
Foi uma festa na nossa rua. Moleque para todo lado.
Eu, como morador vizinho, me sentia meio sócio daquele acontecimento. Afinal, tinha acompanhado a espera durante o ano inteiro e, por isso, achava que tinha até o direito de descrever alguns detalhes da famosa cesta.
Naquela noite, depois de uma espera angustiante, finalmente me permitiram olhar dentro daquela coisa linda.
Mas só olhar.
Sem tocar em nada.
Depois de aberta, pude ver enfeites de papel celofane vermelho. Por entre eles apareciam as pontas das garrafas: vinho, espumante, suco de uva...
Havia também castanhas.
Mais para o fundo, os donos começaram a remexer as coisas e, de repente, apareceu, debaixo daquele papel vermelho, uma maravilha. Uma verdadeira obra-prima.
Era uma lata redonda.
Na tampa havia desenhos daquilo que vinha dentro. Eram quatro figuras, em formato de triângulos com as bordas arredondadas.
Não teve jeito.
Pedi para segurá-la.
Relutaram um pouco, mas acabaram deixando. Por alguns segundos, aquela maravilha esteve nas minhas mãos.
E foi o suficiente.
Olhando para aquela lata mágica, deixei minha imaginação viajar. Naquele instante, pude saborear, um pedaço de cada vez, a goiabada, a marmelada, o figo e o marron-glacé — nome que descobri naquela noite e que, para mim, até então, era simplesmente batata-doce.
Alguns dias depois, fuçando pelo entorno da casa do vizinho, meus olhos se depararam com ela.
Ela mesma.
A lata.
Aquela obra-prima estava ali, jogada, vazia, como se fosse uma coisa qualquer.
Fiquei alguns segundos olhando para ela, meio consternado com o fim que tivera.
Para mim, aquela lata ainda carregava todo o encanto do Natal. Para os outros, era apenas uma lata vazia.
Muito tempo depois, alguém da minha família comprou uma lata igual àquela.
Finalmente pude conhecer o sabor daqueles doces.
Mas não era Natal.
E também não era da Cesta de Natal Amaral.
E talvez por isso nunca tenha tido o mesmo gosto.
Um tour pelo centro nervoso de Santa Mariana
Final dos anos 1950 e início dos anos 1960
De frente para a praça, seguindo em direção ao antigo Banco Itaú, virando à esquerda, começava um verdadeiro passeio pelo centro de Santa Mariana dos finais dos anos 1950 e início dos anos 1960.
Do lado direito estava o Cine Rios, que futuramente se chamaria Cine Plaza. Ao lado do cinema havia um terreno baldio. De vez em quando aparecia por ali uma barraca de “tiro ao alvo”, que permanecia no local por algum tempo.
Mais tarde, naquele terreno foi construído um salão bem grande, onde se instalou a Sorveteria Ouro Verde — a mais linda do mundo! Quando a sorveteria encerrou suas atividades, o espaço se transformou em bar: o Bar Pinguim, do Dionísio Serafim. No luminoso do estabelecimento havia o desenho de um pinguim.
Certa noite, alguém com o teor alcoólico acima do normal resolveu atirar no pássaro do luminoso. Acertou. Durante muito tempo, ficou visível o furo da bala na placa. Uma pequena história, talvez, mas que ficou na memória de quem viveu aquela Santa Mariana.
Continuando pela mesma rua, cerca de cinquenta metros adiante, encontrávamos o Bar do Mathias. Aos sábados havia música sertaneja, cantada pelos irmãos Mathias. Era um dos pontos de encontro da cidade.
Na esquina, em frente ao bar, ficava a borracharia do Pedrão. Depois vinha a casa do Mauro Japonês e, logo adiante, o posto de gasolina, onde Mauro era o gerente.
Seguindo em frente, chegávamos à Farmácia do senhor Euclides/Florisvaldo. Depois da residência do senhor Euclides, ficava a loja de ferragens do Spagolla, o Henrique.
Chegando à esquina, do lado direito estava a residência do senhor Henrique e, em frente, o Posto de Puericultura.
