Sangra
Quem sente demais sangra em silêncio e dessa forma todo dia eu sorrio, para disfarçar aquilo que o meu coração chora...
Teu silêncio me sangra
(Eliza yaman)
O que me fere não são tuas palavras,
mas o silêncio que deixas no lugar.
É como se arrancasses minhas lavras,
e me deixasses só com o verbo amar.
Fico a colher o eco do que foste,
como quem junta espinhos sem saber.
Teu silêncio é punhal que ainda me encoste,
e me sangra sem nunca me vencer.
Inventário do que sobra
A vida caminha como um corte lento,
não sangra de uma vez,
apenas pinga,
gota após gota,
sobre o chão rachado dos dias.
O céu, cansado,
arrasta nuvens como quem arrasta correntes,
e o vento já não sopra para refrescar,
mas para lembrar que tudo se move
inclusive nós,
mesmo quando fingimos ficar.
O amor é um hospedeiro ingrato:
entra sem pedir licença,
revirando móveis,
quebrando louças,
e parte deixando o eco das conversas
que nunca tivemos coragem de ter.
No fim,
o que sobra cabe numa mão fechada:
um punhado de lembranças,
dores de segunda mão
e a certeza amarga
de que nada do que tocamos
se mantém inteiro por muito tempo.
Dias de Sangue e Silêncio
Em dias de hoje o jornal sangra em vermelho,
manchetes cruéis rasgam o espelho,
do mundo perdido em medo e rancor,
onde a esperança já não tem cor.
Em dias de hoje só se fala em guerra,
a paz já não pisa os pés nesta terra.
Pandemias reinam, o riso se esconde,
a alegria é um sonho que já não responde.
Em dias de hoje o ar tem veneno,
corações frios, amor tão pequeno.
Máscaras cobrem verdades sombrias,
mentiras reinando nas almas vazias.
Em dias de hoje já não há confiança,
morreu a lealdade, morreu a esperança.
Nem homem, nem mulher guardam respeito,
só sombras que andam com ódio no peito.
Em dias de hoje o sangue mancha a avenida,
um tiro covarde apaga uma vida.
O medo ecoa, o irmão trai irmão,
vende a memória por migalhas no chão.
Em dias de hoje o justo é algemado,
o ímpio é solto, protegido e amado.
Nas ruas o crime é quem dita a lei,
e o trabalhador já não vale o que sei.
Em dias de hoje… só resta o lamento,
um grito calado, perdido no vento.
O mundo agoniza, sangrando em silêncio,
num tempo sombrio, cruel e doente.
Autor: Douglas Pasq
O auto-racismo é uma ferida invisível: não sangra por fora, mas corrói por dentro até silenciar a alma.
Romper barreiras é mais que atravessar muros invisíveis.
É resiliência que sangra, mas insiste em levantar.
É propósito que lateja como fogo dentro do peito.
É transformar o comum em extraordinário.
Minha missão não é fugir da dor, mas usá-la como ponte.
Cada limite quebrado é um chamado para seguir adiante.
Sou apenas voz, mas voz que não se cala.
Purificação.
Hoje meu coração sangra, minha mente grita socorro, eu tinha desistido do amor, aí vc chegou com um olhar lindo e ali eu aprendi a te amar. Quando te escolhi, vc desistiu de mim e, com o mesmo olhar doce se foi, e com uma tristeza profunda me deixou aqui no meio dessa escura solidão.
Adoro ser Mulher...
Este ser meio enigma
que sangra e não morre
que carrega no ventre outra vida
que alimenta a sua cria
que se doa, que briga, chora...
Adoro ser esta mulher inteira
que saboreia a vida
que tempera o amor
com doses de encanto
usa a alquimia dos cheiros e sabores
para encantar seu homem
Sou mulher guerreira
sou mulher amada
que ama por amor
que levanta e vai a luta
que despreza a mentira
que olha nos olhos
sem vergonha de ser feliz
Sou mulher...
sou meio bagunçada
sou tímida ate certo ponto
que já viveu tristezas
que disse adeus sem querer
que chorou num cantinho
por medo da vida
que se sentiu um bichinho acuado
assustado, que pediu colo um abraço
Sou mulher... Com todas as limitações,
com todas as dificuldades ...
Que chegou a idade madura
sem se deixar apodrecer
valorizando tudo...
As dores, as alegrias...
Parabéns a mim e a todas as mulheres
que de uma maneira doce é muito
mais forte que muitos homens ...
Elaine Coletti
PARTIDA
Vê-lo partir sangra a minha Alma
As lembranças dos dias felizes que fui tua sem pudor
Dias em que meu riso foi solto
Dias em que em chamas meu corpo explodia.
Vê-lo partir quebra meu ser
Mas como prender-te à mim?
Logo eu que prezo a liberdade?
Então vá!
Mas não me diga adeus
Diga-me apenas um até breve
Deixando-me a esperança
Esperança de futuros dias quentes ao seu lado
Kátia Osório
Existe o amor que não se rende.
Ele apanha da vida, sangra em silêncio, mas não recua.
É teimoso, firme, não por orgulho,
mas porque acredita que sentir vale mais que desistir.
Esse amor permanece quando tudo diz “chega”,
e resiste não por fraqueza,
mas por coragem.
Há também o amor que busca respostas.
Ele questiona, observa, sente dúvidas.
Não se contenta com migalhas nem com palavras vazias.
Quer entender gestos, silêncios e distâncias.
É um amor inquieto, porque sabe
que amar sem verdade é se perder de si mesmo.
E existe o amor indeciso na caminhada.
Caminha com o coração em conflito,
dando passos curtos, olhando para trás.
Não sabe se fica, se vai, se espera.
Não é falta de sentimento,
é medo de errar o caminho
e se machucar outra vez.
Amor que se diz amor
busca ser verdadeiro.
Não se esconde, não engana,
não vive de meio termo.
Amor de verdade pode até falhar,
mas nunca trai aquilo que sente.
Dizem que o amo e lindo.mas a vezes. o amo também sangra.por não se recíproco. isso nos ferir. e aquilo quê era chama 🔥 fica frio em nosso coração
Quem foge da dor nunca será forte. O kamorrista encara o sofrimento de frente, sangra em silêncio e transforma humilhação em poder.
A liberdade sangra quando julgadores, que são compensados para defender o estado de direito e suas leis, agem como canalhas inescrupulosos.
Mate sua sede!
Derrama. Sangra. Sufoca. Inviabiliza. Machuca. Assim, sem sim ou não, nos matamos.
Sacie-se ante o desmoronar daquilo que imperava-te: sua sede.
- Relacionados
- Meu Coração Sangra
