Poemas sobre samba

⁠A Bagunça entre os Dialetos Africanos e a Língua Portuguesa Deu Samba!

⁠Eu sou risada contida em público e gargalhada em família. Eu sou jazz, mas também sou samba... Minha alma é postmodern... Sou soma de erros e acertos, de bondade e uma pitada de maldade...Eu sou sarcasmo... Meu elemento é o ar, mas em certos momentos eu sou fogo, se precisar serei gelo.
Eu sou moda atemporal, cafona nos sentimentos, eu sinto muito ou não sinto nada.
Eu jogo, eu pago pra ver, eu odeio perder.
Eu leio, eu canto, eu danço, encanto... Sereia dos tempos modernos eu sou.
Débora Loranny Rodrigues Marques

Não me venha com meios termos e falsas desculpas. Esse seu ritmo, não dá mais samba. E eu, já cansei, de fingir acreditar.

Samba, carnaval e futebol... onde estão os livros?

Eu vou...Mas Você não vai!

Eu vou… mas você não vai!

Vou dançar samba com a minha dor,

passear com meu desalento

e, depois, dormir com o meu cobertor.

Vou conversar com meu padecer,

abraçar a minha angústia

e, depois, aceitar meu enlouquecer.

Vou tropeçar na minha derrota,

conviver com meu sofrimento

e, depois, entender que perdi a aposta.

Vou seguir só pelo meu caminho,

caminhando sobre espinhos

e, depois, compreender que estou sozinho.

Vou divagar por este mundo,

remoendo o que me resta

e, depois, virar sopro em um segundo.

Eu vou… mas você não vai!

pois o seu caminho é você quem faz.

Então siga, olhe para o horizonte,

busque sempre o melhor de si

e acredite que o ódio não enche a fonte.

Siga em frente, lute pelo que lhe resta,

transformando a tragédia em festa.

Eu vou… mas você não vai!

reescreva sua história

sem olhar para trás.

Eu vou... mas você não vai!

Usufrua do direito de viver,

Deseje o ser e o não ter, queira sempre o querer,

Acesse o prazer, descubra na luta o melhor de você, se hoje não deu certo, amanhã há de ser.

Eu vou... mas você não vai!

Pois em uma mão não há dedos iguais,

São lutas distintas, cada quais com os seus cada quais, e no fim do percurso, só não prevalece o tanto fez nem o tanto faz.

O que mais nos importa é que o seu coração seja cheio de luz e repleto de paz

Entendestes agora, quando digo que "Eu vou... mas você não vai?"

É que na procura incessante pela felicidade, novas portas se abrem ampliando universos e trazendo novas possibilidades.

NATUREZA DO SAMBA



No compasso da vida, vou criando minha história...
Vou espalhando meu amor pela minha trajetória.
É tão bom ver você sorridente ao sambar,
Seu gingando te faz infinitamente brilhar.

Deixa a magia do amor enaltecer a liberdade...
A nossa liberdade para viver com afinidade.
Se um dia você se for, só me restará saudade
Se decidir ficar saberei que é amor de verdade.

A natureza do samba é raiz, é o que me faz feliz...
Abra o coração, deixa o samba tocar e depois me diz
Se o samba te faz sonhar, se é maravilhoso sambar?
Samba do meu amor, que me faz tanto te admirar.


Pelas avenidas, pelas vielas lá estava minha bela
Sambando o samba que nasceu e desceu da favela...
Com o brilho no olhar, com os cabelos soltos no ar
Lá vem ela, com seu jeito único de saber sambar.

Tem virtude, tem resplendor e muita beleza
Já passou a tempestade, já passou a tristeza...
Vem comigo sambar, deixa o meu samba tocar
Essa é a tal felicidade que eu vou pra sempre cantar.


Guimarães Júnior

Preciso subir o morro e escutar um samba honesto.

⁠🎶O Samba do Neologismo!🎶
I
Neologismo é verso — inefável sopro do inédito,
semente de som que ninguém plantou.
É a língua em festa, num passo notável e frenético,
cunhando sentidos no que não se falou.
II
É verbo que veste bravura estampada,
substantivo com timbre inventado.
Na boca do povo, na escrita ousada,
surge um vocábulo — doce e empoderado.
III
É o grão de futuro, sem rédeas, audaz no receio,
que rompe as normas com charme e destreza.
Palavra criança — ressignifica o anseio,
brinca no texto com leveza e beleza.
IV
Neologismo é chama — semiótica, centelha que embriaga,
é sopro "criante" num mundo verbal.
É vida que nasce onde a fala divaga,
poesia em pele eloquente e vital.
Fim!
Essência do poema:
"A língua é um ser vivo: cresce, dança, inventa-se. E o neologismo é o sopro criativo que transforma silêncio em verbo e ousadia em poesia!"
Que nosso querido —— Deus —— abençoe você ricamente, um forte abraço!
P.S. Nota do Autor: Estes versos e devaneios, banhados de sol e memória, nasceram da pena sensível de João Carreira — o poeta do Tempo e da Ternura. Cada palavra é sua, cada silêncio, um eco da alma que escreve com o coração.
Todos os Direitos Autorais Preservados.
#JoaoCarreiraPoeta. —— 25/07/2025. —— 6h45min —— 0750 ——.