Virando à esquerda, do lado esquerdo, ficava o Parque Infantil, no local onde hoje está o seminário. Em frente, estava a oficina dos Bampa.
Na esquina, do lado direito, ficava a residência do padre, a conhecida casa paroquial. Em frente seria construído posteriormente o Salão Paroquial Pio XII.
Nos fundos da igreja ficavam o Paço Municipal e o reservatório de água. Ao lado direito da prefeitura estavam o Posto de Saúde e a residência da família Zanini.
Um pouco mais adiante chegávamos à rodoviária, com suas lojas e seu movimento característico.
Logo na entrada da rodoviária ficava o açougue do senhor Júlio Rossi. Na sequência havia uma lanchonete que fazia uma vitamina muito gostosa. Vizinho à lanchonete estava o Bazar do Vitor.
Depois vinham outras lojas, uma barbearia e, fechando aquela sequência de estabelecimentos, o Bar do senhor Carlito Spagolla.
A rodoviária era servida pelos ônibus da Viação Garcia e por uma outra empresa cujo nome já não consigo lembrar. Essa segunda empresa fazia as linhas que ligavam Santa Mariana aos patrimônios próximos.
Em frente à rodoviária havia várias lojas. Estavam ali a Sapataria dos Serafim, o Armazém de Secos e Molhados do Shiguetomi, a Farmácia do Kamei — acho que era esse o nome — e, na esquina, um bar e restaurante.
Ah, e havia também a sorveteria, onde, além de tomar sorvete, era possível comprar figurinhas de jogadores de futebol. Para nós, aquilo também fazia parte da diversão.
Do outro lado ficava o Posto Shell.
Descendo em direção ao Fênix Clube, depois do bar das figurinhas, encontrávamos uma loja de sapatos chamada Calçados Bata. Mais adiante estavam a relojoaria do Nelson e o Foto Suzuki.
E, seguindo um pouco mais, chegávamos ao Banco América do Sul.
Esse era, mais ou menos, o nosso centro de Santa Mariana no final dos anos cinquenta e começo dos sessenta.
Hoje, talvez poucos consigam lembrar dessa cidade. Muitos dos que vivem atualmente em Santa Mariana nem sequer conheceram aquela época. Os prédios mudaram, os estabelecimentos desapareceram, as ruas ganharam outras paisagens e a cidade seguiu seu caminho.
Mas aquela Santa Mariana existiu.
Existiram o Cine Rios, a Sorveteria Ouro Verde, o Bar Pinguim com seu luminoso furado por uma bala, o Bar do Mathias e suas músicas sertanejas, a rodoviária cheia de movimento, as lojas, os bares, as oficinas, os bancos, os postos e, principalmente, as pessoas que davam vida a tudo aquilo.
Talvez este relato seja apenas uma caminhada pela memória de um velho morador.
Mas é uma caminhada por uma cidade que existiu.
E eu sou prova viva.
A santificação deve ser o desejo de todo cristão se parecer com Jesus e ter uma vida santa, assim como o Mestre teve. Pela sua infinita graça, Deus concede vida santa a todos os pecadores, desde que eles se arrependam e confessem o nome de Jesus (Rm 10.9-10). Assim, Deus disponibilizou três meios para a santificação: o sangue de Jesus: “E, por isso, também Jesus, para santificar o povo pelo seu próprio sangue, padeceu fora da porta” (Hb 13.12); o Espírito Santo (2ª Ts 2.13); e a própria Palavra de Deus (Jo 17.17; Ef 5.26). O Senhor nos forneceu todos os recursos necessários para uma vida santa e separada do mundanismo (Rm 12.1-2).
Cristo não moldou a Sua Santa Doutrina à medida dos corações mundanos; antes, com a Sua graça, regenerou os homens para que estes pudessem habitar no Reino dos Céus.
Em toda a extensão do céu e da terra, somente a Santa Palavra de Deus é a bússola infalível, a balança justa e a rocha inabalável para toda a verdade divina e para a sincera obediência de nossos corações.
