Sangue
o sangue é o alimento da alma,
no fato de estamos mortos,
sinto teu coração frio,
mortos por um sentimento,
sem respostas para refletir,
nossos sentimento não passa de mentiras,
nada pode ser real nessa vida,
o destino foi fabricado,
como uma piada sem gosto.
sinto eu te amo,
no mar infinito a cálida da tuas palavras,
não sei onde errei,
mais tudo acabou no fundo dessa lapide,
estaria o ador destinado o frio da tua alma.
por celso roberto nadilo
O ASSASSINATO DE ONTEM
Foi incrível sentir o sangue escorrer entre os meus dedos, depois de aperta-lo fatalmente. Voltei ao estado de relaxamento depois de sentir esta morte. Por alguns instantes respirei profundamente e pensei na família que ele possuía. Recordei que outros também haviam sido eliminados. Mesmo assim, uma incorrigível vontade superior a qualquer sensibilidade humana, me direcionou exatamente no local onde eu havia encontrado minha última vítima. Foi naquele mesmo quarto que ele recebeu a primeira pancada. Ainda trêmulo e vivo, um pouco tonto, sem saber onde estava, rodopiou e caiu, antes de ser instantaneamente esmagado e morto, conseguindo apenas realizar o seu ultimo movimento. Senti que não poderia voltar atrás. Por alguns instantes tive a certeza que aquela vítima, tinha o objetivo de tirar o meu sangue, talvez por ódio ou simplesmente obedecer ao seu instinto natural perverso e faminto. Estou mais forte, seguro e confiante agora. Não permitirei que minhas noites sejam perturbadas novamente. Tenho certeza que isso é só o começo. De fato voltarei a obedecer este instinto letal novamente. Algum dia, do mesmo jeito, quando sentir a necessidade e o momento oportuno, farei tudo novamente. Foi exatamente assim que consegui acabar com a vida daquele pernilongo que me atormentava a noite.
"se eu podesse escrever na agua como escrevo na areia, escreveria o seu nome no sangue da minha veia"
Gosto de sentir o sangue pulsar em minhas veias e saber que tenho o controle.No entanto,as vezes,queria que alguém tomasse o controle de mim e soubesse o quanto sou frágil com todas as minhas forças.
Você é carne da minha carne, sangue do meu sangue, pele da minha pele.
Você á alma de minha alma, os pés dos meus passos a visão do meu olhar.
Resumindo, como posso então eu viver sem ti, se eu nasci no momento em que te conheci.
Só (DEUS) sabe o quanto eu amo você.
meu sangue, de você tão distante
Era pra você limpar
Limpar minhas lágrimas, escorridas
Lágrimas que caíram
E você as julgou
meu sangue, de você tão distante
Se afaste e negue tudo
E eu negarei tudo a você
Apoia-me, julga-me
Enquanto cuida de mim
Meu sangue em minhas veias ferve
Ferve como fogo
Com sua distância, tão distante
Carregou-me em seus colos
E no pior momento sumiu
Tua, a tua distância me afeta
Como mais um trauma não resolvido
Minha cor favorita não é rosa, nem azul
É roxo
Você nem me conheces
meu sangue, de você tão distante
🩸 PACTO BRUTAL
Família não é amor.
Família é um pacto.
Um pacto assinado com sangue,
mas nunca com consentimento.
Nasce-se algemado a vozes que não se escolhe.
Sorri-se para carrascos com sobrenome em comum.
E aprende-se cedo que "eu te amo" pode doer mais que um tapa,
porque vem de quem te destrói por dentro e depois ora por ti em voz alta.
Família, às vezes, não é lar:
é prisão com cortinas floridas.
É onde se enterra o grito na garganta
e se aprende a vestir a máscara de “tá tudo bem”.
Nesse pacto brutal,
o afeto é moeda de troca.
Se você pensa diferente,
é o herege.
Se adoece,
é o ingrato.
Se sangra,
é o fraco da geração.
Eles não querem sua verdade.
Querem a manutenção do mito:
a mentira de que sangue basta.
Mas sangue não cria.
Sangue não acolhe.
Sangue só mancha.
Neste pacto,
te juram amor eterno,
mas falham em te ver como ser humano.
Te querem funcional, sorridente, obediente.
Ser você? Só se couber no molde deles.
Por isso, escuta bem:
Você não deve lealdade ao que te destrói.
Família que não respeita tua dor
não é sagrada — é maldição.