A MAGIA DO SAMBA
E vem aí os dias de folia! Três dias de uma ilusão bonita de se ver e viver.
Mas o Carnaval é puro alimento de ilusões. E após os três dias de alegria o cenário volta , a realidade reaparece.
Ruas desertas, lixo e ilusões perdidas, talvez de belos amores!
E o cenário da quarta feira é sempre assim: o folião cansado dorme; as ruas ficam sem movimento, latas de bebidas e adereços colorem o asfalto de lixo.
Acaba o sonho, as fantasias e o luxo que faziam a bela ilusão do espetáculo grandioso dos desfiles das escolas de samba.
Bebida e samba ali se misturaram transformando ilusão em realidade para o folião. Ele, como em transe, segue dias dançando, levado pelo ritmo mágico dos tambores, cuicas, tamborins e pandeiros. Completamente perdido no tempo de amar a sua Escola!
Na quarta, nem sabe como chegou ao seu barraco.
Acorda zonzo, ainda de fantasia, estômago embrulhado das batidas de cachaça e das batidas rítmicas da bateria, ainda a ecoar.
Agora que tudo acabou, que o sonho findou, fica a crua e dura realidade que enfrenta o Brasil pobreza: nem café nem pão no barraco que a chuva quase desmoronou!
Quem sabe a vizinha..
Afinal a pobreza é solidária!

"Embora eu tenha aprendido algo com elas, na verdade não sei bem porque as Escolas de Samba são chamadas de Escolas. Exatamente eu não sei!"
1497

"Escolas de Samba têm o nome de Escolas porque as pessoas vão lá, se matriculam e aprendem a sambar? É por isso? Continuo 'perguntano' porque nunca soube e nunca me responderam!"
1499

⁠Você é Mestre-Sala
do meu peito,
Eu a Porta-Bandeira
do meu jeito,
O Samba é o
mestre de nós dois,
A Bandeira é o amor
que não se deixa
nenhum pouco para depois.

Gloriosos foram os dias que dancei
Dancei sem parar ao escutar as batidas
Batidas do samba, poesias e melodias
Se eu pudesse voltaria onde alcancei


Foi apenas um instante...
Maldita sejam as amarguras
Que padecem meu coração
Será que um dia eu irei?


Irei um dia sentir alegrias?
Que meu coração se curará?
Que meu coração se erguerá?
Não sei Mais...


Sinto falta de um passado distante
Onde eu via luz onde ia
Um abraço seu que sempre estava ao meu alcance
Agora debaixo da Terra me resta só a nostalgia

SALVE MINHA TERRA!!

Tudo me faz lembrar!
O samba lembra o carnaval;
A chuva repentina, a roupa no varal;
A terra arada e a labuta do capiau.
E jamais hei de olvidar...
A mata e a moto serra;
Da poluição e o planeta Terra;
Nossos mártires ambientais e suas iníquas guerras...
Faço por lembrar!
Chico Mendes pelo Amazonas de meu Brasil;
Zé da Castanha e sua esposa Maria, mulher gentil;
Irmã Dorothy Stang, cheia de fé viril.
Fica para meditar!
O que vem engarrafada vinha da bica;
Do apanhar da árvore, dentro da lata na prateleira fica;
O verde da minha terra, só a bandeira identifica...

Raízes aladas do morro rasgam o solo seco, voando pro fundo do céu como samba enlouquecido no carnaval. Espelhos devoram sombras próprias, refletindo vazios que gingam frevo bêbado nas ladeiras. Flores de ipê brotam em bolsos de relógios parados, ticando silêncios eternos sob o sol de Copacabana. O peso de uma asa de papagaio esmaga galáxias de pó de purpurina, enquanto rios do Amazonas invertem o fluxo, subindo em espirais de névoa úmida. O eco de um pandeiro constrói muralhas de vidro frágil, como promessas de político em ano de eleição. De repente, o caos se aquieta no batuque da vida: essas raízes são os laços da favela ao firmamento, voando pro abismo celeste da alma brasileira. No fundo do céu, o samba-enredo revela o lar — frágil, mas eternamente nosso.

A vida é um samba de uma nota só, até a tua chegada em contraponto.

A resistência é o samba que não se cala, mesmo quando o tambor é proibido.

Eita nega assanhada, pra não perder a batucada,
samba até de madrugada!

Inserida por Lehwalker

Ser negro, ser negra

Ser negro é samba, é bamba, é querer a vida oferecida.
Qual vida?
Ser negra é mostrar a alegria, mesmo quando os filhos passavam necessidades.
E por que passavam?
Se negro é mostrar que se é vitorioso: pois necessita entrar na guerra, da vida!
Ser negra é ser brasileira, lusa, cubana: igualmente exploradas.
Ser negro é ser de fé, “mano”, “bródi”, é funk, hip hop, pagode, mas também sofrer com as críticas, com a morte!
Ser negra é ser esperta, mãe, avó e, sobretudo, ser mulher.
Mulher guerreira, que sofre com a falta de escola, de oportunidade, de respeito.
Ser negro e negra é ser assim: eu, você, nós, brasileiros;
É ter ânimo, mesmo vendo uma realidade triste: o preconceito.
Por isso, busquemos igualdade, luta, verdade.
A negritude não é uma cor, é um estado de espírito: é ser mestre e aprendiz, certo e errado, é ser Tieta, Helena, Zeca Pagodinho ou então, é ser e ter vontade de ser feliz, de ser honesto, de ser legítimo.

Inserida por chicogeografia

Me trouxe flores,me mostrou o seu jardim.
Me deu um samba e um disco do Caymmi.
Me fez ver a vida com os olhos teus...
me mostrou a semelhança da rainha e do plebeu
Mas hoje eu lhe pergunto,o porque esse descarte?

Inserida por AndersonMoura