As vezes santa, as vezes louca, as vezes atrevida , as vezes tímida... As vezes doce , meiga , carinhosa ... As vezes bandida ... As vezes patroa ...As vezes submissa ... mulher de mil faces , mulher de fases , mulher de opinião construída... mulher de caráter... forte , avassaladora , as vezes musica , as vezes poesia ...As vezes tempestade...outras calmaria ... depende de quem me vê... de como me vê... sou o que vc merece que eu seja....
ELA É SANTA
Santo não sou não, moço!Sou cabra da peste
Faço nenhum mal
Eu sou filho da terra.
Venho das bandas do norte Nestas terras encontrei
A mulher que sempre sonhei
Viver com ela até a morte
Ela conhece meus defeitos
Seu beijo tem gosto de mel Faz amor do meu jeito
Com ela moro no céu
Santa ela é seu moço
Que me faz sentir tão amado
Nos braços dela eu sou
Como bicho domesticado!!!
JOÃO BATISTA BARBOSA
Dia 24 e 25 de Maio, Dia de Santa Sara Kali, Salve Santa Sarah Kali, padroeira da nação Rom espalhada pelo mundo. Que por sua generosa graça, interceda e ajude nos ao maior reconhecimento, de nossa cultura ancestral e nosso dialeto, nosso direito de existência e respeito universal por resistência e fé e que o mundo e a ONU, procedam em tempo a devolução de nossa terra original, para união de todos os clãs em convivência pacifica a caminho da prosperidade de nosso povo, na liberdade para nossas próximas gerações, dentro do foi a nos a tanto tempo prometida.
Dia 24 de Maio, é o dia de Santa Sara Kali e também o dia do povo cigano no Brasil. Um momento de festa, distribuição de pães pequeninos, musicas e danças milenares da tradição perpetuadas oralmente pelas mulheres Rom, arcabouço e depositório sagrado da cultura Rom universal. O sagrado matriarcado Rom, através das vidas vitoriosas das mulheres Rom trazem consigo em qualquer lugar do mundo, a força, a fé, a resiliência e a resistência cultural de tudo que sobrevive no contemporâneo apesar das indiferenças, marginalizações, perseguições e escravizações passadas. Que o manto de Santa Sara Kali, continue a proteger toda nação Rom, no mundo inteiro.
Salve 22 de Maio, dia de Santa Rita de Cassia. Estudei no primário, no Liceu Santa Rita de Cassia no bairro carioca da Consolação e desde pequeno tenho muita fé e afeição muito particular por Santa Rita... ate por sua vida comum, com marido e filho, e a entrada posterior para o convento já como uma mulher madura, apesar das não aprovações eclesiásticas mas humildemente conseguiu. Considerada por ser ela a justa intercessora das causas impossíveis, este ensejo e resultado advém retratado um pouco de sua fé e resiliência na sua própria historia de vida.
A historia de Santa Sara Kali, mais comum é que após a morte de Jesus, os romanos colocaram em um barco sem remos e sem direção, como uma forma de condenação a morte eram elas Maria Magdalena, Maria Salomé e Maria de Cleofás e a serva egípcia Sara, durante a viagem no meio da turbulência do mar, Sara tirou o lenço azul da cabeça e fez uma promessa a Deus, se elas fossem salvas ela Sara usaria aquele lenço por toda sua vida. Logo após seu pedido o mar se acalmou e chegaram ao sul da França. As três Marias, foram as colinas para levar a palavra e os ensinamentos do mestre, enquanto Sara permaneceu na planície, durante sua jornada deparou com um grupo de ciganos, onde foi acolhida e aprendeu toda sua cultura. Ela não foi canonizada pela Igreja em 1712 como muitos afirmam.
Santa Sara Kali, é considerada santa padroeira do povo cigano, e seu dia é celebrado dia 24 de Maio. Por mais que exista um local de peregrinação a ela, no sul da França, ela não foi canonizada oficialmente pela Igreja Católica. Sendo assim ela é apenas considerada santa pelo povo cigano. Sara na verdade, era uma serva egípcia que ouviu a palavra de Jesus e se converteu. Ela é chamada de Kali, por conta da referencia a sua cor da sua pele, em hindu arcaico, "Cali" vem do sânscrito Kālī, काली, a forma feminina de kālam (negra, ou de pele escura) e também para diferenciar de outras santas que tem o mesmo nome de Sara ou Sarah. Sendo assim é uma figura de devoção dentro da cultura oral cigana como se fosse uma beata popular.