E talvez o ato mais santo
seja quebrar o pacto.
Seja romper o ciclo.
Seja gritar, pela primeira vez, com a voz limpa:
🩸 "Eu existo, mesmo que isso custe a ilusão da família perfeita."
— Purificação
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SANGUE SECO
Um sussurro no morro ecoa,
O asfalto quente guarda histórias não contadas,
Nas vielas, o vento carrega o lamento,
Sangue seco — marcas não apagadas.
A favela respira sob o fogo cruzado,
Cada treta é um verso que o tempo não apaga,
Irmão contra irmão, o ódio herdado,
Enquanto a fome rasga a alma e a chaga.
A rua tem memória, o muro tá rachado,
Sombra da bala perdida, criança assustada,
O prato vazio é o grito calado,
E a justiça? Cega, surda, engravatada.
Sangue seco na terra, cicatriz do destino,
A quebrada chora, mas não abaixa o queixo,
A cor da pele é sentença, o futuro é pequeno,
Enquanto a sirene corta o vento, rasga o ninho.
A farda que deveria proteger é a mesma que invade,
Botina no pescoço, o joelho na garganta,
A mãe chora no beco, o corpo estendido no lote,
A viatura passa, a vida vira planta.
Cadê o herói? O mapa tá manchado de roxo,
A mídia pinta o morro como covil de bandido,
Mas ninguém vê o sonho do mlk no busão lotado,
Ou o pai que vende bala pra ter pão dividido.
O sol nasce no barraco, ilumina a resistência,
A arte é arma, o grafite na laje é poesia,
A quebrada dança no funk, quebra a sentença,
Enquanto o sangue seco clama por justiça todo dia.
O sistema é laço, a favela é o alvo,
Vidas viram números no jornal de domingo,
O jovem é caça, o futuro é algo,
Mas a revolta fermenta no copo de pinga.
A paz é utopia quando a guerra é concreta,
Mas a fé tece redes onde o Estado some,
Nas vielas, a glória brota na esquina aberta,
E o sangue seco grita: "Nossa voz não some!"
Sangue seco na terra, mas a luta não seca,
A favela é raiz, não tem medo de trator,
Cada passo no beco é uma semente na terra,
E o grito do morro ecoa: "Amanhã vai ser maior!"
(O vento leva o verso, a quebrada não esquece,
No sangue seco, a história insiste em doer.
Mas enquanto houver chão, o povo pé-no-chão reescreve
O amanhã com as mãos — pra quebrar o que vier.)
FANTI MC
O coração não sente
Ele se corrói.
As lágrimas desaparecem
Trocadas por sangue
Cortes fervem
Em uma doce agonia.
Se vires sangue nas minhas letras
Podes crer...
É porque estou a escrever com o coração
Eu vivo escrevendo
Ideias incontroláveis
Pela minha mente
Hoje eu só te vejo...
Apenas em fotografias
Lembrando do que falávamos
Ideias todo dia
As nossas promessas
Foram escritas A beira-mar
Até a onda mais pequenas
Foram suficiente pra apagar-lhes
Nunca mais irei escrever
Se não for pra tu leres
Nunca mais irei escrever
Se não for pra mexer com
Os seus sentimentos
Eu escrevo enquanto chove
Não é mera coincidência
É o céu chorando comigo
sangue e lápis
asas da liberdade
entre linhas
algo que poucos
podem captar
perdi-me e me refiz
em refúgio abstrato,
disforme.
depois que te conheci,
ó Poesia,
ganhei forma no caos
que era meu rosto
torto.
meu eu-lírico
tornou-se
meu sangue,
meu respirar,
meu garfo.
dou corpo à dor,
a entalho—
para que ela
encontre o cinzel
e ali morra.
me dissolvo na escrita;
morro no papel
para renascer em cada linha.
se um dia eu calar,
morremos juntos:
verso e peito.
entre escrever e alívio,
escolhi sangrar.
quem escreve pra curar
continua doente.
Sangue se cobra e se paga com sangue. Amor, zelo, raiva, inveja, todos têm seus preços. Na vida, tudo que tem valor requer um pagamento, tudo precisa de seu sustento. No comércio da vida, o próprio caminho cobra seu preço. De uma forma ou de outra, ninguém sai devendo, mas alguns pagam preços altos e dolorosos. Por isso, sempre grata, Esú traz, e ele mesmo leva.
"A criatividade está no sangue de cada gente do Brasil,
População que tem que ser estudada, de um a mil"