Confie na santa providência, porque se não chegar conforme o que esperava, trabalhe com fé e muita paciência.
"O exemplo de uma vida santa é a mensagem mais poderosa que um cristão pode ter. Afinal, o mundo pode até ignorar o que dizemos, mas é incapaz de ignorar quem nos tornamos."
*Sexta feira santa*
Neste dia temos o dever de refletir sobre os nossos atos e ver se estamos realmente fazendo jus ao sacrifício que Jesus fez.
Estamos vivendo nossas vidas pelo caminho do amor e da caridade?
O louvor ao Senhor é feito todos os dias, não somente pelas nossas orações, mas também pelo tratamento que damos aos nossos próximos
Portanto faça das suas atitudes a sua maior forma de orar, louvar e agradecer a *Cristo* pelo sacrifício maior
"A VIDA*
A semana dita "santa"
Chamam de santa
uma semana
onde a memória sangra.
Dizem sagrado
o que foi feito de cordas,
de açoites,
de carne rasgada
e silêncio forçado.
Eu olho,
e não vejo santidade.
Vejo mãos humanas
erguendo a própria crueldade
como espetáculo.
Vejo a multidão
(os mesmos que hoje rezam)
gritando ontem
pela condenação.
Vejo o peso da madeira
não como símbolo,
mas como instrumento.
frio, concreto,
real.
E me pergunto,
em que instante
a dor foi coroada de divina?
Em que momento
a atrocidade
ganhou nome de redenção?
Chamam de santa,
talvez porque precisem
que seja.
Talvez porque encarar
o abismo humano
sem adorno,
sem promessa,
sem justificativa,
seja insuportável.
Mas eu não consigo.
Não chamo de santo
o que nasceu da violência,
nem beijo
o que foi instrumento
de tortura e de morte.
Se há algo sagrado ali,
não está no ato,
nem nas mãos que feriram.
Talvez esteja
no que sobreviveu...
apesar de tudo.
Ou talvez…
na recusa de olhar na cara
a atualidade
das mesmas atrocidades
(e até piores)
que a humanidade
é capaz.
©️ @MiriamDaCosta
Ritos e contradições...
Dizem que na Semana Santa
não pode comer carne,
é pecado.
Mas nos outros dias,
fica liberado
devorar o outro
em fatias de indiferença,
temperadas com egoísmo
e servidas frias
na mesa da conveniência.
Na Sexta-feira santa,
o prato é vigiado,
mas a língua,
essa continua afiada,
cortando, ferindo, julgando
sem qualquer jejum.
O corpo se abstém,
mas a consciência…
segue em jejum
o ano inteiro.
E na crueldade das torturas
que se perpetuam,
não há silêncio,
não há luto,
não há penitência.
Que curioso ritual esse
que santifica o cardápio
e absolve a crueldade cotidiana.
Talvez o verdadeiro pecado
não esteja na carne
que se come...
mas na humanidade
que se deixa de exercer.
✍©️@MiriamDaCosta
Alma cigana
Minh'alma cigana
nem santa
e nem profana
se encanta
mas não se engana ...
nas linhas da vida
(sempre agradecida)
está sempre a caminhar
em busca da verdade e da luz
pelas páginas do destino a decifrar
toda a poesia do viver que me conduz...
no mundo, na vida e na estrada...
onde o vento tudo leva e tudo traz
a Lua me protege na minha caminhada
o bem me agarra , o mal fica para trás...
✍©️@MiriamDaCosta
Sexta-feira Santa nos lembra o maior gesto de amor: Jesus entregou sua vida por nós. Na cruz, Ele transformou dor em esperança e sacrifício em redenção. Que hoje nosso coração se encha de fé, gratidão e do amor que nunca nos abandona.
